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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Gustavo Nascimento
Gustavo Nascimento
Tenho o meu próprio projeto produtivo, onde posso aplicar o que aprendo

No caderno de Gustavo Nascimento, 15 anos, fórmulas matemáticas dividem espaço com anotações sobre horticultura e administração rural. E quando não está adquirindo novos conhecimentos teóricos, é no campo, com aulas práticas, que o seu aprendizado vem sendo fortalecido. A formação é oferecida pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) com o curso de Formação Técnica em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

“Um dos diferenciais da escola é a visão empresarial para o futuro", explica Quionei Araújo, Diretor da unidade de ensino. Por isso, ele ressalta a importância de combinar a teoria, a prática e a visão de negócio, contextualizadas à realidade da zona rural, e, sobretudo, potencializar os valores sociais e ambientais. “Estou conseguindo enxergar a agricultura, que é a base da minha família, com uma visão diferente. É um ensinamento muito bom, que já está fazendo a diferença na minha vida”, conta o estudante, filho de pequenos produtores da comunidade de Nova Esperança, em Wenceslau Guimarães (BA).

Com o incentivo da Casa Familiar e de projetos como o de Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado via Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, Gustavo já começa a assumir responsabilidades como agricultor. “Tenho o meu próprio projeto produtivo, onde posso aplicar o que aprendo e ainda gerar lucro, podendo reinvestir para próximas colheitas”, afirma. O adolescente planta banana-da-terra e mandioca em uma área de dois hectares. Segundo Araújo, a atividade estimula uma "cultura rural empreendedora, com foco na geração de trabalho e renda buscando dessa forma a permanência dos adolescentes no campo e o desenvolvimento local e regional sustentável”.

A CFR-PTN é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). A atuação está concentrada em 11 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, onde vivem 285 mil pessoas.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Foi no dia 25 de outubro de 2003, quanto tinha 18 anos, que Mariene Barbosa decidiu participar de um dia de campo realizado na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). “De fato os horizontes se ampliaram para mim e para os outros jovens participantes, que tivemos a oportunidade e a coragem de ser pioneiros de uma linda história que é a CFR-PTN”, afirma.

Conheça suas experiências:

Participei de diversos projetos, como Programa de Formação de Adolescentes Voluntários, Jovem Raiz e Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas, mas a passagem por três anos pela CFR-PTN contribuiu para que eu desenvolvesse o desejo de facilitar o acesso à informação para a minha comunidade e contribuir com a efetivação da cidadania. Lá tive experiência com associações comunitárias, nas quais fui presidente e secretária administrativa, e realizei seminários rurais e mutirões juntamente com outros jovens. Ou seja, tive a oportunidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos na Casa.

Devido à separação de meus pais, ainda adolescente, tive que trabalhar para ajudar minha mãe nas tarefas domésticas e rurais. Isso permitiu que eu desenvolvesse a consciência de valorizar as oportunidades que surgissem, principalmente na área de educação, algo que era muito distante da minha realidade.

Atualmente, estou trabalhando na área jurídica do Instituto Direito e Cidadania (IDC), coordenando o Balcão de Justiça de Valença (BA). Percebo, assim, que meu sonho vem se concretizado, especialmente no que se refere a minha atuação no Núcleo de Mediação. Esse espaço possibilita e assegura o acesso à justiça e meu papel é oferecer conselhos, sugestões e orientar os cidadãos sobre seus direitos e deveres. A cada etapa que executo, percebo a necessidade constante de aperfeiçoar minhas habilidades profissionais e pessoais. Além disso, encarei um desafio especial, pois saí de minha terra natal para me fixar em outra localidade.

Todos os dias me inspiro no princípio “Educar para a Vida e para Valores”, o que me encoraja a seguir em frente, a aceitar os desafios. Assim, estou sempre em busca de novos conhecimentos a fim de que possam ser aplicados em prol da minha formação e da vida de outras pessoas. Além de fortalecer meu papel como agente do próprio destino. As gerações seguintes merecem um planeta tão bom quanto o que nos foi herdado. E quanto mais responsáveis formos, melhor será o futuro.

Antonio Nascimento Santos, 64 anos, chegou à região em 1996, ao lado de sua esposa e dos filhos, em busca de trabalho. “Não tinha onde fazer meus cultivos, aqui foi onde conseguimos. Naquela época, minha maior vontade era ter um pedaço de terra”, relembra. Com a chegada da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) ao assentamento, em 2009, o agricultor encontrou uma oportunidade de crescimento. Com a plantação de palmito de pupunha, Antonio é só esperança. Em até dois anos, colherá, mensalmente, cerca de 750 hastes, o que lhe renderá R$ 1.100 por mês, somente com essa cultura.

