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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Julliana Neves
Julliana Neves
Despertei meu senso crítico e passei a valorizar ainda mais minha cultura

Julliana Neves, 18 anos, é ex-aluna da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). Moradora do município de Valença (BA), ela conta que a decisão de tentar o processo seletivo da instituição de ensino foi tomada após incentivo do ex-presidente da Cfaf, o agricultor Dorival Santos. “Foi então que me inscrevi e pude fazer parte deste projeto maravilhoso”.

Um dos destaques da turma por ser comunicativa, ela afirma que os monitores e colegas a ajudaram muito durante toda a formação. “Criei, juntamente com outros estudantes, o projeto Protagonismo Juvenil (PPJ), responsável por trocar experiências entre instituição e comunidade. Realizamos ações voltadas para o desenvolvimento socioambiental, tais como palestras de conscientização, reflorestamentos em áreas degradadas”, conta orgulhosa. Após a iniciativa, a jovem realizou capacitações que a permitiu multiplicar conhecimentos ao município de Nilo Peçanha, onde residia na época.

“Agradeço muito por ter participado dos projetos, pois despertei meu senso crítico e passei a valorizar ainda mais minha cultura”, disse. Cássia hoje está na faculdade, fazendo o curso de Pedagogia. “O sangue que corre nas minhas veias é de CFAFIANA! Tenho orgulho em dizer... #Souprotagonistadomeudestino”. A Cfaf é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 84% dos jovens agricultores brasileiros não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho nas grandes cidades. Esse número, crescente a cada ano, é uma realidade para os irmãos Claudilson e Kaliane Silva Santos, moradores da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA). Estudantes do curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), eles levam conhecimentos para a família e começam a planejar o futuro como empresários rurais na região em que vivem.

Com uma educação contextualizada ao campo, vivenciada por meio da Pedagogia da Alternância - onde o jovem passa uma semana em período integral na instituição de ensino e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos - os estudantes precisam ter disciplina e foco para a realização das atividades. Para Claudilson, “uma das coisas mais importantes que aprendemos na CFR-I é o planejamento. Temos metas de estudo e estabelecemos prioridades”. Essa organização, de acordo com os pais dos jovens, Dona Zenilda e Seu Claudio, é o que vem fazendo a diferença em suas vidas na agricultura. Além disso, segundo Kaliane, as técnicas ensinadas permitem alcançar resultados melhores em produtividade. “Com o ensino sobre o manejo dos perfilhos de pupunha, a compostagem para produção de adubo orgânico, melhoramos nossa produção e ainda influenciamos positivamente muitas pessoas na comunidade a trabalhar da melhor forma”, afirmou.

A família possui três hectares de palmito de pupunha, beneficiado e comercializado pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), com produção média anual de 16 mil hastes por hectare. O cultivo é o principal meio de sustento e foi o que, segundo Seu Claudio, garantiu a sua sustentabilidade na zona rural. “Antes, eu trabalhava nas propriedades dos outros. Hoje, tenho minha própria terra e uma renda garantida todo mês”, disse. A família também tem uma área de cacau e uma horta idealizada e mantida pelos irmãos, que serve para consumo e complemento da renda. Tudo realizado, segundo Seu Claudio, “em conjunto”.

Quando perguntados sobre o futuro, os jovens irmãos já sabem aonde querem estar: no mesmo lugar, mas como técnicos formados e engenheiros agrônomos. O sonho, que já está em construção por meio das oportunidades geradas pela CFR-I e Coopalm, instituições que fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, é perceptível na fala de Kaliane: “Não vou mais parar de estudar e quero ajudar a desenvolver cada vez mais a minha região, ao lado da minha família”. 

O que eu mais desejava era ir para a Casa Familiar Rural Agroflorestal [Cfaf]. Sonhava todos os dias em ser selecionada para a primeira turma. Consegui: foi a minha maior vitória.

É com grande satisfação que Diana de Oliveira Santos, 21 anos, conta sua experiência nos projetos ligados ao PDIS. Nascida na comunidade de São Francisco, em Nilo Peçanha, é filha de marisqueira e pedreiro, tem 16 irmãos - dois deles estudam na Casa Familiar do Mar e um na Cfaf. “Estou muito feliz por isso”, afirma.

Confira sua encantadora história:

Há algum tempo, quando eu queria ir para o Rio de Janeiro, surgiu uma oportunidade que me fez mudar de ideia: fui convidada para fazer a seleção da Cfaf. Enquanto meu pai estava receoso, minha mãe dizia que eu devia ir. Para decidir, ouvi meu coração que estava com sede de novos conhecimentos.

Ingressei na Casa em 2006, onde pude participar do projeto Comunicadores Voluntários e de diversas oficinas como Língua Portuguesa, Marketing, filmagem. Depois, fui selecionada junto com mais dois jovens para fazer parte do Programa de Desenvolvimento de Jovens Talentos Protagonistas. Em seguida, conheci o Círculos de Leitura, onde me tornei multiplicadora na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves. Adorei a experiência e tive a sensação de me realizar por aprender e passar o conhecimento para minha comunidade.

Antes de me formar, encontrei mais chances para me desenvolver, pois tenho fome de conhecimento. Dessa forma, com apoio de Liliana Leite e Francisco Pires, tive a oportunidade de atuar na área de Cultura e Integração do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides), contribuindo para os projetos “Eu Adoro Ser Criança”, “Artjovem” e o “Cineclube Vagalume”. Muito bom, porque tinha contato direto com as pessoas e podia ver o sorriso estampado nos rostos delas.

Atualmente estou assumindo um novo desafio: apoiar a área de Comunicação do Ides, o que tem sido muito bom, pois venho conhecendo novas culturas e pessoas que acreditam em nosso potencial. Esta sendo uma nova etapa em minha vida. Também estou compondo a Comunidade dos Formados, o que me deixa muito satisfeita, pois acredito que não devemos esquecer os jovens que passaram pelas Casas Familiares.

Enfim, uma coisa posso declarar com certeza: estou aberta a desafios que possam ajudar no crescimento da minha comunidade.

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