Apoie Nossa Causa

Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Álvaro de Almeida
Álvaro de Almeida
Na escola, a gente estuda o curso técnico, mas também aprende valores que nos ensinam a conviver melhor em sociedade

“Mãe, quando eu tiver a idade certa, vou estudar na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf)”, dizia Álvaro de Almeida, 17 anos, quando ainda nem tinha chegado aos 14. Cumpriu a própria palavra e, ao final do 9º ano do ensino fundamental, participou de processo seletivo e foi selecionado para estudar na Cfaf, no município de Nilo Peçanha, região do Baixo Sul da Bahia. Na manhã do dia 19 de janeiro de 2015, o jovem finalmente pode, com orgulho, iniciar seus estudos na unidade de ensino.

Quem inspirou Álvaro a cursar o Ensino Médio integrado à Educação Profissional Técnica em Florestas foram seus primos. Para eles, a agricultura é como uma tradição familiar. “Eles me contavam como era estudar na Casa Familiar, a estrutura. Diziam que não tinha como entrar lá e não evoluir”. Na comunidade de São Francisco, em Nilo Peçanha, onde vive com a família, o adolescente percebia o crescimento de outros estudantes da Cfaf através de práticas como os Seminários Rurais, palestras realizadas pelos alunos do primeiro ano de formação que impulsionam a troca de experiências e difusão de conhecimentos junto à comunidade. “Depois que entravam na Casa, eles falavam até de um jeito novo. Eu via a transformação neles”, ressalta Álvaro.

Vindo de uma região ribeirinha, onde o forte é a aquicultura, o adolescente não tinha tanto contato com a agricultura. “A família de meu pai é de produtores rurais, mas ele não levou isso para mim. Antes, achava que, para plantar, era só deixar a semente na terra, mas tem muitos passos, é uma ciência: é preciso preparar o solo, capinar, afofar a terra...”. Agora, Álvaro tem uma pequena horta, onde planta alface, coentrinho, salsa, cebolinha e repolho, tudo para consumo e venda. Desde que começou a implantar essas culturas, sempre apoiado pelo pai, sua relação com a família e comunidade melhorou. “Na escola, a gente estuda o curso técnico, mas também aprende valores que nos ensinam a conviver melhor em sociedade”.

Hoje, Álvaro se vê como um daqueles estudantes que tanto admirava quando criança. “Além de apresentar técnicas na comunidade, ensinei a minha família inteira a manter uma horta. Depois dessa minha iniciativa, todos passaram a consumir o que plantam, sem agrotóxicos. O que vai para a mesa sai da terra de cada um”, disse. “As pessoas dizem que tem um gosto diferente. Até faço propaganda: aqui não tem agrotóxico!”.

Mesmo com a pouca idade, Álvaro, que está no último ano de formação, tem se tornado referência entre seus amigos, família e vizinhos. Com ações que ajudam a capacitar e integrar a sua comunidade, ele passou a ser visto como multiplicador de conhecimento, sempre disposto a ensinar e compartilhar experiências. Para o futuro, pensa em adquirir uma propriedade maior e investir em culturas que precisam de mais espaço para crescer, como cacau e seringueira. Descobriu um interesse incessante pelas florestas, principal fonte de estudo na Cfaf. “Percebi que tenho muito interesse em biologia, lidar com as plantas, com a natureza, com as árvores”. O gosto por aprender também tem se desenvolvido e promete nunca ter fim. “Tem gente que me vê como professor, gosto muito de biologia. Talvez eu possa ir por esse caminho. Gosto de tudo o que envolve o ser vivo”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Luciana Lopes tem 33 anos, é mãe de dois filhos e trabalha com decoração de ambientes. “Minha atuação é diretamente ligada a nascimentos. Sou decoradora de quartos de bebês. Tenho prazer no que faço e sei o quanto é importante ter uma gravidez planejada”.

Segundo Luciana, essa consciência surgiu em 1992, quando tinha 17 anos e participou do Prêmio FEO promovido pela então Fundação Emílio Odebrecht. Juntamente com alguns colegas de classe, ela idealizou e executou a produção de um vídeo sobre educação sexual. Na época, o tema focado pelo Prêmio FEO era a Gravidez na Adolescência.

“Nunca havia me interessado pelo assunto, já que engravidar não fazia parte dos meus planos. Pude observar quantas garotas grávidas havia na cidade onde eu morava e percebi que era um problema cada vez mais comum em nossa sociedade”, conta Luciana. “Pude conhecer as histórias de algumas delas, suas vidas, seus destinos. Percebi a falta de informações e diálogo com seus pais e até mesmo com professores. Os jovens eram mal instruídos e iniciavam sua vida sexual sem responsabilidade. Esse trabalho me ajudou a descobrir o que eu queria para minha vida, e o que eu não queria”.

Alguns dos conhecimentos adquiridos por Luciana foram por ela repassados para outros adolescentes quando atuou no Programa de Integração do Menor (PIM), uma parceria entre as Forças Armadas/Aeronáutica e Juizado de Menores. “Agradeço a iniciativa da Fundação e por ter ajudado a me tornar o que sou hoje”.

Prêmio FEO - Gravidez na Adolescência

O Prêmio FEO 91 / 92 teve como tema a Gravidez na Adolescência e foi concebido como uma estratégia de estímulo aos adolescentes para o uso de sua criatividade, sua linguagem e sua visão de mundo na elaboração de materiais educativos. O Prêmio viabilizou a produção e distribuição qualificada dos vídeos “Amor em Dois Tempos” e “Segredos de Adolescentes”.

Durante cinco meses, mais de 15 mil adolescentes, de diversos Estados, participaram de oficinas, encontros, debates e apresentações teatrais que tiveram o objetivo de estimular a reflexão e a discussão sobre o assunto. O prêmio também era um instrumento de pedagogia social que envolvia diretamente o adolescente em todas as etapas do processo. Foram inscritos 202 projetos, provenientes de 18 estados brasileiros, com destaque para a Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Receba nossas novidades:
Basta informar seu nome e melhor e-mail!
2018 - 2019. Fundação Odebrecht. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital