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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Jeane Oliveira
Jeane Oliveira
Aprendizado que não se esquece

Para Jeane Oliveira, 23 anos, a experiência na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) contribuiu bastante para seu crescimento pessoal e profissional. Na Casa, apesar da formação ser voltada para a agricultura, Jeane aprendeu algo muito maior e “que ninguém pode tirar”: os valores morais.

Conheça sua história:

No inicio, foi difícil para comunidade aceitar minha decisão. Foi preciso quebrar paradigmas, ser flexível, paciente e, aos poucos, fui conquistando a confiança de todos. Como sempre, tive o imenso apoio da minha mãe, que sempre me encoraja para lutar pelos meus objetivos. Está sempre ao meu lado e a tenho como minha fonte de inspiração.

Sou formada na primeira turma da CFR-PTN e uma das primeiras coisas que aprendi foi conhecer melhor o município em que vivo e a região do Baixo Sul da Bahia. Isso foi muito importante, pois permitiu saber que somos muito mais do que um pontinho no mapa. Fazemos parte de uma região riquíssima em valores materiais e imateriais.

Tenho crescido pessoal e profissionalmente nas experiências vividas com as comunidades por meio da apresentação de seminários e palestras. Dessa forma, pude transmitir o conhecimento sobre agricultura para minha família e comunidade. Comecei a perceber que eles passaram a ter realmente interesse em aprender o que eu ensinava.

Fiz um curso do Sebrae chamado “Saber a Empreender”, ainda em formação na CFR-PTN, e fiquei em primeiro lugar na categoria “Administração de Empresa”. Descobri mais uma atividade em que eu poderia me desenvolver. Dessa forma, em 2007, comecei um estágio na Área Administrativa da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Durante seis meses, aprendi muitos conceitos, passei a gostar ainda mais e queria me aprofundar. Depois fiz um estágio na Organização de Conservação de Terras, no setor Administrativo-financeiro, por quatro meses. Em janeiro de 2008, voltei para a Coopatan, não mais como estagiária, para atuar na Área Financeira. Foi uma experiência incrível, consegui superar limites pessoais e conquistei meu espaço.

Desde abril de 2009, fui transferida para a equipe da Associação Guardiã da APA do Pratigi, onde continuo atuando na área de Administração Financeira, Fiscal e Contábil. Isso foi um incentivo para ingressar na Faculdade de Ciências Contábeis. Gosto muito do que faço e sempre me dedico, buscando me aperfeiçoar.

Participo também da Comunidade dos Formados, uma nova expectativa para os jovens egressos. Estou na Comissão Pró-Diretória e acredito nessa iniciativa. Acredito que a juventude unida vai ganhar força e aposto na ideia de sermos parceiros.
Com certeza esse não é o fim da historia, pois ainda terei muito que aprender, ensinar e conquistar!

Conheça a história de outros jovens apoiados

Natural do município de Piraí do Norte (BA), Érica Gonçalves Nascimento tem 21 anos. Aos 18, completou sua formação como Técnica em Florestas pela Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), uma das instituições apoiadas pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS. “Desde que entrei na Casa Familiar, mudei minha perspectiva de vida. Cada experiência foi um aprendizado e ainda hoje sou beneficiada por todo o conhecimento adquirido”, declarou a jovem.

Segundo Érica, a unidade de ensino foi uma oportunidade para aflorar o seu espírito de liderança e senso crítico. “A Cfaf me proporcionou tanto a parte técnica como a parte humana, com a comunicação interpessoal. E quando este relacionamento é harmonioso, contributivo, espontâneo, gera-se satisfação e progresso”, afirmou.

Sobre o protagonismo juvenil - decisão de fazer com o jovem e não para o jovem, entendendo-o como parte da solução e não como problema, ela é enfática: “Para mim, o jovem protagonista é aquele que se compromete em querer fazer a diferença em seu meio”. Com essa percepção e apostando na agricultura, Érica foi mudando a realidade da sua família. “Ao acreditar que seu projeto produtivo é o seu negócio, sua área de produção cresce, a renda aumenta e o sucesso é garantido”, completou.

Em 2013, ano de sua formação na Cfaf, a jovem foi uma das vencedoras do Prêmio PDCIS de Fotografia, realizado pela Fundação Odebrecht, que mobilizou estudantes das instituições ligadas ao Programa PDCIS. Érica representou o seu orgulho em viver no campo com a imagem de uma lavoura de cacau. “A arte no campo é semear, plantar, produzir e colher. São ações como esta que fazem com que os agricultores da região gerem a renda familiar”, disse na época.

“A Casa Familiar ensina para a vida. Comecei a enxergar a agricultura e o meu papel enquanto protagonista da minha história com outros olhos”. Com a fala firme e um olhar repleto de esperança, Alisson dos Santos Costa, 18 anos, da comunidade Bom Jesus, em Teolândia (BA), sabe que sua vida e da família começou a ser transformada desde que entrou para a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A instituição de ensino, apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, oportuniza condições favoráveis para o acesso a uma educação voltada para a realidade do campo, por meio do Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar na instituição, em 2014, Alisson contou com o incentivo de colegas já formados. “Eles foram um espelho para que eu tentasse mudar a minha realidade também, por meio do estudo e das oportunidades”, disse. Após passar por todas as etapas do processo seletivo, o adolescente iniciou seu primeiro ano de formação. “Foi desafiador desde o começo, quando nos ensinaram a fazer nosso Plano de Ação e perguntaram qual era a expectativa de produção do meu projeto de banana-da-terra. E era de apenas de 1.000 quilos”, conta. Com as técnicas aprendidas e as novas formas de cultivo, Alisson superou todas as expectativas, alcançando 6.000 quilos na primeira colheita. A produção faz parte do exercício prático do projeto Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Em casa, Alisson passou a repassar o conhecimento adquirido e a ajudar a reverter o quadro de sua família da zona de subsistência, ao incentivar que se tornassem associados da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que também integra o Programa PDCIS. Em três anos, eles passaram de 20 para 30 hectares de área para plantar. “Com a renda financeira melhor, compramos um carro, que nos auxilia para entregar a produção de banana, e instalamos um sistema de irrigação”, disse Alisson. Na comunidade, o jovem também está transformando outras vidas com seu papel protagonista. Por meio de seminários rurais e de visitas a outras propriedades, ele tenta compartilhar com os vizinhos, produtores rurais, todo seu conhecimento. Alisson e a família tornaram-se referências. “Estou sempre presente na associação de agricultores da minha comunidade”, completa orgulhoso.

