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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Wandylla Teles
Wandylla Teles
Penso em conseguir crescer a área de produção da nossa família e talvez montar um comércio

Todo sábado, às 5 horas da manhã, Wandylla Teles chega ao lado do pai, Agenildo, na feira livre do município de Presidente Tancredo Neves (BA), onde mora. Ali, eles ficam até que toda a sua produção de hortaliças seja vendida – um cardápio variado com opções como alface, coentro, salsa, pimentão, jiló, abóbora, repolho e couve.

Aos 16 anos, Wandylla é aluna do 2º ano de formação da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), instituição de ensino apoiada pela Fundação Odebrecht por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). E é na escola, tanto nas aulas práticas quanto nas teóricas, que a estudante aprende o que pode fazer para levar ainda mais qualidade à produção da família. “Antes de ingressar no ensino médio, meus pais já trabalhavam com horta e eu ajudava um pouco”, conta. “É de onde vem a maior parte da renda da nossa família. Desde pequena, eu os vejo trabalhando. Agora, posso fazer ainda mais parte disso e gosto bastante”.

Na comunidade do Loteamento Nova Aurora, onde fica a propriedade dos Teles, as hortaliças que Wandylla ajuda a cultivar já são conhecidas. “Não usamos agrotóxico, por isso o sabor é diferente e o produto é bem procurado. As pessoas entram em contato e fazem a encomenda direto com a gente também”, salienta. Segundo a jovem, já existem clientes fixos que procuram as hortaliças da família fora da feira.

Quando está em alternância na CFR-PTN, a garota conta que tem uma atividade preferida para as horas livres: a leitura. Na biblioteca da escola, passeia pelas obras de autores como Fernando Sabino, Thalita Rebouças e John Green. “Leio na escola e em casa, sempre estou levando livros para lá”, diz Wandylla, que busca também incentivar colegas de escolas e os irmãos a manterem o mesmo hábito. O gosto pela leitura se relaciona também com uma das disciplinas favoritas da aluna na Casa Familiar: filosofia. “Eu amo, de verdade. É uma disciplina que nos leva a entender o mundo ao nosso redor. Faz com que a gente tenha dúvidas sobre tudo”, explica.

A preferência tem estimulado a reflexão sobre o contexto em que vive, pensando sobre o lugar que hoje a mulher tem ocupado na agricultura. “Nós vemos que a entrada da mulher no campo acontece em muitos lugares. Temos espaço para produzir”, opina Wandylla. “Eu, por exemplo, quero continuar tendo uma educação técnica, quero continuar no campo. Penso em conseguir crescer a área de produção da nossa família e talvez montar um comércio”, planeja a estudante.

Conheça a história de outros jovens apoiados

Anailton Santana dos Santos, 21 anos, começou a escrever um novo capítulo da sua história em 2013, quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). Hoje Técnico em Florestal pela instituição, o morador da comunidade da Escadinha, Taperoá (BA), tornou-se cooperado da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e passou a fazer parte da associação da sua comunidade. “Passo pouco da minha experiência sobre associativismo para os agricultores e realizo ações, junto com os mesmos, para o desenvolvimento sustentável na nossa região”, afirmou.

Com o apoio da Casa Familiar, ele adquiriu novos conhecimentos e aprendizados que o tornaram um Jovem Empresário Rural. “Tenho 2,3 hectares de banana tipo terra e minha meta é chegar aos 5 hectares até fevereiro de 2017, além de um apiário com 15 caixas de abelhas visando a comercialização do mel e de pólen. Com isso, pretendo ainda fortalecer a cadeia através da criação de uma associação de apicultores do Baixo Sul da Bahia, para consolidar essa atividade na região”, diz, animado.

Diante de todas essas conquistas, ele se considera um jovem protagonista que se destaca de maneira positiva na atividade agrícola. “Tenho visão de futuro e, através do espírito de servir, busco sempre o desenvolvimento coletivo. Compartilho os conhecimentos como Técnico em Florestas para ajudar no desenvolvimento da região, sempre buscando fazer a diferença em minha comunidade’, completa. Cfaf e Coopatan fazem parte do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

Uma família mergulhada no conhecimento como combustível para a transformação. Produtores de cacau, residentes no município de Igrapiúna (BA), Roberto Schreiter e Jaciara de Jesus viram suas vidas mudar quando seus dois filhos, Robert e Hanna Schreiter, começaram a estudar em Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht no Baixo Sul da Bahia. Essas instituições trabalham com a Pedagogia da Alternância, onde os jovens passam uma semana em período integral na unidade de ensino, com aulas na sala e no campo, e duas semanas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados.

