Apoie Nossa Causa

Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Elisabete Sousa
Elisabete Sousa
Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor

Mesmo nascida em uma família de produtores rurais, Elisabete Sousa, 15 anos, é a primeira a estudar sobre a agricultura. Quando chegou na idade de decidir onde cursar o Ensino Médio, não teve dúvidas: inscreveu-se na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), localizada no Baixo Sul da Bahia. “Quis entrar aqui porque estou em busca de um futuro melhor. Além disso, já tinha um interesse grande em agropecuária. Meus pais sempre me apoiaram nessa escolha”, lembrou.

Na percepção de Elisabete, mulheres agricultoras ainda são minoria na comunidade das Três Jueranas, município de Valença, onde vive. “Ainda há um preconceito, muitas vezes por parte da família, que acha que a mulher não vai dar conta. Quando eu disse que queria ser agricultora, algumas pessoas disseram: ‘você aguenta?’. Eu sei que aguento”, ressaltou.

Elisabete viaja cerca de duas horas para chegar à escola, onde passa uma semana estudando em período integral. Suas 10 colegas de turma são parceiras, correndo atrás, diariamente, de reconhecimento e crescimento. “As amigas que fiz aqui também têm muito interesse em estudar cada vez mais e se tornarem empresárias rurais. Não tem diferença entre menino e menina”, contou.

Quando pensa nos próximos passos, uma palavra vai à sua mente: independência. “Quero fazer faculdade de agronomia, ter meu próprio recurso, plantar na minha área... ”, completou.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Desde pequeno, Robenilson Jesus dos Santos, morador da comunidade do Pítia, município de Presidente Tancredo Neves (BA), gostava de ajudar o pai na agricultura. Aos 16 anos, quando ingressou na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), viu que poderia, efetivamente, contribuir com a sua família por meio do trabalho no campo. A unidade de ensino oferece o curso profissional técnico em agropecuária integrado ao Ensino Médio e faz parte do Pacto de Governança do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Em 2013, no seu segundo ano de formação na CFR-PTN, o jovem foi um dos nove estudantes selecionados para o Programa Iniciação Científica Júnior, realizado por meio de uma parceria da instituição com a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Ser pesquisador foi um grande incentivo para mim, pois com esse projeto pude identificar novas variedades de mandioca, mais resistentes. Isso serviu de estímulo para minha família e vizinhos continuarem plantando essa cultura”, acredita. Sua pesquisa teve duração de um ano e foi voltada para o controle da mosca branca na mandioca. “Na CFR-PTN também aprendi a forma correta de produzir aipim e banana-da-terra, por meio das aulas teóricas e práticas. No terceiro ano de formação, já tinha uma renda média mensal de R$ 1 mil e 9,7 hectares de plantação”, ressalta.

Foi então em 2014, seu último ano na Casa Familiar Rural, que Robenilson recebeu recursos do Fundo de Acesso à Terra (FAT) para adquirir 15 hectares de área para aumentar a sua produção. “Estou muito feliz por ter sido beneficiado ainda em formação”, comemora. Até então, apenas jovens empresários rurais já formados na Casa Familiar Rural tinham sido beneficiados com o FAT. Radiante com a oportunidade, Robenilson tornou-se associado da Coopatan e, com 20 anos, quer multiplicar seus conhecimentos e se tornar uma referência para sua comunidade. “Hoje penso no futuro com uma visão diferente. Tenho o desejo de manter minha propriedade rural sustentável como um exemplo e quero permanecer no campo com qualidade de vida”, diz.

Elisangela Costa Santos, 18 anos, é da comunidade de Lagoa Santa, município de Ituberá (BA). Aluna do 2º ano de formação da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), ela entrou na instituição após ver o exemplo de amigos que já estudaram lá. Para ela, o primeiro ano de formação já foi um grande divisor de águas em sua vida, um mundo repleto de novidades e conhecimento. “Comecei a ver a forma de lidar com o solo e, através de uma pesquisa realizada na minha comunidade, descobri os reais problemas do local. Com esses dados, apresentei meu primeiro seminário rural, onde toda a comunidade participou”, disse.

Os ensinamentos da Casa Familiar também estão sendo postos em prática por meio de uma horta. “Implantei um projeto de hortaliças, onde aplico as técnicas adquiridas. Como é totalmente orgânica, consigo consumir os alimentos que produzo, que são de qualidade, e até vendo para minha comunidade. Todos adoram!”.

Preocupada com o meio ambiente, Elisangela também promove ações multiplicadoras visando melhorias para os rios, as matas ciliares e recuperação de áreas degradadas. “Busco sempre ajudar os pequenos agricultores a melhorar a produtividade de forma sustentável”, disse. Na instituição de ensino, a jovem participa do curso de apicultura, como forma de ajudar os vizinhos e como plano para o futuro. “Tenho a oportunidade de levar para minha comunidade os benefícios que as abelhas trazem aos seres humanos. Pretendo implantar em minha propriedade o cultivo e ser uma apicultora bem-sucedida e protagonista”, concluiu.

Quando entrou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), em 2013, Patrícia Nascimento dos Santos, 17 anos, já pressentia que poderia transformar não só a própria realidade, mas a de pessoas da sua região em Nilo Peçanha, no Baixo Sul da Bahia. “Desde o momento em que ingressei na Cfaf fui me tornando cada vez mais consciente do meu papel enquanto cidadã”, diz.

No seu primeiro ano de formação na instituição, que faz parte do Pacto de Governança do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht, ela e sete colegas idealizarem o Projeto Protagonismo Juvenil – PPJ. A iniciativa promove a conscientização ambiental por meio de palestras, seminários e reflorestamento de áreas degradadas de forma voluntária.

Com o apoio de parceiros, como a Prefeitura local e uma emissora de rádio, o grupo já realizou, em três anos, a limpeza de rios e envolveu milhares de pessoas em prol das ações de conscientização e conservação do meio ambiente. “Queremos contribuir com a nossa região e poder disseminar os conhecimentos adquiridos na Cfaf. A Instituição é para mim uma porta que se abre cheia de oportunidades a serem conquistadas e repassadas”, afirma.

Já formada, Patrícia espera ser reconhecida como um exemplo de protagonismo e pretende continuar desenvolvendo as ações do PPJ nas comunidades. Junto à família, ela tem o desejo de ampliar seus projetos produtivos, sempre de forma sustentável. “Quero continuar estudando e, por meio do meu conhecimento e exemplo, contribuir para transformar outras realidades na zona rural”.

Receba nossas novidades:
Basta informar seu nome e melhor e-mail!
2018 - 2019. Fundação Odebrecht. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital