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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Carolaine dos Santos
Carolaine dos Santos
Meu sonho é ser uma grande produtora na minha região

No boletim escolar, excelentes notas. Na produção de cacau que cultiva junto com a mãe, tudo que aprende em sala de aula é posto em prática, a exemplo de um método de plantio que alia o aumento da produtividade com a conservação dos recursos naturais. Carolaine dos Santos, 17 anos, ingressou em 2017 na Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), no curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio, e já mostra que está a poucos passos de se tornar uma jovem empresária rural, líder em sua comunidade, do Varjão, em Camamu (BA).

“Meu sonho é ser uma grande produtora na minha região. Por isso, quero fazer tudo certo desde o início, com a utilização das técnicas apropriadas”, afirma a jovem. Carolaine aprendeu que por meio do plantio de diversas culturas em uma mesma área, o chamado Sistema Agroflorestal, os riscos de degradação da atividade agrícola seriam minimizados, otimizando os resultados. Além do cacau, passou a plantar banana-da-terra, seringueira, cravo e guaraná. “A ideia é que nossa área se pareça ao máximo com uma floresta, com muitas variedades de cultivos. Com a renda da colheita que for finalizada primeiro, podemos financiar as demais”, explica.

Junto com a visão de negócio, a vontade de conservar o meio ambiente a fez montar uma pequena associação em sua comunidade, com colegas da CFR-I, para discussão sobre melhorias na agricultura com respeito aos recursos naturais. “Quando começamos a conhecer formas de adubação e de cuidados com os plantios, resolvemos nos unir para entender de que forma podíamos influenciar agricultores a parar de usar agrotóxicos”, exalta. Na sua área, ela já deixou de usar componentes químicos e pretende fazer cursos sobre técnicas naturais de fertilizar a terra, como a biocalda.

Para a Assessora Pedagógica da CFR-I, Tailã Mendes, a adolescente, além de aluna exemplar, já é uma referência de liderança para os produtores da sua comunidade. “Desde a primeira semana de aulas, ela se destacava pela vontade em crescer no campo e pela facilidade em assimilar os conteúdos teóricos. Todos, monitores e estudantes, estão aprendendo muito com ela também”, disse. Carolaine ainda levará dois anos para a formação como Técnica em Agronegócio, mas sabe que seu futuro está sendo construído desde agora. “Não vou parar de estudar nunca. Farei de tudo para que minha comunidade cresça comigo”, completou.

Conheça a história de outros jovens apoiados

A administradora Maria do Carmo Oliveira, 28 anos, participou do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação em 1997. Ela contou sua história na página especial sobre os 20 anos de Protagonismo Juvenil. Confira:

“Em 1997, estava-se implantando na minha região o Programa Pacto do Sitio do Descobrimento pela Educação que contemplava os seguintes municípios: Prado, Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Belmonte. Eu estava com 16 anos, vivendo uma adolescência pacata e sem perspectiva de crescimento, visto que morava em Belmonte, uma cidade com o tecido social muito forte, porém pequena e sem muitas novidades. Daí, conheci o programa e comecei a fazer parte deste.

Nesse processo, me tornei uma liderança jovem e montei, junto a outros jovens, a Legião Belmontense pela Educação (LBE), grupo formado por uma média de 30 adolescentes/jovens. Era um grupo que trabalhava com o foco no resultado humano, que tinha na educação a arma para o sucesso desses jovens voluntários. Como todo adolescente, tive muitos conflitos, os quais me fizeram crescer. Com a Fundação Odebrecht, tive várias oportunidades de crescimento pessoal e social, conheci outros jovens e localidades diferentes e, o mais importante, me ensinaram a traçar o meu projeto de vida.

Vivi muitas experiências bacanas e ao findar o programa, em 2000, seguindo o meu projeto de vida, vim morar em Porto Seguro. Ingressei na faculdade de Administração com Habilitação em Marketing e entrei no mercado de trabalho sendo Educadora Ambiental, em uma ação com crianças de 7 a 14 anos, quando pude multiplicar as minhas experiências. Em seguida, passei a atuar como Educadora Social, com grupos de jovens de 15 a 17 anos, e nessa caminhada também conquistei alguns espaços como instrutora de qualificação profissional, trabalhando em comunidades indígenas.

