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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Anderson dos Santos
Anderson dos Santos
A oportunidade de obter ainda mais conhecimento e ajudar a minha família me impulsionou

Anderson Silva dos Santos, 19 anos, da comunidade Fazenda Café, Valença (BA), decidiu terminar o ensino médio por meio de uma formação contextualizada ao campo, com o ensino da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A escolha foi, segundo o próprio, “a melhor coisa que poderia acontecer. Proporcionou uma mudança completa de vida”.

O jovem conheceu a CFR-PTN, que é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, por meio de uma vizinha e estudante da unidade. O encanto foi imediato. “A oportunidade de obter ainda mais conhecimento e ajudar a minha família, tornando-me um Técnico em Agropecuária, me impulsionou”, afirmou. Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro – Novas Gerações, também coordenado pela Fundação, Anderson implantou 4 hectares de banana-da-terra e de abacaxi e passou a utilizar novas técnicas de adubação e plantio. “Perdíamos muitas colheitas por não saber a forma correta de trabalhar com os cultivos. Com meus aprendizados, sabemos agora como fazer, porque fazer e até como mensurar os nossos resultados”, disse.

Segundo o pai, Manoel dos Santos, o jovem trouxe não só benefícios para a família, mas também para os vizinhos, pequenos produtores: “Tive resistência no início, mas vi que tudo o que ele nos ensinou foi importante para a nossa produtividade. E a comunidade enxergou isso e vem pedir o apoio dele também. Isso é muito bom, pois quando ele compartilha o que sabe, acaba aprendendo ainda mais”. Antes da entrada de Anderson na CFR-PTN, a área da família, composta por cinco filhos, era de apenas 0,5 hectares. “Era muito pouco, não tínhamos como viver apenas daquilo”. Hoje, os 4,5 hectares rendem ótimos resultados e são comercializados por meio da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), instituição apoiada pela Fundação.

“Quando iriamos imaginar que teríamos assistência técnica para a nossa terra? Estamos muito felizes, pois recebemos orientações e plantamos de uma forma que dá certo, traz renda. Sabemos até quanto vale cada planta nossa, se vamos lucrar ou ter algum prejuízo”, comentou Ana Lúcia da Silva, mãe de Anderson, ao falar sobre a cooperativa e o ensino qualificado do filho. Para o adolescente, futuro empresário rural, essa transformação, percebida no olhar da família e da comunidade, é o que faz com que ele busque um caminho cada vez mais promissor. “Essa minha área representa tudo para mim. Sei que com os resultados obtidos, posso comprar novas terras e ir melhorando sempre. Daqui não saio mais”, concluiu.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Para Jeane Oliveira, 23 anos, a experiência na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) contribuiu bastante para seu crescimento pessoal e profissional. Na Casa, apesar da formação ser voltada para a agricultura, Jeane aprendeu algo muito maior e “que ninguém pode tirar”: os valores morais.

Conheça sua história:

No inicio, foi difícil para comunidade aceitar minha decisão. Foi preciso quebrar paradigmas, ser flexível, paciente e, aos poucos, fui conquistando a confiança de todos. Como sempre, tive o imenso apoio da minha mãe, que sempre me encoraja para lutar pelos meus objetivos. Está sempre ao meu lado e a tenho como minha fonte de inspiração.

Sou formada na primeira turma da CFR-PTN e uma das primeiras coisas que aprendi foi conhecer melhor o município em que vivo e a região do Baixo Sul da Bahia. Isso foi muito importante, pois permitiu saber que somos muito mais do que um pontinho no mapa. Fazemos parte de uma região riquíssima em valores materiais e imateriais.

Tenho crescido pessoal e profissionalmente nas experiências vividas com as comunidades por meio da apresentação de seminários e palestras. Dessa forma, pude transmitir o conhecimento sobre agricultura para minha família e comunidade. Comecei a perceber que eles passaram a ter realmente interesse em aprender o que eu ensinava.

