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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Graziane Leal
Graziane Leal
Reconhecimento como cidadão

Em maio de 2006, Graziane Leal enfrentava mais um desafio em sua vida. O projeto Jovem Parceiro DIS Baixo Sul, liderado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides), buscava jovens para integrarem as ações do programa. Gal, como é chamado pelos amigos, participou da seleção com outros 43 jovens. Seu empenho e dedicação em todas as etapas do processo foram recompensados. Em julho, lá estava ele, entre os sete selecionados.

Olhos vivos e uma voz firme, Graziane é hoje um jovem administrador de 23 anos, integrante da área comercial da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), que lidera a Cadeia Produtiva do Palmito na região. No entanto, sua história tem laços mais antigos com o Ides e a Fundação Odebrecht.

Em 2001, integrou duas ações do Programa Aliança, desenvolvido com a participação da Fundação Odebrecht: o Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e o Conhecendo o Baixo Sul. No ano seguinte, participou do programa Jovem Empresário, para o desenvolvimento de competências empreendedoras.

“O que aprendemos nessa época não encontrávamos na escola. Discutíamos sobre cidadania, política, meio-ambiente e protagonismo juvenil. Dinâmicas de grupo nos levavam a refletir sobre o nosso papel na sociedade”, conta Graziane. “Passei a expor com mais segurança minhas idéias. Conheci profundamente a realidade das comunidades e me reconheci como cidadão”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, OXÊNTE (Grupo de Adolescentes Voluntários), Movimento de Intercâmbio Artístico e Cultural pela Cidadania, Rede de Protagonismo Juvenil, Projeto Pequeno Artilheiro, Instituto Aliança e Programa Jovens Baianos da Fundação Luís Eduardo Magalhães. Muitos foram os caminhos que a jovem Rosana Uildes, 27 anos, trilhou antes de desembarcar no projeto Casa Jovem, no Baixo Sul da Bahia.

Rosa, como é chamada pelos amigos, tem na formação de jovens a sua grande motivação. Paixão que nasce por meio de uma semente plantada em 1996, quando participou de um dos programas apoiados pela Fundação Odebrecht junto ao Liceu de Artes e Ofícios da Bahia. “Aos 15 anos, ingressei no Programa de Aprendizes do Liceu. Esse ponto de partida foi extremamente significativo para a minha trajetória. Com meus pais aprendi valores e princípios, como o de servir e lutar pelos meus objetivos. Já no Liceu, conheci o que significa educação pelo trabalho e tive contato com adolescentes e jovens que desenvolviam projetos sociais nas suas comunidades”, conta.

“Soteropolitana, baiana, brasileira, casada, voluntária, pedagoga e aprendiz sempre”. São essas as palavras usadas por Rosa, que estudou em escola e universidade públicas, para se definir. Em 2001, o grupo coordenado por ela, OXÊNTE, recebeu o Prêmio Jovens Voluntários pelo projeto Eureka, que desenvolvia ações de formação para a cidadania nas escolas públicas de Salvador. Já em 2006, quando atuou no Programa Jovens Baianos, Rosa realizou um dos seus maiores sonhos. “Dediquei todo o meu tempo, criatividade e experiência na formação de jovens e líderes, que atuassem nas suas comunidades”, afirma.

Em 2007, ela aceitou o convite da Fundação Odebrecht e retornou a esta instituição para desenvolver ações junto a adolescentes e jovens da zona rural. “Até então, tinha apenas experiências no território urbano. Sempre movida por desafios, aceitei o convite e estou desbravando o Baixo Sul da Bahia, atuando no Projeto Casa Jovem em Igrapiúna. Espero também aqui dar a minha contribuição, mergulhando de corpo e alma e fazendo a diferença, num novo cenário, mas sempre formando novos protagonistas, líderes do seu destino”.

“Eu era um adolescente sem perspectiva de futuro e hoje consigo contribuir com o crescimento da minha família e das comunidades locais”, conta José Renildo Correia, 19 anos. Para ele, essa mudança é resultado do seu aprendizado na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), onde ingressou três anos atrás. O morador da comunidade São Benedito, em Nilo Peçanha (BA), conheceu a instituição de ensino por meio de sua mãe, que o incentivou a participar da seleção.

O jovem está no 3º ano do Curso de Educação Profissional Técnico em Florestas integrado ao Ensino Médio e é um dos idealizadores do Projeto Protagonismo Juvenil, no qual oito estudantes da Cfaf promovem palestras, seminários e ações de reflorestamento para conscientização ambiental nas comunidades do município. “Além disso, realizamos limpeza de nascentes e rios, plantios de mudas de essências florestais e frutíferas, implantamos hortas em escolas e ao todo já foram envolvidas mais de mil pessoas”, afirma.

Além de atuar em conjunto com outros estudantes da Cfaf, o jovem desenvolve práticas produtivas na Fazenda Fonte da Prata em parceria com seu irmão, Jason Arquias, 17 anos, também estudante da Casa Familiar. Complementam a renda da família, o cultivo da banana em consórcio com culturas de ciclo curto (feijão e milho) e a implantação de um apiário – conjunto de colmeias utilizadas para criação de abelhas e colheita de mel ou polinização de culturas agrícola, que contribui com a reprodução de frutos e sementes. “Todas essas atividades aprendi ao longo desses anos”.

Quando questionado sobre o que pensa para o seu futuro, Renildo é claro: “Meu sonho é me desenvolver no que faço junto com meu irmão. Além disso, quero continuar disseminando conhecimento para as comunidades locais, ampliar o apiário e consolidar a parceria com meu irmão para continuarmos no campo”, finaliza.

A Cfaf é uma das instituições de ensino ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht em parceria com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais. 

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