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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Daniel Martins
Daniel Martins
Quando lemos, entramos em outro universo e vivemos muitas aventuras

Quando criança, Daniel Martins de Lima lia todas placas de trânsito pelas quais passava, espalhadas nas rodovias. Hoje, aos 16 anos e aluno do terceiro ano de formação da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ele conserva o hábito da leitura – no ano passado, Daniel foi o estudante que mais leu livros na instituição.

“Sempre tive a influência da leitura”, afirma. “Desde os seis anos, eu já praticava bastante”. Em 2017, ele chegou ao total de 50 títulos lidos. Esse ano, conta orgulhoso, já foram 15. Entre as obras, varia bastante: vai de clássicos, como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, até os mais joviais, como a série Divergente, de Veronica Roth, e livros dos autores brasileiros como Pedro Bandeira e Thalita Rebouças – sem esquecer, claro, das obras técnicas sobre agricultura, das quais também gosta muito.

“Quando lemos, entramos em outro universo e vivemos muitas aventuras”, diz. Pernambucano, ele veio morar na Bahia depois que o pai faleceu. Passou um tempo em Salvador, mas logo a mãe foi para o Baixo Sul da Bahia, onde “comprou uma rocinha”. É na comunidade de Ponte de Pedro Nunes, em Taperoá (BA), que Daniel hoje mora com ela, o padrasto, o irmão e um primo. E também foi pela mãe que ficou sabendo sobre a Casa Familiar. “Sou apaixonado pelo campo e pela vida rural”, conta. “A CFR-PTN é um lugar que dá oportunidades aos jovens. Aqui, podemos obter bons resultados para que possamos ter qualidade de vida”.

É na própria instituição que Daniel tem acesso aos livros e onde passou também a recomendar títulos aos colegas. “Indico para que eles também tenham esse entrosamento com a literatura”, salienta. “Muitos jovens não têm esse gosto. Mas, quando você começa, cria um hábito. Melhora a fala e a escrita”.

Na Casa, a prática é constantemente estimulada pelo projeto “Biblioteca Escolar: espaço de interação e construção do conhecimento”, construído e mediado pela pedagoga e então secretária da CFR-PTN Naiara Mota, desde 2015. O projeto oferece às turmas opções de livros, oficinas, círculos de leitura, exposição de livros e cine cultura. “São atividades que visam a formação integral do educando. Vislumbramos que eles possam ver a leitura não só como uma tarefa escolar, mas como algo natural do cotidiano”, afirma Quionei Araújo, Diretor da CFR-PTN.

A iniciativa colabora para que os índices nacionais de leitura melhorem. Hoje, o quadro no País ainda é um problema. Segundo relatório do Banco Mundial, de 2018, a estimativa é que demore 260 anos para que o Brasil alcance o nível educacional de países desenvolvidos. Daniel, enquanto isso, faz a sua parte. “Eu sempre prefiro ficar com os livros”, categoriza.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Anailton Santana dos Santos, 21 anos, começou a escrever um novo capítulo da sua história em 2013, quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). Hoje Técnico em Florestal pela instituição, o morador da comunidade da Escadinha, Taperoá (BA), tornou-se cooperado da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e passou a fazer parte da associação da sua comunidade. “Passo pouco da minha experiência sobre associativismo para os agricultores e realizo ações, junto com os mesmos, para o desenvolvimento sustentável na nossa região”, afirmou.

Com o apoio da Casa Familiar, ele adquiriu novos conhecimentos e aprendizados que o tornaram um Jovem Empresário Rural. “Tenho 2,3 hectares de banana tipo terra e minha meta é chegar aos 5 hectares até fevereiro de 2017, além de um apiário com 15 caixas de abelhas visando a comercialização do mel e de pólen. Com isso, pretendo ainda fortalecer a cadeia através da criação de uma associação de apicultores do Baixo Sul da Bahia, para consolidar essa atividade na região”, diz, animado.

Diante de todas essas conquistas, ele se considera um jovem protagonista que se destaca de maneira positiva na atividade agrícola. “Tenho visão de futuro e, através do espírito de servir, busco sempre o desenvolvimento coletivo. Compartilho os conhecimentos como Técnico em Florestas para ajudar no desenvolvimento da região, sempre buscando fazer a diferença em minha comunidade’, completa. Cfaf e Coopatan fazem parte do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

Josiane Silva do Amor Divino, 17 anos, mora na comunidade de Brejo Mole, município de Camamu (BA). Cursando o 3º ano do ensino médio, ela batalhou muito para estar a um passo da formação. “Era uma adolescente muito rebelde, que não dava importância aos estudos. Foi então que conversei com um amigo sobre a Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), onde ele estudava, e fiquei interessada. Quando alguns professores de lá foram até minha antiga escola e falaram sobre o processo seletivo, não tive dúvidas: era lá que eu queria estudar”, afirmou.

Com a aprovação e início das aulas, novos desafios surgiram para Josiane. “Tudo foi dando certo nessa caminhada. Tive alguns obstáculos, que considero como degraus que me levaram a alcançar a vitória. A Casa Familiar mudou bastante a minha vida, me mostrando a realidade, trazendo objetivos, conhecimentos e recursos. Mudei o modo de agir e pensar”, relatou.

Sobre o aspecto profissional, as transformações também foram grandes. “Percebi o valor da agricultura familiar. Os conhecimentos que tenho aqui são a base da minha vida no campo. Sou filha de agricultor e ajudo os meus pais e irmãos na agricultura”. Com a formação chegando, já em dezembro deste ano, Josiane ressalta que agarrou as oportunidades por acreditar no seu futuro. “A Casa me deu a oportunidade de aprender que a disciplina gera o respeito e consolida a confiança no ser humano. Sou muito feliz por estar aqui e por ter mudado a minha vida e meus pensamentos. Estudar na CFR-I é um verdadeiro sonho”. A instituição é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS.

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