Apoie Nossa Causa

Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Timóteo de Mattos
Timóteo de Mattos
Experiências que marcam a vida

"Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida”. É desta maneira que Timóteo Liberato de Mattos, 28 anos, resume sua passagem pelos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht.

Em 1995, ele participou do Prêmio Fundação Odebrecht - O Adolescente por uma Escola Melhor. “Em parceria com um colega de escola, Luciano dos Santos, fui terceiro colocado no Prêmio, cuja temática foi projetos que buscavam melhorar a qualidade da educação no Brasil”. O prêmio estimulava aos adolescentes para o uso de sua criatividade, sua linguagem e sua visão de mundo na elaboração de ações e materiais educativos. Viabilizou a execução do projeto Corrente pra Frente e a produção do kit Brasil “Treta” ou Tetracampeão.

Veja o depoimento de Timóteo:

Meu projeto teve por objeto a implantação de uma rádio estudantil, que veiculasse programas relacionados com a vida de estudante e temas correlatos, próprios do educando.

Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida. Ainda na fase de elaboração, apresentou-me a um mundo completamente novo, onde era possível descortiná-lo e pensá-lo, e melhor, tentar mudá-lo. À época tinha 15 anos, e devo à Fundação Odebrecht a oportunidade proporcionada de enveredar pelos problemas que assolavam nosso sistema educacional e meditar, sobre como poderia contribuir para remediar essa chaga social.

Se pudesse falar em rito de passagem em nossa sociedade urbana, diria eu que este foi o meu primeiro, dada a intensidade da virada que se operou em minha vida. Somou-se ao Prêmio, a participação, em virtude da colocação conquistada, no Encontro Nacional de Jovens (ENJ), que também foi uma experiência de maturação e crescimento de valor inestimável.

Se tivesse réguas pra medir experiências pessoais, poderia dizer que o prêmio e a o ENJ, me conferiram os centímetros que me faltavam pra ingressar no mundo, como cidadão despertado e um pouco mais crescido. Hoje, advogado formado, aos 28 anos, ainda lembro vivamente desses momentos, sobretudo no que eles significaram para o meu crescimento como pessoa e como cidadão”.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Em 1995, a Fundação Odebrecht, em parceria com o Centro de Referência Integral do Adolescente (CRIA) do Rio de Janeiro, apoiou a formação do grupo de teatro Os 13 Camaleões para apresentação da peça teatral “O Que Você Acha Disso Tudo?”, sobre adolescência, família e sexualidade. O grupo, formado por adolescentes cariocas, exibia seu trabalho para alunos e educadores de ONGs e escolas públicas municipais do Rio de Janeiro.

Michele Soares, hoje com 29 anos, participou do grupo e atuou na peça. “Além de fazer o que eu mais gostava, contracenar, eu podia levar a cultura e informação para muito jovens“, relembra. Acompanhe na íntegra seu depoimento:

“Quando adolescente, tive a oportunidade de conhecer e participar do projeto “O Que Você Acha Disso Tudo?”. O tema abordado estava relacionado à educação sexual. Trabalhávamos questões sobre doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência, com o apoio e orientação do Centro de Educação Sexual (Cedus), Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Odebrecht. Nossas apresentações eram realizadas em escolas públicas e conversávamos sobre assuntos que ainda eram tabus na sociedade.

No “Os treze Camaleões”, além de fazer o que eu mais gostava, contracenar, eu podia levar cultura e informação para muito jovens, de idades entre 13 e 18 anos, que procuravam esse tipo de orientação e não tinham acesso. Foi uma experiência que fez me sentir muito importante. Contribuir com a formação desses adolescentes me realizou como pessoa. Essa é uma das melhores lembranças da minha vida.

Vivi muitos bons momentos dos quais jamais esquecerei, das pessoas que pude conhecer e dos projetos que pude participar. Infelizmente, a vida não permitiu que eu seguisse o teatro e tive que buscar outros caminhos. Atualmente, estou cursando uma faculdade e me dedicando à área de saúde”. 

Elvis da Luz Souza, 19 anos, e o pai, Paulo Pinheiro de Souza, não escondem que a vida está tomando um rumo repleto de esperança e de realizações com a agricultura. O jovem, formado no curso Técnico em Florestas da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf) e associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), implantou, em 2014, seu projeto produtivo de um hectare da banana-da-terra (o equivalente a 1.000 pés da fruta) com o apoio dos monitores da instituição de ensino, na elaboração do projeto, e de insumos, como adubo e mudas, via Tributo ao Futuro, programa da Fundação Odebrecht.

No final do ano passado, o jovem empresário rural finalizou a produção e escoou cerca de 25.000 kg de banana-da-terra à Coopatan. Segundo Elvis, o resultado da sua primeira safra seguiu as suas expectativas. “Consegui entregá-la conforme o plano de ação que pactuei com a cooperativa. Com a renda, já estou começando a investir em outras áreas”, explica. Sobre o apoio do Tributo ao Futuro, ele ressalta que foi fundamental para que conseguisse tornar a plantação realidade. “Seria impossível implantarmos o projeto pois só tínhamos a mão de obra familiar e a área disponível, nos faltava os insumos”, ressalta Elvis.

