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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Anailton dos Santos
Anailton dos Santos
Através do espírito de servir, busco sempre o desenvolvimento coletivo

Anailton Santana dos Santos, 21 anos, começou a escrever um novo capítulo da sua história em 2013, quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). Hoje Técnico em Florestal pela instituição, o morador da comunidade da Escadinha, Taperoá (BA), tornou-se cooperado da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e passou a fazer parte da associação da sua comunidade. “Passo pouco da minha experiência sobre associativismo para os agricultores e realizo ações, junto com os mesmos, para o desenvolvimento sustentável na nossa região”, afirmou.

Com o apoio da Casa Familiar, ele adquiriu novos conhecimentos e aprendizados que o tornaram um Jovem Empresário Rural. “Tenho 2,3 hectares de banana tipo terra e minha meta é chegar aos 5 hectares até fevereiro de 2017, além de um apiário com 15 caixas de abelhas visando a comercialização do mel e de pólen. Com isso, pretendo ainda fortalecer a cadeia através da criação de uma associação de apicultores do Baixo Sul da Bahia, para consolidar essa atividade na região”, diz, animado.

Diante de todas essas conquistas, ele se considera um jovem protagonista que se destaca de maneira positiva na atividade agrícola. “Tenho visão de futuro e, através do espírito de servir, busco sempre o desenvolvimento coletivo. Compartilho os conhecimentos como Técnico em Florestas para ajudar no desenvolvimento da região, sempre buscando fazer a diferença em minha comunidade’, completa. Cfaf e Coopatan fazem parte do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Conheça a história de outros jovens apoiados

"Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida”. É desta maneira que Timóteo Liberato de Mattos, 28 anos, resume sua passagem pelos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht.

Em 1995, ele participou do Prêmio Fundação Odebrecht - O Adolescente por uma Escola Melhor. “Em parceria com um colega de escola, Luciano dos Santos, fui terceiro colocado no Prêmio, cuja temática foi projetos que buscavam melhorar a qualidade da educação no Brasil”. O prêmio estimulava aos adolescentes para o uso de sua criatividade, sua linguagem e sua visão de mundo na elaboração de ações e materiais educativos. Viabilizou a execução do projeto Corrente pra Frente e a produção do kit Brasil “Treta” ou Tetracampeão.

Veja o depoimento de Timóteo:

Meu projeto teve por objeto a implantação de uma rádio estudantil, que veiculasse programas relacionados com a vida de estudante e temas correlatos, próprios do educando.

Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida. Ainda na fase de elaboração, apresentou-me a um mundo completamente novo, onde era possível descortiná-lo e pensá-lo, e melhor, tentar mudá-lo. À época tinha 15 anos, e devo à Fundação Odebrecht a oportunidade proporcionada de enveredar pelos problemas que assolavam nosso sistema educacional e meditar, sobre como poderia contribuir para remediar essa chaga social.

Se pudesse falar em rito de passagem em nossa sociedade urbana, diria eu que este foi o meu primeiro, dada a intensidade da virada que se operou em minha vida. Somou-se ao Prêmio, a participação, em virtude da colocação conquistada, no Encontro Nacional de Jovens (ENJ), que também foi uma experiência de maturação e crescimento de valor inestimável.

Se tivesse réguas pra medir experiências pessoais, poderia dizer que o prêmio e a o ENJ, me conferiram os centímetros que me faltavam pra ingressar no mundo, como cidadão despertado e um pouco mais crescido. Hoje, advogado formado, aos 28 anos, ainda lembro vivamente desses momentos, sobretudo no que eles significaram para o meu crescimento como pessoa e como cidadão”.

“Jamais esquecerei o meu papel social”. A frase é do jovem Dhones Araújo das Neves, egresso do programa Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Aos 23 anos, Dhones cursa o terceiro semestre de Comunicação e mora na cidade de Itabuna, no interior da Bahia. Ele conta sua trajetória e revela que a verdadeira da realização está em melhorar a vida do próximo:

“Conheci o programa Pacto do Sítio, em 1998, na cidade de Porto Seguro. Encontrei nele uma motivação especial para buscar vários sonhos, que até hoje se realizam.

Foi no grupo Pró-Ativos que tudo começou. Tínhamos o objetivo de educar crianças e jovens em nossa região. Com isso, foi inevitável a capacitação dos voluntários que ao longo do tempo foram se destacando, cada um dentro da habilidade que melhor desenvolvia. Colocávamos nossa prática a favor da comunidade.

