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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Necildo Silva
Necildo Silva
Sinto-me honrado por servir aos agricultores

Todos os dias, Necildo Silva, 27 anos, acorda antes das 5h da manhã para se dirigir ao seu local de trabalho. Pouco mais de 50 minutos de viagem separam os municípios baianos de Santo Antônio de Jesus e Presidente Tancredo Neves, onde ele atua como assistente educador na Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan).

Durante o deslocamento ele aproveita para ler e se atualizar sobre os temas relacionados a sua atividade e planejar as próximas ações. “Sinto-me honrado por servir aos agricultores. Torná-los mais compromissados e disciplinados é um dos meus desafios diários”, assegura Necildo. Em sua rotina, o jovem compartilha as melhores técnicas para manejo de solos, além dos mais diversos cultivos.

Formado em 2010 no curso técnico em agropecuária pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ele conta que antes de ingressar na instituição não tinha perspectivas de viver da agricultura. “Com o tempo, tudo mudou e percebi que precisava mostrar para outras pessoas a importância de permanecermos no campo”, diz.

Ao finalizar os estudos, o primeiro passo foi se tornar um dos associados da Coopatan. “No segundo ano comecei a cultivar abacaxi, aipim e banana tipo terra na propriedade da minha família. Precisava do apoio para escoamento da produção e hoje minha renda somente com esses plantios é de R$ 1.300”.

A vontade de compartilhar os conhecimentos e contribuir com a mudança na vida de outras pessoas fez com que Necildo iniciasse sua atuação como assistente educador na Cooperativa. Desde então, seu objetivo é transmitir os aprendizados e técnicas agrícolas aos que não tiveram oportunidade de uma educação diferenciada no campo.

A rotina do agricultor e as contribuições para o desenvolvimento da região não chegam ao fim quando ele retorna para sua casa. A cada quinze dias, o jovem participa das reuniões da associação de moradores da comunidade do Calumbí 2, em Presidente Tancredo Neves. “Este é mais um momento de interação e troca de experiências com agricultores que também nos ensinam muitas coisas”, completa.

A CFR-PTN e Coopatan são instituições que fazem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Em 14 de março deste ano, um email era endereçado à Fundação Odebrecht via portal Fale Conosco do site da instituição. Nele, uma jovem agradecia pelos conhecimentos adquiridos, em 1998, quando ela participou do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, em Belmonte, sul da Bahia.

“Graças a minha passagem pela Fundação, escolhi trabalhar com crianças e adolescentes, passando para eles minha experiência, tudo que aprendi durante minha caminhada”, declarava Ariane Piedade, hoje com 24 anos. O contato por email deu origem a uma entrevista e agora a história da jovem se junta a de outros talentos na página especial sobre os 20 anos de Protagonismo Juvenil: https://www.fundacaoodebrecht.org.br/protagonismo.

O Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação foi um movimento cidadão de cinco municípios. Articulados pela Fundação Odebrecht, os prefeitos de Belmonte, Eunápolis, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália, representantes da sociedade civil organizada da região, empresários, o Instituto Ayrton Senna e o Ministério da Educação, decidiram formalizar, em outubro de 1997, o compromisso de lutar para ter todas as crianças do sítio do descobrimento na escola até o ano 2000.

Ariane passou cinco anos no projeto, entre a formação e o trabalho como multiplicadora. Ela participou de cursos e palestras, levando o que aprendia para outros adolescentes, nos municípios vizinhos ao seu. “Nossa formação era em questões de cidadania, meio ambiente e educação sexual. Também tivemos acesso a alguns cursos profissionalizantes”, relembra. Ariane, que está na faculdade cursando Serviço Social, conta orgulhosa dos trabalhos voluntários que atualmente desenvolve com crianças e adolescentes da escolinha de circo de Belmonte. “Eu iniciei em 2006, como professora de reforço escolar. Aos poucos, fui me descobrindo como conselheira. Quando eles têm algum problema, eu acompanho a família, apóio no encaminhamento para os órgãos competentes”.

Descobrir seu poder como cidadã foi um dos principais aprendizados adquiridos no projeto Pacto do Sítio. “Sei do poder que os jovens têm para transformar o ambiente em que vivem. Acredito que cada jovem que passou, ou está passando por algum projeto da Fundação Odebrecht, nunca mais será o mesmo”.

