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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Aleelba de Melo
Aleelba de Melo
Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

Conheça a história de outros jovens apoiados

“Jamais esquecerei o meu papel social”. A frase é do jovem Dhones Araújo das Neves, egresso do programa Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Aos 23 anos, Dhones cursa o terceiro semestre de Comunicação e mora na cidade de Itabuna, no interior da Bahia. Ele conta sua trajetória e revela que a verdadeira da realização está em melhorar a vida do próximo:

“Conheci o programa Pacto do Sítio, em 1998, na cidade de Porto Seguro. Encontrei nele uma motivação especial para buscar vários sonhos, que até hoje se realizam.

Foi no grupo Pró-Ativos que tudo começou. Tínhamos o objetivo de educar crianças e jovens em nossa região. Com isso, foi inevitável a capacitação dos voluntários que ao longo do tempo foram se destacando, cada um dentro da habilidade que melhor desenvolvia. Colocávamos nossa prática a favor da comunidade.

Muitas foram as conquistas pessoais. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de conhecer lugares e pessoas que contribuíram e contribuem até hoje para meu crescimento profissional. Participei de diversas ações nas quais aprendi que a verdadeira realização está no fazer para melhorar, um pouco que seja, a vida do próximo.

Entre estas iniciativas, a que mais me marcou foi as aulas de reforço que ofereci em uma escola pública da periferia. Emociona-me saber que por meio dessa ação, muitas crianças aprenderam a ler e escrever. Ainda hoje, ao ser encontrado na rua, lembram com carinho de mim. No sorriso dessas pessoas, posso ver a recompensa que não tem preço.

O Pacto do Sítio teve uma importância muito grande em minha vida. Através dele, me tornei um jovem formado para a vida. Jamais esquecerei o meu papel social”.

Prêmio Jovens Voluntários, Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e Programa de Promoção do Voluntariado Jovem. Natália Mendes, 23 anos, participou de quatro projetos apoiados pela Fundação Odebrecht quando adolescente. Acompanhe o relato desta educadora social:
 
“Conheci a Fundação Odebrecht por meio do apoio que foi dado ao Instituto Elo Amigo, no inicio de sua atuação, em 2001-2002. Entrei para receber a formação Pessoal, Social e Empresarial do Programa Aliança com o Adolescente.

Comecei a ver o mundo com outros olhos e sentir a força que tinha, enquanto jovem, de promover mudanças. Participei de movimentos estudantis, a fazer manifesto por uma Universidade para minha região. Passei a entender e discutir Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. E a paixão por tudo isso tomou conta da minha vida, dos meus planos. Foi como entrar num caminho sem volta, pois não era mais a mesma pessoa, não podia continuar fazendo as mesmas coisas.

Participei do Programa de Adolescentes Voluntários, onde foi criado o MOVER - Movimento de Jovens Voluntários do Semi-Árido Cearense. Jovens dos cinco municípios aprenderam a elaborar projetos e os executavam nas suas comunidades. Foram muitas idéias e o desejo de mudança era tanto que entravamos pela noite, planejando e sonhando com dias melhores.

Eu, particularmente, idealizei e executei vários projetos: Campanha para Doação de Sangue, Projeto Semana Feliz e Projeto Sábado Feliz. Coordenei ações de Cinema no Bairro em parceria com SESC. Investi em minha formação e participei de curso de Mobilização Social - Lideranças Comunitárias. Apoiei a realização de Seminários de Juventude e Trabalho, Políticas Públicas para Juventude e Conferências do Plano Nacional da Juventude.

Em 2005, conclui o Técnico em Desenvolvimento Social com habilitação em Desenvolvimento de Comunidades, quando ganhei, junto com outras colegas, a premiação nacional do Técnico Empreendedor 2007 na categoria projeto na área de inclusão social. Hoje, estou trabalhando no Instituto Elo Amigo, como Educadora Social no Projeto Educação Ambiental no Semi-Árido. Estou cursando a faculdade de Serviço Social. Aqui está um pouco da minha história, do meu progresso. E isso tudo começou numa formação que eu achava que ia ser só mais um curso, que a gente começa e logo termina. Ao contrário, essa formação causou uma transformação na minha vida, de futuro, de sonhos e de planos".

“Sou agricultor e gosto de viver no campo”, diz, com satisfação, Sandoval Santos, 27 anos. O jovem vive na comunidade da Serra da Bananeira, em Presidente Tancredo Neves (BA) e seus olhos brilham ao falar sobre as mudanças que ocorreram nos últimos anos. Ele conta que antes não tinha perspectivas de continuar no campo e, em 2005, a visita de representantes da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) à sua comunidade fez toda a diferença. “Apresentaram um projeto novo na região. Aceitei o desafio e hoje posso ver que fiz a escolha certa”, diz.

A CFR-PTN oferece educação técnica integrada ao Ensino Médio e sua metodologia é baseada na Pedagogia da Alternância: o jovem passa uma semana em período integral, com aulas na sala (teóricas) e no campo (práticas), e duas na propriedade junto com suas famílias, aplicando novos conhecimentos.

Na instituição de ensino, Sandoval aprendeu sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solos, irrigação, drenagens, além dos mais diversos cultivos e implantou dois hectares de banana e mandioca. A área de plantio da minha família era pequena e, quando terminei o curso, já havia utilizado todos os hectares disponíveis. Precisava de mais terra para plantar”, explica.

Com o Fundo de Acesso à Terra (FAT), mecanismo que visa proporcionar assistência técnica e financeira a ex-alunos da CFR-PTN, Sandoval encontrou oportunidade para se desenvolver como agricultor e cuidar de seus projetos agrícolas. “As dificuldades foram muitas e a falta de rentabilidade sempre foi um desafio, mas, plantando em áreas maiores, é viável. Tenho certeza de que posso viver do campo”, diz.

Ele é um dos sete selecionados para a primeira etapa da iniciativa criada pela própria instituição em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). As instituições fazem parte do Pacto de Governança do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht. “Vimos que cada jovem tinha, em média, apenas cinco hectares para produzir e isso estava influenciando-os a sair do campo”, conta Juscelino Macedo, então Líder do Negócio Mandioca e Fruticultura.

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