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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Mariene Barbosa
Mariene Barbosa
Experiências e desafios

Foi no dia 25 de outubro de 2003, quanto tinha 18 anos, que Mariene Barbosa decidiu participar de um dia de campo realizado na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). “De fato os horizontes se ampliaram para mim e para os outros jovens participantes, que tivemos a oportunidade e a coragem de ser pioneiros de uma linda história que é a CFR-PTN”, afirma.

Conheça suas experiências:

Participei de diversos projetos, como Programa de Formação de Adolescentes Voluntários, Jovem Raiz e Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas, mas a passagem por três anos pela CFR-PTN contribuiu para que eu desenvolvesse o desejo de facilitar o acesso à informação para a minha comunidade e contribuir com a efetivação da cidadania. Lá tive experiência com associações comunitárias, nas quais fui presidente e secretária administrativa, e realizei seminários rurais e mutirões juntamente com outros jovens. Ou seja, tive a oportunidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos na Casa.

Devido à separação de meus pais, ainda adolescente, tive que trabalhar para ajudar minha mãe nas tarefas domésticas e rurais. Isso permitiu que eu desenvolvesse a consciência de valorizar as oportunidades que surgissem, principalmente na área de educação, algo que era muito distante da minha realidade.

Atualmente, estou trabalhando na área jurídica do Instituto Direito e Cidadania (IDC), coordenando o Balcão de Justiça de Valença (BA). Percebo, assim, que meu sonho vem se concretizado, especialmente no que se refere a minha atuação no Núcleo de Mediação. Esse espaço possibilita e assegura o acesso à justiça e meu papel é oferecer conselhos, sugestões e orientar os cidadãos sobre seus direitos e deveres. A cada etapa que executo, percebo a necessidade constante de aperfeiçoar minhas habilidades profissionais e pessoais. Além disso, encarei um desafio especial, pois saí de minha terra natal para me fixar em outra localidade.

Todos os dias me inspiro no princípio “Educar para a Vida e para Valores”, o que me encoraja a seguir em frente, a aceitar os desafios. Assim, estou sempre em busca de novos conhecimentos a fim de que possam ser aplicados em prol da minha formação e da vida de outras pessoas. Além de fortalecer meu papel como agente do próprio destino. As gerações seguintes merecem um planeta tão bom quanto o que nos foi herdado. E quanto mais responsáveis formos, melhor será o futuro.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Nascido na comunidade Quilombola de Lagoa Santa, em Ituberá, e filho de agricultores, André Carlos Conceição dos Santos, 23 anos, conheceu a Casa Familiar Agroflorestal em 2006, por meio do apoio de seu tio, que, na época, era presidente da associação comunitária e o convidou para uma reunião onde seria apresentado um projeto para criar uma Casa Familiar.

Conheça a história do jovem André:

Após o encontro, tomei a iniciativa de fazer parte do projeto, pois era um dos meus sonhos. Muitas pessoas ficaram receosas com essa minha decisão. Na primeira semana de alternância na Casa, percebi que minha escolha era a mais correta. Dessa forma, adquiri conhecimento e aprendi a importância de ser um agente do desenvolvimento de minha própria comunidade.

Participei de diversos projetos como o Programa de Desenvolvimento de Jovens Talentos Protagonistas, Comunicadores Voluntários e Círculos de Leitura e, em setembro de 2008, comecei um estágio na Cooperativa das Produtoras e Produtores Rurais da Área de Proteção Ambiental do Pratigi. Na mesma época, passei no vestibular e hoje estou cursando o 5° semestre de Administração. Já participei de eventos como a II Jornada Nacional de Jovens do Meio Rural, em Brasília, e o I Seminário de Turismo das Comunidades Quilombola, em São Paulo. Atualmente, estou atuando na área financeira e contábil do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides).

Estou muito feliz em fazer parte do projeto e penso que os jovens se tornam protagonistas quando lhe apresentam oportunidades. E é isso o que a Fundação Odebrecht tem feito: acreditar que somos capazes de olhar o mundo com uma visão diferente.

Antonio Nascimento Santos, 64 anos, chegou à região em 1996, ao lado de sua esposa e dos filhos, em busca de trabalho. “Não tinha onde fazer meus cultivos, aqui foi onde conseguimos. Naquela época, minha maior vontade era ter um pedaço de terra”, relembra. Com a chegada da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) ao assentamento, em 2009, o agricultor encontrou uma oportunidade de crescimento. Com a plantação de palmito de pupunha, Antonio é só esperança. Em até dois anos, colherá, mensalmente, cerca de 750 hastes, o que lhe renderá R$ 1.100 por mês, somente com essa cultura.

Antonio não trabalha sozinho. Com o filho caçula, Antonio Nascimento Santos Filho, o único dos três que permaneceu no assentamento, não divide apenas o nome: compartilha também o amor pela terra. “Agricultura é a minha vida. É o meu negócio”, afirma Antonio Filho, 24 anos, educando da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) – unidade de ensino que, assim como a Coopalm, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Antonio Filho está concluindo a formação de três anos. Durante esse período, teve acesso à capacitação em muitas áreas, como administração rural, solos, culturas perenes e beneficiamento de produtos de origens animal e vegetal, além de noções sobre cooperativismo, educação ambiental e protagonismo juvenil. As novas técnicas aprendidas, aliadas à assistência da Coopalm, têm contribuído para ampliar a produtividade da família.

“É possível viver bem na zona rural e se desenvolver sem a necessidade de migrar para os grandes centros em busca de um sonho que não existe”, assegura o novo empresário rural, que em 2011 associou-se à Coopalm. “Do futuro, só tenho a certeza de que estarei envolvido com agricultura”, garante. Seu pai aposta nesse caminho: “Fico muito feliz em ter meu filho trabalhando na terra. É do campo que a gente consegue tudo”.

Com apenas 14 anos, o jovem João Joaquim de Melo, morador da comunidade de Ouro Preto, localizada no município de Presidente Tancredo Neves (BA), já está liderando seu primeiro projeto na propriedade da família: o cultivo de dois hectares de abacaxi. A atividade integra a formação na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), onde cursa o 1º ano de formação Técnica em Agropecuária integrada ao Ensino Médio.

João conta que encontrou motivação para permanecer na zona rural por influência do seu irmão mais velho, Jailton de Melo, 24 anos, também formado na unidade de ensino. “Pelo exemplo ele me fez acreditar na agricultura e mostrou que o homem do campo tem valor e pode viver de forma digna sem sair do seu local de origem”.

Todos trabalham no projeto produtivo do jovem e nos mais de 40 hectares de mandioca, abacaxi, cacau e banana cultivados pela família. Seu pai, João de Melo, está associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Assim como a CFR-PTN, a Coopatan está ligada ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht com o apoio de parceiros públicos e privados.

Com o destino certo para escoar sua produção, já que a cooperativa comercializa para redes de supermercado em toda a Bahia, a renda média da família pode chegar a mais de R$ 5 mil por mês. Com seus novos aprendizados, o jovem João acredita que pode complementar e enriquecer os resultados já obtidos pela família e ainda contribuir com o crescimento da comunidade. “A técnica é importante para melhorar nosso desenvolvimento. Juntando nossas forças podemos ir mais longe”, diz.

Para seus pais, João e Avelina de Melo, os filhos são motivo de orgulho. “Eles compartilham o que aprendem com produtores e nos mostraram uma nova forma de trabalhar”, ressalta o agricultor João Melo.

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