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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Valdiane da Silva
Valdiane da Silva
Formação para a vida

Acompanhe o emocionante depoimento da jovem educadora Valdiane Soares da Silva, 24 anos.

“Fiz a formação de Agente de Desenvolvimento Local – ADL, no período de 2000 a 2002, promovida pelo Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA, na Bacia do Goitá (PE). A iniciativa fazia parte do Programa Aliança com o Adolescente para o Desenvolvimento Sustentável do Nordeste.

Este programa marca minha vida até os dias atuais. Foi uma formação diferenciada, uma formação para a vida, como já dizia Paulo Freire “é preciso perceber a educação na perspectiva da libertação e da humanização de homens e mulheres”.

Então, falar da minha trajetória no Projeto Aliança e no SERTA é falar de história, ou melhor, é a resignificação da história. E como “... a história não deve ser pensada apenas como resgate do passado, mas sim utilizada como marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências. Reforçam vínculos presentes. Criam empatia com a trajetória e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros” (Karen Worcman).

Falando em história, as aprendizagens foram muitas: desenvolvimento pessoal, informática e comunicação, direito e cidadania, agricultura orgânica, juventudes e políticas públicas, entre outras, que não cabem numa folha de papel. O tempo passa, a gente cresce, amadurece e aí chegar à hora de sermos profissionais reconhecidos e valorizados na região, no município.

Hoje, sou referência onde chego, as pessoas me reconhecem e ainda dizem “ah, você tem um olhar crítico sobre o mundo, você é do SERTA”. Também tive a oportunidade de cursar universidade, fiz Letras, estou concluindo especialização em Leitura e Produção Textual. Sou educadora do SERTA, coordeno o setor de Monitoramento e Avaliação. Enfim, o Projeto Aliança faz parte da minha história e se eu cheguei até aqui foi porque alguém acreditou e investiu em mim. Obrigada por tudo!”

Conheça a história de outros jovens apoiados

No caderno de Gustavo Nascimento, 15 anos, fórmulas matemáticas dividem espaço com anotações sobre horticultura e administração rural. E quando não está adquirindo novos conhecimentos teóricos, é no campo, com aulas práticas, que o seu aprendizado vem sendo fortalecido. A formação é oferecida pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) com o curso de Formação Técnica em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

“Um dos diferenciais da escola é a visão empresarial para o futuro", explica Quionei Araújo, Diretor da unidade de ensino. Por isso, ele ressalta a importância de combinar a teoria, a prática e a visão de negócio, contextualizadas à realidade da zona rural, e, sobretudo, potencializar os valores sociais e ambientais. “Estou conseguindo enxergar a agricultura, que é a base da minha família, com uma visão diferente. É um ensinamento muito bom, que já está fazendo a diferença na minha vida”, conta o estudante, filho de pequenos produtores da comunidade de Nova Esperança, em Wenceslau Guimarães (BA).

Com o incentivo da Casa Familiar e de projetos como o de Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado via Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, Gustavo já começa a assumir responsabilidades como agricultor. “Tenho o meu próprio projeto produtivo, onde posso aplicar o que aprendo e ainda gerar lucro, podendo reinvestir para próximas colheitas”, afirma. O adolescente planta banana-da-terra e mandioca em uma área de dois hectares. Segundo Araújo, a atividade estimula uma "cultura rural empreendedora, com foco na geração de trabalho e renda buscando dessa forma a permanência dos adolescentes no campo e o desenvolvimento local e regional sustentável”.

A CFR-PTN é apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). A atuação está concentrada em 11 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, onde vivem 285 mil pessoas.

Desde que ingressou nos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht, Ailton Pereira destacava-se nas ações que desenvolvia.

Em 2002, Ailton Pereira, 24, já era apresentado em uma matéria publicada na Odebrecht Informa 103 (publicação bimestral da Organização Odebrecht) como um “adolescente amadurecido, consciente do seu potencial de liderança e comprometido com o desenvolvimento socioeconômico da sua comunidade”.

Ele ingressou no Programa Aliança com o Adolescente participando do projeto Informática e Cidadania. “O objetivo da ação era fazer com que as comunidades carentes implantassem tele centros. Fiz parte da primeira turma de capacitação e já fui instrutor da segunda turma”, relembra Ailton, que deu aulas de informática para jovens da região voluntariamente.

Ailton foi beneficiado pelo Programa de Bolsa Estudantil da Fundação Kellogg, obtendo o financiamento de sua graduação em Administração. No total, 22 estudantes da região do Baixo Sul da Bahia receberam a bolsa e, em contrapartida, criaram e executaram projetos sociais nas suas comunidades.

Em 2005, Ailton foi convidado para participar do processo de profissionalização da Cooperativa Mista de Pescadores, Marisqueiros e Aqüicultores do Baixo Sul (Coopemar). “Na época, acompanhava o processo de produção dos peixes. Os desafios foram surgindo e fui buscando me desenvolver”, conta. Hoje, formado em Administração, Ailton é responsável pela Organização Dinâmica da Coopemar. “Triste daquele que passou a vida sem ter a oportunidade de mostrar seu valor. A parceria entre a Fundação Odebrecht e instituições da sociedade civil trouxe para o Baixo Sul o que faltava: oportunidade”, diz.

Com apenas 22 anos, Déborah da Silva Santana faz seu papel como uma jovem protagonista em sua comunidade, atuando como multiplicadora e supervisora do Projeto Círculos de Leitura.

Acompanhe sua trajetória:

Moro na comunidade do Tanque Grande, município de Teolândia, e concluí o Curso com Habilitação Técnica em Agropecuária, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). Com essa oportunidade, pude me desenvolver como uma Protagonista Juvenil e confesso que isso foi a porta de entrada para um futuro melhor. Não só para mim, mas para todos os jovens que realmente querem fazer a diferença em suas comunidades ou onde quer que estejam.

Ainda em formação na CFR-PTN, foi realizada uma seleção para identificar pessoas que tivessem gosto por livros e pela atividade de ler. Fui uma das selecionadas a assumir o desafio de agir como multiplicadora do projeto Círculos de Leitura nos colégios da minha comunidade. Em 2010, passei a exercer o cargo de supervisora. Ainda atuo como multiplicadora em sala de aula.

A minha experiência só tem sido positiva. É muito bom trabalhar com a formação de pessoas. E como o Círculos tem me dado essa oportunidade, tenho amadurecido nos âmbitos pessoal e profissional. Também fico feliz em trabalhar com a discussão de obras literárias de reconhecimento nacional e internacional, pois isso contribui para a formação psíquica dos jovens, tanto no processo de aprendizado dos alunos quanto na formação dos multiplicadores e supervisores.

Vejo a passagem pela CFR-PTN como uma grande referência, pois tenho participado de diversos projetos e começado a enxergar um novo horizonte em minha vida. Aprendo a cultivar valores e a praticar os princípios da sabedoria. Creio que todo desenvolvimento só traz grande resultado e permanência quando cuidamos primeiro da base. Essa base é a minha família, e é a partir dela que posso me estruturar melhor diante das oportunidades oferecidas.

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