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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Daniela Guedes
Daniela Guedes
Me orgulho em viver na zona rural e ser agricultora

O maior orgulho de Daniela Guedes, 19 anos, é ser agricultora e viver no campo ao lado de sua família. Moradora da comunidade de Gendiba, localizada no município de Presidente Tancredo Neves (BA), ela acaba de finalizar o curso técnico em agropecuária e, junto com seus pais e irmãos, cultiva mandioca, banana e cacau.

Daniela conta que sua vida se transformou desde que ingressou na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A instituição está ligada ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados.

O objetivo é oferecer educação profissional de qualidade a jovens, estimulando a permanência no campo e na agricultura familiar como empresários rurais e cooperados. “Eu não tinha perspectivas para o futuro, mas tudo começou a mudar quando fui aprovada no processo seletivo”. Daniela conta que sua intenção era adquirir novos aprendizados e colaborar com o desenvolvimento de sua família. “Sempre vi meus pais trabalhando muito e tendo pouco retorno, por isso me sentia desestimulada. A CFR-PTN mudou minha visão e me fez perceber a importância e o potencial da agricultura”. Todas as técnicas de plantio e cultivo que ela aprendeu na instituição de ensino foram repassadas em sua casa e, com isso, seus pais começaram a produzir mais gastando menos.

A jovem foi a maior incentivadora da mãe, dona Valdelice Maria de Jesus, que se associou à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), e tem conseguido produzir melhor, alcançando grandes resultados. “Nossa renda mensal era de pouco mais de um salário mínimo e, atualmente chega a R$ 2.500”, conta Valdelice.

As conquistas despertaram em Daniela o sonho de adquirir a própria terra. “Me orgulho em viver na zona rural e quero continuar trabalhando com e para a minha família”, diz.

Toda família está juntando parte da renda para aquisição de uma propriedade. “O trabalho tem a capacidade de mudar a história de todos e é ele que tem contribuído com nosso crescimento”, finaliza Valdelice.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Uma família mergulhada no conhecimento como combustível para a transformação. Produtores de cacau, residentes no município de Igrapiúna (BA), Roberto Schreiter e Jaciara de Jesus viram suas vidas mudar quando seus dois filhos, Robert e Hanna Schreiter, começaram a estudar em Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht no Baixo Sul da Bahia. Essas instituições trabalham com a Pedagogia da Alternância, onde os jovens passam uma semana em período integral na unidade de ensino, com aulas na sala e no campo, e duas semanas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados.

“Gostei muito do método e não pensei duas vezes quando meu filho disse que queria estudar lá”, conta Jaciara. Robert, 16, já está no segundo ano de formação da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), que oferece o curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio. Um sonho que está sendo realizado, segundo ele. “Sempre quis entrar na Casa. E a cada dia que passa, fico ainda mais dedicado aos estudos e a tudo que venho apreendendo”. As novas técnicas sobre poda e tratos culturais são repassadas para o pai na plantação de cacau. “Vejo muita diferença na nossa produção. Então, escuto, aprendo e coloco em prática o que ele me diz”, afirmou Roberto, orgulhoso.

Hanna, 15 anos, decidiu se tornar Técnica em Florestas por meio da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), localizada em Nilo Peçanha (BA). Ainda no primeiro ano do curso, ela diz que a sua maior motivação foi a de poder ajudar ainda mais seus pais na zona rural. “Vi o exemplo do meu irmão e quis absorver todo esse conhecimento também, mas com uma formação um pouco diferente. E isso está sendo muito bom, pois trocamos muitas informações que recebemos e repassamos para nossos pais. Estamos crescendo juntos”, disse. Dentre uma das atividades que estão contribuindo para o desenvolvimento dos irmãos, eles implantaram hortas caseiras, que servem não só para a prática de novas técnicas como para incremento da renda.

A imersão da família no ambiente das instituições é tanta que Jaciara foi eleita, em 2016, como Presidente da CFR-I, função composta sempre por pais dos alunos. Para ela, foi mais um motivo para comemorar. “Fiquei muito feliz pois me sinto ainda mais próxima deles e das comunidades que são beneficiadas pela Casa Familiar”, comentou. CFR-I e Cfaf azem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

De pai para filho, de irmão para irmão. Na casa de Seu José Santana, localizada em Ituberá (BA), o cultivo de tilápia está passando pelas gerações e sendo trabalhada com o apoio de todos da família. Associado à Cooperativa dos Aquicultores de Águas Continentais (Coopecon) desde 2013, o agricultor vê com felicidade o rumo que os filhos estão tomando na aquicultura.

Josiel Santana, 18 anos, formou-se no ano passado na Casa Familiar das Águas (CFA) e implantou, com o apoio do Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, um Projeto Educativo-Produtivo (PEP) de tilápia na propriedade. Os jovens apoiados recebem alevinos (filhotes de peixe recém saídos do ovo), ração e a adubação necessária para a atividade.

