Apoie Nossa Causa

Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Eliana Batista
Eliana Batista
De tanto ouvir meus monitores falar que é possível sentir-se realizada no campo, decidi acreditar

De sorriso farto, no auge dos seus 17 anos, Eliana Batista expõe uma vaidade peculiar às meninas de sua faixa etária e esconde um segredo revelado apenas àqueles que visitam a propriedade em que vive com a família, na comunidade da Pimenteira, município de Camamu (BA): a paixão pelo campo. Aluna do terceiro ano da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), a jovem decidiu ser agricultora e seguir os passos de seus pais, Benivaldo e Ana Batista. A CFR-I é uma instituição de ensino apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrando com Sustentabilidade (PDCIS).

Nos dias em que não está na Casa Familiar, ela acorda, toma café, revisa as tarefas escolares da irmã mais nova e, antes mesmo que os raios solares comecem a surgir, segue para o caminho da roça. “De tanto ouvir meus monitores falar que é possível sentir-se realizada no campo, decidi acreditar. Hoje, os momentos mais felizes da minha vida são quando estou ao lado da minha família, plantado e colhendo. Cada semente que brota da terra representa a realização dos meus sonhos”, diz.

Dedicada aos estudos, Eliana foi contemplada, em 2016, com um projeto educativo-produtivo de um hectare de pupunha. O apoio, que veio através do Programa Tributo ao Futuro - Novas Gerações, também da Fundação Odebrecht, foi encarado como um passo de superação. No período de implantação, ela mostrou sua força nas atividades agrícolas, surpreendendo até mesmo os educadores e a equipe técnica que a acompanham.

Orgulhosos, os pais não escondem a satisfação em ter uma professora dentro de casa, já que a filha repassa os conhecimentos adquiridos na CFR-I. “Não tive a oportunidade de ir à escola, mas ela veio até a mim. E, como bom aluno, procuro seguir as orientações que Eliana nos dá. Temos tido bons resultados por isso”, afirma Benivaldo. A família, que cultiva banana da terra, guaraná, seringueira, cacau e pupunha, trabalha em conjunto para que Eliana alcance voos ainda mais altos, como uma formação, no futuro, em Engenharia Agrônoma.

*Este perfil foi inspirado em texto escrito por Perivane Santos, Interlocutor de Comunicação da CFR-I

Conheça a história de outros jovens apoiados

Com apenas 22 anos, Déborah da Silva Santana faz seu papel como uma jovem protagonista em sua comunidade, atuando como multiplicadora e supervisora do Projeto Círculos de Leitura.

Acompanhe sua trajetória:

Moro na comunidade do Tanque Grande, município de Teolândia, e concluí o Curso com Habilitação Técnica em Agropecuária, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). Com essa oportunidade, pude me desenvolver como uma Protagonista Juvenil e confesso que isso foi a porta de entrada para um futuro melhor. Não só para mim, mas para todos os jovens que realmente querem fazer a diferença em suas comunidades ou onde quer que estejam.

Ainda em formação na CFR-PTN, foi realizada uma seleção para identificar pessoas que tivessem gosto por livros e pela atividade de ler. Fui uma das selecionadas a assumir o desafio de agir como multiplicadora do projeto Círculos de Leitura nos colégios da minha comunidade. Em 2010, passei a exercer o cargo de supervisora. Ainda atuo como multiplicadora em sala de aula.

A minha experiência só tem sido positiva. É muito bom trabalhar com a formação de pessoas. E como o Círculos tem me dado essa oportunidade, tenho amadurecido nos âmbitos pessoal e profissional. Também fico feliz em trabalhar com a discussão de obras literárias de reconhecimento nacional e internacional, pois isso contribui para a formação psíquica dos jovens, tanto no processo de aprendizado dos alunos quanto na formação dos multiplicadores e supervisores.

Vejo a passagem pela CFR-PTN como uma grande referência, pois tenho participado de diversos projetos e começado a enxergar um novo horizonte em minha vida. Aprendo a cultivar valores e a praticar os princípios da sabedoria. Creio que todo desenvolvimento só traz grande resultado e permanência quando cuidamos primeiro da base. Essa base é a minha família, e é a partir dela que posso me estruturar melhor diante das oportunidades oferecidas.

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 84% dos jovens agricultores brasileiros não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho nas grandes cidades. Esse número, crescente a cada ano, é uma realidade para os irmãos Claudilson e Kaliane Silva Santos, moradores da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA). Estudantes do curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), eles levam conhecimentos para a família e começam a planejar o futuro como empresários rurais na região em que vivem.

Com uma educação contextualizada ao campo, vivenciada por meio da Pedagogia da Alternância - onde o jovem passa uma semana em período integral na instituição de ensino e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos - os estudantes precisam ter disciplina e foco para a realização das atividades. Para Claudilson, “uma das coisas mais importantes que aprendemos na CFR-I é o planejamento. Temos metas de estudo e estabelecemos prioridades”. Essa organização, de acordo com os pais dos jovens, Dona Zenilda e Seu Claudio, é o que vem fazendo a diferença em suas vidas na agricultura. Além disso, segundo Kaliane, as técnicas ensinadas permitem alcançar resultados melhores em produtividade. “Com o ensino sobre o manejo dos perfilhos de pupunha, a compostagem para produção de adubo orgânico, melhoramos nossa produção e ainda influenciamos positivamente muitas pessoas na comunidade a trabalhar da melhor forma”, afirmou.

