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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Arilan Trindade
Arilan Trindade
É um projeto que revolucionou a minha vida e que irá ajudar no futuro

Conheça a história de Arilan Trindade, de 17 anos. Ele é beneficiado pelo Programa Tributo ao Futuro, por meio do Projeto Trilhando Caminhos. As ações são realizadas pelo Instituto Direito e Cidadania - uma das instituições apoiadas pela Fundação Odebrecht.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Jovem da primeira turma da Casa Familiar Rural de Presidente Tancedo Neves (CFR-PTN), Silenilda Oliveira dos Santos, 23 anos, mora na comunidade do Julião e hoje faz parte do quadro de colaboradores da Casa. Agradecida por conhecer a instituição, afirma que é muito feliz por contribuir para o crescimento daquilo que um dia foi um sonho.

Confira o depoimento dessa jovem protagonista:

A Casa teve e tem uma representação muito grande em minha vida. Talvez por eu ser mulher e filha de agricultores que não tiveram condições financeiras para investirem nos estudos. Meus pais se separaram quando eu tinha 10 anos. Por isso, tive que começar a trabalhar muito cedo para ajudar minha mãe.

Eu tinha muita dificuldade para me relacionar com outras pessoas. Assim como alguns jovens da Casa, pensava em concluir o ensino médio e ir para grandes cidades em busca de emprego. Porém, a Casa Familiar Rural me proporcionou algo diferente: ensinou a cuidar de mim, cuidar do que é meu, da minha família, da minha propriedade e até mesmo da minha comunidade.

Hoje faço parte do quadro de colaboradores da CFR-PTN e sou muito feliz, pois sei que estou contribuindo para o crescimento daquilo que um dia foi um sonho. Depois da convivência na Casa, passei a desenvolver meu lado profissional e a enxergar as pessoas à minha volta como importantes para meu crescimento. Estou cursando a Faculdade de Ciências Contábeis e quero continuar colaborando para o desenvolvimento da CRF-PTN e de outros jovens. E dessa forma, mostrar o que sei e o que posso fazer para melhor servir meu município e minha comunidade.

A vontade de permanecer no campo e contribuir para o desenvolvimento de sua família e da comunidade onde vive é o que move Sandro Assunção. Morador de Itiúba, distrito do município baiano de Taperoá, o jovem de 17 anos diz que sua visão mudou quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), onde cursa o Ensino Médio aliado à habilitação técnica em Sistemas Agroflorestais. “Com o que estou aprendendo, quero colaborar com a mudança da realidade local, me tornando um agente de desenvolvimento do futuro”, conta.

O jovem ressalta seu amadurecimento pessoal e profissional, ao longo dos três anos de formação que está completando na Cfaf, e acredita que o reconhecimento da comunidade é essencial. ”A partir do momento em que difundimos o conhecimento, o agricultor passa a nos admirar e ver que realmente queremos colaborar com todos”.

Filho de agricultores, sua formação propicia melhorias e boas práticas na propriedade onde vive com sua família, além de contribuir com o progresso dos demais moradores. “Com o crescimento da agricultura local, mais jovens vão permanecer no campo. Temos muito a aprender com os produtores mais experientes e muito para oferecer também”, avalia.

Uma das técnicas difundidas e aplicadas por Sandro em sua propriedade é a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), tecnologia social desenvolvida pela Fundação Banco do Brasil, que promove uma agricultura sustentável e alimentação saudável para as famílias rurais. A produção tem como foco a horticultura, que tem seus produtos comercializados, contribuindo para ampliar a renda de produtores. ”As técnicas que aprendemos durante as alternâncias na Cfaf melhoram a produtividade no campo. Além disso, os agricultores da comunidade ficam alegres e satisfeitos quando a gente chega com novas experiências e repassa o que aprendemos”, ressalta.

Sandro também se preocupa com o meio ambiente. Um exemplo disso foi a mobilização que promoveu em seu município, para preservar um riacho local, que estava quase secando. “Utilizei o diálogo para explicar a importância de manter as nascentes vivas, demonstrando na teoria como é possível plantar sem destruir a natureza e conservando as águas”, conta.

Daqui para frente, o jovem quer continuar trabalhando junto com a comunidade e prosseguir nos estudos. “Antes eu pensava como muitos jovens, que querem se formar e sair do campo, mas hoje sei que não quero mais fugir da minha realidade, mas transformá-la. Quero viver de forma tranquila e sustentável no lugar onde nasci”, finaliza.

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

Todos os dias, Necildo Silva, 27 anos, acorda antes das 5h da manhã para se dirigir ao seu local de trabalho. Pouco mais de 50 minutos de viagem separam os municípios baianos de Santo Antônio de Jesus e Presidente Tancredo Neves, onde ele atua como assistente educador na Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan).

Durante o deslocamento ele aproveita para ler e se atualizar sobre os temas relacionados a sua atividade e planejar as próximas ações. “Sinto-me honrado por servir aos agricultores. Torná-los mais compromissados e disciplinados é um dos meus desafios diários”, assegura Necildo. Em sua rotina, o jovem compartilha as melhores técnicas para manejo de solos, além dos mais diversos cultivos.

Formado em 2010 no curso técnico em agropecuária pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ele conta que antes de ingressar na instituição não tinha perspectivas de viver da agricultura. “Com o tempo, tudo mudou e percebi que precisava mostrar para outras pessoas a importância de permanecermos no campo”, diz.

Ao finalizar os estudos, o primeiro passo foi se tornar um dos associados da Coopatan. “No segundo ano comecei a cultivar abacaxi, aipim e banana tipo terra na propriedade da minha família. Precisava do apoio para escoamento da produção e hoje minha renda somente com esses plantios é de R$ 1.300”.

A vontade de compartilhar os conhecimentos e contribuir com a mudança na vida de outras pessoas fez com que Necildo iniciasse sua atuação como assistente educador na Cooperativa. Desde então, seu objetivo é transmitir os aprendizados e técnicas agrícolas aos que não tiveram oportunidade de uma educação diferenciada no campo.

A rotina do agricultor e as contribuições para o desenvolvimento da região não chegam ao fim quando ele retorna para sua casa. A cada quinze dias, o jovem participa das reuniões da associação de moradores da comunidade do Calumbí 2, em Presidente Tancredo Neves. “Este é mais um momento de interação e troca de experiências com agricultores que também nos ensinam muitas coisas”, completa.

A CFR-PTN e Coopatan são instituições que fazem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

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