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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Carlos Guimarães
Carlos Guimarães
Preocupação com a comunidade

O administrador Carlos Guimarães, 23, é hoje responsável pela Organização Dinâmica das Casas Familiares do Mar, Agroflorestal e Rural de Igrapiúna, três projetos integrados ao Programa DIS Baixo Sul. Quando mais novo, ele foi beneficiado por programas como o de Formação de Adolescentes Voluntários (PFAV) e o Jovem Empresário, desenvolvido pela Fundação Odebrecht quando esta instituição integrava a Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste.

“Depois do PFAV, perdi a minha timidez e passei a me interessar mais pelos estudos. Comecei a refletir mais sobre o meu papel na sociedade, a pensar sobre o que estava fazendo para construir o meu futuro”, conta Carlos. “Eu dizia a mim mesmo que podia fazer diferente. O interesse em construir um futuro profissional, sempre esteve acompanhado com a vontade de permanecer na minha região, ajudando a comunidade”.

Carlos percebe a evolução, ao longo dos anos, do trabalho da Fundação Odebrecht e das instituições parceiras, a exemplo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). “Oportunidades estão sendo oferecidas. Adquire-se conhecimento e condições de se manter aqui. Muitas pessoas só abandonam a região por não terem chance de crescer”, ele argumenta. “Os avanços são notórios. O aprendizado levado aos jovens das Casas Familiares, por exemplo, é algo que eles carregarão para o resto da vida. Isso ninguém tirará deles”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Em 2007, com apenas 17 anos, Jailton Ribeiro já tinha perfil para empresariar seu próprio negócio. Foi nessa época, estudando na unidade de ensino Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), que adquiriu os conhecimentos necessários para desenvolver as culturas de mandioca, abacaxi, cacau e banana na sua propriedade. “Ninguém acreditava que era possível produzir em nossa terra”, revela. Após a passagem pela CFR-PTN, Jailton, morador da comunidade de Ouro Preto, em Presidente Tancredo Neves (BA), e sua família cuidam de 40 hectares de plantação, chegando a acumular renda mensal de mais de R$ 5 mil somente com essa atividade. “Nossa plantação está se desenvolvendo bem e devo isso à Casa Familiar pelo investimento em minha formação”, afirma o jovem.

Os três anos passados na CFR-PTN foram suficientes para Jailton influenciar seu pai, João de Melo, a adotar os métodos aprendidos. “Sempre tive apoio dele, mas quando os resultados começaram a aparecer, ele passou a confiar mais em meu trabalho”, declara. Atualmente, o agricultor João está associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Dessa forma, encontra destino certo para escoar sua produção, já que os frutos entregues lá são comercializados em redes de supermercado do estado da Bahia. “Aliamos qualidade com menor custo e temos renda com agricultura. Meu sonho é cuidar mais e melhor do plantio, pois tenho planos de me manter apenas com isso. O que quero é ficar em minha comunidade e ser dono de meu negócio”, assegura Jailton.

Alinhadas com os objetivos do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Intagrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), CFR-PTN e outras unidades de ensino, como Casa Familiar Rural de Igrapiúna e Casa Familiar Agroflorestal, contribuem para formar uma geração de novos empresários rurais na região. Utilizando uma metodologia diferenciada, conhecida como Pedagogia da Alternância, integram conhecimento teórico com atividade prática. O que reforça o conceito de educação pelo trabalho, uma das bases da Tecnologia Empresarial Odebrecht. “A CFR-PTN me deu caminho para me desenvolver como pessoa e profissional. Me sinto agraciado com a oportunidade e fico feliz de ver outros jovens sendo acolhidos pela Casa”, pontua Jailton. “Minha propriedade é exemplo concreto de experiência vivida há quatro anos. Tenho orgulho em acordar pela manhã e saber que minha empresa me espera”, finaliza.

Aos 14 anos, Vitor Souza ingressava no projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, em Porto Seguro, onde nasceu e mora. “Aprendi muito. Principalmente a valorizar mais a minha vida e meus amigos”, revela o jovem. Atualmente, ele trabalha como comunicador em uma rádio de sua cidade. “Gostaria de dizer, para quem for ler este meu depoimento, que acredite de verdade em seus sonhos. Um dia eles se realizam”.

