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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Camila Ventura
Camila Ventura
Coragem e determinação

Mesmo sofrendo com a perda da mãe, falecida em janeiro de 2010, Camila Mendes Ventura, 22 anos, nunca desistiu de seus sonhos. Seguindo o conselho materno - ser feliz – a jovem Camila, moradora da comunidade pesqueira Barra dos Carvalhos, em Nilo Peçanha (BA), afirma: “Tiro minha força de alguém que fisicamente não está mais comigo, mas que sempre me apoiará”.

Conheça sua bela história:

Como a maioria dos jovens de comunidades pequenas e pouco desenvolvidas, busquei oportunidades na cidade grande. Fui morar em Vitória (ES) com meu pai e, após alguns meses, não consegui me adaptar ao local. A convivência foi ficando cada vez mais difícil. Queria me desenvolver, mas em um lugar onde eu fizesse parte, onde pudesse contribuir para o crescimento de todos. Logo percebi que estava no lugar errado. Então, voltei para minha comunidade e comecei a me organizar. Dei aula de reforço a meninos da 1ª a 5ª séries e catava camarão para ajudar minha mãe que estava desempregada. Voltei a estudar, pois somente assim poderia ter oportunidades na vida. Em 2007, fiquei sabendo de uma seleção para entrar na Casa Familiar das Águas (CFA). Me inscrevi, mesmo que nunca tenha ouvido falar da CFA. Interessei-me pelo projeto, pela proposta para a região e queria saber mais. 

Passei na seleção e comecei a estudar na Casa em agosto de 2007. Daí em diante, minha vida se transformou: tive a oportunidade de me desenvolver na comunidade onde faço parte e ampliar minha visão de futuro. Era tudo o que eu precisava. Tive acesso a diversos conhecimentos, contato com muitas pessoas e participei do Programa de Desenvolvimento de Empresários (PDE). Tudo por meio da contribuição da Fundação Odebrecht. O projeto mais especial que tenho participado é o Círculos de Leitura. Estou há três anos atuando nessa atividade. Primeiro fui multiplicadora e hoje atuo como supervisora. O Círculos é um projeto que, ao mesmo tempo que incentiva a leitura, estimula os jovens a se tornarem reflexivos.

No final de 2009, descobri que minha mãe estava com câncer e a qualquer momento poderia perdê-la. Não sabia o que fazer, me deu vontade de desistir de tudo, mas sabia que no fundo não era isso o que minha mãe queria. Foi um período muito difícil. Em janeiro do ano seguinte, ela faleceu e essa foi a maior perda da minha vida. 

O desafio era minimizar a dor e fazer o que ela sempre me pedia: “seja feliz e busque seu objetivo”. Voltei à rotina e comecei um estágio na CFA. Como conclusão de curso, convidamos os integrantes envolvidos no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDIS) para apresentarem os projetos e cada jovem escolheria em qual gostaria de participar. Dessa forma, me identifiquei com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). 

Em novembro do ano passado, me formei pela CFA, mas continuo estagiando no Ides, no Centro de Pesquisa e Informação, fazendo análise de editais, projetos e documentações. Essa experiência tem sido um grande desafio e venho encarando com responsabilidade, dedicação e espírito de equipe. Meu objetivo é contribuir de maneira significativa com os propósitos do Ides e do PDIS no Baixo Sul da Bahia!

Conheça a história de outros jovens apoiados

Ao tomar uma decisão, espera-se sempre acertar. Mesmo se não der certo, o importante é o aprendizado. Afinal, somente ao tentar é que será possível conhecer o resultado. Benivaldo dos Santos, 24 anos, seguiu esse caminho. Resolveu ingressar, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) e mudou a sua história. Assim, deixou para trás a ideia de migrar para um centro urbano.

“Não quero sair da região. Tenho um laço de confiança com a minha comunidade. Eles acreditam em mim. Não tinha sonhos e nesses últimos anos conquistei muitas coisas, é gratificante”, ressalta o jovem, que mora na comunidade Ouro Preto, localizada no município baiano de Presidente Tancredo Neves.

Durante sua passagem pela CFR-PTN, Benivaldo desenvolveu três projetos educativos produtivos: dois de plantação de banana e um de maracujá. O primeiro não deu certo por conta de uma seca que atingiu a região, mas o sucesso dos seguintes o compensou. “Meu segundo projeto foi eleito um dos dez melhores da turma, por conta da produtividade. Com o de maracujá, virei referência na comunidade. Hoje sou responsável pela aula prática dos atuais educandos da CFR-PTN sobre esse tema”, conta.

