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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Jailton Ribeiro
Jailton Ribeiro
O que quero é ficar em minha comunidade e ser dono do meu negócio

Em 2007, com apenas 17 anos, Jailton Ribeiro já tinha perfil para empresariar seu próprio negócio. Foi nessa época, estudando na unidade de ensino Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), que adquiriu os conhecimentos necessários para desenvolver as culturas de mandioca, abacaxi, cacau e banana na sua propriedade. “Ninguém acreditava que era possível produzir em nossa terra”, revela. Após a passagem pela CFR-PTN, Jailton, morador da comunidade de Ouro Preto, em Presidente Tancredo Neves (BA), e sua família cuidam de 40 hectares de plantação, chegando a acumular renda mensal de mais de R$ 5 mil somente com essa atividade. “Nossa plantação está se desenvolvendo bem e devo isso à Casa Familiar pelo investimento em minha formação”, afirma o jovem.

Os três anos passados na CFR-PTN foram suficientes para Jailton influenciar seu pai, João de Melo, a adotar os métodos aprendidos. “Sempre tive apoio dele, mas quando os resultados começaram a aparecer, ele passou a confiar mais em meu trabalho”, declara. Atualmente, o agricultor João está associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Dessa forma, encontra destino certo para escoar sua produção, já que os frutos entregues lá são comercializados em redes de supermercado do estado da Bahia. “Aliamos qualidade com menor custo e temos renda com agricultura. Meu sonho é cuidar mais e melhor do plantio, pois tenho planos de me manter apenas com isso. O que quero é ficar em minha comunidade e ser dono de meu negócio”, assegura Jailton.

Alinhadas com os objetivos do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Intagrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), CFR-PTN e outras unidades de ensino, como Casa Familiar Rural de Igrapiúna e Casa Familiar Agroflorestal, contribuem para formar uma geração de novos empresários rurais na região. Utilizando uma metodologia diferenciada, conhecida como Pedagogia da Alternância, integram conhecimento teórico com atividade prática. O que reforça o conceito de educação pelo trabalho, uma das bases da Tecnologia Empresarial Odebrecht. “A CFR-PTN me deu caminho para me desenvolver como pessoa e profissional. Me sinto agraciado com a oportunidade e fico feliz de ver outros jovens sendo acolhidos pela Casa”, pontua Jailton. “Minha propriedade é exemplo concreto de experiência vivida há quatro anos. Tenho orgulho em acordar pela manhã e saber que minha empresa me espera”, finaliza.

Conheça a história de outros jovens apoiados

O que eu mais desejava era ir para a Casa Familiar Rural Agroflorestal [Cfaf]. Sonhava todos os dias em ser selecionada para a primeira turma. Consegui: foi a minha maior vitória.

É com grande satisfação que Diana de Oliveira Santos, 21 anos, conta sua experiência nos projetos ligados ao PDIS. Nascida na comunidade de São Francisco, em Nilo Peçanha, é filha de marisqueira e pedreiro, tem 16 irmãos - dois deles estudam na Casa Familiar do Mar e um na Cfaf. “Estou muito feliz por isso”, afirma.

Confira sua encantadora história:

Há algum tempo, quando eu queria ir para o Rio de Janeiro, surgiu uma oportunidade que me fez mudar de ideia: fui convidada para fazer a seleção da Cfaf. Enquanto meu pai estava receoso, minha mãe dizia que eu devia ir. Para decidir, ouvi meu coração que estava com sede de novos conhecimentos.

Ingressei na Casa em 2006, onde pude participar do projeto Comunicadores Voluntários e de diversas oficinas como Língua Portuguesa, Marketing, filmagem. Depois, fui selecionada junto com mais dois jovens para fazer parte do Programa de Desenvolvimento de Jovens Talentos Protagonistas. Em seguida, conheci o Círculos de Leitura, onde me tornei multiplicadora na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves. Adorei a experiência e tive a sensação de me realizar por aprender e passar o conhecimento para minha comunidade.

Antes de me formar, encontrei mais chances para me desenvolver, pois tenho fome de conhecimento. Dessa forma, com apoio de Liliana Leite e Francisco Pires, tive a oportunidade de atuar na área de Cultura e Integração do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides), contribuindo para os projetos “Eu Adoro Ser Criança”, “Artjovem” e o “Cineclube Vagalume”. Muito bom, porque tinha contato direto com as pessoas e podia ver o sorriso estampado nos rostos delas.

