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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Patrícia dos Santos
Patrícia dos Santos
Sou jovem empresária rural, protagonista da minha própria história

“Sou jovem empresária rural, protagonista da minha própria história”. Com essas palavras, Patrícia Santana dos Santos, 18 anos, da comunidade de Tiriri do Meio, município de Piraí do Norte (BA), se auto define. Aluna da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, ela conta todas as transformações ocorridas desde o início da formação. “Sou parte de uma instituição que entende as necessidades dos jovens das comunidades e que traz uma metodologia de educação que não é apenas aplicada na escola, mas também no campo”, afirma.

Uma das adolescentes apoiadas pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação, ela implantou um hectare de banana e graviola em sua propriedade no ano de 2014. “Esse projeto contribuiu para o meu desenvolvimento empresarial. Atualmente, a produção de banana já está sendo retirada e estamos no segundo corte da área. A graviola está começando a produzir e contamos com uma pequena produção que vem ajudando a fortalecer a renda familiar”, disse.

Outra porta aberta durante a Cfaf, foi, segundo ela, a orientação para o acesso a uma linha de crédito, disponibilizada pelo Banco do Nordeste para pequenos produtores, para que possam desenvolver suas práticas agrícolas. Única mulher a participar do curso de bananacultura do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, ela aproveita todas as oportunidades para crescer na agricultura. “Esse curso contribuiu para meu desenvolvimento tanto nas práticas agrícolas, quanto na economia e planejamento da minha propriedade rural”. Nesse caminho, ela pretende se tornar uma Empresária Rural e contribuir com a transformação da sua comunidade.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Uma família mergulhada no conhecimento como combustível para a transformação. Produtores de cacau, residentes no município de Igrapiúna (BA), Roberto Schreiter e Jaciara de Jesus viram suas vidas mudar quando seus dois filhos, Robert e Hanna Schreiter, começaram a estudar em Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht no Baixo Sul da Bahia. Essas instituições trabalham com a Pedagogia da Alternância, onde os jovens passam uma semana em período integral na unidade de ensino, com aulas na sala e no campo, e duas semanas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados.

“Gostei muito do método e não pensei duas vezes quando meu filho disse que queria estudar lá”, conta Jaciara. Robert, 16, já está no segundo ano de formação da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), que oferece o curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio. Um sonho que está sendo realizado, segundo ele. “Sempre quis entrar na Casa. E a cada dia que passa, fico ainda mais dedicado aos estudos e a tudo que venho apreendendo”. As novas técnicas sobre poda e tratos culturais são repassadas para o pai na plantação de cacau. “Vejo muita diferença na nossa produção. Então, escuto, aprendo e coloco em prática o que ele me diz”, afirmou Roberto, orgulhoso.

Hanna, 15 anos, decidiu se tornar Técnica em Florestas por meio da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), localizada em Nilo Peçanha (BA). Ainda no primeiro ano do curso, ela diz que a sua maior motivação foi a de poder ajudar ainda mais seus pais na zona rural. “Vi o exemplo do meu irmão e quis absorver todo esse conhecimento também, mas com uma formação um pouco diferente. E isso está sendo muito bom, pois trocamos muitas informações que recebemos e repassamos para nossos pais. Estamos crescendo juntos”, disse. Dentre uma das atividades que estão contribuindo para o desenvolvimento dos irmãos, eles implantaram hortas caseiras, que servem não só para a prática de novas técnicas como para incremento da renda.

A imersão da família no ambiente das instituições é tanta que Jaciara foi eleita, em 2016, como Presidente da CFR-I, função composta sempre por pais dos alunos. Para ela, foi mais um motivo para comemorar. “Fiquei muito feliz pois me sinto ainda mais próxima deles e das comunidades que são beneficiadas pela Casa Familiar”, comentou. CFR-I e Cfaf azem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

De pai para filho, de irmão para irmão. Na casa de Seu José Santana, localizada em Ituberá (BA), o cultivo de tilápia está passando pelas gerações e sendo trabalhada com o apoio de todos da família. Associado à Cooperativa dos Aquicultores de Águas Continentais (Coopecon) desde 2013, o agricultor vê com felicidade o rumo que os filhos estão tomando na aquicultura.

Josiel Santana, 18 anos, formou-se no ano passado na Casa Familiar das Águas (CFA) e implantou, com o apoio do Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, um Projeto Educativo-Produtivo (PEP) de tilápia na propriedade. Os jovens apoiados recebem alevinos (filhotes de peixe recém saídos do ovo), ração e a adubação necessária para a atividade.

Edicarlos Santana, 16 anos, está seguindo o mesmo caminho – ele é aluno do Curso de Qualificação em Aquicultura da CFA. Após a despesca do irmão, o jovem agora é beneficiado com o PEP e já começa a sua produção, que será comercializada pela Coopecon. “Primeiro foi o meu pai que virou cooperado e começou a cultivar a tilápia. Depois, com o meu irmão no mesmo rumo, senti que poderia ajudar também”, afirmou Edicarlos.

Aluno do 8º ano do ensino fundamental do Colégio Casa Jovem, instituição que, assim como a Coopecon e a CFA, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), Edicarlos acredita que o curso na CFA está ajudando na sua formação e é um complemento importante para o seu desenvolvimento na zona rural. “Aprendo sobre empresariamento, estudo da água e biologia dos peixes. Além disso, o convívio com outras realidades agrega para viver melhor em comunidade”, afirmou.

