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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Michele Soares
Michele Soares
Educação pela arte

Em 1995, a Fundação Odebrecht, em parceria com o Centro de Referência Integral do Adolescente (CRIA) do Rio de Janeiro, apoiou a formação do grupo de teatro Os 13 Camaleões para apresentação da peça teatral “O Que Você Acha Disso Tudo?”, sobre adolescência, família e sexualidade. O grupo, formado por adolescentes cariocas, exibia seu trabalho para alunos e educadores de ONGs e escolas públicas municipais do Rio de Janeiro.

Michele Soares, hoje com 29 anos, participou do grupo e atuou na peça. “Além de fazer o que eu mais gostava, contracenar, eu podia levar a cultura e informação para muito jovens“, relembra. Acompanhe na íntegra seu depoimento:

“Quando adolescente, tive a oportunidade de conhecer e participar do projeto “O Que Você Acha Disso Tudo?”. O tema abordado estava relacionado à educação sexual. Trabalhávamos questões sobre doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência, com o apoio e orientação do Centro de Educação Sexual (Cedus), Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Odebrecht. Nossas apresentações eram realizadas em escolas públicas e conversávamos sobre assuntos que ainda eram tabus na sociedade.

No “Os treze Camaleões”, além de fazer o que eu mais gostava, contracenar, eu podia levar cultura e informação para muito jovens, de idades entre 13 e 18 anos, que procuravam esse tipo de orientação e não tinham acesso. Foi uma experiência que fez me sentir muito importante. Contribuir com a formação desses adolescentes me realizou como pessoa. Essa é uma das melhores lembranças da minha vida.

Vivi muitos bons momentos dos quais jamais esquecerei, das pessoas que pude conhecer e dos projetos que pude participar. Infelizmente, a vida não permitiu que eu seguisse o teatro e tive que buscar outros caminhos. Atualmente, estou cursando uma faculdade e me dedicando à área de saúde”. 

Conheça a história de outros jovens apoiados

A administradora Maria do Carmo Oliveira, 28 anos, participou do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação em 1997. Ela contou sua história na página especial sobre os 20 anos de Protagonismo Juvenil. Confira:

“Em 1997, estava-se implantando na minha região o Programa Pacto do Sitio do Descobrimento pela Educação que contemplava os seguintes municípios: Prado, Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Belmonte. Eu estava com 16 anos, vivendo uma adolescência pacata e sem perspectiva de crescimento, visto que morava em Belmonte, uma cidade com o tecido social muito forte, porém pequena e sem muitas novidades. Daí, conheci o programa e comecei a fazer parte deste.

Nesse processo, me tornei uma liderança jovem e montei, junto a outros jovens, a Legião Belmontense pela Educação (LBE), grupo formado por uma média de 30 adolescentes/jovens. Era um grupo que trabalhava com o foco no resultado humano, que tinha na educação a arma para o sucesso desses jovens voluntários. Como todo adolescente, tive muitos conflitos, os quais me fizeram crescer. Com a Fundação Odebrecht, tive várias oportunidades de crescimento pessoal e social, conheci outros jovens e localidades diferentes e, o mais importante, me ensinaram a traçar o meu projeto de vida.

Vivi muitas experiências bacanas e ao findar o programa, em 2000, seguindo o meu projeto de vida, vim morar em Porto Seguro. Ingressei na faculdade de Administração com Habilitação em Marketing e entrei no mercado de trabalho sendo Educadora Ambiental, em uma ação com crianças de 7 a 14 anos, quando pude multiplicar as minhas experiências. Em seguida, passei a atuar como Educadora Social, com grupos de jovens de 15 a 17 anos, e nessa caminhada também conquistei alguns espaços como instrutora de qualificação profissional, trabalhando em comunidades indígenas.

Percebi que não podia deixar de retomar as atividades que aprendi a fazer tão bem no Pacto pela Educação. Resolvi resgatar os jovens do projeto e os mobilizei. Organizei um encontro o qual demos o nome de “I Encontro de Jovens Multiplicadores do Sítio do Descobrimento” com o seguinte objetivo: reencontrar e dividir o desejo de continuar um novo grupo, com uma filosofia melhorada, avaliando os pontos positivos e negativos do Pacto para nós. O resultado foi fantástico. Conseguimos montar um documento e criamos o Instituto Agentes Multiplicadores de Experiências (Amex) que atua nos cinco municípios, replicando as experiências da época do Pacto, porém com um grupo de jovens com formações diferenciadas, o que enriquece o trabalho. Esse grupo, hoje, se reúne mensalmente para planejamento das ações.

Atualmente, sou Conselheira Tutelar e também faço parte da Associação de Mulheres em Ação (MEA). Além disso, estou fazendo pós-graduação em Arte-Educação”.

Desde pequeno, Robenilson Jesus dos Santos, morador da comunidade do Pítia, município de Presidente Tancredo Neves (BA), gostava de ajudar o pai na agricultura. Aos 16 anos, quando ingressou na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), viu que poderia, efetivamente, contribuir com a sua família por meio do trabalho no campo. A unidade de ensino oferece o curso profissional técnico em agropecuária integrado ao Ensino Médio e faz parte do Pacto de Governança do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Em 2013, no seu segundo ano de formação na CFR-PTN, o jovem foi um dos nove estudantes selecionados para o Programa Iniciação Científica Júnior, realizado por meio de uma parceria da instituição com a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. “Ser pesquisador foi um grande incentivo para mim, pois com esse projeto pude identificar novas variedades de mandioca, mais resistentes. Isso serviu de estímulo para minha família e vizinhos continuarem plantando essa cultura”, acredita. Sua pesquisa teve duração de um ano e foi voltada para o controle da mosca branca na mandioca. “Na CFR-PTN também aprendi a forma correta de produzir aipim e banana-da-terra, por meio das aulas teóricas e práticas. No terceiro ano de formação, já tinha uma renda média mensal de R$ 1 mil e 9,7 hectares de plantação”, ressalta.

Foi então em 2014, seu último ano na Casa Familiar Rural, que Robenilson recebeu recursos do Fundo de Acesso à Terra (FAT) para adquirir 15 hectares de área para aumentar a sua produção. “Estou muito feliz por ter sido beneficiado ainda em formação”, comemora. Até então, apenas jovens empresários rurais já formados na Casa Familiar Rural tinham sido beneficiados com o FAT. Radiante com a oportunidade, Robenilson tornou-se associado da Coopatan e, com 20 anos, quer multiplicar seus conhecimentos e se tornar uma referência para sua comunidade. “Hoje penso no futuro com uma visão diferente. Tenho o desejo de manter minha propriedade rural sustentável como um exemplo e quero permanecer no campo com qualidade de vida”, diz.

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