Além do auxílio dos pais, agricultores familiares, Elvis conta com o apoio dos irmãos Everlane e Elton. Ambos seguiram seu exemplo e já estão no segundo dos três anos de ensino da Cfaf. A família é um modelo na comunidade de Paulista, município de Nilo Peçanha (BA). “É muito bom saber que somos exemplo e que estamos contribuindo para o desenvolvimento da nossa região”, diz. Segundo o jovem, vizinhos fazem visitas em seu plantio para perguntar sobre adubação e tratos culturais da banana-da-terra. “É gratificante, pois eu posso repassar minhas experiências de plantio e as técnicas que venho absorvendo até hoje através do conhecimento que aprendi na Casa Familiar Agroflorestal”, conta orgulhoso.

Cfaf e Coopatan fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS – Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrando com Sustentabilidade. A cooperativa atua em dois focos: desenvolvimento da tecnologia de produção e sua organização com posterior beneficiamento, visando agregação de valor e maior renda aos associados.

Aleelba de Melo tinha apenas 17 anos quando ingressou, em 2010, no projeto Trilhando Caminhos. Moradora da zona rural do município de Presidente Tancredo Neves (BA), a jovem, hoje com 23 anos, aprendeu a superar a timidez e viu que poderia fazer a diferença em sua região. Tornou-se, segundo ela, uma agente da transformação.

“Não via perspectivas aqui e pensava em ir para a cidade após concluir o segundo grau. Mal sabia que poderia ficar e crescer junto com minha comunidade”, afirmou Aleelba. No Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), que integra o Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, a jovem encontrou ferramentas para exercer um papel de liderança e de responsabilidade social. Passou, desde então, a participar de ações sociais desenvolvidas em seu município. “Conheci o Protagonismo Juvenil e o poder de mudança que o jovem tem”, disse.

Foi também por meio do projeto que ela encontrou sua vocação profissional: a Pedagogia. “Acredito que essas experiências tenham despertado em mim o interesse pela área de humanas”, disse. Atualmente, Aleelba cursa o quinto semestre do curso superior e, após convite do IDC, passou a fazer parte da equipe técnica do Trilhando Caminhos, contribuindo com a formação de adolescentes por meio das oficinas socioeducativas. “Já estive dos dois lados e me orgulho em ser exemplo”, ressaltou.

Quando questionada sobre o que deseja para o futuro, Aleelba é enfática: “Terminar a faculdade, fazer especializações e continuar atuando na área social, tornando-me referência na capacitação de adolescentes e jovens da minha cidade”.

Sobre o Trilhando Caminhos
Apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, o projeto estimula o Protagonismo Juvenil - filosofia que retira o jovem da posição de beneficiário passivo para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade - e oportuniza que adolescentes aprendam temáticas sociais e desenvolvam habilidades de liderança. Em 2015, 40 jovens concluíram o curso.

Todos os dias, Necildo Silva, 27 anos, acorda antes das 5h da manhã para se dirigir ao seu local de trabalho. Pouco mais de 50 minutos de viagem separam os municípios baianos de Santo Antônio de Jesus e Presidente Tancredo Neves, onde ele atua como assistente educador na Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan).

Durante o deslocamento ele aproveita para ler e se atualizar sobre os temas relacionados a sua atividade e planejar as próximas ações. “Sinto-me honrado por servir aos agricultores. Torná-los mais compromissados e disciplinados é um dos meus desafios diários”, assegura Necildo. Em sua rotina, o jovem compartilha as melhores técnicas para manejo de solos, além dos mais diversos cultivos.

Formado em 2010 no curso técnico em agropecuária pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ele conta que antes de ingressar na instituição não tinha perspectivas de viver da agricultura. “Com o tempo, tudo mudou e percebi que precisava mostrar para outras pessoas a importância de permanecermos no campo”, diz.

Ao finalizar os estudos, o primeiro passo foi se tornar um dos associados da Coopatan. “No segundo ano comecei a cultivar abacaxi, aipim e banana tipo terra na propriedade da minha família. Precisava do apoio para escoamento da produção e hoje minha renda somente com esses plantios é de R$ 1.300”.

A vontade de compartilhar os conhecimentos e contribuir com a mudança na vida de outras pessoas fez com que Necildo iniciasse sua atuação como assistente educador na Cooperativa. Desde então, seu objetivo é transmitir os aprendizados e técnicas agrícolas aos que não tiveram oportunidade de uma educação diferenciada no campo.

A rotina do agricultor e as contribuições para o desenvolvimento da região não chegam ao fim quando ele retorna para sua casa. A cada quinze dias, o jovem participa das reuniões da associação de moradores da comunidade do Calumbí 2, em Presidente Tancredo Neves. “Este é mais um momento de interação e troca de experiências com agricultores que também nos ensinam muitas coisas”, completa.

A CFR-PTN e Coopatan são instituições que fazem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

Newsletter
Quer apoiar nossa causa?
Cadastre nome e e-mail e aguarde nosso contato.
preload
2018 - 2019. Fundação Odebrecht. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital