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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Vitória Souza Santos
Vitória Souza Santos
Sou muito feliz por estudar em um local onde posso colocar em prática cada passo aprendido

Dos 16 anos já vividos por Vitória Souza Santos, sete foram assistindo sua família a construir uma vida digna e feliz no campo, por meio da agricultura. Desde 2008, o pai, Vitor Santos, cultiva palmito de pupunha e o beneficia e comercializa por meio da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), da qual é associado. Com o exemplo, que veio também do irmão agricultor, formado em 2012 pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), a jovem começa a ajudar a família a expandir a produção e a buscar novos rumos.

Vitória é aluna do segundo ano de formação da CFR-PTN, instituição de ensino que faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade – PDCIS, da Fundação Odebrecht. Lá, ela e os colegas aprendem sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solo, irrigação, drenagem, além da matriz curricular do Curso Técnico Profissional Integrando ao Ensino médio.

No meio de um caminho de três anos do aprendizado contextualizado, Vitória já começa a produzir os seus próprios cultivos em seu Projeto Educativo-Produtivo de mandioca e banana-da-terra. “Sou muito feliz por estudar em um local onde posso colocar em prática cada passo aprendido com nossos próprios projetos. Esse conhecimento é também levado aos meus pais e a minha comunidade”, conta. Após a formação, ela poderá cooperar-se à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e agregar valor à sua produção.

Com a evolução da filha, Seu Vitor já planeja apostar também nesses novos cultivos. “Além do palmito de pupunha, estamos começando a pensar na mandioca e banana-da-terra, já que são os cultivos que ela está produzindo. Quem sabe também não começamos a plantar abacaxi?”, afirma. Segundo o pai, mesmo com o pouco tempo de Vitória na instituição, ela já o ensina novas técnicas e mostra que tem vocação para o trabalho no campo. Para Quionei Araújo, Diretor da CFR-PTN, essa interação entre os pais e filhos agricultores é fundamental. “Quando o jovem permanece com sua família, ela se desenvolve junto com ele e todos ganham”, diz.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Foi no dia 25 de outubro de 2003, quanto tinha 18 anos, que Mariene Barbosa decidiu participar de um dia de campo realizado na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). “De fato os horizontes se ampliaram para mim e para os outros jovens participantes, que tivemos a oportunidade e a coragem de ser pioneiros de uma linda história que é a CFR-PTN”, afirma.

Conheça suas experiências:

Participei de diversos projetos, como Programa de Formação de Adolescentes Voluntários, Jovem Raiz e Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas, mas a passagem por três anos pela CFR-PTN contribuiu para que eu desenvolvesse o desejo de facilitar o acesso à informação para a minha comunidade e contribuir com a efetivação da cidadania. Lá tive experiência com associações comunitárias, nas quais fui presidente e secretária administrativa, e realizei seminários rurais e mutirões juntamente com outros jovens. Ou seja, tive a oportunidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos na Casa.

Devido à separação de meus pais, ainda adolescente, tive que trabalhar para ajudar minha mãe nas tarefas domésticas e rurais. Isso permitiu que eu desenvolvesse a consciência de valorizar as oportunidades que surgissem, principalmente na área de educação, algo que era muito distante da minha realidade.

Atualmente, estou trabalhando na área jurídica do Instituto Direito e Cidadania (IDC), coordenando o Balcão de Justiça de Valença (BA). Percebo, assim, que meu sonho vem se concretizado, especialmente no que se refere a minha atuação no Núcleo de Mediação. Esse espaço possibilita e assegura o acesso à justiça e meu papel é oferecer conselhos, sugestões e orientar os cidadãos sobre seus direitos e deveres. A cada etapa que executo, percebo a necessidade constante de aperfeiçoar minhas habilidades profissionais e pessoais. Além disso, encarei um desafio especial, pois saí de minha terra natal para me fixar em outra localidade.

Todos os dias me inspiro no princípio “Educar para a Vida e para Valores”, o que me encoraja a seguir em frente, a aceitar os desafios. Assim, estou sempre em busca de novos conhecimentos a fim de que possam ser aplicados em prol da minha formação e da vida de outras pessoas. Além de fortalecer meu papel como agente do próprio destino. As gerações seguintes merecem um planeta tão bom quanto o que nos foi herdado. E quanto mais responsáveis formos, melhor será o futuro.

“Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”. A frase é da jovem Virgínia Melo, 26 anos, estudante de Teologia. Ela participou, em 1995, do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação quando morava em Santa Cruz de Cabrália, região sul da Bahia.

Casada e, atualmente, morando na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, Virgínia contou sua trajetória na página de jovens egressos, em comemoração aos 20 anos de Protagonismo Juvenil.

“Em 1995, fui escolhida para participar do projeto ‘Quem ama preserva’, uma ação educacional feita com jovens na luta pela preservação das instituições de ensino. Por meio desse projeto, a Fundação Odebrecht lançou um desafio para os responsáveis pelo projeto (na época) de escolherem quatro jovens, um de cada cidade do sítio, que tivessem o perfil desejado para desenvolver uma iniciativa de cunho social em Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Prado. Então, fui selecionada e comecei a ser capacitada para desenvolver esse novo projeto.

