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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Rosana Uildes
Rosana Uildes
Aprendiz sempre

Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, OXÊNTE (Grupo de Adolescentes Voluntários), Movimento de Intercâmbio Artístico e Cultural pela Cidadania, Rede de Protagonismo Juvenil, Projeto Pequeno Artilheiro, Instituto Aliança e Programa Jovens Baianos da Fundação Luís Eduardo Magalhães. Muitos foram os caminhos que a jovem Rosana Uildes, 27 anos, trilhou antes de desembarcar no projeto Casa Jovem, no Baixo Sul da Bahia.

Rosa, como é chamada pelos amigos, tem na formação de jovens a sua grande motivação. Paixão que nasce por meio de uma semente plantada em 1996, quando participou de um dos programas apoiados pela Fundação Odebrecht junto ao Liceu de Artes e Ofícios da Bahia. “Aos 15 anos, ingressei no Programa de Aprendizes do Liceu. Esse ponto de partida foi extremamente significativo para a minha trajetória. Com meus pais aprendi valores e princípios, como o de servir e lutar pelos meus objetivos. Já no Liceu, conheci o que significa educação pelo trabalho e tive contato com adolescentes e jovens que desenvolviam projetos sociais nas suas comunidades”, conta.

“Soteropolitana, baiana, brasileira, casada, voluntária, pedagoga e aprendiz sempre”. São essas as palavras usadas por Rosa, que estudou em escola e universidade públicas, para se definir. Em 2001, o grupo coordenado por ela, OXÊNTE, recebeu o Prêmio Jovens Voluntários pelo projeto Eureka, que desenvolvia ações de formação para a cidadania nas escolas públicas de Salvador. Já em 2006, quando atuou no Programa Jovens Baianos, Rosa realizou um dos seus maiores sonhos. “Dediquei todo o meu tempo, criatividade e experiência na formação de jovens e líderes, que atuassem nas suas comunidades”, afirma.

Em 2007, ela aceitou o convite da Fundação Odebrecht e retornou a esta instituição para desenvolver ações junto a adolescentes e jovens da zona rural. “Até então, tinha apenas experiências no território urbano. Sempre movida por desafios, aceitei o convite e estou desbravando o Baixo Sul da Bahia, atuando no Projeto Casa Jovem em Igrapiúna. Espero também aqui dar a minha contribuição, mergulhando de corpo e alma e fazendo a diferença, num novo cenário, mas sempre formando novos protagonistas, líderes do seu destino”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Josiane Silva do Amor Divino, 17 anos, mora na comunidade de Brejo Mole, município de Camamu (BA). Cursando o 3º ano do ensino médio, ela batalhou muito para estar a um passo da formação. “Era uma adolescente muito rebelde, que não dava importância aos estudos. Foi então que conversei com um amigo sobre a Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), onde ele estudava, e fiquei interessada. Quando alguns professores de lá foram até minha antiga escola e falaram sobre o processo seletivo, não tive dúvidas: era lá que eu queria estudar”, afirmou.

Com a aprovação e início das aulas, novos desafios surgiram para Josiane. “Tudo foi dando certo nessa caminhada. Tive alguns obstáculos, que considero como degraus que me levaram a alcançar a vitória. A Casa Familiar mudou bastante a minha vida, me mostrando a realidade, trazendo objetivos, conhecimentos e recursos. Mudei o modo de agir e pensar”, relatou.

Sobre o aspecto profissional, as transformações também foram grandes. “Percebi o valor da agricultura familiar. Os conhecimentos que tenho aqui são a base da minha vida no campo. Sou filha de agricultor e ajudo os meus pais e irmãos na agricultura”. Com a formação chegando, já em dezembro deste ano, Josiane ressalta que agarrou as oportunidades por acreditar no seu futuro. “A Casa me deu a oportunidade de aprender que a disciplina gera o respeito e consolida a confiança no ser humano. Sou muito feliz por estar aqui e por ter mudado a minha vida e meus pensamentos. Estudar na CFR-I é um verdadeiro sonho”. A instituição é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS.

Rita de Cássia Clares de Lima, 25 anos, mora na cidade de Iguatu, no Ceará. Em 1999, ela participou da Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, desenvolvendo um projeto de piscicultura junto com outros adolescentes da região. Hoje, Rita é coordenadora pedagógica do Insituto Elo Amigo e releva que todos os desafios que a vida lhe ofereceu contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal. Acompanhe:

“Iniciei no Projeto Aliança com o Adolescente ainda nas suas primeiras ações de mobilização social, mais precisamente em outubro de 1999. A princípio, como a maioria dos adolescentes, não sabia ao certo o que me esperava, mas sempre tive muito interesse em participar de projetos que promovessem o meu desenvolvimento pessoal e por isso entrei de corpo e alma nas atividades.

Passei pela etapa de formação pessoal e montei uma unidade tecnológica na cadeia produtiva da piscicultura juntamente com outros adolescentes na região de Suassurana, distrito de Iguatu. Era um desafio pela intensidade das atividades e pela distância que tínhamos que percorrer para realizar o manejo dos peixes (cerca de 4 km de bicicleta).

Mas mesmo assim, não media esforços em realizar bem o trabalho e em tentar mostrar para os demais adolescentes do nosso grupo que ali poderia ser uma grande oportunidade nas nossas vidas, como tenho certeza que foi para mim. Por conta da facilidade de coordenação e compromisso com o trabalho, após pouco mais de um ano, fui convidada para assumir uma turma de adolescentes do Centro de Resultados (CR) Adolescentes Solidários do Instituto Elo Amigo. O convite mexeu muito comigo, pois eu passaria a formar outros adolescentes. Motivada pelo desejo de me desenvolver ainda mais, não hesitei e encarei o desafio.

A partir dessa experiência, recebi outro convite, desta vez do coordenador do CR Agroecologia Familiar e comecei, de forma bem mais intensa, a apoiar no desenvolvimento humano e sustentável da região. Sempre me dediquei para realizar um bom trabalho e sobretudo para fazer valer as oportunidades que a mim eram proporcionadas. Mais do que isso, sempre levei muito a sério o meu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, buscando participar ativamente da construção metodológica e estratégica da nossa instituição.

Tal dedicação e empenho foi recompensado gradativamente com novos desafios. Passei a ser coordenadora pedagógica. Neste mesmo período, entre 2006 e 2007, ingressei na universidade e comecei a fazer o curso de Letras/Português, objetivando fortalecer a minha formação continuada e melhorar ainda mais a minha prática pedagógica junto ao Instituto Elo Amigo.

Todas essas etapas fizeram de mim uma jovem que, desde muito cedo, sabia o que queria para mim e para minha região. Tenho que ressaltar que toda a trajetória sempre foi repleta de bons desafios, sobretudo profissionais. O mais novo é o de coordenar o Programa da Agroecologia Familiar, extinto CR Agroecologia Familiar, projeto que, sem sombra de dúvida, me ofereceu e continua oferecendo as melhores oportunidades para meu crescimento pessoal e profissional”.

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