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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Antonio Santos Filho
Antonio Santos Filho
Desafios de um jovem agricultor

Antonio Nascimento Santos, 64 anos, chegou à região em 1996, ao lado de sua esposa e dos filhos, em busca de trabalho. “Não tinha onde fazer meus cultivos, aqui foi onde conseguimos. Naquela época, minha maior vontade era ter um pedaço de terra”, relembra. Com a chegada da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) ao assentamento, em 2009, o agricultor encontrou uma oportunidade de crescimento. Com a plantação de palmito de pupunha, Antonio é só esperança. Em até dois anos, colherá, mensalmente, cerca de 750 hastes, o que lhe renderá R$ 1.100 por mês, somente com essa cultura.

Antonio não trabalha sozinho. Com o filho caçula, Antonio Nascimento Santos Filho, o único dos três que permaneceu no assentamento, não divide apenas o nome: compartilha também o amor pela terra. “Agricultura é a minha vida. É o meu negócio”, afirma Antonio Filho, 24 anos, educando da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) – unidade de ensino que, assim como a Coopalm, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Antonio Filho está concluindo a formação de três anos. Durante esse período, teve acesso à capacitação em muitas áreas, como administração rural, solos, culturas perenes e beneficiamento de produtos de origens animal e vegetal, além de noções sobre cooperativismo, educação ambiental e protagonismo juvenil. As novas técnicas aprendidas, aliadas à assistência da Coopalm, têm contribuído para ampliar a produtividade da família.

“É possível viver bem na zona rural e se desenvolver sem a necessidade de migrar para os grandes centros em busca de um sonho que não existe”, assegura o novo empresário rural, que em 2011 associou-se à Coopalm. “Do futuro, só tenho a certeza de que estarei envolvido com agricultura”, garante. Seu pai aposta nesse caminho: “Fico muito feliz em ter meu filho trabalhando na terra. É do campo que a gente consegue tudo”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Uma família mergulhada no conhecimento como combustível para a transformação. Produtores de cacau, residentes no município de Igrapiúna (BA), Roberto Schreiter e Jaciara de Jesus viram suas vidas mudar quando seus dois filhos, Robert e Hanna Schreiter, começaram a estudar em Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht no Baixo Sul da Bahia. Essas instituições trabalham com a Pedagogia da Alternância, onde os jovens passam uma semana em período integral na unidade de ensino, com aulas na sala e no campo, e duas semanas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados.

“Gostei muito do método e não pensei duas vezes quando meu filho disse que queria estudar lá”, conta Jaciara. Robert, 16, já está no segundo ano de formação da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), que oferece o curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio. Um sonho que está sendo realizado, segundo ele. “Sempre quis entrar na Casa. E a cada dia que passa, fico ainda mais dedicado aos estudos e a tudo que venho apreendendo”. As novas técnicas sobre poda e tratos culturais são repassadas para o pai na plantação de cacau. “Vejo muita diferença na nossa produção. Então, escuto, aprendo e coloco em prática o que ele me diz”, afirmou Roberto, orgulhoso.

Hanna, 15 anos, decidiu se tornar Técnica em Florestas por meio da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), localizada em Nilo Peçanha (BA). Ainda no primeiro ano do curso, ela diz que a sua maior motivação foi a de poder ajudar ainda mais seus pais na zona rural. “Vi o exemplo do meu irmão e quis absorver todo esse conhecimento também, mas com uma formação um pouco diferente. E isso está sendo muito bom, pois trocamos muitas informações que recebemos e repassamos para nossos pais. Estamos crescendo juntos”, disse. Dentre uma das atividades que estão contribuindo para o desenvolvimento dos irmãos, eles implantaram hortas caseiras, que servem não só para a prática de novas técnicas como para incremento da renda.

A imersão da família no ambiente das instituições é tanta que Jaciara foi eleita, em 2016, como Presidente da CFR-I, função composta sempre por pais dos alunos. Para ela, foi mais um motivo para comemorar. “Fiquei muito feliz pois me sinto ainda mais próxima deles e das comunidades que são beneficiadas pela Casa Familiar”, comentou. CFR-I e Cfaf azem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

Morador da cidade de Maraú, Marcos Vinícius Santos, 27 anos, fez parte do Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, em 1999. Atualmente, é Turismólogo, professor concursado e faz parte do Conselho Municipal de Turismo, além de liderar o grupo de Jovens e Missionários da Igreja. Segundo Marcos, os conhecimentos que adquiriu durante sua passagem pela Aliança foram decisivos para se tornar quem é hoje.

Confira o depoimento deste jovem protagonista:

No primeiro contato com a equipe coordenadora, percebi que a proposta era rica e transformadora. A partir desse dia, tive a certeza de que não seria mais o mesmo. O conhecimento que o Programa Aliança com o Adolescente arraigou em nossas vidas foi e está sendo muito útil. Coloco-me na terceira pessoa, pois tenho contato com quase todos os jovens que participaram desta iniciativa. Precisávamos de uma orientação que nos desse suporte para externar nosso potencial de agentes protagonistas e foi exatamente o que encontramos.

Muitos estudos, viagens e oficinas foram realizadas. Nosso primeiro grande trabalho, o “Projeto Lixo no lugar Certo, Saúde para Maraú”, foi um sucesso. Conseguimos mobilizar todas as escolas da sede do município e cinco da zona rural com ações educativas.

Hoje, posso afirmar que faço a diferença na minha comunidade. Curso Geografia, sou professor concursado e faço parte do Conselho Municipal de Turismo, além de liderar o grupo de Jovens e Missionários na Igreja. Estou sempre engajado nas atividades culturais e sociais de Maraú. Acredito que a minha formação, enquanto cidadão, está sustentada em três bases: família, Programa Aliança com o Adolescente e Igreja.

O olhar otimista e o sorriso largo revelam uma faceta antes escondida de Ediálison Melo, 17 anos. Quem o vê pela primeira vez não imagina as transformações que ocorreram desde o ano passado, quando ingressou no Projeto Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC) – apoiado pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS. Seu papel como jovem protagonista ganhou vida e os sonhos de ser um agente da mudança agora são reais.

“Eu era muito tímido, tinha medo de expressar minhas emoções. Passei a me conhecer melhor e pude perceber todos os meus valores”, afirmou. Essa nova forma de enxergar sua realidade foi estimulada pelas oficinas promovidas pelo Trilhando Caminhos, que contribui para firmar os princípios éticos, políticos e humanitários que facilitam o acesso do adolescente a novos espaços de participação social. A iniciativa nasceu em 2010 e é executada com recursos captados por meio do Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Morador da comunidade de Serra do Sal, em Presidente Tancredo Neves (BA), Ediálison passou a fazer mais por aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que ele. “Minha visão de mundo está completamente diferente. E não olho só para mim, mas para os outros”, ressaltou. Junto com colegas, criou uma campanha solidária para arrecadação de alimentos para um lar de idosos. Também foi o responsável por levar informações relacionadas à saúde bucal para crianças de uma escola do seu município.

Segundo Neméia Aiêxa, Coordenadora do Projeto, o adolescente deixou a timidez de lado e hoje é um dos mais ativos em sala e na comunidade. “Ele sempre traz ideias criativas e colaborativas. Está sempre disposto a contribuir, com ações protagonistas e solidárias”. Decidido em cursar faculdade de Odontologia e com o sonho de apoiar crianças e idosos em situações de vulnerabilidade, o adolescente faz parte de uma geração cada vez mais crítica e cidadã. “Sinto-me orgulhoso em poder ajudar a sociedade. É algo muito gratificante para mim”, conclui.

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