Percebi que não podia deixar de retomar as atividades que aprendi a fazer tão bem no Pacto pela Educação. Resolvi resgatar os jovens do projeto e os mobilizei. Organizei um encontro o qual demos o nome de “I Encontro de Jovens Multiplicadores do Sítio do Descobrimento” com o seguinte objetivo: reencontrar e dividir o desejo de continuar um novo grupo, com uma filosofia melhorada, avaliando os pontos positivos e negativos do Pacto para nós. O resultado foi fantástico. Conseguimos montar um documento e criamos o Instituto Agentes Multiplicadores de Experiências (Amex) que atua nos cinco municípios, replicando as experiências da época do Pacto, porém com um grupo de jovens com formações diferenciadas, o que enriquece o trabalho. Esse grupo, hoje, se reúne mensalmente para planejamento das ações.

Atualmente, sou Conselheira Tutelar e também faço parte da Associação de Mulheres em Ação (MEA). Além disso, estou fazendo pós-graduação em Arte-Educação”.

“Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”. A frase é da jovem Virgínia Melo, 26 anos, estudante de Teologia. Ela participou, em 1995, do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação quando morava em Santa Cruz de Cabrália, região sul da Bahia.

Casada e, atualmente, morando na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, Virgínia contou sua trajetória na página de jovens egressos, em comemoração aos 20 anos de Protagonismo Juvenil.

“Em 1995, fui escolhida para participar do projeto ‘Quem ama preserva’, uma ação educacional feita com jovens na luta pela preservação das instituições de ensino. Por meio desse projeto, a Fundação Odebrecht lançou um desafio para os responsáveis pelo projeto (na época) de escolherem quatro jovens, um de cada cidade do sítio, que tivessem o perfil desejado para desenvolver uma iniciativa de cunho social em Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Prado. Então, fui selecionada e comecei a ser capacitada para desenvolver esse novo projeto.

Surgiu, então, o Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Nós trabalhávamos com a população mais carente e tínhamos um objetivo: espalhar o vírus do IRPS, que significava Ingresso, Regresso, Permanência e Sucesso de todas as crianças na escola.

Foi um projeto muito intenso e um desafio grande, pois nunca tinha feito nada neste sentido e, confesso, cheguei a achar algumas vezes que não conseguiria. Mas foi uma experiência inesquecível que me ensinou a ver as coisas de outra forma, com outros olhos. Em cada obstáculo ultrapassado, surgia uma força maior para enfrentar os próximos.

Eu cresci e só tenho a agradecer às pessoas que estiveram mais próximas de nós, todo o tempo, ensinando, acompanhado e aconselhando. Os educadores foram peças-chave, seres humanos maravilhosos que nos deram a base, nos ensinaram muito. Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”.

Muitos foram os programas apoiados pela Fundação Odebrecht que Emanuel Ribeiro Filho participou. Mas muitos são os que ele ainda está envolvido. Determinado, ativo e batalhador, Emanuel está morando em Salvador para cursar Psicologia, realizando assim um grande sonho. “Pretendo retornar o mais rápido ao Baixo Sul para poder contribuir de maneira ainda mais efetiva com a região”, afirma. Conheça sua história:

“Iniciei minha participação nos projetos da Fundação Odebrecht, através do Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, em 2002, então com 15 anos. Por ser presidente do grêmio estudantil da minha escola, fui convidado para participar da Inclusão Qualificada que selecionaria jovens para participarem do Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas (PFAP).

Após alguns meses de formação, fui convidado para estagiar na Área de Protagonismo Juvenil do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides), onde atuei durante todo o ano de 2003, tanto na Área Pedagógica quanto na Área Administrativo-Financeira. Além do PFAP, participei também do Programa Jovem Empreendedor (PJE).

Em 2005, mudei-me para Salvador, pois sempre tive o sonho de cursar Psicologia e, no Baixo Sul da Bahia, este curso não é oferecido. Estou no 7º semestre e conto com a colaboração do Programa de Bolsas Estudantis do Ides/Kellogg, que contribui com parte das minhas despesas acadêmicas.

Iniciei um estágio na própria Fundação Odebrecht, na Área de Protagonismo Juvenil, apoiando a sistematização das ações de alguns projetos. Participo também do Programa de Jovens Talentos Protagonistas, uma ação conjunta da Fundação Odebrecht e do Ides.

Nessa caminhada, amadureci bastante. Toda a formação que recebi contribuiu e continua contribuindo para minha visão de mundo. Aprendi a identificar minhas potencialidades e fraquezas e, acima de tudo, a ter um olhar critico sobre tudo que me cerca. Sou um jovem consciente do que preciso fazer para dar minha parcela de contribuição para o desenvolvimento da sociedade.

Após concluir minha graduação, pretendo retornar o mais rápido possível ao Baixo Sul para poder contribuir de maneira ainda mais efetiva com o desenvolvimento da nossa região”.

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