A família possui três hectares de palmito de pupunha, beneficiado e comercializado pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), com produção média anual de 16 mil hastes por hectare. O cultivo é o principal meio de sustento e foi o que, segundo Seu Claudio, garantiu a sua sustentabilidade na zona rural. “Antes, eu trabalhava nas propriedades dos outros. Hoje, tenho minha própria terra e uma renda garantida todo mês”, disse. A família também tem uma área de cacau e uma horta idealizada e mantida pelos irmãos, que serve para consumo e complemento da renda. Tudo realizado, segundo Seu Claudio, “em conjunto”.

Quando perguntados sobre o futuro, os jovens irmãos já sabem aonde querem estar: no mesmo lugar, mas como técnicos formados e engenheiros agrônomos. O sonho, que já está em construção por meio das oportunidades geradas pela CFR-I e Coopalm, instituições que fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, é perceptível na fala de Kaliane: “Não vou mais parar de estudar e quero ajudar a desenvolver cada vez mais a minha região, ao lado da minha família”. 

Nascido na comunidade Quilombola de Lagoa Santa, em Ituberá, e filho de agricultores, André Carlos Conceição dos Santos, 23 anos, conheceu a Casa Familiar Agroflorestal em 2006, por meio do apoio de seu tio, que, na época, era presidente da associação comunitária e o convidou para uma reunião onde seria apresentado um projeto para criar uma Casa Familiar.

Conheça a história do jovem André:

Após o encontro, tomei a iniciativa de fazer parte do projeto, pois era um dos meus sonhos. Muitas pessoas ficaram receosas com essa minha decisão. Na primeira semana de alternância na Casa, percebi que minha escolha era a mais correta. Dessa forma, adquiri conhecimento e aprendi a importância de ser um agente do desenvolvimento de minha própria comunidade.

Participei de diversos projetos como o Programa de Desenvolvimento de Jovens Talentos Protagonistas, Comunicadores Voluntários e Círculos de Leitura e, em setembro de 2008, comecei um estágio na Cooperativa das Produtoras e Produtores Rurais da Área de Proteção Ambiental do Pratigi. Na mesma época, passei no vestibular e hoje estou cursando o 5° semestre de Administração. Já participei de eventos como a II Jornada Nacional de Jovens do Meio Rural, em Brasília, e o I Seminário de Turismo das Comunidades Quilombola, em São Paulo. Atualmente, estou atuando na área financeira e contábil do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides).

Estou muito feliz em fazer parte do projeto e penso que os jovens se tornam protagonistas quando lhe apresentam oportunidades. E é isso o que a Fundação Odebrecht tem feito: acreditar que somos capazes de olhar o mundo com uma visão diferente.

Rita de Cássia Clares de Lima, 25 anos, mora na cidade de Iguatu, no Ceará. Em 1999, ela participou da Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, desenvolvendo um projeto de piscicultura junto com outros adolescentes da região. Hoje, Rita é coordenadora pedagógica do Insituto Elo Amigo e releva que todos os desafios que a vida lhe ofereceu contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal. Acompanhe:

“Iniciei no Projeto Aliança com o Adolescente ainda nas suas primeiras ações de mobilização social, mais precisamente em outubro de 1999. A princípio, como a maioria dos adolescentes, não sabia ao certo o que me esperava, mas sempre tive muito interesse em participar de projetos que promovessem o meu desenvolvimento pessoal e por isso entrei de corpo e alma nas atividades.

Passei pela etapa de formação pessoal e montei uma unidade tecnológica na cadeia produtiva da piscicultura juntamente com outros adolescentes na região de Suassurana, distrito de Iguatu. Era um desafio pela intensidade das atividades e pela distância que tínhamos que percorrer para realizar o manejo dos peixes (cerca de 4 km de bicicleta).

Mas mesmo assim, não media esforços em realizar bem o trabalho e em tentar mostrar para os demais adolescentes do nosso grupo que ali poderia ser uma grande oportunidade nas nossas vidas, como tenho certeza que foi para mim. Por conta da facilidade de coordenação e compromisso com o trabalho, após pouco mais de um ano, fui convidada para assumir uma turma de adolescentes do Centro de Resultados (CR) Adolescentes Solidários do Instituto Elo Amigo. O convite mexeu muito comigo, pois eu passaria a formar outros adolescentes. Motivada pelo desejo de me desenvolver ainda mais, não hesitei e encarei o desafio.

A partir dessa experiência, recebi outro convite, desta vez do coordenador do CR Agroecologia Familiar e comecei, de forma bem mais intensa, a apoiar no desenvolvimento humano e sustentável da região. Sempre me dediquei para realizar um bom trabalho e sobretudo para fazer valer as oportunidades que a mim eram proporcionadas. Mais do que isso, sempre levei muito a sério o meu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, buscando participar ativamente da construção metodológica e estratégica da nossa instituição.

Tal dedicação e empenho foi recompensado gradativamente com novos desafios. Passei a ser coordenadora pedagógica. Neste mesmo período, entre 2006 e 2007, ingressei na universidade e comecei a fazer o curso de Letras/Português, objetivando fortalecer a minha formação continuada e melhorar ainda mais a minha prática pedagógica junto ao Instituto Elo Amigo.

Todas essas etapas fizeram de mim uma jovem que, desde muito cedo, sabia o que queria para mim e para minha região. Tenho que ressaltar que toda a trajetória sempre foi repleta de bons desafios, sobretudo profissionais. O mais novo é o de coordenar o Programa da Agroecologia Familiar, extinto CR Agroecologia Familiar, projeto que, sem sombra de dúvida, me ofereceu e continua oferecendo as melhores oportunidades para meu crescimento pessoal e profissional”.

Newsletter
Receba nossas novidades
Basta informar seu nome e melhor e-mail.
preload
2018 - 2020. Fundação Odebrecht. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital