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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Bárbara Tércia
Bárbara Tércia
O jovem não tem que esperar para ser. O jovem já é

Em 1988, a Fundação Odebrecht elegeu o jovem como foco de sua contribuição. Desde o início das ações, constatou-se a importância de estimular a atuação do jovem como fonte de liberdade, iniciativa e compromisso, fundamento para formar pessoas responsáveis, conscientes e participativas.

A decisão de fazer com o jovem e não para o jovem, entendendo-o como parte da solução e não como problema, foi posteriormente conceituada, sistematizada e denominada Protagonismo Juvenil, filosofia formativa que hoje é um patrimônio do Terceiro Setor.

A artista visual Bárbara Tércia, tinha apenas 15 anos quando ingressou no núcleo juvenil de comunicação do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, na época, apoiado pela Fundação Odebrecht. Trilhou sua carreira como designer gráfica e já realizou diversas exposições artísticas. Hoje, aos 34 anos, trabalha como designer na Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Segundo Bárbara, sua formação enquanto jovem protagonista marcou toda sua vida: "A proatividade foi o aprendizado mais significativo desse período, o que trouxe e levarei para toda a vida. O que chamamos de protagonismo juvenil é acima de tudo o jovem acreditar em si e correr atrás dos seus sonhos. Nesta fase, não somos mais crianças, mas ainda não somos adultos. Isso não significa que temos que ficar parados, esperando que as coisas aconteçam. O jovem não tem que esperar para ser. O jovem já é".

Conheça a história de outros jovens apoiados

Desde pequeno, Robenilson Jesus dos Santos, morador da comunidade do Pítia, município de Presidente Tancredo Neves (BA), gostava de ajudar o pai na agricultura. Aos 16 anos, quando ingressou na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), viu que poderia, efetivamente, contribuir com a sua família por meio do trabalho no campo. A unidade de ensino oferece o curso profissional técnico em agropecuária integrado ao Ensino Médio e faz parte do Pacto de Governança do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Em 2013, no seu segundo ano de formação na CFR-PTN, o jovem foi um dos nove estudantes selecionados para o Programa Iniciação Científica Júnior, realizado por meio de uma parceria da instituição com a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Ser pesquisador foi um grande incentivo para mim, pois com esse projeto pude identificar novas variedades de mandioca, mais resistentes. Isso serviu de estímulo para minha família e vizinhos continuarem plantando essa cultura”, acredita. Sua pesquisa teve duração de um ano e foi voltada para o controle da mosca branca na mandioca. “Na CFR-PTN também aprendi a forma correta de produzir aipim e banana-da-terra, por meio das aulas teóricas e práticas. No terceiro ano de formação, já tinha uma renda média mensal de R$ 1 mil e 9,7 hectares de plantação”, ressalta.

Foi então em 2014, seu último ano na Casa Familiar Rural, que Robenilson recebeu recursos do Fundo de Acesso à Terra (FAT) para adquirir 15 hectares de área para aumentar a sua produção. “Estou muito feliz por ter sido beneficiado ainda em formação”, comemora. Até então, apenas jovens empresários rurais já formados na Casa Familiar Rural tinham sido beneficiados com o FAT. Radiante com a oportunidade, Robenilson tornou-se associado da Coopatan e, com 20 anos, quer multiplicar seus conhecimentos e se tornar uma referência para sua comunidade. “Hoje penso no futuro com uma visão diferente. Tenho o desejo de manter minha propriedade rural sustentável como um exemplo e quero permanecer no campo com qualidade de vida”, diz.

No boletim escolar, excelentes notas. Na produção de cacau que cultiva junto com a mãe, tudo que aprende em sala de aula é posto em prática, a exemplo de um método de plantio que alia o aumento da produtividade com a conservação dos recursos naturais. Carolaine dos Santos, 17 anos, ingressou em 2017 na Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), no curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio, e já mostra que está a poucos passos de se tornar uma jovem empresária rural, líder em sua comunidade, do Varjão, em Camamu (BA).

