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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Sandro Assunção
Sandro Assunção
Cada um pode escrever a sua história

A vontade de permanecer no campo e contribuir para o desenvolvimento de sua família e da comunidade onde vive é o que move Sandro Assunção. Morador de Itiúba, distrito do município baiano de Taperoá, o jovem de 17 anos diz que sua visão mudou quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), onde cursa o Ensino Médio aliado à habilitação técnica em Sistemas Agroflorestais. “Com o que estou aprendendo, quero colaborar com a mudança da realidade local, me tornando um agente de desenvolvimento do futuro”, conta.

O jovem ressalta seu amadurecimento pessoal e profissional, ao longo dos três anos de formação que está completando na Cfaf, e acredita que o reconhecimento da comunidade é essencial. ”A partir do momento em que difundimos o conhecimento, o agricultor passa a nos admirar e ver que realmente queremos colaborar com todos”.

Filho de agricultores, sua formação propicia melhorias e boas práticas na propriedade onde vive com sua família, além de contribuir com o progresso dos demais moradores. “Com o crescimento da agricultura local, mais jovens vão permanecer no campo. Temos muito a aprender com os produtores mais experientes e muito para oferecer também”, avalia.

Uma das técnicas difundidas e aplicadas por Sandro em sua propriedade é a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), tecnologia social desenvolvida pela Fundação Banco do Brasil, que promove uma agricultura sustentável e alimentação saudável para as famílias rurais. A produção tem como foco a horticultura, que tem seus produtos comercializados, contribuindo para ampliar a renda de produtores. ”As técnicas que aprendemos durante as alternâncias na Cfaf melhoram a produtividade no campo. Além disso, os agricultores da comunidade ficam alegres e satisfeitos quando a gente chega com novas experiências e repassa o que aprendemos”, ressalta.

Sandro também se preocupa com o meio ambiente. Um exemplo disso foi a mobilização que promoveu em seu município, para preservar um riacho local, que estava quase secando. “Utilizei o diálogo para explicar a importância de manter as nascentes vivas, demonstrando na teoria como é possível plantar sem destruir a natureza e conservando as águas”, conta.

Daqui para frente, o jovem quer continuar trabalhando junto com a comunidade e prosseguir nos estudos. “Antes eu pensava como muitos jovens, que querem se formar e sair do campo, mas hoje sei que não quero mais fugir da minha realidade, mas transformá-la. Quero viver de forma tranquila e sustentável no lugar onde nasci”, finaliza.

Conheça a história de outros jovens apoiados

“Sinto-me parte desta história e tenho muito orgulho em ajudar a recontá-la”. A frase é da psicóloga Rebeca Bulhosa, 32 anos, um dos talentos egressos que gravaram depoimentos para o vídeo comemorativo - 20 anos de Protagonismo Juvenil. O documentário pode ser visto pelos visitantes da exposição, de mesmo tema, lançada em 27 de outubro, no Edifício-Sede da Odebrecht em Salvador.

Rebeca participou do Programa de Formação de Adolescentes Voluntários, Prêmio Fundação Odebrecht - O Adolescente por uma Escola Melhor, Projeto Educação: um Exercício de Cidadania, Programa de Formação de Adolescentes Voluntários e Prêmio Fundação Odebrecht - Gravidez na Adolescência. Conheça esta trajetória:

“Conheci a Fundação Odebrecht durante a apresentação dos resultados do primeiro prêmio que a ela estava realizando com o foco na adolescência. Nesta época eu devia ter uns 13 ou 14 anos. Fiquei tão empolgada que acabei participando das oficinas para produção do material de divulgação do prêmio seguinte e depois atuando como monitora das oficinas com estudantes, junto com um grupo de jovens.

A experiência foi tão bacana que provocou a estruturação do Grupo de Adolescentes Voluntários Mutação. Tudo que vivi durante este projeto me marcou profundamente. O grupo influenciou muito as minhas escolhas não só profissionais, mas pessoais e me ajudou a descobrir as minhas potencialidades e fragilidades.

Ensinou-me também a me relacionar melhor com as pessoas, entender minha família e me mostrou como eu poderia colaborar com a melhoria da qualidade de vida de outras pessoas, principalmente de outros jovens como eu.

Depois disto, passei por várias organizações sociais de Salvador, me graduei em Psicologia e atualmente sou técnica do Instituto Aliança. Tudo que aprendi está impresso na minha forma de atuar e no meu coração”.

Aos 28 anos, Demis Mota, cidadão de Eunápolis, é formado em Marketing e pós-graduado em Recursos Humanos. Há 11 anos, ele ingressava no Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação realizado em cinco municípios (Belmonte, Eunápolis, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália). O compromisso firmado era o de lutar para ter todas as crianças do sítio do descobrimento na escola até o ano 2000.