Surgiu, então, o Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Nós trabalhávamos com a população mais carente e tínhamos um objetivo: espalhar o vírus do IRPS, que significava Ingresso, Regresso, Permanência e Sucesso de todas as crianças na escola.

Foi um projeto muito intenso e um desafio grande, pois nunca tinha feito nada neste sentido e, confesso, cheguei a achar algumas vezes que não conseguiria. Mas foi uma experiência inesquecível que me ensinou a ver as coisas de outra forma, com outros olhos. Em cada obstáculo ultrapassado, surgia uma força maior para enfrentar os próximos.

Eu cresci e só tenho a agradecer às pessoas que estiveram mais próximas de nós, todo o tempo, ensinando, acompanhado e aconselhando. Os educadores foram peças-chave, seres humanos maravilhosos que nos deram a base, nos ensinaram muito. Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”.

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, cerca de 84% dos jovens agricultores brasileiros não trocariam a vida rural por uma oportunidade de trabalho nas grandes cidades. Esse número, crescente a cada ano, é uma realidade para os irmãos Claudilson e Kaliane Silva Santos, moradores da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA). Estudantes do curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), eles levam conhecimentos para a família e começam a planejar o futuro como empresários rurais na região em que vivem.

Com uma educação contextualizada ao campo, vivenciada por meio da Pedagogia da Alternância - onde o jovem passa uma semana em período integral na instituição de ensino e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos - os estudantes precisam ter disciplina e foco para a realização das atividades. Para Claudilson, “uma das coisas mais importantes que aprendemos na CFR-I é o planejamento. Temos metas de estudo e estabelecemos prioridades”. Essa organização, de acordo com os pais dos jovens, Dona Zenilda e Seu Claudio, é o que vem fazendo a diferença em suas vidas na agricultura. Além disso, segundo Kaliane, as técnicas ensinadas permitem alcançar resultados melhores em produtividade. “Com o ensino sobre o manejo dos perfilhos de pupunha, a compostagem para produção de adubo orgânico, melhoramos nossa produção e ainda influenciamos positivamente muitas pessoas na comunidade a trabalhar da melhor forma”, afirmou.

A família possui três hectares de palmito de pupunha, beneficiado e comercializado pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), com produção média anual de 16 mil hastes por hectare. O cultivo é o principal meio de sustento e foi o que, segundo Seu Claudio, garantiu a sua sustentabilidade na zona rural. “Antes, eu trabalhava nas propriedades dos outros. Hoje, tenho minha própria terra e uma renda garantida todo mês”, disse. A família também tem uma área de cacau e uma horta idealizada e mantida pelos irmãos, que serve para consumo e complemento da renda. Tudo realizado, segundo Seu Claudio, “em conjunto”.

Quando perguntados sobre o futuro, os jovens irmãos já sabem aonde querem estar: no mesmo lugar, mas como técnicos formados e engenheiros agrônomos. O sonho, que já está em construção por meio das oportunidades geradas pela CFR-I e Coopalm, instituições que fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, é perceptível na fala de Kaliane: “Não vou mais parar de estudar e quero ajudar a desenvolver cada vez mais a minha região, ao lado da minha família”. 

“Sou agricultor e gosto de viver no campo”, diz, com satisfação, Sandoval Santos, 27 anos. O jovem vive na comunidade da Serra da Bananeira, em Presidente Tancredo Neves (BA) e seus olhos brilham ao falar sobre as mudanças que ocorreram nos últimos anos. Ele conta que antes não tinha perspectivas de continuar no campo e, em 2005, a visita de representantes da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) à sua comunidade fez toda a diferença. “Apresentaram um projeto novo na região. Aceitei o desafio e hoje posso ver que fiz a escolha certa”, diz.

A CFR-PTN oferece educação técnica integrada ao Ensino Médio e sua metodologia é baseada na Pedagogia da Alternância: o jovem passa uma semana em período integral, com aulas na sala (teóricas) e no campo (práticas), e duas na propriedade junto com suas famílias, aplicando novos conhecimentos.

Na instituição de ensino, Sandoval aprendeu sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solos, irrigação, drenagens, além dos mais diversos cultivos e implantou dois hectares de banana e mandioca. A área de plantio da minha família era pequena e, quando terminei o curso, já havia utilizado todos os hectares disponíveis. Precisava de mais terra para plantar”, explica.

Com o Fundo de Acesso à Terra (FAT), mecanismo que visa proporcionar assistência técnica e financeira a ex-alunos da CFR-PTN, Sandoval encontrou oportunidade para se desenvolver como agricultor e cuidar de seus projetos agrícolas. “As dificuldades foram muitas e a falta de rentabilidade sempre foi um desafio, mas, plantando em áreas maiores, é viável. Tenho certeza de que posso viver do campo”, diz.

Ele é um dos sete selecionados para a primeira etapa da iniciativa criada pela própria instituição em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). As instituições fazem parte do Pacto de Governança do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht. “Vimos que cada jovem tinha, em média, apenas cinco hectares para produzir e isso estava influenciando-os a sair do campo”, conta Juscelino Macedo, então Líder do Negócio Mandioca e Fruticultura.

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