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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Alisson dos Santos
Alisson dos Santos
A Casa Familiar ensina para a vida

“A Casa Familiar ensina para a vida. Comecei a enxergar a agricultura e o meu papel enquanto protagonista da minha história com outros olhos”. Com a fala firme e um olhar repleto de esperança, Alisson dos Santos Costa, 18 anos, da comunidade Bom Jesus, em Teolândia (BA), sabe que sua vida e da família começou a ser transformada desde que entrou para a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A instituição de ensino, apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, oportuniza condições favoráveis para o acesso a uma educação voltada para a realidade do campo, por meio do Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar na instituição, em 2014, Alisson contou com o incentivo de colegas já formados. “Eles foram um espelho para que eu tentasse mudar a minha realidade também, por meio do estudo e das oportunidades”, disse. Após passar por todas as etapas do processo seletivo, o adolescente iniciou seu primeiro ano de formação. “Foi desafiador desde o começo, quando nos ensinaram a fazer nosso Plano de Ação e perguntaram qual era a expectativa de produção do meu projeto de banana-da-terra. E era de apenas de 1.000 quilos”, conta. Com as técnicas aprendidas e as novas formas de cultivo, Alisson superou todas as expectativas, alcançando 6.000 quilos na primeira colheita. A produção faz parte do exercício prático do projeto Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Em casa, Alisson passou a repassar o conhecimento adquirido e a ajudar a reverter o quadro de sua família da zona de subsistência, ao incentivar que se tornassem associados da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que também integra o Programa PDCIS. Em três anos, eles passaram de 20 para 30 hectares de área para plantar. “Com a renda financeira melhor, compramos um carro, que nos auxilia para entregar a produção de banana, e instalamos um sistema de irrigação”, disse Alisson. Na comunidade, o jovem também está transformando outras vidas com seu papel protagonista. Por meio de seminários rurais e de visitas a outras propriedades, ele tenta compartilhar com os vizinhos, produtores rurais, todo seu conhecimento. Alisson e a família tornaram-se referências. “Estou sempre presente na associação de agricultores da minha comunidade”, completa orgulhoso.

Além do conhecimento técnico, o jovem conta que os ensinamentos da Tecnologia Empresarial Odebrecht, cultura empresarial disseminada pela Fundação Odebrecht às instituições que apoia, são levados para o seu dia-a-dia no campo e na vida pessoal. “Aprendi que precisamos cultivar o Espírito de Servir e ser bons com as pessoas. E a educação é a base de tudo isso”, conta. Em 2016, Alisson completará a formação na CFR-PTN e seus planos para o futuro estão na ponta da língua: “Continuar aumentando minhas áreas produtivas, não parar de estudar e permanecer no campo, que é o meu lugar”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

De sorriso farto, no auge dos seus 17 anos, Eliana Batista expõe uma vaidade peculiar às meninas de sua faixa etária e esconde um segredo revelado apenas àqueles que visitam a propriedade em que vive com a família, na comunidade da Pimenteira, município de Camamu (BA): a paixão pelo campo. Aluna do terceiro ano da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), a jovem decidiu ser agricultora e seguir os passos de seus pais, Benivaldo e Ana Batista. A CFR-I é uma instituição de ensino apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrando com Sustentabilidade (PDCIS).

Nos dias em que não está na Casa Familiar, ela acorda, toma café, revisa as tarefas escolares da irmã mais nova e, antes mesmo que os raios solares comecem a surgir, segue para o caminho da roça. “De tanto ouvir meus monitores falar que é possível sentir-se realizada no campo, decidi acreditar. Hoje, os momentos mais felizes da minha vida são quando estou ao lado da minha família, plantado e colhendo. Cada semente que brota da terra representa a realização dos meus sonhos”, diz.