A participação de Demis neste projeto mudou sua vida. Acompanhe:

“Ao ingressar no Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, pude entender realmente o quanto a educação é importante para o desenvolvimento da cidade e do cidadão.

Durante o programa, percebi que era uma liderança. Criamos um grupo que se chamava Clube de Amigos Democráticos de Eunápolis e que tinha a função de ajudar aos mais necessitados arrecando cobertores e alimentos.

Éramos 25 jovens voluntários em busca de melhorias para o nosso município. Com a vinda da Fundação Odebrecht, tivemos oportunidades de trocar experiências. Com a passar do tempo, entendi realmente o papel do voluntariado e acabei descobrindo a força que tenho para poder lutar pela transformação da nossa realidade.

Em 2008, resolvemos não deixar perder tudo que vivemos e decidimos reunir todos os jovens que tiveram as mesmas experiências para o I Encontro de Jovens do Sítio do Descobrimento.

Construímos uma nova proposta e criamos o Instituto AMEX (Agentes Multiplicadores de Experiências), onde nos reunimos e passamos para outros jovens as experiências que vivemos e assim vamos descobrindo novos líderes juvenis.

No Pacto do Sítio, aprendi a dividir emoções, compartilhar problemas, rir e chorar, além de ter alcançado um crescimento pessoal”.

A agricultura familiar pode parecer simples na nomenclatura, mas a sua atividade econômica vem ganhando forças no abastecimento interno do país. É o que mostra alguns dados do Ministério da Agricultura, que a aponta como responsável por 70% dos produtos rurais que estão na mesa dos brasileiros. Na Bahia, a produção de farinha, por exemplo, atinge a marca de 91%.

Em Presidente Tancredo Neves, uma família de produtores rurais trabalha em conjunto para o fortalecimento da agricultura na sua região. Na propriedade de 6 hectares de Dona Miralva e Seu Vanderley dos Santos, a produção de banana-da-terra, aipim e mandioca é cultivada com a ajuda do filho Joivan dos Santos. O jovem de 18 anos estuda na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), instituição apoiada pela Fundação Odebrecht, e aprende novas tecnologias e formas sustentáveis para auxiliar o desenvolvimento das plantações. Mas, segundo ele, sua contribuição só foi reconhecida aos poucos. “Meus pais tiveram resistência em aceitar as novidades que trago da Casa Familiar. Hoje, eles notam a diferença que certas ações podem fazer em nossa produção agrícola”, conta orgulhoso.

Miralva, a mãe, não esconde que o trabalho em conjunto com o filho agregou em termos de qualidade dos produtos e de informação sobre as novas tendências da agricultura. “Ficamos cientes do que há de mais eficiente para cada tipo de cultivo. Todos participam e, juntos, estamos construindo um futuro muito promissor”, afirma. Ela é associada à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que beneficia e agrega valor aos produtos da família, garantindo uma renda segura todo mês.

Em 1995, a Fundação Odebrecht, em parceria com o Centro de Referência Integral do Adolescente (CRIA) do Rio de Janeiro, apoiou a formação do grupo de teatro Os 13 Camaleões para apresentação da peça teatral “O Que Você Acha Disso Tudo?”, sobre adolescência, família e sexualidade. O grupo, formado por adolescentes cariocas, exibia seu trabalho para alunos e educadores de ONGs e escolas públicas municipais do Rio de Janeiro.

Michele Soares, hoje com 29 anos, participou do grupo e atuou na peça. “Além de fazer o que eu mais gostava, contracenar, eu podia levar a cultura e informação para muito jovens“, relembra. Acompanhe na íntegra seu depoimento:

“Quando adolescente, tive a oportunidade de conhecer e participar do projeto “O Que Você Acha Disso Tudo?”. O tema abordado estava relacionado à educação sexual. Trabalhávamos questões sobre doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência, com o apoio e orientação do Centro de Educação Sexual (Cedus), Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Odebrecht. Nossas apresentações eram realizadas em escolas públicas e conversávamos sobre assuntos que ainda eram tabus na sociedade.

No “Os treze Camaleões”, além de fazer o que eu mais gostava, contracenar, eu podia levar cultura e informação para muito jovens, de idades entre 13 e 18 anos, que procuravam esse tipo de orientação e não tinham acesso. Foi uma experiência que fez me sentir muito importante. Contribuir com a formação desses adolescentes me realizou como pessoa. Essa é uma das melhores lembranças da minha vida.

Vivi muitos bons momentos dos quais jamais esquecerei, das pessoas que pude conhecer e dos projetos que pude participar. Infelizmente, a vida não permitiu que eu seguisse o teatro e tive que buscar outros caminhos. Atualmente, estou cursando uma faculdade e me dedicando à área de saúde”. 

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