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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Josiane Silva
Josiane Silva
Percebi o valor da agricultura familiar

Josiane Silva do Amor Divino, 17 anos, mora na comunidade de Brejo Mole, município de Camamu (BA). Cursando o 3º ano do ensino médio, ela batalhou muito para estar a um passo da formação. “Era uma adolescente muito rebelde, que não dava importância aos estudos. Foi então que conversei com um amigo sobre a Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), onde ele estudava, e fiquei interessada. Quando alguns professores de lá foram até minha antiga escola e falaram sobre o processo seletivo, não tive dúvidas: era lá que eu queria estudar”, afirmou.

Com a aprovação e início das aulas, novos desafios surgiram para Josiane. “Tudo foi dando certo nessa caminhada. Tive alguns obstáculos, que considero como degraus que me levaram a alcançar a vitória. A Casa Familiar mudou bastante a minha vida, me mostrando a realidade, trazendo objetivos, conhecimentos e recursos. Mudei o modo de agir e pensar”, relatou.

Sobre o aspecto profissional, as transformações também foram grandes. “Percebi o valor da agricultura familiar. Os conhecimentos que tenho aqui são a base da minha vida no campo. Sou filha de agricultor e ajudo os meus pais e irmãos na agricultura”. Com a formação chegando, já em dezembro deste ano, Josiane ressalta que agarrou as oportunidades por acreditar no seu futuro. “A Casa me deu a oportunidade de aprender que a disciplina gera o respeito e consolida a confiança no ser humano. Sou muito feliz por estar aqui e por ter mudado a minha vida e meus pensamentos. Estudar na CFR-I é um verdadeiro sonho”. A instituição é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Mesmo sofrendo com a perda da mãe, falecida em janeiro de 2010, Camila Mendes Ventura, 22 anos, nunca desistiu de seus sonhos. Seguindo o conselho materno - ser feliz – a jovem Camila, moradora da comunidade pesqueira Barra dos Carvalhos, em Nilo Peçanha (BA), afirma: “Tiro minha força de alguém que fisicamente não está mais comigo, mas que sempre me apoiará”.

Conheça sua bela história:

Como a maioria dos jovens de comunidades pequenas e pouco desenvolvidas, busquei oportunidades na cidade grande. Fui morar em Vitória (ES) com meu pai e, após alguns meses, não consegui me adaptar ao local. A convivência foi ficando cada vez mais difícil. Queria me desenvolver, mas em um lugar onde eu fizesse parte, onde pudesse contribuir para o crescimento de todos. Logo percebi que estava no lugar errado. Então, voltei para minha comunidade e comecei a me organizar. Dei aula de reforço a meninos da 1ª a 5ª séries e catava camarão para ajudar minha mãe que estava desempregada. Voltei a estudar, pois somente assim poderia ter oportunidades na vida. Em 2007, fiquei sabendo de uma seleção para entrar na Casa Familiar das Águas (CFA). Me inscrevi, mesmo que nunca tenha ouvido falar da CFA. Interessei-me pelo projeto, pela proposta para a região e queria saber mais. 

Passei na seleção e comecei a estudar na Casa em agosto de 2007. Daí em diante, minha vida se transformou: tive a oportunidade de me desenvolver na comunidade onde faço parte e ampliar minha visão de futuro. Era tudo o que eu precisava. Tive acesso a diversos conhecimentos, contato com muitas pessoas e participei do Programa de Desenvolvimento de Empresários (PDE). Tudo por meio da contribuição da Fundação Odebrecht. O projeto mais especial que tenho participado é o Círculos de Leitura. Estou há três anos atuando nessa atividade. Primeiro fui multiplicadora e hoje atuo como supervisora. O Círculos é um projeto que, ao mesmo tempo que incentiva a leitura, estimula os jovens a se tornarem reflexivos.

No final de 2009, descobri que minha mãe estava com câncer e a qualquer momento poderia perdê-la. Não sabia o que fazer, me deu vontade de desistir de tudo, mas sabia que no fundo não era isso o que minha mãe queria. Foi um período muito difícil. Em janeiro do ano seguinte, ela faleceu e essa foi a maior perda da minha vida. 

