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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Emanuel Ribeiro
Emanuel Ribeiro
Adolescente voluntário e protagonista

Muitos foram os programas apoiados pela Fundação Odebrecht que Emanuel Ribeiro Filho participou. Mas muitos são os que ele ainda está envolvido. Determinado, ativo e batalhador, Emanuel está morando em Salvador para cursar Psicologia, realizando assim um grande sonho. “Pretendo retornar o mais rápido ao Baixo Sul para poder contribuir de maneira ainda mais efetiva com a região”, afirma. Conheça sua história:

“Iniciei minha participação nos projetos da Fundação Odebrecht, através do Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, em 2002, então com 15 anos. Por ser presidente do grêmio estudantil da minha escola, fui convidado para participar da Inclusão Qualificada que selecionaria jovens para participarem do Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas (PFAP).

Após alguns meses de formação, fui convidado para estagiar na Área de Protagonismo Juvenil do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides), onde atuei durante todo o ano de 2003, tanto na Área Pedagógica quanto na Área Administrativo-Financeira. Além do PFAP, participei também do Programa Jovem Empreendedor (PJE).

Em 2005, mudei-me para Salvador, pois sempre tive o sonho de cursar Psicologia e, no Baixo Sul da Bahia, este curso não é oferecido. Estou no 7º semestre e conto com a colaboração do Programa de Bolsas Estudantis do Ides/Kellogg, que contribui com parte das minhas despesas acadêmicas.

Iniciei um estágio na própria Fundação Odebrecht, na Área de Protagonismo Juvenil, apoiando a sistematização das ações de alguns projetos. Participo também do Programa de Jovens Talentos Protagonistas, uma ação conjunta da Fundação Odebrecht e do Ides.

Nessa caminhada, amadureci bastante. Toda a formação que recebi contribuiu e continua contribuindo para minha visão de mundo. Aprendi a identificar minhas potencialidades e fraquezas e, acima de tudo, a ter um olhar critico sobre tudo que me cerca. Sou um jovem consciente do que preciso fazer para dar minha parcela de contribuição para o desenvolvimento da sociedade.

Após concluir minha graduação, pretendo retornar o mais rápido possível ao Baixo Sul para poder contribuir de maneira ainda mais efetiva com o desenvolvimento da nossa região”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Quando criança, Daniel Martins de Lima lia todas placas de trânsito pelas quais passava, espalhadas nas rodovias. Hoje, aos 16 anos e aluno do terceiro ano de formação da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ele conserva o hábito da leitura – no ano passado, Daniel foi o estudante que mais leu livros na instituição.

“Sempre tive a influência da leitura”, afirma. “Desde os seis anos, eu já praticava bastante”. Em 2017, ele chegou ao total de 50 títulos lidos. Esse ano, conta orgulhoso, já foram 15. Entre as obras, varia bastante: vai de clássicos, como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, até os mais joviais, como a série Divergente, de Veronica Roth, e livros dos autores brasileiros como Pedro Bandeira e Thalita Rebouças – sem esquecer, claro, das obras técnicas sobre agricultura, das quais também gosta muito.

“Quando lemos, entramos em outro universo e vivemos muitas aventuras”, diz. Pernambucano, ele veio morar na Bahia depois que o pai faleceu. Passou um tempo em Salvador, mas logo a mãe foi para o Baixo Sul da Bahia, onde “comprou uma rocinha”. É na comunidade de Ponte de Pedro Nunes, em Taperoá (BA), que Daniel hoje mora com ela, o padrasto, o irmão e um primo. E também foi pela mãe que ficou sabendo sobre a Casa Familiar. “Sou apaixonado pelo campo e pela vida rural”, conta. “A CFR-PTN é um lugar que dá oportunidades aos jovens. Aqui, podemos obter bons resultados para que possamos ter qualidade de vida”.

É na própria instituição que Daniel tem acesso aos livros e onde passou também a recomendar títulos aos colegas. “Indico para que eles também tenham esse entrosamento com a literatura”, salienta. “Muitos jovens não têm esse gosto. Mas, quando você começa, cria um hábito. Melhora a fala e a escrita”.

Na Casa, a prática é constantemente estimulada pelo projeto “Biblioteca Escolar: espaço de interação e construção do conhecimento”, construído e mediado pela pedagoga e então secretária da CFR-PTN Naiara Mota, desde 2015. O projeto oferece às turmas opções de livros, oficinas, círculos de leitura, exposição de livros e cine cultura. “São atividades que visam a formação integral do educando. Vislumbramos que eles possam ver a leitura não só como uma tarefa escolar, mas como algo natural do cotidiano”, afirma Quionei Araújo, Diretor da CFR-PTN.

A iniciativa colabora para que os índices nacionais de leitura melhorem. Hoje, o quadro no País ainda é um problema. Segundo relatório do Banco Mundial, de 2018, a estimativa é que demore 260 anos para que o Brasil alcance o nível educacional de países desenvolvidos. Daniel, enquanto isso, faz a sua parte. “Eu sempre prefiro ficar com os livros”, categoriza.

Em 2007, com apenas 17 anos, Jailton Ribeiro já tinha perfil para empresariar seu próprio negócio. Foi nessa época, estudando na unidade de ensino Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), que adquiriu os conhecimentos necessários para desenvolver as culturas de mandioca, abacaxi, cacau e banana na sua propriedade. “Ninguém acreditava que era possível produzir em nossa terra”, revela. Após a passagem pela CFR-PTN, Jailton, morador da comunidade de Ouro Preto, em Presidente Tancredo Neves (BA), e sua família cuidam de 40 hectares de plantação, chegando a acumular renda mensal de mais de R$ 5 mil somente com essa atividade. “Nossa plantação está se desenvolvendo bem e devo isso à Casa Familiar pelo investimento em minha formação”, afirma o jovem.

Os três anos passados na CFR-PTN foram suficientes para Jailton influenciar seu pai, João de Melo, a adotar os métodos aprendidos. “Sempre tive apoio dele, mas quando os resultados começaram a aparecer, ele passou a confiar mais em meu trabalho”, declara. Atualmente, o agricultor João está associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Dessa forma, encontra destino certo para escoar sua produção, já que os frutos entregues lá são comercializados em redes de supermercado do estado da Bahia. “Aliamos qualidade com menor custo e temos renda com agricultura. Meu sonho é cuidar mais e melhor do plantio, pois tenho planos de me manter apenas com isso. O que quero é ficar em minha comunidade e ser dono de meu negócio”, assegura Jailton.

Alinhadas com os objetivos do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Intagrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), CFR-PTN e outras unidades de ensino, como Casa Familiar Rural de Igrapiúna e Casa Familiar Agroflorestal, contribuem para formar uma geração de novos empresários rurais na região. Utilizando uma metodologia diferenciada, conhecida como Pedagogia da Alternância, integram conhecimento teórico com atividade prática. O que reforça o conceito de educação pelo trabalho, uma das bases da Tecnologia Empresarial Odebrecht. “A CFR-PTN me deu caminho para me desenvolver como pessoa e profissional. Me sinto agraciado com a oportunidade e fico feliz de ver outros jovens sendo acolhidos pela Casa”, pontua Jailton. “Minha propriedade é exemplo concreto de experiência vivida há quatro anos. Tenho orgulho em acordar pela manhã e saber que minha empresa me espera”, finaliza.

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