“Gostei muito do método e não pensei duas vezes quando meu filho disse que queria estudar lá”, conta Jaciara. Robert, 16, já está no segundo ano de formação da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), que oferece o curso de Educação Profissional Técnica em Agronegócio integrado ao Ensino Médio. Um sonho que está sendo realizado, segundo ele. “Sempre quis entrar na Casa. E a cada dia que passa, fico ainda mais dedicado aos estudos e a tudo que venho apreendendo”. As novas técnicas sobre poda e tratos culturais são repassadas para o pai na plantação de cacau. “Vejo muita diferença na nossa produção. Então, escuto, aprendo e coloco em prática o que ele me diz”, afirmou Roberto, orgulhoso.

Hanna, 15 anos, decidiu se tornar Técnica em Florestas por meio da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), localizada em Nilo Peçanha (BA). Ainda no primeiro ano do curso, ela diz que a sua maior motivação foi a de poder ajudar ainda mais seus pais na zona rural. “Vi o exemplo do meu irmão e quis absorver todo esse conhecimento também, mas com uma formação um pouco diferente. E isso está sendo muito bom, pois trocamos muitas informações que recebemos e repassamos para nossos pais. Estamos crescendo juntos”, disse. Dentre uma das atividades que estão contribuindo para o desenvolvimento dos irmãos, eles implantaram hortas caseiras, que servem não só para a prática de novas técnicas como para incremento da renda.

A imersão da família no ambiente das instituições é tanta que Jaciara foi eleita, em 2016, como Presidente da CFR-I, função composta sempre por pais dos alunos. Para ela, foi mais um motivo para comemorar. “Fiquei muito feliz pois me sinto ainda mais próxima deles e das comunidades que são beneficiadas pela Casa Familiar”, comentou. CFR-I e Cfaf azem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

“Eu era um adolescente sem perspectiva de futuro e hoje consigo contribuir com o crescimento da minha família e das comunidades locais”, conta José Renildo Correia, 19 anos. Para ele, essa mudança é resultado do seu aprendizado na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), onde ingressou três anos atrás. O morador da comunidade São Benedito, em Nilo Peçanha (BA), conheceu a instituição de ensino por meio de sua mãe, que o incentivou a participar da seleção.

O jovem está no 3º ano do Curso de Educação Profissional Técnico em Florestas integrado ao Ensino Médio e é um dos idealizadores do Projeto Protagonismo Juvenil, no qual oito estudantes da Cfaf promovem palestras, seminários e ações de reflorestamento para conscientização ambiental nas comunidades do município. “Além disso, realizamos limpeza de nascentes e rios, plantios de mudas de essências florestais e frutíferas, implantamos hortas em escolas e ao todo já foram envolvidas mais de mil pessoas”, afirma.

Além de atuar em conjunto com outros estudantes da Cfaf, o jovem desenvolve práticas produtivas na Fazenda Fonte da Prata em parceria com seu irmão, Jason Arquias, 17 anos, também estudante da Casa Familiar. Complementam a renda da família, o cultivo da banana em consórcio com culturas de ciclo curto (feijão e milho) e a implantação de um apiário – conjunto de colmeias utilizadas para criação de abelhas e colheita de mel ou polinização de culturas agrícola, que contribui com a reprodução de frutos e sementes. “Todas essas atividades aprendi ao longo desses anos”.

Quando questionado sobre o que pensa para o seu futuro, Renildo é claro: “Meu sonho é me desenvolver no que faço junto com meu irmão. Além disso, quero continuar disseminando conhecimento para as comunidades locais, ampliar o apiário e consolidar a parceria com meu irmão para continuarmos no campo”, finaliza.

A Cfaf é uma das instituições de ensino ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht em parceria com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais. 

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