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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Silenilda Santos
Silenilda Santos
Sonho realizado

Jovem da primeira turma da Casa Familiar Rural de Presidente Tancedo Neves (CFR-PTN), Silenilda Oliveira dos Santos, 23 anos, mora na comunidade do Julião e hoje faz parte do quadro de colaboradores da Casa. Agradecida por conhecer a instituição, afirma que é muito feliz por contribuir para o crescimento daquilo que um dia foi um sonho.

Confira o depoimento dessa jovem protagonista:

A Casa teve e tem uma representação muito grande em minha vida. Talvez por eu ser mulher e filha de agricultores que não tiveram condições financeiras para investirem nos estudos. Meus pais se separaram quando eu tinha 10 anos. Por isso, tive que começar a trabalhar muito cedo para ajudar minha mãe.

Eu tinha muita dificuldade para me relacionar com outras pessoas. Assim como alguns jovens da Casa, pensava em concluir o ensino médio e ir para grandes cidades em busca de emprego. Porém, a Casa Familiar Rural me proporcionou algo diferente: ensinou a cuidar de mim, cuidar do que é meu, da minha família, da minha propriedade e até mesmo da minha comunidade.

Hoje faço parte do quadro de colaboradores da CFR-PTN e sou muito feliz, pois sei que estou contribuindo para o crescimento daquilo que um dia foi um sonho. Depois da convivência na Casa, passei a desenvolver meu lado profissional e a enxergar as pessoas à minha volta como importantes para meu crescimento. Estou cursando a Faculdade de Ciências Contábeis e quero continuar colaborando para o desenvolvimento da CRF-PTN e de outros jovens. E dessa forma, mostrar o que sei e o que posso fazer para melhor servir meu município e minha comunidade.

Conheça a história de outros jovens apoiados

"Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida”. É desta maneira que Timóteo Liberato de Mattos, 28 anos, resume sua passagem pelos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht.

Em 1995, ele participou do Prêmio Fundação Odebrecht - O Adolescente por uma Escola Melhor. “Em parceria com um colega de escola, Luciano dos Santos, fui terceiro colocado no Prêmio, cuja temática foi projetos que buscavam melhorar a qualidade da educação no Brasil”. O prêmio estimulava aos adolescentes para o uso de sua criatividade, sua linguagem e sua visão de mundo na elaboração de ações e materiais educativos. Viabilizou a execução do projeto Corrente pra Frente e a produção do kit Brasil “Treta” ou Tetracampeão.

Veja o depoimento de Timóteo:

Meu projeto teve por objeto a implantação de uma rádio estudantil, que veiculasse programas relacionados com a vida de estudante e temas correlatos, próprios do educando.

Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida. Ainda na fase de elaboração, apresentou-me a um mundo completamente novo, onde era possível descortiná-lo e pensá-lo, e melhor, tentar mudá-lo. À época tinha 15 anos, e devo à Fundação Odebrecht a oportunidade proporcionada de enveredar pelos problemas que assolavam nosso sistema educacional e meditar, sobre como poderia contribuir para remediar essa chaga social.

Se pudesse falar em rito de passagem em nossa sociedade urbana, diria eu que este foi o meu primeiro, dada a intensidade da virada que se operou em minha vida. Somou-se ao Prêmio, a participação, em virtude da colocação conquistada, no Encontro Nacional de Jovens (ENJ), que também foi uma experiência de maturação e crescimento de valor inestimável.

Se tivesse réguas pra medir experiências pessoais, poderia dizer que o prêmio e a o ENJ, me conferiram os centímetros que me faltavam pra ingressar no mundo, como cidadão despertado e um pouco mais crescido. Hoje, advogado formado, aos 28 anos, ainda lembro vivamente desses momentos, sobretudo no que eles significaram para o meu crescimento como pessoa e como cidadão”.

Mesmo sofrendo com a perda da mãe, falecida em janeiro de 2010, Camila Mendes Ventura, 22 anos, nunca desistiu de seus sonhos. Seguindo o conselho materno - ser feliz – a jovem Camila, moradora da comunidade pesqueira Barra dos Carvalhos, em Nilo Peçanha (BA), afirma: “Tiro minha força de alguém que fisicamente não está mais comigo, mas que sempre me apoiará”.

Conheça sua bela história:

Como a maioria dos jovens de comunidades pequenas e pouco desenvolvidas, busquei oportunidades na cidade grande. Fui morar em Vitória (ES) com meu pai e, após alguns meses, não consegui me adaptar ao local. A convivência foi ficando cada vez mais difícil. Queria me desenvolver, mas em um lugar onde eu fizesse parte, onde pudesse contribuir para o crescimento de todos. Logo percebi que estava no lugar errado. Então, voltei para minha comunidade e comecei a me organizar. Dei aula de reforço a meninos da 1ª a 5ª séries e catava camarão para ajudar minha mãe que estava desempregada. Voltei a estudar, pois somente assim poderia ter oportunidades na vida. Em 2007, fiquei sabendo de uma seleção para entrar na Casa Familiar das Águas (CFA). Me inscrevi, mesmo que nunca tenha ouvido falar da CFA. Interessei-me pelo projeto, pela proposta para a região e queria saber mais. 

Passei na seleção e comecei a estudar na Casa em agosto de 2007. Daí em diante, minha vida se transformou: tive a oportunidade de me desenvolver na comunidade onde faço parte e ampliar minha visão de futuro. Era tudo o que eu precisava. Tive acesso a diversos conhecimentos, contato com muitas pessoas e participei do Programa de Desenvolvimento de Empresários (PDE). Tudo por meio da contribuição da Fundação Odebrecht. O projeto mais especial que tenho participado é o Círculos de Leitura. Estou há três anos atuando nessa atividade. Primeiro fui multiplicadora e hoje atuo como supervisora. O Círculos é um projeto que, ao mesmo tempo que incentiva a leitura, estimula os jovens a se tornarem reflexivos.

No final de 2009, descobri que minha mãe estava com câncer e a qualquer momento poderia perdê-la. Não sabia o que fazer, me deu vontade de desistir de tudo, mas sabia que no fundo não era isso o que minha mãe queria. Foi um período muito difícil. Em janeiro do ano seguinte, ela faleceu e essa foi a maior perda da minha vida. 

O desafio era minimizar a dor e fazer o que ela sempre me pedia: “seja feliz e busque seu objetivo”. Voltei à rotina e comecei um estágio na CFA. Como conclusão de curso, convidamos os integrantes envolvidos no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDIS) para apresentarem os projetos e cada jovem escolheria em qual gostaria de participar. Dessa forma, me identifiquei com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). 

Em novembro do ano passado, me formei pela CFA, mas continuo estagiando no Ides, no Centro de Pesquisa e Informação, fazendo análise de editais, projetos e documentações. Essa experiência tem sido um grande desafio e venho encarando com responsabilidade, dedicação e espírito de equipe. Meu objetivo é contribuir de maneira significativa com os propósitos do Ides e do PDIS no Baixo Sul da Bahia!

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