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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Natália Mendes
Natália Mendes
Educadora Social

Prêmio Jovens Voluntários, Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e Programa de Promoção do Voluntariado Jovem. Natália Mendes, 23 anos, participou de quatro projetos apoiados pela Fundação Odebrecht quando adolescente. Acompanhe o relato desta educadora social:
 
“Conheci a Fundação Odebrecht por meio do apoio que foi dado ao Instituto Elo Amigo, no inicio de sua atuação, em 2001-2002. Entrei para receber a formação Pessoal, Social e Empresarial do Programa Aliança com o Adolescente.

Comecei a ver o mundo com outros olhos e sentir a força que tinha, enquanto jovem, de promover mudanças. Participei de movimentos estudantis, a fazer manifesto por uma Universidade para minha região. Passei a entender e discutir Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. E a paixão por tudo isso tomou conta da minha vida, dos meus planos. Foi como entrar num caminho sem volta, pois não era mais a mesma pessoa, não podia continuar fazendo as mesmas coisas.

Participei do Programa de Adolescentes Voluntários, onde foi criado o MOVER - Movimento de Jovens Voluntários do Semi-Árido Cearense. Jovens dos cinco municípios aprenderam a elaborar projetos e os executavam nas suas comunidades. Foram muitas idéias e o desejo de mudança era tanto que entravamos pela noite, planejando e sonhando com dias melhores.

Eu, particularmente, idealizei e executei vários projetos: Campanha para Doação de Sangue, Projeto Semana Feliz e Projeto Sábado Feliz. Coordenei ações de Cinema no Bairro em parceria com SESC. Investi em minha formação e participei de curso de Mobilização Social - Lideranças Comunitárias. Apoiei a realização de Seminários de Juventude e Trabalho, Políticas Públicas para Juventude e Conferências do Plano Nacional da Juventude.

Em 2005, conclui o Técnico em Desenvolvimento Social com habilitação em Desenvolvimento de Comunidades, quando ganhei, junto com outras colegas, a premiação nacional do Técnico Empreendedor 2007 na categoria projeto na área de inclusão social. Hoje, estou trabalhando no Instituto Elo Amigo, como Educadora Social no Projeto Educação Ambiental no Semi-Árido. Estou cursando a faculdade de Serviço Social. Aqui está um pouco da minha história, do meu progresso. E isso tudo começou numa formação que eu achava que ia ser só mais um curso, que a gente começa e logo termina. Ao contrário, essa formação causou uma transformação na minha vida, de futuro, de sonhos e de planos".

Conheça a história de outros jovens apoiados

Aos 14 anos, Vitor Souza ingressava no projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, em Porto Seguro, onde nasceu e mora. “Aprendi muito. Principalmente a valorizar mais a minha vida e meus amigos”, revela o jovem. Atualmente, ele trabalha como comunicador em uma rádio de sua cidade. “Gostaria de dizer, para quem for ler este meu depoimento, que acredite de verdade em seus sonhos. Um dia eles se realizam”.

Conheça a história de Vitor:

“A minha participação no projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação teve início em 2000. Durante um ano, tive a oportunidade de conviver com outros jovens e conheci alguns educadores que marcaram minha vida.

O projeto me ajudou a valorizar mais a minha vida e perceber os amigos que precisavam de uma palavra de conforto. Muitos jovens não conseguem reconhecer o quanto a nossa vida é valiosa e passei a disseminar isso. Ingressei no Grupo de Apoio e prevenção a AIDS (Gapa) da Bahia. Participei de algumas capacitações e me dei conta de como a prevenção é fundamental para a juventude.

Foram quatro anos de muito aprendizado e trabalho na minha cidade, Porto Seguro, e em Salvador, onde aconteciam encontros com outros jovens. Cada um tinha uma maneira de pensar e isso promovia várias discussões. Estudávamos como abordar determinados assuntos nas comunidades.

Nessas idas e vindas, fui convidado a representar o Extremo Sul da Bahia em um evento em Lima, no Peru. Vive momentos fantásticos: dez dias discutindo maneiras de fazer a diferença. Foi uma lição de vida, por isso, quero continuar a ajudar outras pessoas com a minha experiência”. 

A relação com a terra é de longa data. Desde que tinha 12 anos, Marcelo Roma tem contato com o campo. Filho de agricultor e morador da comunidade de Gendiba, localizada no município baiano de Presidente Tancredo Neves, aos 23 anos, o jovem já trilhou o seu caminho: “Sou um empresário rural e tive a chance de mudar minha história. É um momento de focar no trabalho e no desenvolvimento no campo”, acredita.

Roma é ex-aluno da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). Foi em 2012 que concluiu a habilitação técnica em Agropecuária integrada ao Ensino Médio, formação que teve como base a Pedagogia da Alternância: uma semana em período integral, com aulas na sala e no campo, e duas na propriedade de sua família, aplicando os novos conhecimentos. Durante os três anos na CFR-PTN, aprendeu sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solos, irrigação, drenagens, além dos mais diversos cultivos.

No segundo ano de formação, o jovem desenvolveu dois projetos educativo-produtivos focados nos plantios de banana e mandioca. “Trabalhava em parceria com um fazendeiro da região, pois a área da minha família é pequena, apenas dois hectares que estão quase que completamente ocupados”. Os insumos necessários para o cultivo foram fornecidos com o apoio do Tributo ao Futuro.

Roma foi superando os obstáculos que surgiam. “No segundo plantio, ampliei meus projetos reinvestindo os recursos do primeiro: o cultivo de banana aumentou de um para três hectares. O de mandioca, de um para cinco. Sempre foi meu sonho trabalhar na agricultura, mas antes de ingressar na Casa estava desestimulado, porque não tinha rentabilidade”.