Antonio não trabalha sozinho. Com o filho caçula, Antonio Nascimento Santos Filho, o único dos três que permaneceu no assentamento, não divide apenas o nome: compartilha também o amor pela terra. “Agricultura é a minha vida. É o meu negócio”, afirma Antonio Filho, 24 anos, educando da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) – unidade de ensino que, assim como a Coopalm, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Antonio Filho está concluindo a formação de três anos. Durante esse período, teve acesso à capacitação em muitas áreas, como administração rural, solos, culturas perenes e beneficiamento de produtos de origens animal e vegetal, além de noções sobre cooperativismo, educação ambiental e protagonismo juvenil. As novas técnicas aprendidas, aliadas à assistência da Coopalm, têm contribuído para ampliar a produtividade da família.

“É possível viver bem na zona rural e se desenvolver sem a necessidade de migrar para os grandes centros em busca de um sonho que não existe”, assegura o novo empresário rural, que em 2011 associou-se à Coopalm. “Do futuro, só tenho a certeza de que estarei envolvido com agricultura”, garante. Seu pai aposta nesse caminho: “Fico muito feliz em ter meu filho trabalhando na terra. É do campo que a gente consegue tudo”.

o ingressar no Centro de Formação Profissional Construir Melhor, Edmilson da Silva, 23 anos, encontrou sua oportunidade. O morador da comunidade Orobó, que assim como a unidade de ensino fica localizada em Valença (BA), está aprendendo na teoria e na prática o ofício de pedreiro. “Tenho facilidade nessa área. Observava o meu pai exercer essa atividade desde os 12 anos. Já trabalhei com ele, agora estou me profissionalizando”, conta.

Anteriormente, Edmilson atuava como diarista, realizando diversos serviços e nunca sabia ao certo quanto acumularia em um mês. Hoje, associado à Cooperativa da Construção Civil (Coonstruir) – instituição que reúne os aprendizes e os formados pelo Construir Melhor – é remunerado por produtividade. “Minha renda melhorou desde que comecei aqui. Chego a receber, em média, R$ 900 mensais. Isso como estudante. Quando estiver formado, acredito que vou ganhar ainda mais”, assegura. Durante os 18 meses de curso, o jovem passa uma semana na sala de aula aprendendo conceitos teóricos. Nas outras três, tem acesso a conhecimentos práticos no canteiro de obras, com acompanhamento de monitores, encarregados e engenheiros.

Uma de suas primeiras experiências foi a construção da sede do Construir Melhor – implantada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em terreno doado pela prefeitura local. O aporte para a obra foi fruto do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira assinado em 2009 pelo BNDES e a Fundação Odebrecht. “Tenho muito orgulho de olhar e ver o que fiz. Isso aqui é uma grande oportunidade”.

Se antes Edmilson não costumava planejar os seus dias, agora idealiza seu futuro. “Quero continuar trabalhando e construir minha casa, montar uma empresa de construção civil e dar continuidade aos estudos”, revela. “Vamos levar daqui sabedoria e aprendizado. Construímos o sonho das pessoas, sinto orgulho disso”, reforça o jovem.

Aderlúcia Nascimento da Silva, 23 anos, define sua vida em uma palavra: aprendizado. “Aprendi que a distância às vezes nos aproxima das pessoas que amamos. Que para ensinar é necessário ter vontade de plantar um pouquinho de você em cada um. É imaginar que você pode se tornar imortal quando ensina algo com prazer”, conta.

Quando tinha 16 anos, a jovem participou Programa Aliança com o Adolescente no município de Quixelô, no Ceará. Ela foi selecionada para participar de um projeto para formação de adolescentes voluntários, em 2000, quando cursava o segundo ano do Ensino Médio. “Comecei a ver a minha realidade com outra perspectiva e a imaginar como eu poderia influenciar para que a vida das pessoas melhorasse”.

No momento de colocar em prática o que aprendeu, Aderlúcia decidiu realizar dois projetos voluntários com o apoio de sua prima, Angélica. “Elaboramos os projetos Despertar para o Esporte e o Vale a pena VERDE novo, respectivamente, nas áreas de Esporte e Meio Ambiente. Trabalhávamos com as questões de gênero no futebol e com cultivo de hortas nas escolas”. Elas também executaram o projeto de leitura e escrita Aprender pra Saber. Em 2005, Aderlúcia se tornou líder do Movimento de Jovens Voluntários do Semi-Árido Cearense (Mover).

Em 2006, a jovem foi aprovada no curso de Fisioterapia da Universidade Estácio de Sá. Mudou-se para o Rio de Janeiro e hoje participa ativamente do Fórum de Juventude do município, além de ter sido delegada na Conferência Nacional de Juventude em Brasília. “Sempre acreditei no potencial que nós, jovens e adolescentes, temos. Apenas precisamos ser cativados e por mais que alguém diga que não é possível, você pode sim, basta querer”.

“Pretendo voltar para minha cidade para concluir o que comecei. Pretendo, quem sabe, exercer uma carreira política, pois acredito que disponibilizando mais informação para as pessoas, elas vão poder exigir mais e fazer mais”, conclui a jovem protagonista.

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