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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Elisabete Sousa
Elisabete Sousa
Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor

Mesmo nascida em uma família de produtores rurais, Elisabete Sousa, 15 anos, é a primeira a estudar sobre a agricultura. Quando chegou na idade de decidir onde cursar o Ensino Médio, não teve dúvidas: inscreveu-se na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), localizada no Baixo Sul da Bahia. “Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor. Além disso, já tinha um interesse grande em agropecuária. Meus pais sempre me apoiaram nessa escolha”, lembrou.

Na percepção de Elisabete, mulheres agricultoras ainda são minoria na comunidade das Três Jueranas, município de Valença, onde vive. “Ainda há um preconceito, muitas vezes por parte da família, que acha que a mulher não vai dar conta. Quando eu disse que queria ser agricultora, algumas pessoas disseram: ‘você aguenta?’. Eu sei que aguento”, ressaltou.

Elisabete viaja cerca de duas horas para chegar à escola, onde passa uma semana estudando em período integral. Suas 10 colegas de turma são parceiras, correndo atrás, diariamente, de reconhecimento e crescimento. “As amigas que fiz aqui também têm muito interesse em estudar cada vez mais e se tornarem empresárias rurais. Não tem diferença entre menino e menina”, contou.

Quando pensa nos próximos passos, uma palavra vai à sua mente: independência. “Quero fazer faculdade de agronomia, ter meu próprio recurso, plantar na minha área... ”, completou.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Desde que ingressou nos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht, Ailton Pereira destacava-se nas ações que desenvolvia.

Em 2002, Ailton Pereira, 24, já era apresentado em uma matéria publicada na Odebrecht Informa 103 (publicação bimestral da Organização Odebrecht) como um “adolescente amadurecido, consciente do seu potencial de liderança e comprometido com o desenvolvimento socioeconômico da sua comunidade”.

Ele ingressou no Programa Aliança com o Adolescente participando do projeto Informática e Cidadania. “O objetivo da ação era fazer com que as comunidades carentes implantassem tele centros. Fiz parte da primeira turma de capacitação e já fui instrutor da segunda turma”, relembra Ailton, que deu aulas de informática para jovens da região voluntariamente.

Ailton foi beneficiado pelo Programa de Bolsa Estudantil da Fundação Kellogg, obtendo o financiamento de sua graduação em Administração. No total, 22 estudantes da região do Baixo Sul da Bahia receberam a bolsa e, em contrapartida, criaram e executaram projetos sociais nas suas comunidades.

Em 2005, Ailton foi convidado para participar do processo de profissionalização da Cooperativa Mista de Pescadores, Marisqueiros e Aqüicultores do Baixo Sul (Coopemar). “Na época, acompanhava o processo de produção dos peixes. Os desafios foram surgindo e fui buscando me desenvolver”, conta. Hoje, formado em Administração, Ailton é responsável pela Organização Dinâmica da Coopemar. “Triste daquele que passou a vida sem ter a oportunidade de mostrar seu valor. A parceria entre a Fundação Odebrecht e instituições da sociedade civil trouxe para o Baixo Sul o que faltava: oportunidade”, diz.

Ao tomar uma decisão, espera-se sempre acertar. Mesmo se não der certo, o importante é o aprendizado. Afinal, somente ao tentar é que será possível conhecer o resultado. Benivaldo dos Santos, 24 anos, seguiu esse caminho. Resolveu ingressar, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) e mudou a sua história. Assim, deixou para trás a ideia de migrar para um centro urbano.

“Não quero sair da região. Tenho um laço de confiança com a minha comunidade. Eles acreditam em mim. Não tinha sonhos e nesses últimos anos conquistei muitas coisas, é gratificante”, ressalta o jovem, que mora na comunidade Ouro Preto, localizada no município baiano de Presidente Tancredo Neves.

Durante sua passagem pela CFR-PTN, Benivaldo desenvolveu três projetos educativos produtivos: dois de plantação de banana e um de maracujá. O primeiro não deu certo por conta de uma seca que atingiu a região, mas o sucesso dos seguintes o compensou. “Meu segundo projeto foi eleito um dos dez melhores da turma, por conta da produtividade. Com o de maracujá, virei referência na comunidade. Hoje sou responsável pela aula prática dos atuais educandos da CFR-PTN sobre esse tema”, conta.

Com o fim da formação, em 2010, o jovem deu continuidade aos cultivos e tornou-se Líder de Produção Vegetal da Fazenda Novo Horizonte, onde estão localizadas a CFR-PTN e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), da qual é associado há um ano. "A Coopatan garante o destino certo para a minha produção. Assim, tenho um maior retorno financeiro", destaca. A Coopatan e também a CFR-PTN integram o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Benivaldo não se arrepende das decisões que tomou. Com trabalho e dedicação conseguiu multiplicar sua renda. “Prestava serviço como diarista e ganhava R$100 por mês. Agora chego a receber R$1.400”. Para o futuro, faz planos de comprar 10 hectares de terra para sua família e, após torná-la produtiva, ingressar na faculdade para cursar Agronomia. “Estou seguindo a minha vocação. As escolhas que fiz mudaram minha vida. Sou feliz porque tenho a minha roça e projetos que estão dando certo”, garante.

o ingressar no Centro de Formação Profissional Construir Melhor, Edmilson da Silva, 23 anos, encontrou sua oportunidade. O morador da comunidade Orobó, que assim como a unidade de ensino fica localizada em Valença (BA), está aprendendo na teoria e na prática o ofício de pedreiro. “Tenho facilidade nessa área. Observava o meu pai exercer essa atividade desde os 12 anos. Já trabalhei com ele, agora estou me profissionalizando”, conta.

Anteriormente, Edmilson atuava como diarista, realizando diversos serviços e nunca sabia ao certo quanto acumularia em um mês. Hoje, associado à Cooperativa da Construção Civil (Coonstruir) – instituição que reúne os aprendizes e os formados pelo Construir Melhor – é remunerado por produtividade. “Minha renda melhorou desde que comecei aqui. Chego a receber, em média, R$ 900 mensais. Isso como estudante. Quando estiver formado, acredito que vou ganhar ainda mais”, assegura. Durante os 18 meses de curso, o jovem passa uma semana na sala de aula aprendendo conceitos teóricos. Nas outras três, tem acesso a conhecimentos práticos no canteiro de obras, com acompanhamento de monitores, encarregados e engenheiros.

Uma de suas primeiras experiências foi a construção da sede do Construir Melhor – implantada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em terreno doado pela prefeitura local. O aporte para a obra foi fruto do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira assinado em 2009 pelo BNDES e a Fundação Odebrecht. “Tenho muito orgulho de olhar e ver o que fiz. Isso aqui é uma grande oportunidade”.

Se antes Edmilson não costumava planejar os seus dias, agora idealiza seu futuro. “Quero continuar trabalhando e construir minha casa, montar uma empresa de construção civil e dar continuidade aos estudos”, revela. “Vamos levar daqui sabedoria e aprendizado. Construímos o sonho das pessoas, sinto orgulho disso”, reforça o jovem.

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