Dedicada aos estudos, Eliana foi contemplada, em 2016, com um projeto educativo-produtivo de um hectare de pupunha. O apoio, que veio através do Programa Tributo ao Futuro - Novas Gerações, também da Fundação Odebrecht, foi encarado como um passo de superação. No período de implantação, ela mostrou sua força nas atividades agrícolas, surpreendendo até mesmo os educadores e a equipe técnica que a acompanham.

Orgulhosos, os pais não escondem a satisfação em ter uma professora dentro de casa, já que a filha repassa os conhecimentos adquiridos na CFR-I. “Não tive a oportunidade de ir à escola, mas ela veio até a mim. E, como bom aluno, procuro seguir as orientações que Eliana nos dá. Temos tido bons resultados por isso”, afirma Benivaldo. A família, que cultiva banana da terra, guaraná, seringueira, cacau e pupunha, trabalha em conjunto para que Eliana alcance voos ainda mais altos, como uma formação, no futuro, em Engenharia Agrônoma.

*Este perfil foi inspirado em texto escrito por Perivane Santos, Interlocutor de Comunicação da CFR-I

Para Jeane Oliveira, 23 anos, a experiência na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) contribuiu bastante para seu crescimento pessoal e profissional. Na Casa, apesar da formação ser voltada para a agricultura, Jeane aprendeu algo muito maior e “que ninguém pode tirar”: os valores morais.

Conheça sua história:

No inicio, foi difícil para comunidade aceitar minha decisão. Foi preciso quebrar paradigmas, ser flexível, paciente e, aos poucos, fui conquistando a confiança de todos. Como sempre, tive o imenso apoio da minha mãe, que sempre me encoraja para lutar pelos meus objetivos. Está sempre ao meu lado e a tenho como minha fonte de inspiração.

Sou formada na primeira turma da CFR-PTN e uma das primeiras coisas que aprendi foi conhecer melhor o município em que vivo e a região do Baixo Sul da Bahia. Isso foi muito importante, pois permitiu saber que somos muito mais do que um pontinho no mapa. Fazemos parte de uma região riquíssima em valores materiais e imateriais.

Tenho crescido pessoal e profissionalmente nas experiências vividas com as comunidades por meio da apresentação de seminários e palestras. Dessa forma, pude transmitir o conhecimento sobre agricultura para minha família e comunidade. Comecei a perceber que eles passaram a ter realmente interesse em aprender o que eu ensinava.

Fiz um curso do Sebrae chamado “Saber a Empreender”, ainda em formação na CFR-PTN, e fiquei em primeiro lugar na categoria “Administração de Empresa”. Descobri mais uma atividade em que eu poderia me desenvolver. Dessa forma, em 2007, comecei um estágio na Área Administrativa da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Durante seis meses, aprendi muitos conceitos, passei a gostar ainda mais e queria me aprofundar. Depois fiz um estágio na Organização de Conservação de Terras, no setor Administrativo-financeiro, por quatro meses. Em janeiro de 2008, voltei para a Coopatan, não mais como estagiária, para atuar na Área Financeira. Foi uma experiência incrível, consegui superar limites pessoais e conquistei meu espaço.

Desde abril de 2009, fui transferida para a equipe da Associação Guardiã da APA do Pratigi, onde continuo atuando na área de Administração Financeira, Fiscal e Contábil. Isso foi um incentivo para ingressar na Faculdade de Ciências Contábeis. Gosto muito do que faço e sempre me dedico, buscando me aperfeiçoar.

Participo também da Comunidade dos Formados, uma nova expectativa para os jovens egressos. Estou na Comissão Pró-Diretória e acredito nessa iniciativa. Acredito que a juventude unida vai ganhar força e aposto na ideia de sermos parceiros.
Com certeza esse não é o fim da historia, pois ainda terei muito que aprender, ensinar e conquistar!

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 84% dos jovens agricultores brasileiros não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho nas grandes cidades. Esse número, crescente a cada ano, é uma realidade para os irmãos Claudilson e Kaliane Silva Santos, moradores da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA). Estudantes do curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), eles levam conhecimentos para a família e começam a planejar o futuro como empresários rurais na região em que vivem.