Com o fim da formação, em 2010, o jovem deu continuidade aos cultivos e tornou-se Líder de Produção Vegetal da Fazenda Novo Horizonte, onde estão localizadas a CFR-PTN e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), da qual é associado há um ano. "A Coopatan garante o destino certo para a minha produção. Assim, tenho um maior retorno financeiro", destaca. A Coopatan e também a CFR-PTN integram o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Benivaldo não se arrepende das decisões que tomou. Com trabalho e dedicação conseguiu multiplicar sua renda. “Prestava serviço como diarista e ganhava R$100 por mês. Agora chego a receber R$1.400”. Para o futuro, faz planos de comprar 10 hectares de terra para sua família e, após torná-la produtiva, ingressar na faculdade para cursar Agronomia. “Estou seguindo a minha vocação. As escolhas que fiz mudaram minha vida. Sou feliz porque tenho a minha roça e projetos que estão dando certo”, garante.

Por meio das Casas Familiares que fazem parte do Programa PDCIS, a Fundação Odebrecht vem apostando em uma nova geração de jovens agricultores, influenciada pelo conhecimento contextualizado colocado a sua disposição. São adolescentes como Jemima Oliveira Dias, de 15 anos, aluna da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I). Em seu segundo ano de formação, ela já está integrada aos processos produtivos da família e leva novas tecnologias à comunidade do Conduru, em Camamu (BA), onde reside. 

“Sou a primeira da minha região a estudar em uma escola rural. Quis agarrar essa oportunidade por saber que podia levar conhecimento para lá”, afirmou Jemima. Desde o primeiro ano na CFR-I, a adolescente participa mais ativamente da vida da comunidade por meio de Seminários Rurais. Tratam-se de palestras sobre temas relacionados a produção no campo que proporcionam a diversas famílias orientações para melhorar o rendimento dos cultivos. Em 2015, 280 Seminários Rurais foram realizados por alunos de Casas Familiares, impactando diretamente mais de 8.100 pessoas.

Na propriedade da família, que possui cultivos de cacau, dendê, palmito de pupunha, cravo e guaraná, essa transferência de novos aprendizados por Jemima é também colocada em prática. A CFR-I adota a Pedagogia da Alternância, onde os jovens passam sete dias em período integral na instituição de ensino, com aulas na sala e no campo, e 15 em suas propriedades, aplicando os conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados. “É um ensino diferente de tudo que já tive. Aprendi como fazer a poda de cacau, por exemplo, e ajudar o meu pai na roça. Consigo ver a forma correta de plantar e sei que isso irá fazer toda a diferença nos nossos resultados”, disse.

Mesmo ainda na metade da formação como Técnica em Agronegócio, a adolescente pretende repassar cada vez mais experiências em prol do desenvolvimento da região. “No futuro penso em ser agrônoma e crescer junto com minha família e vizinhos. A CFR-I está abrindo essa porta para que eu atinja os meus objetivos’, completou.

Prêmio Jovens Voluntários, Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e Programa de Promoção do Voluntariado Jovem. Natália Mendes, 23 anos, participou de quatro projetos apoiados pela Fundação Odebrecht quando adolescente. Acompanhe o relato desta educadora social:
 
“Conheci a Fundação Odebrecht por meio do apoio que foi dado ao Instituto Elo Amigo, no inicio de sua atuação, em 2001-2002. Entrei para receber a formação Pessoal, Social e Empresarial do Programa Aliança com o Adolescente.

Comecei a ver o mundo com outros olhos e sentir a força que tinha, enquanto jovem, de promover mudanças. Participei de movimentos estudantis, a fazer manifesto por uma Universidade para minha região. Passei a entender e discutir Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. E a paixão por tudo isso tomou conta da minha vida, dos meus planos. Foi como entrar num caminho sem volta, pois não era mais a mesma pessoa, não podia continuar fazendo as mesmas coisas.

Participei do Programa de Adolescentes Voluntários, onde foi criado o MOVER - Movimento de Jovens Voluntários do Semi-Árido Cearense. Jovens dos cinco municípios aprenderam a elaborar projetos e os executavam nas suas comunidades. Foram muitas idéias e o desejo de mudança era tanto que entravamos pela noite, planejando e sonhando com dias melhores.

Eu, particularmente, idealizei e executei vários projetos: Campanha para Doação de Sangue, Projeto Semana Feliz e Projeto Sábado Feliz. Coordenei ações de Cinema no Bairro em parceria com SESC. Investi em minha formação e participei de curso de Mobilização Social - Lideranças Comunitárias. Apoiei a realização de Seminários de Juventude e Trabalho, Políticas Públicas para Juventude e Conferências do Plano Nacional da Juventude.

Em 2005, conclui o Técnico em Desenvolvimento Social com habilitação em Desenvolvimento de Comunidades, quando ganhei, junto com outras colegas, a premiação nacional do Técnico Empreendedor 2007 na categoria projeto na área de inclusão social. Hoje, estou trabalhando no Instituto Elo Amigo, como Educadora Social no Projeto Educação Ambiental no Semi-Árido. Estou cursando a faculdade de Serviço Social. Aqui está um pouco da minha história, do meu progresso. E isso tudo começou numa formação que eu achava que ia ser só mais um curso, que a gente começa e logo termina. Ao contrário, essa formação causou uma transformação na minha vida, de futuro, de sonhos e de planos".

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