Atualmente estou assumindo um novo desafio: apoiar a área de Comunicação do Ides, o que tem sido muito bom, pois venho conhecendo novas culturas e pessoas que acreditam em nosso potencial. Esta sendo uma nova etapa em minha vida. Também estou compondo a Comunidade dos Formados, o que me deixa muito satisfeita, pois acredito que não devemos esquecer os jovens que passaram pelas Casas Familiares.

Enfim, uma coisa posso declarar com certeza: estou aberta a desafios que possam ajudar no crescimento da minha comunidade.

“Sou jovem empresária rural, protagonista da minha própria história”. Com essas palavras, Patrícia Santana dos Santos, 18 anos, da comunidade de Tiriri do Meio, município de Piraí do Norte (BA), se auto define. Aluna da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, ela conta todas as transformações ocorridas desde o início da formação. “Sou parte de uma instituição que entende as necessidades dos jovens das comunidades e que traz uma metodologia de educação que não é apenas aplicada na escola, mas também no campo”, afirma.

Uma das adolescentes apoiadas pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação, ela implantou um hectare de banana e graviola em sua propriedade no ano de 2014. “Esse projeto contribuiu para o meu desenvolvimento empresarial. Atualmente, a produção de banana já está sendo retirada e estamos no segundo corte da área. A graviola está começando a produzir e contamos com uma pequena produção que vem ajudando a fortalecer a renda familiar”, disse.

Outra porta aberta durante a Cfaf, foi, segundo ela, a orientação para o acesso a uma linha de crédito, disponibilizada pelo Banco do Nordeste para pequenos produtores, para que possam desenvolver suas práticas agrícolas. Única mulher a participar do curso de bananacultura do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, ela aproveita todas as oportunidades para crescer na agricultura. “Esse curso contribuiu para meu desenvolvimento tanto nas práticas agrícolas, quanto na economia e planejamento da minha propriedade rural”. Nesse caminho, ela pretende se tornar uma Empresária Rural e contribuir com a transformação da sua comunidade.

Anderson Silva dos Santos, 19 anos, da comunidade Fazenda Café, Valença (BA), decidiu terminar o ensino médio por meio de uma formação contextualizada ao campo, com o ensino da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A escolha foi, segundo o próprio, “a melhor coisa que poderia acontecer. Proporcionou uma mudança completa de vida”.

O jovem conheceu a CFR-PTN, que é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, por meio de uma vizinha e estudante da unidade. O encanto foi imediato. “A oportunidade de obter ainda mais conhecimento e ajudar a minha família, tornando-me um Técnico em Agropecuária, me impulsionou”, afirmou. Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro – Novas Gerações, também coordenado pela Fundação, Anderson implantou 4 hectares de banana-da-terra e de abacaxi e passou a utilizar novas técnicas de adubação e plantio. “Perdíamos muitas colheitas por não saber a forma correta de trabalhar com os cultivos. Com meus aprendizados, sabemos agora como fazer, porque fazer e até como mensurar os nossos resultados”, disse.

Segundo o pai, Manoel dos Santos, o jovem trouxe não só benefícios para a família, mas também para os vizinhos, pequenos produtores: “Tive resistência no início, mas vi que tudo o que ele nos ensinou foi importante para a nossa produtividade. E a comunidade enxergou isso e vem pedir o apoio dele também. Isso é muito bom, pois quando ele compartilha o que sabe, acaba aprendendo ainda mais”. Antes da entrada de Anderson na CFR-PTN, a área da família, composta por cinco filhos, era de apenas 0,5 hectares. “Era muito pouco, não tínhamos como viver apenas daquilo”. Hoje, os 4,5 hectares rendem ótimos resultados e são comercializados por meio da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), instituição apoiada pela Fundação.

“Quando iriamos imaginar que teríamos assistência técnica para a nossa terra? Estamos muito felizes, pois recebemos orientações e plantamos de uma forma que dá certo, traz renda. Sabemos até quanto vale cada planta nossa, se vamos lucrar ou ter algum prejuízo”, comentou Ana Lúcia da Silva, mãe de Anderson, ao falar sobre a cooperativa e o ensino qualificado do filho. Para o adolescente, futuro empresário rural, essa transformação, percebida no olhar da família e da comunidade, é o que faz com que ele busque um caminho cada vez mais promissor. “Essa minha área representa tudo para mim. Sei que com os resultados obtidos, posso comprar novas terras e ir melhorando sempre. Daqui não saio mais”, concluiu.

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