O desafio era minimizar a dor e fazer o que ela sempre me pedia: “seja feliz e busque seu objetivo”. Voltei à rotina e comecei um estágio na CFA. Como conclusão de curso, convidamos os integrantes envolvidos no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDIS) para apresentarem os projetos e cada jovem escolheria em qual gostaria de participar. Dessa forma, me identifiquei com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). 

Em novembro do ano passado, me formei pela CFA, mas continuo estagiando no Ides, no Centro de Pesquisa e Informação, fazendo análise de editais, projetos e documentações. Essa experiência tem sido um grande desafio e venho encarando com responsabilidade, dedicação e espírito de equipe. Meu objetivo é contribuir de maneira significativa com os propósitos do Ides e do PDIS no Baixo Sul da Bahia!

“Eu era um adolescente sem perspectiva de futuro e hoje consigo contribuir com o crescimento da minha família e das comunidades locais”, conta José Renildo Correia, 19 anos. Para ele, essa mudança é resultado do seu aprendizado na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), onde ingressou três anos atrás. O morador da comunidade São Benedito, em Nilo Peçanha (BA), conheceu a instituição de ensino por meio de sua mãe, que o incentivou a participar da seleção.

O jovem está no 3º ano do Curso de Educação Profissional Técnico em Florestas integrado ao Ensino Médio e é um dos idealizadores do Projeto Protagonismo Juvenil, no qual oito estudantes da Cfaf promovem palestras, seminários e ações de reflorestamento para conscientização ambiental nas comunidades do município. “Além disso, realizamos limpeza de nascentes e rios, plantios de mudas de essências florestais e frutíferas, implantamos hortas em escolas e ao todo já foram envolvidas mais de mil pessoas”, afirma.

Além de atuar em conjunto com outros estudantes da Cfaf, o jovem desenvolve práticas produtivas na Fazenda Fonte da Prata em parceria com seu irmão, Jason Arquias, 17 anos, também estudante da Casa Familiar. Complementam a renda da família, o cultivo da banana em consórcio com culturas de ciclo curto (feijão e milho) e a implantação de um apiário – conjunto de colmeias utilizadas para criação de abelhas e colheita de mel ou polinização de culturas agrícola, que contribui com a reprodução de frutos e sementes. “Todas essas atividades aprendi ao longo desses anos”.

Quando questionado sobre o que pensa para o seu futuro, Renildo é claro: “Meu sonho é me desenvolver no que faço junto com meu irmão. Além disso, quero continuar disseminando conhecimento para as comunidades locais, ampliar o apiário e consolidar a parceria com meu irmão para continuarmos no campo”, finaliza.

A Cfaf é uma das instituições de ensino ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht em parceria com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais. 

“Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”. A frase é da jovem Virgínia Melo, 26 anos, estudante de Teologia. Ela participou, em 1995, do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação quando morava em Santa Cruz de Cabrália, região sul da Bahia.

Casada e, atualmente, morando na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, Virgínia contou sua trajetória na página de jovens egressos, em comemoração aos 20 anos de Protagonismo Juvenil.

“Em 1995, fui escolhida para participar do projeto ‘Quem ama preserva’, uma ação educacional feita com jovens na luta pela preservação das instituições de ensino. Por meio desse projeto, a Fundação Odebrecht lançou um desafio para os responsáveis pelo projeto (na época) de escolherem quatro jovens, um de cada cidade do sítio, que tivessem o perfil desejado para desenvolver uma iniciativa de cunho social em Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Prado. Então, fui selecionada e comecei a ser capacitada para desenvolver esse novo projeto.

Surgiu, então, o Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Nós trabalhávamos com a população mais carente e tínhamos um objetivo: espalhar o vírus do IRPS, que significava Ingresso, Regresso, Permanência e Sucesso de todas as crianças na escola.

Foi um projeto muito intenso e um desafio grande, pois nunca tinha feito nada neste sentido e, confesso, cheguei a achar algumas vezes que não conseguiria. Mas foi uma experiência inesquecível que me ensinou a ver as coisas de outra forma, com outros olhos. Em cada obstáculo ultrapassado, surgia uma força maior para enfrentar os próximos.

Eu cresci e só tenho a agradecer às pessoas que estiveram mais próximas de nós, todo o tempo, ensinando, acompanhado e aconselhando. Os educadores foram peças-chave, seres humanos maravilhosos que nos deram a base, nos ensinaram muito. Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”.

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