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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Gustavo Nascimento
Gustavo Nascimento
Tenho o meu próprio projeto produtivo, onde posso aplicar o que aprendo

No caderno de Gustavo Nascimento, 15 anos, fórmulas matemáticas dividem espaço com anotações sobre horticultura e administração rural. E quando não está adquirindo novos conhecimentos teóricos, é no campo, com aulas práticas, que o seu aprendizado vem sendo fortalecido. A formação é oferecida pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) com o curso de Formação Técnica em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

“Um dos diferenciais da escola é a visão empresarial para o futuro", explica Quionei Araújo, Diretor da unidade de ensino. Por isso, ele ressalta a importância de combinar a teoria, a prática e a visão de negócio, contextualizadas à realidade da zona rural, e, sobretudo, potencializar os valores sociais e ambientais. “Estou conseguindo enxergar a agricultura, que é a base da minha família, com uma visão diferente. É um ensinamento muito bom, que já está fazendo a diferença na minha vida”, conta o estudante, filho de pequenos produtores da comunidade de Nova Esperança, em Wenceslau Guimarães (BA).

Com o incentivo da Casa Familiar e de projetos como o de Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado via Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, Gustavo já começa a assumir responsabilidades como agricultor. “Tenho o meu próprio projeto produtivo, onde posso aplicar o que aprendo e ainda gerar lucro, podendo reinvestir para próximas colheitas”, afirma. O adolescente planta banana-da-terra e mandioca em uma área de dois hectares. Segundo Araújo, a atividade estimula uma "cultura rural empreendedora, com foco na geração de trabalho e renda buscando dessa forma a permanência dos adolescentes no campo e o desenvolvimento local e regional sustentável”.

A CFR-PTN é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). A atuação está concentrada em 11 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, onde vivem 285 mil pessoas.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 84% dos jovens agricultores brasileiros não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho nas grandes cidades. Esse número, crescente a cada ano, é uma realidade para os irmãos Claudilson e Kaliane Silva Santos, moradores da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA). Estudantes do curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), eles levam conhecimentos para a família e começam a planejar o futuro como empresários rurais na região em que vivem.

Com uma educação contextualizada ao campo, vivenciada por meio da Pedagogia da Alternância - onde o jovem passa uma semana em período integral na instituição de ensino e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos - os estudantes precisam ter disciplina e foco para a realização das atividades. Para Claudilson, “uma das coisas mais importantes que aprendemos na CFR-I é o planejamento. Temos metas de estudo e estabelecemos prioridades”. Essa organização, de acordo com os pais dos jovens, Dona Zenilda e Seu Claudio, é o que vem fazendo a diferença em suas vidas na agricultura. Além disso, segundo Kaliane, as técnicas ensinadas permitem alcançar resultados melhores em produtividade. “Com o ensino sobre o manejo dos perfilhos de pupunha, a compostagem para produção de adubo orgânico, melhoramos nossa produção e ainda influenciamos positivamente muitas pessoas na comunidade a trabalhar da melhor forma”, afirmou.

A família possui três hectares de palmito de pupunha, beneficiado e comercializado pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), com produção média anual de 16 mil hastes por hectare. O cultivo é o principal meio de sustento e foi o que, segundo Seu Claudio, garantiu a sua sustentabilidade na zona rural. “Antes, eu trabalhava nas propriedades dos outros. Hoje, tenho minha própria terra e uma renda garantida todo mês”, disse. A família também tem uma área de cacau e uma horta idealizada e mantida pelos irmãos, que serve para consumo e complemento da renda. Tudo realizado, segundo Seu Claudio, “em conjunto”.

Quando perguntados sobre o futuro, os jovens irmãos já sabem aonde querem estar: no mesmo lugar, mas como técnicos formados e engenheiros agrônomos. O sonho, que já está em construção por meio das oportunidades geradas pela CFR-I e Coopalm, instituições que fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, é perceptível na fala de Kaliane: “Não vou mais parar de estudar e quero ajudar a desenvolver cada vez mais a minha região, ao lado da minha família”. 

Com apenas 14 anos, o jovem João Joaquim de Melo, morador da comunidade de Ouro Preto, localizada no município de Presidente Tancredo Neves (BA), já está liderando seu primeiro projeto na propriedade da família: o cultivo de dois hectares de abacaxi. A atividade integra a formação na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), onde cursa o 1º ano de formação Técnica em Agropecuária integrada ao Ensino Médio.

João conta que encontrou motivação para permanecer na zona rural por influência do seu irmão mais velho, Jailton de Melo, 24 anos, também formado na unidade de ensino. “Pelo exemplo ele me fez acreditar na agricultura e mostrou que o homem do campo tem valor e pode viver de forma digna sem sair do seu local de origem”.

