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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Jemima Oliveira Dias
Jemima Oliveira Dias
Sou a primeira da minha região a estudar em uma escola rural. Quis agarrar essa oportunidade

Por meio das Casas Familiares que fazem parte do Programa PDCIS, a Fundação Odebrecht vem apostando em uma nova geração de jovens agricultores, influenciada pelo conhecimento contextualizado colocado a sua disposição. São adolescentes como Jemima Oliveira Dias, de 15 anos, aluna da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I). Em seu segundo ano de formação, ela já está integrada aos processos produtivos da família e leva novas tecnologias à comunidade do Conduru, em Camamu (BA), onde reside. 

“Sou a primeira da minha região a estudar em uma escola rural. Quis agarrar essa oportunidade por saber que podia levar conhecimento para lá”, afirmou Jemima. Desde o primeiro ano na CFR-I, a adolescente participa mais ativamente da vida da comunidade por meio de Seminários Rurais. Tratam-se de palestras sobre temas relacionados a produção no campo que proporcionam a diversas famílias orientações para melhorar o rendimento dos cultivos. Em 2015, 280 Seminários Rurais foram realizados por alunos de Casas Familiares, impactando diretamente mais de 8.100 pessoas.

Na propriedade da família, que possui cultivos de cacau, dendê, palmito de pupunha, cravo e guaraná, essa transferência de novos aprendizados por Jemima é também colocada em prática. A CFR-I adota a Pedagogia da Alternância, onde os jovens passam sete dias em período integral na instituição de ensino, com aulas na sala e no campo, e 15 em suas propriedades, aplicando os conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados. “É um ensino diferente de tudo que já tive. Aprendi como fazer a poda de cacau, por exemplo, e ajudar o meu pai na roça. Consigo ver a forma correta de plantar e sei que isso irá fazer toda a diferença nos nossos resultados”, disse.

Mesmo ainda na metade da formação como Técnica em Agronegócio, a adolescente pretende repassar cada vez mais experiências em prol do desenvolvimento da região. “No futuro penso em ser agrônoma e crescer junto com minha família e vizinhos. A CFR-I está abrindo essa porta para que eu atinja os meus objetivos’, completou.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Desde pequeno, Robenilson Jesus dos Santos, morador da comunidade do Pítia, município de Presidente Tancredo Neves (BA), gostava de ajudar o pai na agricultura. Aos 16 anos, quando ingressou na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), viu que poderia, efetivamente, contribuir com a sua família por meio do trabalho no campo. A unidade de ensino oferece o curso profissional técnico em agropecuária integrado ao Ensino Médio e faz parte do Pacto de Governança do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Em 2013, no seu segundo ano de formação na CFR-PTN, o jovem foi um dos nove estudantes selecionados para o Programa Iniciação Científica Júnior, realizado por meio de uma parceria da instituição com a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Ser pesquisador foi um grande incentivo para mim, pois com esse projeto pude identificar novas variedades de mandioca, mais resistentes. Isso serviu de estímulo para minha família e vizinhos continuarem plantando essa cultura”, acredita. Sua pesquisa teve duração de um ano e foi voltada para o controle da mosca branca na mandioca. “Na CFR-PTN também aprendi a forma correta de produzir aipim e banana-da-terra, por meio das aulas teóricas e práticas. No terceiro ano de formação, já tinha uma renda média mensal de R$ 1 mil e 9,7 hectares de plantação”, ressalta.

Foi então em 2014, seu último ano na Casa Familiar Rural, que Robenilson recebeu recursos do Fundo de Acesso à Terra (FAT) para adquirir 15 hectares de área para aumentar a sua produção. “Estou muito feliz por ter sido beneficiado ainda em formação”, comemora. Até então, apenas jovens empresários rurais já formados na Casa Familiar Rural tinham sido beneficiados com o FAT. Radiante com a oportunidade, Robenilson tornou-se associado da Coopatan e, com 20 anos, quer multiplicar seus conhecimentos e se tornar uma referência para sua comunidade. “Hoje penso no futuro com uma visão diferente. Tenho o desejo de manter minha propriedade rural sustentável como um exemplo e quero permanecer no campo com qualidade de vida”, diz.

“A Casa Familiar ensina para a vida. Comecei a enxergar a agricultura e o meu papel enquanto protagonista da minha história com outros olhos”. Com a fala firme e um olhar repleto de esperança, Alisson dos Santos Costa, 18 anos, da comunidade Bom Jesus, em Teolândia (BA), sabe que sua vida e da família começou a ser transformada desde que entrou para a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A instituição de ensino, apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, oportuniza condições favoráveis para o acesso a uma educação voltada para a realidade do campo, por meio do Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar na instituição, em 2014, Alisson contou com o incentivo de colegas já formados. “Eles foram um espelho para que eu tentasse mudar a minha realidade também, por meio do estudo e das oportunidades”, disse. Após passar por todas as etapas do processo seletivo, o adolescente iniciou seu primeiro ano de formação. “Foi desafiador desde o começo, quando nos ensinaram a fazer nosso Plano de Ação e perguntaram qual era a expectativa de produção do meu projeto de banana-da-terra. E era de apenas de 1.000 quilos”, conta. Com as técnicas aprendidas e as novas formas de cultivo, Alisson superou todas as expectativas, alcançando 6.000 quilos na primeira colheita. A produção faz parte do exercício prático do projeto Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Em casa, Alisson passou a repassar o conhecimento adquirido e a ajudar a reverter o quadro de sua família da zona de subsistência, ao incentivar que se tornassem associados da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que também integra o Programa PDCIS. Em três anos, eles passaram de 20 para 30 hectares de área para plantar. “Com a renda financeira melhor, compramos um carro, que nos auxilia para entregar a produção de banana, e instalamos um sistema de irrigação”, disse Alisson. Na comunidade, o jovem também está transformando outras vidas com seu papel protagonista. Por meio de seminários rurais e de visitas a outras propriedades, ele tenta compartilhar com os vizinhos, produtores rurais, todo seu conhecimento. Alisson e a família tornaram-se referências. “Estou sempre presente na associação de agricultores da minha comunidade”, completa orgulhoso.

Além do conhecimento técnico, o jovem conta que os ensinamentos da Tecnologia Empresarial Odebrecht, cultura empresarial disseminada pela Fundação Odebrecht às instituições que apoia, são levados para o seu dia-a-dia no campo e na vida pessoal. “Aprendi que precisamos cultivar o Espírito de Servir e ser bons com as pessoas. E a educação é a base de tudo isso”, conta. Em 2016, Alisson completará a formação na CFR-PTN e seus planos para o futuro estão na ponta da língua: “Continuar aumentando minhas áreas produtivas, não parar de estudar e permanecer no campo, que é o meu lugar”.

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