Edicarlos Santana, 16 anos, está seguindo o mesmo caminho – ele é aluno do Curso de Qualificação em Aquicultura da CFA. Após a despesca do irmão, o jovem agora é beneficiado com o PEP e já começa a sua produção, que será comercializada pela Coopecon. “Primeiro foi o meu pai que virou cooperado e começou a cultivar a tilápia. Depois, com o meu irmão no mesmo rumo, senti que poderia ajudar também”, afirmou Edicarlos.

Aluno do 8º ano do ensino fundamental do Colégio Casa Jovem, instituição que, assim como a Coopecon e a CFA, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), Edicarlos acredita que o curso na CFA está ajudando na sua formação e é um complemento importante para o seu desenvolvimento na zona rural. “Aprendo sobre empresariamento, estudo da água e biologia dos peixes. Além disso, o convívio com outras realidades agrega para viver melhor em comunidade”, afirmou.

Atualmente, a turma em formação da CFA conta com 24 jovens, de 10 comunidades, distribuídas em cinco municípios do Baixo Sul da Bahia. Educando jovens para a vida cidadã e produtiva, integra de forma sinérgica ações focadas no desenvolvimento de novos empresários aquícolas. A formação, que dura um ano, aborda temas como Nutrição de Organismos Aquáticos, Tecnologia do Pescado, Cooperativismo e Associativismo, Gestão e Controle em Piscicultura dentre outros.

Josiane Silva do Amor Divino, 17 anos, mora na comunidade de Brejo Mole, município de Camamu (BA). Cursando o 3º ano do ensino médio, ela batalhou muito para estar a um passo da formação. “Era uma adolescente muito rebelde, que não dava importância aos estudos. Foi então que conversei com um amigo sobre a Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), onde ele estudava, e fiquei interessada. Quando alguns professores de lá foram até minha antiga escola e falaram sobre o processo seletivo, não tive dúvidas: era lá que eu queria estudar”, afirmou.

Com a aprovação e início das aulas, novos desafios surgiram para Josiane. “Tudo foi dando certo nessa caminhada. Tive alguns obstáculos, que considero como degraus que me levaram a alcançar a vitória. A Casa Familiar mudou bastante a minha vida, me mostrando a realidade, trazendo objetivos, conhecimentos e recursos. Mudei o modo de agir e pensar”, relatou.

Sobre o aspecto profissional, as transformações também foram grandes. “Percebi o valor da agricultura familiar. Os conhecimentos que tenho aqui são a base da minha vida no campo. Sou filha de agricultor e ajudo os meus pais e irmãos na agricultura”. Com a formação chegando, já em dezembro deste ano, Josiane ressalta que agarrou as oportunidades por acreditar no seu futuro. “A Casa me deu a oportunidade de aprender que a disciplina gera o respeito e consolida a confiança no ser humano. Sou muito feliz por estar aqui e por ter mudado a minha vida e meus pensamentos. Estudar na CFR-I é um verdadeiro sonho”. A instituição é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS.

Em 14 de março deste ano, um email era endereçado à Fundação Odebrecht via portal Fale Conosco do site da instituição. Nele, uma jovem agradecia pelos conhecimentos adquiridos, em 1998, quando ela participou do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, em Belmonte, sul da Bahia.

“Graças a minha passagem pela Fundação, escolhi trabalhar com crianças e adolescentes, passando para eles minha experiência, tudo que aprendi durante minha caminhada”, declarava Ariane Piedade, hoje com 24 anos. O contato por email deu origem a uma entrevista e agora a história da jovem se junta a de outros talentos na página especial sobre os 20 anos de Protagonismo Juvenil: https://www.fundacaoodebrecht.org.br/protagonismo.

O Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação foi um movimento cidadão de cinco municípios. Articulados pela Fundação Odebrecht, os prefeitos de Belmonte, Eunápolis, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália, representantes da sociedade civil organizada da região, empresários, o Instituto Ayrton Senna e o Ministério da Educação, decidiram formalizar, em outubro de 1997, o compromisso de lutar para ter todas as crianças do sítio do descobrimento na escola até o ano 2000.

Ariane passou cinco anos no projeto, entre a formação e o trabalho como multiplicadora. Ela participou de cursos e palestras, levando o que aprendia para outros adolescentes, nos municípios vizinhos ao seu. “Nossa formação era em questões de cidadania, meio ambiente e educação sexual. Também tivemos acesso a alguns cursos profissionalizantes”, relembra. Ariane, que está na faculdade cursando Serviço Social, conta orgulhosa dos trabalhos voluntários que atualmente desenvolve com crianças e adolescentes da escolinha de circo de Belmonte. “Eu iniciei em 2006, como professora de reforço escolar. Aos poucos, fui me descobrindo como conselheira. Quando eles têm algum problema, eu acompanho a família, apóio no encaminhamento para os órgãos competentes”.

Descobrir seu poder como cidadã foi um dos principais aprendizados adquiridos no projeto Pacto do Sítio. “Sei do poder que os jovens têm para transformar o ambiente em que vivem. Acredito que cada jovem que passou, ou está passando por algum projeto da Fundação Odebrecht, nunca mais será o mesmo”.

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