Todos trabalham no projeto produtivo do jovem e nos mais de 40 hectares de mandioca, abacaxi, cacau e banana cultivados pela família. Seu pai, João de Melo, está associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Assim como a CFR-PTN, a Coopatan está ligada ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht com o apoio de parceiros públicos e privados.

Com o destino certo para escoar sua produção, já que a cooperativa comercializa para redes de supermercado em toda a Bahia, a renda média da família pode chegar a mais de R$ 5 mil por mês. Com seus novos aprendizados, o jovem João acredita que pode complementar e enriquecer os resultados já obtidos pela família e ainda contribuir com o crescimento da comunidade. “A técnica é importante para melhorar nosso desenvolvimento. Juntando nossas forças podemos ir mais longe”, diz.

Para seus pais, João e Avelina de Melo, os filhos são motivo de orgulho. “Eles compartilham o que aprendem com produtores e nos mostraram uma nova forma de trabalhar”, ressalta o agricultor João Melo.

“Sinto-me parte desta história e tenho muito orgulho em ajudar a recontá-la”. A frase é da psicóloga Rebeca Bulhosa, 32 anos, um dos talentos egressos que gravaram depoimentos para o vídeo comemorativo - 20 anos de Protagonismo Juvenil. O documentário pode ser visto pelos visitantes da exposição, de mesmo tema, lançada em 27 de outubro, no Edifício-Sede da Odebrecht em Salvador.

Rebeca participou do Programa de Formação de Adolescentes Voluntários, Prêmio Fundação Odebrecht - O Adolescente por uma Escola Melhor, Projeto Educação: um Exercício de Cidadania, Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e Prêmio Fundação Odebrecht - Gravidez na Adolescência. Conheça esta trajetória:

“Conheci a Fundação Odebrecht durante a apresentação dos resultados do primeiro prêmio que a ela estava realizando com o foco na adolescência. Nesta época eu devia ter uns 13 ou 14 anos. Fiquei tão empolgada que acabei participando das oficinas para produção do material de divulgação do prêmio seguinte e depois atuando como monitora das oficinas com estudantes, junto com um grupo de jovens.

A experiência foi tão bacana que provocou a estruturação do Grupo de Adolescentes Voluntários Mutação. Tudo que vivi durante este projeto me marcou profundamente. O grupo influenciou muito as minhas escolhas não só profissionais, mas pessoais e me ajudou a descobrir as minhas potencialidades e fragilidades.

Ensinou-me também a me relacionar melhor com as pessoas, entender minha família e me mostrou como eu poderia colaborar com a melhoria da qualidade de vida de outras pessoas, principalmente de outros jovens como eu.

Depois disto, passei por várias organizações sociais de Salvador, me graduei em Psicologia e atualmente sou técnica do Instituto Aliança. Tudo que aprendi está impresso na minha forma de atuar e no meu coração”.

A agricultura familiar pode parecer simples na nomenclatura, mas a sua atividade econômica vem ganhando forças no abastecimento interno do país. É o que mostra alguns dados do Ministério da Agricultura, que a aponta como responsável por 70% dos produtos rurais que estão na mesa dos brasileiros. Na Bahia, a produção de farinha, por exemplo, atinge a marca de 91%.

Em Presidente Tancredo Neves, uma família de produtores rurais trabalha em conjunto para o fortalecimento da agricultura na sua região. Na propriedade de 6 hectares de Dona Miralva e Seu Vanderley dos Santos, a produção de banana-da-terra, aipim e mandioca é cultivada com a ajuda do filho Joivan dos Santos. O jovem de 18 anos estuda na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), instituição apoiada pela Fundação Odebrecht, e aprende novas tecnologias e formas sustentáveis para auxiliar o desenvolvimento das plantações. Mas, segundo ele, sua contribuição só foi reconhecida aos poucos. “Meus pais tiveram resistência em aceitar as novidades que trago da Casa Familiar. Hoje, eles notam a diferença que certas ações podem fazer em nossa produção agrícola”, conta orgulhoso.

Miralva, a mãe, não esconde que o trabalho em conjunto com o filho agregou em termos de qualidade dos produtos e de informação sobre as novas tendências da agricultura. “Ficamos cientes do que há de mais eficiente para cada tipo de cultivo. Todos participam e, juntos, estamos construindo um futuro muito promissor”, afirma. Ela é associada à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que beneficia e agrega valor aos produtos da família, garantindo uma renda segura todo mês.

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