Atualmente, a turma em formação da CFA conta com 24 jovens, de 10 comunidades, distribuídas em cinco municípios do Baixo Sul da Bahia. Educando jovens para a vida cidadã e produtiva, integra de forma sinérgica ações focadas no desenvolvimento de novos empresários aquícolas. A formação, que dura um ano, aborda temas como Nutrição de Organismos Aquáticos, Tecnologia do Pescado, Cooperativismo e Associativismo, Gestão e Controle em Piscicultura dentre outros.

O que eu mais desejava era ir para a Casa Familiar Rural Agroflorestal [Cfaf]. Sonhava todos os dias em ser selecionada para a primeira turma. Consegui: foi a minha maior vitória.

É com grande satisfação que Diana de Oliveira Santos, 21 anos, conta sua experiência nos projetos ligados ao PDIS. Nascida na comunidade de São Francisco, em Nilo Peçanha, é filha de marisqueira e pedreiro, tem 16 irmãos - dois deles estudam na Casa Familiar do Mar e um na Cfaf. “Estou muito feliz por isso”, afirma.

Confira sua encantadora história:

Há algum tempo, quando eu queria ir para o Rio de Janeiro, surgiu uma oportunidade que me fez mudar de ideia: fui convidada para fazer a seleção da Cfaf. Enquanto meu pai estava receoso, minha mãe dizia que eu devia ir. Para decidir, ouvi meu coração que estava com sede de novos conhecimentos.

Ingressei na Casa em 2006, onde pude participar do projeto Comunicadores Voluntários e de diversas oficinas como Língua Portuguesa, Marketing, filmagem. Depois, fui selecionada junto com mais dois jovens para fazer parte do Programa de Desenvolvimento de Jovens Talentos Protagonistas. Em seguida, conheci o Círculos de Leitura, onde me tornei multiplicadora na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves. Adorei a experiência e tive a sensação de me realizar por aprender e passar o conhecimento para minha comunidade.

Antes de me formar, encontrei mais chances para me desenvolver, pois tenho fome de conhecimento. Dessa forma, com apoio de Liliana Leite e Francisco Pires, tive a oportunidade de atuar na área de Cultura e Integração do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides), contribuindo para os projetos “Eu Adoro Ser Criança”, “Artjovem” e o “Cineclube Vagalume”. Muito bom, porque tinha contato direto com as pessoas e podia ver o sorriso estampado nos rostos delas.

Atualmente estou assumindo um novo desafio: apoiar a área de Comunicação do Ides, o que tem sido muito bom, pois venho conhecendo novas culturas e pessoas que acreditam em nosso potencial. Esta sendo uma nova etapa em minha vida. Também estou compondo a Comunidade dos Formados, o que me deixa muito satisfeita, pois acredito que não devemos esquecer os jovens que passaram pelas Casas Familiares.

Enfim, uma coisa posso declarar com certeza: estou aberta a desafios que possam ajudar no crescimento da minha comunidade.

Micaías Paiva de Oliveira, hoje com 24 anos, visualizou novas perspectivas para seu futuro ao ingressar no Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre Fundação Odebrecht, Instituto Ayrton Senna, Fundação Kellogg e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES).

Filho de pais separados, Micaías conviveu com a pobreza e a fome por muitos anos, vendendo picolé, banana e mel medicinal nas comunidades vizinhas. Entre idas e vindas, e em busca de melhores condições de vida, despertou a vontade de aprender informática e se tornar um profissional conhecido em sua cidade. Conseguiu fazer seu primeiro curso na área com a ajuda do avô, que percebeu na informática um bom investimento para o futuro do neto.

Hoje ele é um exemplo de jovem protagonista que sonhou alto e fez a vida acontecer. Confira sua história:

“Em 1999, quando eu tinha 15 anos, surgiu a oportunidade de participar da Aliança com o Adolescente. Coloquei todas as minhas expectativas neste Programa, porque acreditava que lá eu me tornaria um bom Agente de Desenvolvimento Local. Fiz minha inscrição e fui selecionado.

Em março de 2000, as ações foram iniciadas. Com o decorrer do tempo, estávamos participando de projetos nas áreas de direito e cidadania, arte e cultura, agricultura orgânica e informática. Tínhamos que passar por todos, mas me identificava mais com ‘informática’. Recebi todo apoio para iniciar meu projeto de vida. Idealizava prestar serviços em informática ao meu município fazendo manutenção de micro-computadores, operação de sistemas, trabalhando como designer, dando aulas.

A Aliança com o Adolescente foi o pontapé inicial da minha nova vida. Nele conhecemos nossos direitos e deveres enquanto cidadãos, e descobrimos que nossos sonhos podem se tornar realidade se formos os protagonistas das nossas histórias. Antes do encerramento do projeto, fui convidado para trabalhar na área de informática da Prefeitura Municipal de Pombos, onde estou até hoje. Atualmente não sou mais um digitador, e, sim, Coordenador dos Programas Sociais, responsável por desenvolver ações que visam a melhoria da qualidade de vida das famílias carentes. Fui o primeiro jovem do meu município (Pombos) a cursar uma Faculdade de Ciência da Computação (Bolsa Kellogg), aumentado muito a minha auto-estima.

Orgulho-me de minha história, pois sei que, quem conhecê-la aprenderá que tudo é possível para aquele que acredita!”.

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