Com uma educação contextualizada ao campo, vivenciada por meio da Pedagogia da Alternância - onde o jovem passa uma semana em período integral na instituição de ensino e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos - os estudantes precisam ter disciplina e foco para a realização das atividades. Para Claudilson, “uma das coisas mais importantes que aprendemos na CFR-I é o planejamento. Temos metas de estudo e estabelecemos prioridades”. Essa organização, de acordo com os pais dos jovens, Dona Zenilda e Seu Claudio, é o que vem fazendo a diferença em suas vidas na agricultura. Além disso, segundo Kaliane, as técnicas ensinadas permitem alcançar resultados melhores em produtividade. “Com o ensino sobre o manejo dos perfilhos de pupunha, a compostagem para produção de adubo orgânico, melhoramos nossa produção e ainda influenciamos positivamente muitas pessoas na comunidade a trabalhar da melhor forma”, afirmou.

A família possui três hectares de palmito de pupunha, beneficiado e comercializado pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), com produção média anual de 16 mil hastes por hectare. O cultivo é o principal meio de sustento e foi o que, segundo Seu Claudio, garantiu a sua sustentabilidade na zona rural. “Antes, eu trabalhava nas propriedades dos outros. Hoje, tenho minha própria terra e uma renda garantida todo mês”, disse. A família também tem uma área de cacau e uma horta idealizada e mantida pelos irmãos, que serve para consumo e complemento da renda. Tudo realizado, segundo Seu Claudio, “em conjunto”.

Quando perguntados sobre o futuro, os jovens irmãos já sabem aonde querem estar: no mesmo lugar, mas como técnicos formados e engenheiros agrônomos. O sonho, que já está em construção por meio das oportunidades geradas pela CFR-I e Coopalm, instituições que fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, é perceptível na fala de Kaliane: “Não vou mais parar de estudar e quero ajudar a desenvolver cada vez mais a minha região, ao lado da minha família”. 

A Fundação Odebrecht foi criada em 1965, mas foi em 1988 que elegeu o jovem como foco de sua contribuição, estimulando a formação de cidadãos responsáveis, conscientes e participativos. A partir de 1999, a Fundação Odebrecht passou a integrar o programa "Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste", cuja atuação concentrava-se em regiões com baixos Índices de Desenvolvimento Humano.

Foram escolhidas três regiões nordestinas com baixos índices de desenvolvimento humano: Baixo Sul, na Bahia; Médio Jaguaribe, no Ceará; e Bacia do Goitá, em Pernambuco. No município de Presidente Tancredo Neves, na Bahia, desenvolveram-se vários projetos para educação de jovens. O Programa de Formação de Adolescentes Voluntários (PFAV) foi um deles.

Juscelino Macedo, então com 16 anos, ingressou em uma turma com outros 35 jovens, buscando um rumo para sua vida. “Eu vivia na zona rural, não tinha perspectiva. Iniciei a formação porque, como diz aquele ditado, para quem está no mato, qualquer lugar é caminho”, brinca. “Com o programa, descobri o meu potencial, comecei a me valorizar e perceber que era capaz. Ganhei autoconfiança”, acrescenta Juscelino.

Ele não parou mais. Participou de outros projetos implantados pela Fundação Odebrecht, como o Jovem Raiz, Jovem Empresário, Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas e, por fim, ajudou a criar a Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que é apoiada pela Fundação por meio do Programa DIS Baixo Sul. Atualmente, Juscelino trabalha na prefeitura de seu município como chefe de tributos. “Tudo o que sou, agradeço à Fundação. Sempre busquei base naquilo que aprendi na teoria, nos programas, e na prática, com a cooperativa. Enquanto membro do poder público, posso dizer que a Fundação Odebrecht é uma grande parceira do município”, afirma.

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