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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Benivaldo dos Santos
Benivaldo dos Santos
Decisões que transformam

Ao tomar uma decisão, espera-se sempre acertar. Mesmo se não der certo, o importante é o aprendizado. Afinal, somente ao tentar é que será possível conhecer o resultado. Benivaldo dos Santos, 24 anos, seguiu esse caminho. Resolveu ingressar, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) e mudou a sua história. Assim, deixou para trás a ideia de migrar para um centro urbano.

“Não quero sair da região. Tenho um laço de confiança com a minha comunidade. Eles acreditam em mim. Não tinha sonhos e nesses últimos anos conquistei muitas coisas, é gratificante”, ressalta o jovem, que mora na comunidade Ouro Preto, localizada no município baiano de Presidente Tancredo Neves.

Durante sua passagem pela CFR-PTN, Benivaldo desenvolveu três projetos educativos produtivos: dois de plantação de banana e um de maracujá. O primeiro não deu certo por conta de uma seca que atingiu a região, mas o sucesso dos seguintes o compensou. “Meu segundo projeto foi eleito um dos dez melhores da turma, por conta da produtividade. Com o de maracujá, virei referência na comunidade. Hoje sou responsável pela aula prática dos atuais educandos da CFR-PTN sobre esse tema”, conta.

Com o fim da formação, em 2010, o jovem deu continuidade aos cultivos e tornou-se Líder de Produção Vegetal da Fazenda Novo Horizonte, onde estão localizadas a CFR-PTN e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), da qual é associado há um ano. "A Coopatan garante o destino certo para a minha produção. Assim, tenho um maior retorno financeiro", destaca. A Coopatan e também a CFR-PTN integram o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Benivaldo não se arrepende das decisões que tomou. Com trabalho e dedicação conseguiu multiplicar sua renda. “Prestava serviço como diarista e ganhava R$100 por mês. Agora chego a receber R$1.400”. Para o futuro, faz planos de comprar 10 hectares de terra para sua família e, após torná-la produtiva, ingressar na faculdade para cursar Agronomia. “Estou seguindo a minha vocação. As escolhas que fiz mudaram minha vida. Sou feliz porque tenho a minha roça e projetos que estão dando certo”, garante.

Conheça a história de outros jovens apoiados

o ingressar no Centro de Formação Profissional Construir Melhor, Edmilson da Silva, 23 anos, encontrou sua oportunidade. O morador da comunidade Orobó, que assim como a unidade de ensino fica localizada em Valença (BA), está aprendendo na teoria e na prática o ofício de pedreiro. “Tenho facilidade nessa área. Observava o meu pai exercer essa atividade desde os 12 anos. Já trabalhei com ele, agora estou me profissionalizando”, conta.

Anteriormente, Edmilson atuava como diarista, realizando diversos serviços e nunca sabia ao certo quanto acumularia em um mês. Hoje, associado à Cooperativa da Construção Civil (Coonstruir) – instituição que reúne os aprendizes e os formados pelo Construir Melhor – é remunerado por produtividade. “Minha renda melhorou desde que comecei aqui. Chego a receber, em média, R$ 900 mensais. Isso como estudante. Quando estiver formado, acredito que vou ganhar ainda mais”, assegura. Durante os 18 meses de curso, o jovem passa uma semana na sala de aula aprendendo conceitos teóricos. Nas outras três, tem acesso a conhecimentos práticos no canteiro de obras, com acompanhamento de monitores, encarregados e engenheiros.

Uma de suas primeiras experiências foi a construção da sede do Construir Melhor – implantada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em terreno doado pela prefeitura local. O aporte para a obra foi fruto do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira assinado em 2009 pelo BNDES e a Fundação Odebrecht. “Tenho muito orgulho de olhar e ver o que fiz. Isso aqui é uma grande oportunidade”.

Se antes Edmilson não costumava planejar os seus dias, agora idealiza seu futuro. “Quero continuar trabalhando e construir minha casa, montar uma empresa de construção civil e dar continuidade aos estudos”, revela. “Vamos levar daqui sabedoria e aprendizado. Construímos o sonho das pessoas, sinto orgulho disso”, reforça o jovem.

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

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