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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Quésia Santos
Quésia Santos
Protagonista de sua história

Quais são as perspectivas para o futuro? O que é preciso para se desenvolver com qualidade? É necessário morar em grandes cidades para conseguir viver de forma digna? Há três anos, esses eram alguns dos questionamentos de Quésia Santos, 18 anos, moradora da comunidade km 29, localizada no município de Piraí do Norte (BA). Ela, que sempre viu seus primos e amigos terminarem o Ensino Médio e se mudarem para os centros urbanos, quer permanecer na zona rural, ao lado de sua família.

Seu sonho começou a se tornar realidade quando dois monitores e o diretor de ensino da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) visitaram sua antiga escola para apresentar a proposta educacional da CFR-I. “Vou lembrar para sempre desse momento. Cheguei em casa e contei aos meus pais sobre a instituição. Inicialmente, não acreditaram, mas fomos conhecer a estrutura e fui uma das alunas selecionadas”, descreve Quésia.

Estudante do 3º ano, a jovem conta que depois da Casa Familiar começou a ver o campo com outros olhos e percebeu sua propriedade como um negócio. “Eu e meu pai não tínhamos diálogo, mas desde que comecei a levar novas técnicas de plantio, sento para conversar com ele, com meu avô e outras pessoas da minha comunidade. Hoje conseguimos trocar experiências sobre um assunto comum a todos”.

Cacau, graviola, banana e feijão são alguns dos cultivos de sua família. “Somado a isso, implantei um hectare de pupunha e vou fazer os primeiros cortes a partir do mês de novembro. Olho para o meu projeto e o vejo como um negócio, pois é a partir dele que começo minha vida como empresária rural”.

O exemplo influenciou sua irmã Camila Santos, que hoje cursa o 2º ano na CFR-I. “Percebi que o conhecimento adquirido aqui pode me levar além do que eu imaginava. Hoje, ajudo minha irmã e complementei seu projeto com mais um hectare de pupunha. Vamos nos tornar sócias”, afirma Camila.

Quando questionada sobre o que quer fazer quando se formar, Quésia conta que quer se tornar uma das associadas da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm). Além disso, quer mudar a realidade dos jovens de sua região. “Sou agente da transformação de minha família, da comunidade e do lugar onde vivo. Quero que todos percebam que não é preciso ir para a cidade trabalhar, que permanecer no campo é também uma opção. A melhor opção”, diz.

A CFR-I e a Coopalm são instituições ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht com o apoio de parceiros públicos e privados.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

Mesmo sofrendo com a perda da mãe, falecida em janeiro de 2010, Camila Mendes Ventura, 22 anos, nunca desistiu de seus sonhos. Seguindo o conselho materno - ser feliz – a jovem Camila, moradora da comunidade pesqueira Barra dos Carvalhos, em Nilo Peçanha (BA), afirma: “Tiro minha força de alguém que fisicamente não está mais comigo, mas que sempre me apoiará”.

Conheça sua bela história:

Como a maioria dos jovens de comunidades pequenas e pouco desenvolvidas, busquei oportunidades na cidade grande. Fui morar em Vitória (ES) com meu pai e, após alguns meses, não consegui me adaptar ao local. A convivência foi ficando cada vez mais difícil. Queria me desenvolver, mas em um lugar onde eu fizesse parte, onde pudesse contribuir para o crescimento de todos. Logo percebi que estava no lugar errado. Então, voltei para minha comunidade e comecei a me organizar. Dei aula de reforço a meninos da 1ª a 5ª séries e catava camarão para ajudar minha mãe que estava desempregada. Voltei a estudar, pois somente assim poderia ter oportunidades na vida. Em 2007, fiquei sabendo de uma seleção para entrar na Casa Familiar das Águas (CFA). Me inscrevi, mesmo que nunca tenha ouvido falar da CFA. Interessei-me pelo projeto, pela proposta para a região e queria saber mais. 

Passei na seleção e comecei a estudar na Casa em agosto de 2007. Daí em diante, minha vida se transformou: tive a oportunidade de me desenvolver na comunidade onde faço parte e ampliar minha visão de futuro. Era tudo o que eu precisava. Tive acesso a diversos conhecimentos, contato com muitas pessoas e participei do Programa de Desenvolvimento de Empresários (PDE). Tudo por meio da contribuição da Fundação Odebrecht. O projeto mais especial que tenho participado é o Círculos de Leitura. Estou há três anos atuando nessa atividade. Primeiro fui multiplicadora e hoje atuo como supervisora. O Círculos é um projeto que, ao mesmo tempo que incentiva a leitura, estimula os jovens a se tornarem reflexivos.

No final de 2009, descobri que minha mãe estava com câncer e a qualquer momento poderia perdê-la. Não sabia o que fazer, me deu vontade de desistir de tudo, mas sabia que no fundo não era isso o que minha mãe queria. Foi um período muito difícil. Em janeiro do ano seguinte, ela faleceu e essa foi a maior perda da minha vida. 

O desafio era minimizar a dor e fazer o que ela sempre me pedia: “seja feliz e busque seu objetivo”. Voltei à rotina e comecei um estágio na CFA. Como conclusão de curso, convidamos os integrantes envolvidos no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDIS) para apresentarem os projetos e cada jovem escolheria em qual gostaria de participar. Dessa forma, me identifiquei com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). 

Em novembro do ano passado, me formei pela CFA, mas continuo estagiando no Ides, no Centro de Pesquisa e Informação, fazendo análise de editais, projetos e documentações. Essa experiência tem sido um grande desafio e venho encarando com responsabilidade, dedicação e espírito de equipe. Meu objetivo é contribuir de maneira significativa com os propósitos do Ides e do PDIS no Baixo Sul da Bahia!

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