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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Elisabete Sousa
Elisabete Sousa
Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor

Mesmo nascida em uma família de produtores rurais, Elisabete Sousa, 15 anos, é a primeira a estudar sobre a agricultura. Quando chegou na idade de decidir onde cursar o Ensino Médio, não teve dúvidas: inscreveu-se na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), localizada no Baixo Sul da Bahia. “Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor. Além disso, já tinha um interesse grande em agropecuária. Meus pais sempre me apoiaram nessa escolha”, lembrou.

Na percepção de Elisabete, mulheres agricultoras ainda são minoria na comunidade das Três Jueranas, município de Valença, onde vive. “Ainda há um preconceito, muitas vezes por parte da família, que acha que a mulher não vai dar conta. Quando eu disse que queria ser agricultora, algumas pessoas disseram: ‘você aguenta?’. Eu sei que aguento”, ressaltou.

Elisabete viaja cerca de duas horas para chegar à escola, onde passa uma semana estudando em período integral. Suas 10 colegas de turma são parceiras, correndo atrás, diariamente, de reconhecimento e crescimento. “As amigas que fiz aqui também têm muito interesse em estudar cada vez mais e se tornarem empresárias rurais. Não tem diferença entre menino e menina”, contou.

Quando pensa nos próximos passos, uma palavra vai à sua mente: independência. “Quero fazer faculdade de agronomia, ter meu próprio recurso, plantar na minha área... ”, completou.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Rita de Cássia Clares de Lima, 25 anos, mora na cidade de Iguatu, no Ceará. Em 1999, ela participou da Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, desenvolvendo um projeto de piscicultura junto com outros adolescentes da região. Hoje, Rita é coordenadora pedagógica do Insituto Elo Amigo e releva que todos os desafios que a vida lhe ofereceu contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal. Acompanhe:

“Iniciei no Projeto Aliança com o Adolescente ainda nas suas primeiras ações de mobilização social, mais precisamente em outubro de 1999. A princípio, como a maioria dos adolescentes, não sabia ao certo o que me esperava, mas sempre tive muito interesse em participar de projetos que promovessem o meu desenvolvimento pessoal e por isso entrei de corpo e alma nas atividades.

Passei pela etapa de formação pessoal e montei uma unidade tecnológica na cadeia produtiva da piscicultura juntamente com outros adolescentes na região de Suassurana, distrito de Iguatu. Era um desafio pela intensidade das atividades e pela distância que tínhamos que percorrer para realizar o manejo dos peixes (cerca de 4 km de bicicleta).

Mas mesmo assim, não media esforços em realizar bem o trabalho e em tentar mostrar para os demais adolescentes do nosso grupo que ali poderia ser uma grande oportunidade nas nossas vidas, como tenho certeza que foi para mim. Por conta da facilidade de coordenação e compromisso com o trabalho, após pouco mais de um ano, fui convidada para assumir uma turma de adolescentes do Centro de Resultados (CR) Adolescentes Solidários do Instituto Elo Amigo. O convite mexeu muito comigo, pois eu passaria a formar outros adolescentes. Motivada pelo desejo de me desenvolver ainda mais, não hesitei e encarei o desafio.

A partir dessa experiência, recebi outro convite, desta vez do coordenador do CR Agroecologia Familiar e comecei, de forma bem mais intensa, a apoiar no desenvolvimento humano e sustentável da região. Sempre me dediquei para realizar um bom trabalho e sobretudo para fazer valer as oportunidades que a mim eram proporcionadas. Mais do que isso, sempre levei muito a sério o meu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, buscando participar ativamente da construção metodológica e estratégica da nossa instituição.

Tal dedicação e empenho foi recompensado gradativamente com novos desafios. Passei a ser coordenadora pedagógica. Neste mesmo período, entre 2006 e 2007, ingressei na universidade e comecei a fazer o curso de Letras/Português, objetivando fortalecer a minha formação continuada e melhorar ainda mais a minha prática pedagógica junto ao Instituto Elo Amigo.

Todas essas etapas fizeram de mim uma jovem que, desde muito cedo, sabia o que queria para mim e para minha região. Tenho que ressaltar que toda a trajetória sempre foi repleta de bons desafios, sobretudo profissionais. O mais novo é o de coordenar o Programa da Agroecologia Familiar, extinto CR Agroecologia Familiar, projeto que, sem sombra de dúvida, me ofereceu e continua oferecendo as melhores oportunidades para meu crescimento pessoal e profissional”.

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

Com apenas 22 anos, Déborah da Silva Santana faz seu papel como uma jovem protagonista em sua comunidade, atuando como multiplicadora e supervisora do Projeto Círculos de Leitura.

Acompanhe sua trajetória:

Moro na comunidade do Tanque Grande, município de Teolândia, e concluí o Curso com Habilitação Técnica em Agropecuária, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). Com essa oportunidade, pude me desenvolver como uma Protagonista Juvenil e confesso que isso foi a porta de entrada para um futuro melhor. Não só para mim, mas para todos os jovens que realmente querem fazer a diferença em suas comunidades ou onde quer que estejam.

Ainda em formação na CFR-PTN, foi realizada uma seleção para identificar pessoas que tivessem gosto por livros e pela atividade de ler. Fui uma das selecionadas a assumir o desafio de agir como multiplicadora do projeto Círculos de Leitura nos colégios da minha comunidade. Em 2010, passei a exercer o cargo de supervisora. Ainda atuo como multiplicadora em sala de aula.

A minha experiência só tem sido positiva. É muito bom trabalhar com a formação de pessoas. E como o Círculos tem me dado essa oportunidade, tenho amadurecido nos âmbitos pessoal e profissional. Também fico feliz em trabalhar com a discussão de obras literárias de reconhecimento nacional e internacional, pois isso contribui para a formação psíquica dos jovens, tanto no processo de aprendizado dos alunos quanto na formação dos multiplicadores e supervisores.

Vejo a passagem pela CFR-PTN como uma grande referência, pois tenho participado de diversos projetos e começado a enxergar um novo horizonte em minha vida. Aprendo a cultivar valores e a praticar os princípios da sabedoria. Creio que todo desenvolvimento só traz grande resultado e permanência quando cuidamos primeiro da base. Essa base é a minha família, e é a partir dela que posso me estruturar melhor diante das oportunidades oferecidas.

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