
O Baixo Sul é formado por 11 municípios, localizados no leste do estado da Bahia. Com uma condição natural ímpar, seu território é um mosaico de Áreas de Proteção Ambiental (APA), sendo constituída por cinco delas.
Nesta região, as riquezas naturais e o potencial agrícola convivem com a pobreza e o analfabetismo que limitam seu desenvolvimento. Aliada ao patrimônio natural, com cenários, ainda, em excelente estado de conservação (como matas, rios de águas limpas, cachoeiras, manguezais, restingas, coqueiros e um belo e extenso litoral), o Baixo Sul dispõe de inestimável patrimônio arquitetônico e cultural: casarões, igrejas, conventos, casas de fazendas, bem como fortalezas que guarneceram a Bahia dos invasores holandeses e franceses. Bumba-meu-boi, Terno de Reis, Terno de Rosa, Esmola de São Benedito ou Lindo Amor e o Zambiapunga são algumas manifestações folclóricas características da região.
Por essas razões, o Baixo Sul se transformou num dos mais relevantes itinerários ecoturísticos da Bahia, reunindo pontos conhecidos em âmbito nacional e internacional, como Morro de São Paulo, Boipeba, praia do Pratigi e Barra Grande.
O clima agradável, com grande precipitação pluviométrica (de 2200 a 3000 mm anuais) e temperaturas de 21ºC a 31 ºC, confere à região um ambiente favorável ao cultivo de diversas culturas, como mandioca, cacau, cravo, dendê, borracha, palmito, piaçava, guaraná e pimenta-do-reino.
Todavia, contrapondo-se à exuberância natural, à rica história, ao valioso patrimônio cultural e à larga potencialidade econômica, havia – e ainda existe – a pobreza da população no litoral e no interior.
Segundo o Censo Demográfico de 2010, publicado pelo IBGE, cerca de 285 mil pessoas vivem na região. Na zona rural, a população sobrevive de uma economia baseada na agricultura diversificada, enquanto que nas regiões litorâneas, da pesca e do turismo. A atividade industrial ainda é reduzida, sobressaindo-se apenas algumas agroindústrias. O levantamento ainda indica que aproximadamente 54% da população têm renda inferior a um salário mínimo e 11% da população não tem rendimento. A taxa de mortalidade infantil é de 28,3% e a taxa de analfabetismo é de 53%.
Na tentativa de reverter esse quadro, a Fundação Odebrecht vem se concentrando, desde 2003, na criação de um modelo de desenvolvimento integrado e sustentável capaz de tornar próspera e dinâmica uma área rural estagnada, com grande potencial ambiental, fixando os jovens talentos no campo.