Para Jeane Oliveira, 23 anos, a experiência na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) contribuiu bastante para seu crescimento pessoal e profissional. Na Casa, apesar da formação ser voltada para a agricultura, Jeane aprendeu algo muito maior e “que ninguém pode tirar”: os valores morais.

Conheça sua história:

No inicio, foi difícil para comunidade aceitar minha decisão. Foi preciso quebrar paradigmas, ser flexível, paciente e, aos poucos, fui conquistando a confiança de todos. Como sempre, tive o imenso apoio da minha mãe, que sempre me encoraja para lutar pelos meus objetivos. Está sempre ao meu lado e a tenho como minha fonte de inspiração.

Sou formada na primeira turma da CFR-PTN e uma das primeiras coisas que aprendi foi conhecer melhor o município em que vivo e a região do Baixo Sul da Bahia. Isso foi muito importante, pois permitiu saber que somos muito mais do que um pontinho no mapa. Fazemos parte de uma região riquíssima em valores materiais e imateriais.

Tenho crescido pessoal e profissionalmente nas experiências vividas com as comunidades por meio da apresentação de seminários e palestras. Dessa forma, pude transmitir o conhecimento sobre agricultura para minha família e comunidade. Comecei a perceber que eles passaram a ter realmente interesse em aprender o que eu ensinava.

Fiz um curso do Sebrae chamado “Saber a Empreender”, ainda em formação na CFR-PTN, e fiquei em primeiro lugar na categoria “Administração de Empresa”. Descobri mais uma atividade em que eu poderia me desenvolver. Dessa forma, em 2007, comecei um estágio na Área Administrativa da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Durante seis meses, aprendi muitos conceitos, passei a gostar ainda mais e queria me aprofundar. Depois fiz um estágio na Organização de Conservação de Terras, no setor Administrativo-financeiro, por quatro meses. Em janeiro de 2008, voltei para a Coopatan, não mais como estagiária, para atuar na Área Financeira. Foi uma experiência incrível, consegui superar limites pessoais e conquistei meu espaço.

Desde abril de 2009, fui transferida para a equipe da Associação Guardiã da APA do Pratigi, onde continuo atuando na área de Administração Financeira, Fiscal e Contábil. Isso foi um incentivo para ingressar na Faculdade de Ciências Contábeis. Gosto muito do que faço e sempre me dedico, buscando me aperfeiçoar.

Participo também da Comunidade dos Formados, uma nova expectativa para os jovens egressos. Estou na Comissão Pró-Diretória e acredito nessa iniciativa. Acredito que a juventude unida vai ganhar força e aposto na ideia de sermos parceiros.
Com certeza esse não é o fim da historia, pois ainda terei muito que aprender, ensinar e conquistar!

Natural do município de Piraí do Norte (BA), Érica Gonçalves Nascimento tem 21 anos. Aos 18, completou sua formação como Técnica em Florestas pela Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), uma das instituições apoiadas pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS. “Desde que entrei na Casa Familiar, mudei minha perspectiva de vida. Cada experiência foi um aprendizado e ainda hoje sou beneficiada por todo o conhecimento adquirido”, declarou a jovem.

Segundo Érica, a unidade de ensino foi uma oportunidade para aflorar o seu espírito de liderança e senso crítico. “A Cfaf me proporcionou tanto a parte técnica como a parte humana, com a comunicação interpessoal. E quando este relacionamento é harmonioso, contributivo, espontâneo, gera-se satisfação e progresso”, afirmou.

Sobre o protagonismo juvenil - decisão de fazer com o jovem e não para o jovem, entendendo-o como parte da solução e não como problema, ela é enfática: “Para mim, o jovem protagonista é aquele que se compromete em querer fazer a diferença em seu meio”. Com essa percepção e apostando na agricultura, Érica foi mudando a realidade da sua família. “Ao acreditar que seu projeto produtivo é o seu negócio, sua área de produção cresce, a renda aumenta e o sucesso é garantido”, completou.

Em 2013, ano de sua formação na Cfaf, a jovem foi uma das vencedoras do Prêmio PDCIS de Fotografia, realizado pela Fundação Odebrecht, que mobilizou estudantes das instituições ligadas ao Programa PDCIS. Érica representou o seu orgulho em viver no campo com a imagem de uma lavoura de cacau. “A arte no campo é semear, plantar, produzir e colher. São ações como esta que fazem com que os agricultores da região gerem a renda familiar”, disse na época.

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