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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Carlos Guimarães
Carlos Guimarães
Preocupação com a comunidade

O administrador Carlos Guimarães, 23, é hoje responsável pela Organização Dinâmica das Casas Familiares do Mar, Agroflorestal e Rural de Igrapiúna, três projetos integrados ao Programa DIS Baixo Sul. Quando mais novo, ele foi beneficiado por programas como o de Formação de Adolescentes Voluntários (PFAV) e o Jovem Empresário, desenvolvido pela Fundação Odebrecht quando esta instituição integrava a Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste.

“Depois do PFAV, perdi a minha timidez e passei a me interessar mais pelos estudos. Comecei a refletir mais sobre o meu papel na sociedade, a pensar sobre o que estava fazendo para construir o meu futuro”, conta Carlos. “Eu dizia a mim mesmo que podia fazer diferente. O interesse em construir um futuro profissional, sempre esteve acompanhado com a vontade de permanecer na minha região, ajudando a comunidade”.

Carlos percebe a evolução, ao longo dos anos, do trabalho da Fundação Odebrecht e das instituições parceiras, a exemplo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). “Oportunidades estão sendo oferecidas. Adquire-se conhecimento e condições de se manter aqui. Muitas pessoas só abandonam a região por não terem chance de crescer”, ele argumenta. “Os avanços são notórios. O aprendizado levado aos jovens das Casas Familiares, por exemplo, é algo que eles carregarão para o resto da vida. Isso ninguém tirará deles”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, OXÊNTE (Grupo de Adolescentes Voluntários), Movimento de Intercâmbio Artístico e Cultural pela Cidadania, Rede de Protagonismo Juvenil, Projeto Pequeno Artilheiro, Instituto Aliança e Programa Jovens Baianos da Fundação Luís Eduardo Magalhães. Muitos foram os caminhos que a jovem Rosana Uildes, 27 anos, trilhou antes de desembarcar no projeto Casa Jovem, no Baixo Sul da Bahia.

Rosa, como é chamada pelos amigos, tem na formação de jovens a sua grande motivação. Paixão que nasce por meio de uma semente plantada em 1996, quando participou de um dos programas apoiados pela Fundação Odebrecht junto ao Liceu de Artes e Ofícios da Bahia. “Aos 15 anos, ingressei no Programa de Aprendizes do Liceu. Esse ponto de partida foi extremamente significativo para a minha trajetória. Com meus pais aprendi valores e princípios, como o de servir e lutar pelos meus objetivos. Já no Liceu, conheci o que significa educação pelo trabalho e tive contato com adolescentes e jovens que desenvolviam projetos sociais nas suas comunidades”, conta.

“Soteropolitana, baiana, brasileira, casada, voluntária, pedagoga e aprendiz sempre”. São essas as palavras usadas por Rosa, que estudou em escola e universidade públicas, para se definir. Em 2001, o grupo coordenado por ela, OXÊNTE, recebeu o Prêmio Jovens Voluntários pelo projeto Eureka, que desenvolvia ações de formação para a cidadania nas escolas públicas de Salvador. Já em 2006, quando atuou no Programa Jovens Baianos, Rosa realizou um dos seus maiores sonhos. “Dediquei todo o meu tempo, criatividade e experiência na formação de jovens e líderes, que atuassem nas suas comunidades”, afirma.

Em 2007, ela aceitou o convite da Fundação Odebrecht e retornou a esta instituição para desenvolver ações junto a adolescentes e jovens da zona rural. “Até então, tinha apenas experiências no território urbano. Sempre movida por desafios, aceitei o convite e estou desbravando o Baixo Sul da Bahia, atuando no Projeto Casa Jovem em Igrapiúna. Espero também aqui dar a minha contribuição, mergulhando de corpo e alma e fazendo a diferença, num novo cenário, mas sempre formando novos protagonistas, líderes do seu destino”.