Os plantios lhe garantiram retorno financeiro. Mas a falta de terra continuou sendo um obstáculo, até que, uma iniciativa da CFR-PTN em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), da qual é associado, possibilitou a ampliação dos seus cultivos. O Fundo de Acesso à Terra (FAT) é um mecanismo que visa proporcionar assistência financeira a pequenos produtores para que tenham condições de cuidar de seus projetos agrícolas e possam viver exclusiva e integralmente de sua renda gerada no campo. A princípio, sete jovens foram contemplados com a iniciativa e estão sendo apoiados na aquisição de terra. Roma é um deles.

Em três meses, ele superou as metas, antecipando suas plantações. “Estourei o meu orçamento e decidi investir o que tinha. Com o apoio de um jovem parceiro, que também estudou na CFR-PTN, estamos trabalhando porque desejamos um futuro melhor. Queremos mostrar para o mundo que não adianta ter preconceito com os produtores rurais. A gente move a cidade, move o mundo”, acredita Roma.

Agora o jovem faz planos de finalizar o plantio e adquirir novas áreas para melhorar sua renda, que atualmente é de cerca de R$ 2 mil com os cultivos desenvolvidos em terras de terceiros. “Gostaria que o jovem agricultor tivesse mais oportunidades, como a que tive. Uma chance de mudar a história. Realizei o sonho de ter uma propriedade, que posso chamar de minha. Meu foco agora é aqui. Sou dono do meu negócio”, assegura.

Prêmio Jovens Voluntários, Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e Programa de Promoção do Voluntariado Jovem. Natália Mendes, 23 anos, participou de quatro projetos apoiados pela Fundação Odebrecht quando adolescente. Acompanhe o relato desta educadora social:
 
“Conheci a Fundação Odebrecht por meio do apoio que foi dado ao Instituto Elo Amigo, no inicio de sua atuação, em 2001-2002. Entrei para receber a formação Pessoal, Social e Empresarial do Programa Aliança com o Adolescente.

Comecei a ver o mundo com outros olhos e sentir a força que tinha, enquanto jovem, de promover mudanças. Participei de movimentos estudantis, a fazer manifesto por uma Universidade para minha região. Passei a entender e discutir Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. E a paixão por tudo isso tomou conta da minha vida, dos meus planos. Foi como entrar num caminho sem volta, pois não era mais a mesma pessoa, não podia continuar fazendo as mesmas coisas.

Participei do Programa de Adolescentes Voluntários, onde foi criado o MOVER - Movimento de Jovens Voluntários do Semi-Árido Cearense. Jovens dos cinco municípios aprenderam a elaborar projetos e os executavam nas suas comunidades. Foram muitas idéias e o desejo de mudança era tanto que entravamos pela noite, planejando e sonhando com dias melhores.

Eu, particularmente, idealizei e executei vários projetos: Campanha para Doação de Sangue, Projeto Semana Feliz e Projeto Sábado Feliz. Coordenei ações de Cinema no Bairro em parceria com SESC. Investi em minha formação e participei de curso de Mobilização Social - Lideranças Comunitárias. Apoiei a realização de Seminários de Juventude e Trabalho, Políticas Públicas para Juventude e Conferências do Plano Nacional da Juventude.

Em 2005, conclui o Técnico em Desenvolvimento Social com habilitação em Desenvolvimento de Comunidades, quando ganhei, junto com outras colegas, a premiação nacional do Técnico Empreendedor 2007 na categoria projeto na área de inclusão social. Hoje, estou trabalhando no Instituto Elo Amigo, como Educadora Social no Projeto Educação Ambiental no Semi-Árido. Estou cursando a faculdade de Serviço Social. Aqui está um pouco da minha história, do meu progresso. E isso tudo começou numa formação que eu achava que ia ser só mais um curso, que a gente começa e logo termina. Ao contrário, essa formação causou uma transformação na minha vida, de futuro, de sonhos e de planos".

“Posso viver no campo com qualidade de vida”. A afirmação da jovem Letícia Macedo, 15 anos, que está no 2º ano do curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), demonstra toda a sua satisfação por poder continuar vivendo na zona rural, ao lado de sua família, de forma digna.

Moradora da comunidade de Gendiba, localizada em Tancredo Neves (BA), Letícia contribui com o desenvolvimento e o aumento na renda de sua família. Na propriedade dos pais, tem cultivado um hectare de banana tipo terra e está na fase de implantação de dois hectares de aipim e três de mandioca. “A Casa Familiar nos ensina formas de administrar nossos recursos. Com princípios, valores, metas e espírito de servir podemos encontrar tudo no campo, no lugar onde nasci”, diz.

Toda a sua produção é somada ao que seu pai, Veridiano Macedo, entrega à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que oferta produtos de qualidade a parceiros sociais e clientes. “Dessa forma nossos cultivos são comercializados de forma justa e com retorno garantido”, afirma Macedo.

Para ele, é um orgulho que sua filha tenha acesso a uma educação de qualidade para trabalhar no campo, ao seu lado. “Ela está amadurecendo com o aprendizado e estou muito feliz, pois nem todos conseguem matricular seus filhos em uma escola digna. Posso dizer que somos privilegiados”, comenta.

Além de contribuir com o crescimento de sua família, a jovem difunde o aprendizado para os moradores de sua comunidade. “Somos células multiplicadoras do conhecimento e o que aprendi na Casa Familiar pode servir a todos que vivem aqui”, comemora Letícia.

A CFR-PTN e Coopatan contam com o apoio da Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados, por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS).

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