Além do conhecimento técnico, o jovem conta que os ensinamentos da Tecnologia Empresarial Odebrecht, cultura empresarial disseminada pela Fundação Odebrecht às instituições que apoia, são levados para o seu dia-a-dia no campo e na vida pessoal. “Aprendi que precisamos cultivar o Espírito de Servir e ser bons com as pessoas. E a educação é a base de tudo isso”, conta. Em 2016, Alisson completará a formação na CFR-PTN e seus planos para o futuro estão na ponta da língua: “Continuar aumentando minhas áreas produtivas, não parar de estudar e permanecer no campo, que é o meu lugar”.

As responsabilidades e desafios assumidos por José Leonardo, 29 anos, comprovam a capacidade e empenho deste cidadão de Presidente Tancredo Neves, município do Baixo Sul da Bahia.

Atualmente, este funcionário público municipal acumula as presidências do Conselho Municipal da Educação, do Meio Ambiente e do Sindicato dos Funcionários Públicos de sua cidade, além de ser secretário do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

José Leonardo, no site da Fundação Odebrecht, compartilhou sua longa trajetória que incluiu passagens por alguns projetos da Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste.

“Ingressei na Aliança no ano de 1998, participando do Programa Jovem Empresário com os monitores Silvana e Douglas. Gostei muito de ter participado, pois me trouxe perspectiva de vida.

Em seguida, fiquei sabendo que a Aliança com o Adolescente realizava outro projeto conhecido como Conhecendo o Baixo Sul. Seus coordenadores eram Clóvis e Joana. Este foi um projeto que me mostrou a realidade da minha cidade (Presidente Tancredo Neves) e minha região (Baixo Sul).

Pude perceber a carência das pessoas e isto me incentivou a buscar meios para não ficar a margem da sociedade e participar da discussão de políticas públicas para que as pessoas pudessem ter vidas dignas.

Tenho muito a agradecer aos responsáveis por este projeto, a Fundação Odebrecht, na pessoa de Clóvis e Joana, por ter me proporcionado conhecimentos e visão do mundo em que eu estava vivendo e que podia transformar. Agradeço também a todos colaboradores como a Fundação Kellogg e Instituto Ayrton Sena.

Muito obrigado”.

Anderson Silva dos Santos, 19 anos, da comunidade Fazenda Café, Valença (BA), decidiu terminar o ensino médio por meio de uma formação contextualizada ao campo, com o ensino da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A escolha foi, segundo o próprio, “a melhor coisa que poderia acontecer. Proporcionou uma mudança completa de vida”.

O jovem conheceu a CFR-PTN, que é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, por meio de uma vizinha e estudante da unidade. O encanto foi imediato. “A oportunidade de obter ainda mais conhecimento e ajudar a minha família, tornando-me um Técnico em Agropecuária, me impulsionou”, afirmou. Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro – Novas Gerações, também coordenado pela Fundação, Anderson implantou 4 hectares de banana-da-terra e de abacaxi e passou a utilizar novas técnicas de adubação e plantio. “Perdíamos muitas colheitas por não saber a forma correta de trabalhar com os cultivos. Com meus aprendizados, sabemos agora como fazer, porque fazer e até como mensurar os nossos resultados”, disse.

Segundo o pai, Manoel dos Santos, o jovem trouxe não só benefícios para a família, mas também para os vizinhos, pequenos produtores: “Tive resistência no início, mas vi que tudo o que ele nos ensinou foi importante para a nossa produtividade. E a comunidade enxergou isso e vem pedir o apoio dele também. Isso é muito bom, pois quando ele compartilha o que sabe, acaba aprendendo ainda mais”. Antes da entrada de Anderson na CFR-PTN, a área da família, composta por cinco filhos, era de apenas 0,5 hectares. “Era muito pouco, não tínhamos como viver apenas daquilo”. Hoje, os 4,5 hectares rendem ótimos resultados e são comercializados por meio da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), instituição apoiada pela Fundação.

“Quando iriamos imaginar que teríamos assistência técnica para a nossa terra? Estamos muito felizes, pois recebemos orientações e plantamos de uma forma que dá certo, traz renda. Sabemos até quanto vale cada planta nossa, se vamos lucrar ou ter algum prejuízo”, comentou Ana Lúcia da Silva, mãe de Anderson, ao falar sobre a cooperativa e o ensino qualificado do filho. Para o adolescente, futuro empresário rural, essa transformação, percebida no olhar da família e da comunidade, é o que faz com que ele busque um caminho cada vez mais promissor. “Essa minha área representa tudo para mim. Sei que com os resultados obtidos, posso comprar novas terras e ir melhorando sempre. Daqui não saio mais”, concluiu.

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