Fiz um curso do Sebrae chamado “Saber a Empreender”, ainda em formação na CFR-PTN, e fiquei em primeiro lugar na categoria “Administração de Empresa”. Descobri mais uma atividade em que eu poderia me desenvolver. Dessa forma, em 2007, comecei um estágio na Área Administrativa da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Durante seis meses, aprendi muitos conceitos, passei a gostar ainda mais e queria me aprofundar. Depois fiz um estágio na Organização de Conservação de Terras, no setor Administrativo-financeiro, por quatro meses. Em janeiro de 2008, voltei para a Coopatan, não mais como estagiária, para atuar na Área Financeira. Foi uma experiência incrível, consegui superar limites pessoais e conquistei meu espaço.

Desde abril de 2009, fui transferida para a equipe da Associação Guardiã da APA do Pratigi, onde continuo atuando na área de Administração Financeira, Fiscal e Contábil. Isso foi um incentivo para ingressar na Faculdade de Ciências Contábeis. Gosto muito do que faço e sempre me dedico, buscando me aperfeiçoar.

Participo também da Comunidade dos Formados, uma nova expectativa para os jovens egressos. Estou na Comissão Pró-Diretória e acredito nessa iniciativa. Acredito que a juventude unida vai ganhar força e aposto na ideia de sermos parceiros.
Com certeza esse não é o fim da historia, pois ainda terei muito que aprender, ensinar e conquistar!

Anailton Santana dos Santos, 21 anos, começou a escrever um novo capítulo da sua história em 2013, quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). Hoje Técnico em Florestal pela instituição, o morador da comunidade da Escadinha, Taperoá (BA), tornou-se cooperado da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e passou a fazer parte da associação da sua comunidade. “Passo pouco da minha experiência sobre associativismo para os agricultores e realizo ações, junto com os mesmos, para o desenvolvimento sustentável na nossa região”, afirmou.

Com o apoio da Casa Familiar, ele adquiriu novos conhecimentos e aprendizados que o tornaram um Jovem Empresário Rural. “Tenho 2,3 hectares de banana tipo terra e minha meta é chegar aos 5 hectares até fevereiro de 2017, além de um apiário com 15 caixas de abelhas visando a comercialização do mel e de pólen. Com isso, pretendo ainda fortalecer a cadeia através da criação de uma associação de apicultores do Baixo Sul da Bahia, para consolidar essa atividade na região”, diz, animado.

Diante de todas essas conquistas, ele se considera um jovem protagonista que se destaca de maneira positiva na atividade agrícola. “Tenho visão de futuro e, através do espírito de servir, busco sempre o desenvolvimento coletivo. Compartilho os conhecimentos como Técnico em Florestas para ajudar no desenvolvimento da região, sempre buscando fazer a diferença em minha comunidade’, completa. Cfaf e Coopatan fazem parte do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Jovem da primeira turma da Casa Familiar Rural de Presidente Tancedo Neves (CFR-PTN), Silenilda Oliveira dos Santos, 23 anos, mora na comunidade do Julião e hoje faz parte do quadro de colaboradores da Casa. Agradecida por conhecer a instituição, afirma que é muito feliz por contribuir para o crescimento daquilo que um dia foi um sonho.

Confira o depoimento dessa jovem protagonista:

A Casa teve e tem uma representação muito grande em minha vida. Talvez por eu ser mulher e filha de agricultores que não tiveram condições financeiras para investirem nos estudos. Meus pais se separaram quando eu tinha 10 anos. Por isso, tive que começar a trabalhar muito cedo para ajudar minha mãe.

Eu tinha muita dificuldade para me relacionar com outras pessoas. Assim como alguns jovens da Casa, pensava em concluir o ensino médio e ir para grandes cidades em busca de emprego. Porém, a Casa Familiar Rural me proporcionou algo diferente: ensinou a cuidar de mim, cuidar do que é meu, da minha família, da minha propriedade e até mesmo da minha comunidade.

Hoje faço parte do quadro de colaboradores da CFR-PTN e sou muito feliz, pois sei que estou contribuindo para o crescimento daquilo que um dia foi um sonho. Depois da convivência na Casa, passei a desenvolver meu lado profissional e a enxergar as pessoas à minha volta como importantes para meu crescimento. Estou cursando a Faculdade de Ciências Contábeis e quero continuar colaborando para o desenvolvimento da CRF-PTN e de outros jovens. E dessa forma, mostrar o que sei e o que posso fazer para melhor servir meu município e minha comunidade.

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