Conheça a história de Vitor:

“A minha participação no projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação teve início em 2000. Durante um ano, tive a oportunidade de conviver com outros jovens e conheci alguns educadores que marcaram minha vida.

O projeto me ajudou a valorizar mais a minha vida e perceber os amigos que precisavam de uma palavra de conforto. Muitos jovens não conseguem reconhecer o quanto a nossa vida é valiosa e passei a disseminar isso. Ingressei no Grupo de Apoio e prevenção a AIDS (Gapa) da Bahia. Participei de algumas capacitações e me dei conta de como a prevenção é fundamental para a juventude.

Foram quatro anos de muito aprendizado e trabalho na minha cidade, Porto Seguro, e em Salvador, onde aconteciam encontros com outros jovens. Cada um tinha uma maneira de pensar e isso promovia várias discussões. Estudávamos como abordar determinados assuntos nas comunidades.

Nessas idas e vindas, fui convidado a representar o Extremo Sul da Bahia em um evento em Lima, no Peru. Vive momentos fantásticos: dez dias discutindo maneiras de fazer a diferença. Foi uma lição de vida, por isso, quero continuar a ajudar outras pessoas com a minha experiência”. 

“Posso viver no campo com qualidade de vida”. A afirmação da jovem Letícia Macedo, 15 anos, que está no 2º ano do curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), demonstra toda a sua satisfação por poder continuar vivendo na zona rural, ao lado de sua família, de forma digna.

Moradora da comunidade de Gendiba, localizada em Tancredo Neves (BA), Letícia contribui com o desenvolvimento e o aumento na renda de sua família. Na propriedade dos pais, tem cultivado um hectare de banana tipo terra e está na fase de implantação de dois hectares de aipim e três de mandioca. “A Casa Familiar nos ensina formas de administrar nossos recursos. Com princípios, valores, metas e espírito de servir podemos encontrar tudo no campo, no lugar onde nasci”, diz.

Toda a sua produção é somada ao que seu pai, Veridiano Macedo, entrega à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que oferta produtos de qualidade a parceiros sociais e clientes. “Dessa forma nossos cultivos são comercializados de forma justa e com retorno garantido”, afirma Macedo.

Para ele, é um orgulho que sua filha tenha acesso a uma educação de qualidade para trabalhar no campo, ao seu lado. “Ela está amadurecendo com o aprendizado e estou muito feliz, pois nem todos conseguem matricular seus filhos em uma escola digna. Posso dizer que somos privilegiados”, comenta.

Além de contribuir com o crescimento de sua família, a jovem difunde o aprendizado para os moradores de sua comunidade. “Somos células multiplicadoras do conhecimento e o que aprendi na Casa Familiar pode servir a todos que vivem aqui”, comemora Letícia.

A CFR-PTN e Coopatan contam com o apoio da Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados, por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS).

Quando entrou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), em 2013, Patrícia Nascimento dos Santos, 17 anos, já pressentia que poderia transformar não só a própria realidade, mas a de pessoas da sua região em Nilo Peçanha, no Baixo Sul da Bahia. “Desde o momento em que ingressei na Cfaf fui me tornando cada vez mais consciente do meu papel enquanto cidadã”, diz.

No seu primeiro ano de formação na instituição, que faz parte do Pacto de Governança do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht, ela e sete colegas idealizarem o Projeto Protagonismo Juvenil – PPJ. A iniciativa promove a conscientização ambiental por meio de palestras, seminários e reflorestamento de áreas degradadas de forma voluntária.

Com o apoio de parceiros, como a Prefeitura local e uma emissora de rádio, o grupo já realizou, em três anos, a limpeza de rios e envolveu milhares de pessoas em prol das ações de conscientização e conservação do meio ambiente. “Queremos contribuir com a nossa região e poder disseminar os conhecimentos adquiridos na Cfaf. A Instituição é para mim uma porta que se abre cheia de oportunidades a serem conquistadas e repassadas”, afirma.

Já formada, Patrícia espera ser reconhecida como um exemplo de protagonismo e pretende continuar desenvolvendo as ações do PPJ nas comunidades. Junto à família, ela tem o desejo de ampliar seus projetos produtivos, sempre de forma sustentável. “Quero continuar estudando e, por meio do meu conhecimento e exemplo, contribuir para transformar outras realidades na zona rural”.

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