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 84% dos jovens agricultores brasileiros não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho nas grandes cidades. Esse número, crescente a cada ano, é uma realidade para os irmãos Claudilson e Kaliane Silva Santos, moradores da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA). Estudantes do curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), eles levam conhecimentos para a família e começam a planejar o futuro como empresários rurais na região em que vivem.

Com uma educação contextualizada ao campo, vivenciada por meio da Pedagogia da Alternância - onde o jovem passa uma semana em período integral na instituição de ensino e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos - os estudantes precisam ter disciplina e foco para a realização das atividades. Para Claudilson, “uma das coisas mais importantes que aprendemos na CFR-I é o planejamento. Temos metas de estudo e estabelecemos prioridades”. Essa organização, de acordo com os pais dos jovens, Dona Zenilda e Seu Claudio, é o que vem fazendo a diferença em suas vidas na agricultura. Além disso, segundo Kaliane, as técnicas ensinadas permitem alcançar resultados melhores em produtividade. “Com o ensino sobre o manejo dos perfilhos de pupunha, a compostagem para produção de adubo orgânico, melhoramos nossa produção e ainda influenciamos positivamente muitas pessoas na comunidade a trabalhar da melhor forma”, afirmou.

A família possui três hectares de palmito de pupunha, beneficiado e comercializado pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), com produção média anual de 16 mil hastes por hectare. O cultivo é o principal meio de sustento e foi o que, segundo Seu Claudio, garantiu a sua sustentabilidade na zona rural. “Antes, eu trabalhava nas propriedades dos outros. Hoje, tenho minha própria terra e uma renda garantida todo mês”, disse. A família também tem uma área de cacau e uma horta idealizada e mantida pelos irmãos, que serve para consumo e complemento da renda. Tudo realizado, segundo Seu Claudio, “em conjunto”.

Quando perguntados sobre o futuro, os jovens irmãos já sabem aonde querem estar: no mesmo lugar, mas como técnicos formados e engenheiros agrônomos. O sonho, que já está em construção por meio das oportunidades geradas pela CFR-I e Coopalm, instituições que fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, é perceptível na fala de Kaliane: “Não vou mais parar de estudar e quero ajudar a desenvolver cada vez mais a minha região, ao lado da minha família”. 

Josué de Jesus tem 19 anos e é natural do município de Ituberá, região do Baixo Sul da Bahia. “Nasci e me criei em zona rural. Enfrentei alguns desafios, típicos da região, mas consegui concluir o meu curso técnico em Agropecuária e atualmente resíduo na cidade de Sooretama (ES), onde presto serviços à empresa Michelin”, resume Josué, em algumas palavras, a sua trajetória.

Ainda em Ituberá, Josué participou do projeto Informática e Cidadania, ligado ao Programa Aliança com o Adolescente. A iniciativa oferecia cursos de informática para estudantes carentes. “Os computadores e livros, que tive oportunidade de ler, me proporcionaram conhecer histórias e experiências fantásticas e me levaram a lugares maravilhosos”, conta.

Josué se lembra de detalhes, com a localização da escola que sediava as ações. “Recordo que o projeto Informática e Cidadania ficava em Ituberá, na entrada do Bairro Prainha II, à margem da BA 001, sentido Ituberá-Camamu. Gostaria de ratificar a contribuição que teve esse projeto para a minha formação como cidadão e profissional”.

O contato com a Fundação Odebrecht não cessou com o término das atividades do curso. O irmão de Josué estuda, atualmente, no Colégio Casa Jovem, na zona rural do município de Igrapiúna. O projeto leva educação de qualidade adaptada a realidade do campo para centenas de crianças e jovens. “Li algumas publicações da TEO (Tecnologia Empresarial Odebrecht), assisti a vídeos do programa DIS Baixo Sul e conheci algumas das iniciativas como a Cadeia Produtiva da Mandioca, da Pupunha e da Piscicultura”, concluiu.

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