“Meu sonho é ser uma grande produtora na minha região. Por isso, quero fazer tudo certo desde o início, com a utilização das técnicas apropriadas”, afirma a jovem. Carolaine aprendeu que por meio do plantio de diversas culturas em uma mesma área, o chamado Sistema Agroflorestal, os riscos de degradação da atividade agrícola seriam minimizados, otimizando os resultados. Além do cacau, passou a plantar banana-da-terra, seringueira, cravo e guaraná. “A ideia é que nossa área se pareça ao máximo com uma floresta, com muitas variedades de cultivos. Com a renda da colheita que for finalizada primeiro, podemos financiar as demais”, explica.

Junto com a visão de negócio, a vontade de conservar o meio ambiente a fez montar uma pequena associação em sua comunidade, com colegas da CFR-I, para discussão sobre melhorias na agricultura com respeito aos recursos naturais. “Quando começamos a conhecer formas de adubação e de cuidados com os plantios, resolvemos nos unir para entender de que forma podíamos influenciar agricultores a parar de usar agrotóxicos”, exalta. Na sua área, ela já deixou de usar componentes químicos e pretende fazer cursos sobre técnicas naturais de fertilizar a terra, como a biocalda.

Para a Assessora Pedagógica da CFR-I, Tailã Mendes, a adolescente, além de aluna exemplar, já é uma referência de liderança para os produtores da sua comunidade. “Desde a primeira semana de aulas, ela se destacava pela vontade em crescer no campo e pela facilidade em assimilar os conteúdos teóricos. Todos, monitores e estudantes, estão aprendendo muito com ela também”, disse. Carolaine ainda levará dois anos para a formação como Técnica em Agronegócio, mas sabe que seu futuro está sendo construído desde agora. “Não vou parar de estudar nunca. Farei de tudo para que minha comunidade cresça comigo”, completou.

Anderson Silva dos Santos, da comunidade Fazenda Café, Valença (BA), decidiu terminar o ensino médio por meio de uma formação contextualizada ao campo, com o ensino da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A escolha foi, segundo o próprio, “a melhor coisa que poderia acontecer. Proporcionou uma mudança completa de vida”.

O jovem conheceu a CFR-PTN, que é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, por meio de uma vizinha e estudante da unidade. O encanto foi imediato. “A oportunidade de obter ainda mais conhecimento e ajudar a minha família, tornando-me um Técnico em Agropecuária, me impulsionou”, afirmou. Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro – Novas Gerações, também coordenado pela Fundação, Anderson implantou 4 hectares de banana-da-terra e de abacaxi e passou a utilizar novas técnicas de adubação e plantio. “Perdíamos muitas colheitas por não saber a forma correta de trabalhar com os cultivos. Com meus aprendizados, sabemos agora como fazer, porque fazer e até como mensurar os nossos resultados”, disse.

Segundo o pai, Manoel dos Santos, o jovem trouxe não só benefícios para a família, mas também para os vizinhos, pequenos produtores: “Tive resistência no início, mas vi que tudo o que ele nos ensinou foi importante para a nossa produtividade. E a comunidade enxergou isso e vem pedir o apoio dele também. Isso é muito bom, pois quando ele compartilha o que sabe, acaba aprendendo ainda mais”. Antes da entrada de Anderson na CFR-PTN, a área da família, composta por cinco filhos, era de apenas 0,5 hectares. “Era muito pouco, não tínhamos como viver apenas daquilo”. Hoje, os 4,5 hectares rendem ótimos resultados e são comercializados por meio da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), instituição apoiada pela Fundação.

“Quando iriamos imaginar que teríamos assistência técnica para a nossa terra? Estamos muito felizes, pois recebemos orientações e plantamos de uma forma que dá certo, traz renda. Sabemos até quanto vale cada planta nossa, se vamos lucrar ou ter algum prejuízo”, comentou Ana Lúcia da Silva, mãe de Anderson, ao falar sobre a cooperativa e o ensino qualificado do filho. Para o adolescente, futuro empresário rural, essa transformação, percebida no olhar da família e da comunidade, é o que faz com que ele busque um caminho cada vez mais promissor. “Essa minha área representa tudo para mim. Sei que com os resultados obtidos, posso comprar novas terras e ir melhorando sempre. Daqui não saio mais”, concluiu.

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