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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Elisabete Sousa
Elisabete Sousa
Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor

Mesmo nascida em uma família de produtores rurais, Elisabete Sousa, 15 anos, é a primeira a estudar sobre a agricultura. Quando chegou na idade de decidir onde cursar o Ensino Médio, não teve dúvidas: inscreveu-se na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), localizada no Baixo Sul da Bahia. “Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor. Além disso, já tinha um interesse grande em agropecuária. Meus pais sempre me apoiaram nessa escolha”, lembrou.

Na percepção de Elisabete, mulheres agricultoras ainda são minoria na comunidade das Três Jueranas, município de Valença, onde vive. “Ainda há um preconceito, muitas vezes por parte da família, que acha que a mulher não vai dar conta. Quando eu disse que queria ser agricultora, algumas pessoas disseram: ‘você aguenta?’. Eu sei que aguento”, ressaltou.

Elisabete viaja cerca de duas horas para chegar à escola, onde passa uma semana estudando em período integral. Suas 10 colegas de turma são parceiras, correndo atrás, diariamente, de reconhecimento e crescimento. “As amigas que fiz aqui também têm muito interesse em estudar cada vez mais e se tornarem empresárias rurais. Não tem diferença entre menino e menina”, contou.

Quando pensa nos próximos passos, uma palavra vai à sua mente: independência. “Quero fazer faculdade de agronomia, ter meu próprio recurso, plantar na minha área... ”, completou.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Antonio Nascimento Santos, 64 anos, chegou à região em 1996, ao lado de sua esposa e dos filhos, em busca de trabalho. “Não tinha onde fazer meus cultivos, aqui foi onde conseguimos. Naquela época, minha maior vontade era ter um pedaço de terra”, relembra. Com a chegada da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) ao assentamento, em 2009, o agricultor encontrou uma oportunidade de crescimento. Com a plantação de palmito de pupunha, Antonio é só esperança. Em até dois anos, colherá, mensalmente, cerca de 750 hastes, o que lhe renderá R$ 1.100 por mês, somente com essa cultura.

Antonio não trabalha sozinho. Com o filho caçula, Antonio Nascimento Santos Filho, o único dos três que permaneceu no assentamento, não divide apenas o nome: compartilha também o amor pela terra. “Agricultura é a minha vida. É o meu negócio”, afirma Antonio Filho, 24 anos, educando da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) – unidade de ensino que, assim como a Coopalm, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Antonio Filho está concluindo a formação de três anos. Durante esse período, teve acesso à capacitação em muitas áreas, como administração rural, solos, culturas perenes e beneficiamento de produtos de origens animal e vegetal, além de noções sobre cooperativismo, educação ambiental e protagonismo juvenil. As novas técnicas aprendidas, aliadas à assistência da Coopalm, têm contribuído para ampliar a produtividade da família.

“É possível viver bem na zona rural e se desenvolver sem a necessidade de migrar para os grandes centros em busca de um sonho que não existe”, assegura o novo empresário rural, que em 2011 associou-se à Coopalm. “Do futuro, só tenho a certeza de que estarei envolvido com agricultura”, garante. Seu pai aposta nesse caminho: “Fico muito feliz em ter meu filho trabalhando na terra. É do campo que a gente consegue tudo”.

“Posso viver no campo com qualidade de vida”. A afirmação da jovem Letícia Macedo, 15 anos, que está no 2º ano do curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), demonstra toda a sua satisfação por poder continuar vivendo na zona rural, ao lado de sua família, de forma digna.

Moradora da comunidade de Gendiba, localizada em Tancredo Neves (BA), Letícia contribui com o desenvolvimento e o aumento na renda de sua família. Na propriedade dos pais, tem cultivado um hectare de banana tipo terra e está na fase de implantação de dois hectares de aipim e três de mandioca. “A Casa Familiar nos ensina formas de administrar nossos recursos. Com princípios, valores, metas e espírito de servir podemos encontrar tudo no campo, no lugar onde nasci”, diz.

Toda a sua produção é somada ao que seu pai, Veridiano Macedo, entrega à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que oferta produtos de qualidade a parceiros sociais e clientes. “Dessa forma nossos cultivos são comercializados de forma justa e com retorno garantido”, afirma Macedo.

Para ele, é um orgulho que sua filha tenha acesso a uma educação de qualidade para trabalhar no campo, ao seu lado. “Ela está amadurecendo com o aprendizado e estou muito feliz, pois nem todos conseguem matricular seus filhos em uma escola digna. Posso dizer que somos privilegiados”, comenta.

Além de contribuir com o crescimento de sua família, a jovem difunde o aprendizado para os moradores de sua comunidade. “Somos células multiplicadoras do conhecimento e o que aprendi na Casa Familiar pode servir a todos que vivem aqui”, comemora Letícia.

A CFR-PTN e Coopatan contam com o apoio da Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados, por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS).

Josiane Silva do Amor Divino, 17 anos, mora na comunidade de Brejo Mole, município de Camamu (BA). Cursando o 3º ano do ensino médio, ela batalhou muito para estar a um passo da formação. “Era uma adolescente muito rebelde, que não dava importância aos estudos. Foi então que conversei com um amigo sobre a Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), onde ele estudava, e fiquei interessada. Quando alguns professores de lá foram até minha antiga escola e falaram sobre o processo seletivo, não tive dúvidas: era lá que eu queria estudar”, afirmou.

Com a aprovação e início das aulas, novos desafios surgiram para Josiane. “Tudo foi dando certo nessa caminhada. Tive alguns obstáculos, que considero como degraus que me levaram a alcançar a vitória. A Casa Familiar mudou bastante a minha vida, me mostrando a realidade, trazendo objetivos, conhecimentos e recursos. Mudei o modo de agir e pensar”, relatou.

Sobre o aspecto profissional, as transformações também foram grandes. “Percebi o valor da agricultura familiar. Os conhecimentos que tenho aqui são a base da minha vida no campo. Sou filha de agricultor e ajudo os meus pais e irmãos na agricultura”. Com a formação chegando, já em dezembro deste ano, Josiane ressalta que agarrou as oportunidades por acreditar no seu futuro. “A Casa me deu a oportunidade de aprender que a disciplina gera o respeito e consolida a confiança no ser humano. Sou muito feliz por estar aqui e por ter mudado a minha vida e meus pensamentos. Estudar na CFR-I é um verdadeiro sonho”. A instituição é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS.

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