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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Cássia Ramos
Cássia Ramos
Quero me transformar em uma empresária rural de sucesso

Para Cássia Bispo Ramos, 17 anos, moradora da comunidade de Lamêgo, Taperoá (BA), a Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf) foi fundamental para ampliar a sua visão de futuro. “Contribuiu muito com meu desenvolvimento, pois eu não tinha muitas perspectivas. Hoje, graças à formação e acompanhamento dos monitores, posso afirmar que quero mudar a minha vida e minha comunidade”, disse. A Cfaf faz parte do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

No terceiro e último ano do curso, Cássia participa ativamente da Associação dos Pequenos Produtores do Lamêgo, onde entrou impulsionada pelo ensino da Cfaf. “Quando estudei sobre associativismo e cooperativismo, passei a ter interesse em participar de uma associação existente em minha comunidade. Foi então que fui convidada a exercer o cargo de secretária. Fiquei muito feliz! ”, declarou.

Na função, ela aproveita para compartilhar os conhecimentos adquiridos na instituição de ensino para pessoas da sua região. “Com o trabalho, já conseguimos uma unidade de beneficiamento de dendê e projetamos adquirir um caminhão para escoar a produção dos agricultores’, relata orgulhosa. O pensamento de acabar o ensino médio e ir para os grandes centros já não passa mais pela cabeça da jovem. “Quero concluir o curso técnico em Florestas e continuar ao lado da minha família, cultivando minha área com as práticas adotadas pela instituição. Quero me transformar em uma empresária rural de sucesso”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Rita de Cássia Clares de Lima, 25 anos, mora na cidade de Iguatu, no Ceará. Em 1999, ela participou da Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, desenvolvendo um projeto de piscicultura junto com outros adolescentes da região. Hoje, Rita é coordenadora pedagógica do Insituto Elo Amigo e releva que todos os desafios que a vida lhe ofereceu contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal. Acompanhe:

“Iniciei no Projeto Aliança com o Adolescente ainda nas suas primeiras ações de mobilização social, mais precisamente em outubro de 1999. A princípio, como a maioria dos adolescentes, não sabia ao certo o que me esperava, mas sempre tive muito interesse em participar de projetos que promovessem o meu desenvolvimento pessoal e por isso entrei de corpo e alma nas atividades.

Passei pela etapa de formação pessoal e montei uma unidade tecnológica na cadeia produtiva da piscicultura juntamente com outros adolescentes na região de Suassurana, distrito de Iguatu. Era um desafio pela intensidade das atividades e pela distância que tínhamos que percorrer para realizar o manejo dos peixes (cerca de 4 km de bicicleta).

Mas mesmo assim, não media esforços em realizar bem o trabalho e em tentar mostrar para os demais adolescentes do nosso grupo que ali poderia ser uma grande oportunidade nas nossas vidas, como tenho certeza que foi para mim. Por conta da facilidade de coordenação e compromisso com o trabalho, após pouco mais de um ano, fui convidada para assumir uma turma de adolescentes do Centro de Resultados (CR) Adolescentes Solidários do Instituto Elo Amigo. O convite mexeu muito comigo, pois eu passaria a formar outros adolescentes. Motivada pelo desejo de me desenvolver ainda mais, não hesitei e encarei o desafio.

A partir dessa experiência, recebi outro convite, desta vez do coordenador do CR Agroecologia Familiar e comecei, de forma bem mais intensa, a apoiar no desenvolvimento humano e sustentável da região. Sempre me dediquei para realizar um bom trabalho e sobretudo para fazer valer as oportunidades que a mim eram proporcionadas. Mais do que isso, sempre levei muito a sério o meu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, buscando participar ativamente da construção metodológica e estratégica da nossa instituição.

Tal dedicação e empenho foi recompensado gradativamente com novos desafios. Passei a ser coordenadora pedagógica. Neste mesmo período, entre 2006 e 2007, ingressei na universidade e comecei a fazer o curso de Letras/Português, objetivando fortalecer a minha formação continuada e melhorar ainda mais a minha prática pedagógica junto ao Instituto Elo Amigo.

Todas essas etapas fizeram de mim uma jovem que, desde muito cedo, sabia o que queria para mim e para minha região. Tenho que ressaltar que toda a trajetória sempre foi repleta de bons desafios, sobretudo profissionais. O mais novo é o de coordenar o Programa da Agroecologia Familiar, extinto CR Agroecologia Familiar, projeto que, sem sombra de dúvida, me ofereceu e continua oferecendo as melhores oportunidades para meu crescimento pessoal e profissional”.

Dos 16 anos já vividos por Vitória Souza Santos, sete foram assistindo sua família a construir uma vida digna e feliz no campo, por meio da agricultura. Desde 2008, o pai, Vitor Santos, cultiva palmito de pupunha e o beneficia e comercializa por meio da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), da qual é associado. Com o exemplo, que veio também do irmão agricultor, formado em 2012 pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), a jovem começa a ajudar a família a expandir a produção e a buscar novos rumos.

Vitória é aluna do segundo ano de formação da CFR-PTN, instituição de ensino que faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade – PDCIS, da Fundação Odebrecht. Lá, ela e os colegas aprendem sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solo, irrigação, drenagem, além da matriz curricular do Curso Técnico Profissional Integrando ao Ensino médio.

No meio de um caminho de três anos do aprendizado contextualizado, Vitória já começa a produzir os seus próprios cultivos em seu Projeto Educativo-Produtivo de mandioca e banana-da-terra. “Sou muito feliz por estudar em um local onde posso colocar em prática cada passo aprendido com nossos próprios projetos. Esse conhecimento é também levado aos meus pais e a minha comunidade”, conta. Após a formação, ela poderá cooperar-se à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e agregar valor à sua produção.

Com a evolução da filha, Seu Vitor já planeja apostar também nesses novos cultivos. “Além do palmito de pupunha, estamos começando a pensar na mandioca e banana-da-terra, já que são os cultivos que ela está produzindo. Quem sabe também não começamos a plantar abacaxi?”, afirma. Segundo o pai, mesmo com o pouco tempo de Vitória na instituição, ela já o ensina novas técnicas e mostra que tem vocação para o trabalho no campo. Para Quionei Araújo, Diretor da CFR-PTN, essa interação entre os pais e filhos agricultores é fundamental. “Quando o jovem permanece com sua família, ela se desenvolve junto com ele e todos ganham”, diz.

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