Muitas foram as conquistas pessoais. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de conhecer lugares e pessoas que contribuíram e contribuem até hoje para meu crescimento profissional. Participei de diversas ações nas quais aprendi que a verdadeira realização está no fazer para melhorar, um pouco que seja, a vida do próximo.

Entre estas iniciativas, a que mais me marcou foi as aulas de reforço que ofereci em uma escola pública da periferia. Emociona-me saber que por meio dessa ação, muitas crianças aprenderam a ler e escrever. Ainda hoje, ao ser encontrado na rua, lembram com carinho de mim. No sorriso dessas pessoas, posso ver a recompensa que não tem preço.

O Pacto do Sítio teve uma importância muito grande em minha vida. Através dele, me tornei um jovem formado para a vida. Jamais esquecerei o meu papel social”.

“Mãe, quando eu tiver a idade certa, vou estudar na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf)”, dizia Álvaro de Almeida, 17 anos, quando ainda nem tinha chegado aos 14. Cumpriu a própria palavra e, ao final do 9º ano do ensino fundamental, participou de processo seletivo e foi selecionado para estudar na Cfaf, no município de Nilo Peçanha, região do Baixo Sul da Bahia. Na manhã do dia 19 de janeiro de 2015, o jovem finalmente pode, com orgulho, iniciar seus estudos na unidade de ensino.

Quem inspirou Álvaro a cursar o Ensino Médio integrado à Educação Profissional Técnica em Florestas foram seus primos. Para eles, a agricultura é como uma tradição familiar. “Eles me contavam como era estudar na Casa Familiar, a estrutura. Diziam que não tinha como entrar lá e não evoluir”. Na comunidade de São Francisco, em Nilo Peçanha, onde vive com a família, o adolescente percebia o crescimento de outros estudantes da Cfaf através de práticas como os Seminários Rurais, palestras realizadas pelos alunos do primeiro ano de formação que impulsionam a troca de experiências e difusão de conhecimentos junto à comunidade. “Depois que entravam na Casa, eles falavam até de um jeito novo. Eu via a transformação neles”, ressalta Álvaro.

Vindo de uma região ribeirinha, onde o forte é a aquicultura, o adolescente não tinha tanto contato com a agricultura. “A família de meu pai é de produtores rurais, mas ele não levou isso para mim. Antes, achava que, para plantar, era só deixar a semente na terra, mas tem muitos passos, é uma ciência: é preciso preparar o solo, capinar, afofar a terra...”. Agora, Álvaro tem uma pequena horta, onde planta alface, coentrinho, salsa, cebolinha e repolho, tudo para consumo e venda. Desde que começou a implantar essas culturas, sempre apoiado pelo pai, sua relação com a família e comunidade melhorou. “Na escola, a gente estuda o curso técnico, mas também aprende valores que nos ensinam a conviver melhor em sociedade”.

Hoje, Álvaro se vê como um daqueles estudantes que tanto admirava quando criança. “Além de apresentar técnicas na comunidade, ensinei a minha família inteira a manter uma horta. Depois dessa minha iniciativa, todos passaram a consumir o que plantam, sem agrotóxicos. O que vai para a mesa sai da terra de cada um”, disse. “As pessoas dizem que tem um gosto diferente. Até faço propaganda: aqui não tem agrotóxico!”.

Mesmo com a pouca idade, Álvaro, que está no último ano de formação, tem se tornado referência entre seus amigos, família e vizinhos. Com ações que ajudam a capacitar e integrar a sua comunidade, ele passou a ser visto como multiplicador de conhecimento, sempre disposto a ensinar e compartilhar experiências. Para o futuro, pensa em adquirir uma propriedade maior e investir em culturas que precisam de mais espaço para crescer, como cacau e seringueira. Descobriu um interesse incessante pelas florestas, principal fonte de estudo na Cfaf. “Percebi que tenho muito interesse em biologia, lidar com as plantas, com a natureza, com as árvores”. O gosto por aprender também tem se desenvolvido e promete nunca ter fim. “Tem gente que me vê como professor, gosto muito de biologia. Talvez eu possa ir por esse caminho. Gosto de tudo o que envolve o ser vivo”.

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