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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Ariela de Jesus
Ariela de Jesus
Gosto do contato com a natureza

A casa de Ariela de Jesus é cheia: a mãe, três irmãos, a cunhada e dois sobrinhos. Mais do que o sobrenome e os laços de sangue, eles compartilham do mesmo sorriso de boas-vindas e o brilho nos olhos. É pela família que a jovem de 17 anos conta que se esforça em crescer. “Eu sonho em dar estabilidade e uma condição de vida melhor para eles”.

É com esse objetivo em mente que Ariela se dedica aos estudos. “Quero especializar cada vez mais na área da agricultura. Gosto do contato com a natureza”, explica. Na propriedade da família, localizada no município de Presidente Tancredo Neves, no Baixo Sul da Bahia, a adolescente planta cacau, mandioca, urucum, pimenta do reino, cravo e guaraná.

Desde muito pequena, ela sempre gostou de estar em contato com a terra. Hoje, Ariela entende que esse desejo está ligado ao seu desenvolvimento pessoal e enquanto futura agricultora. “Minha realidade está sendo transformada. Sou uma pessoa mais responsável e com mais contato com minha comunidade”, diz.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

De pai para filho, de irmão para irmão. Na casa de Seu José Santana, localizada em Ituberá (BA), o cultivo de tilápia está passando pelas gerações e sendo trabalhada com o apoio de todos da família. Associado à Cooperativa dos Aquicultores de Águas Continentais (Coopecon) desde 2013, o agricultor vê com felicidade o rumo que os filhos estão tomando na aquicultura.

Josiel Santana, 18 anos, formou-se no ano passado na Casa Familiar das Águas (CFA) e implantou, com o apoio do Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht, um Projeto Educativo-Produtivo (PEP) de tilápia na propriedade. Os jovens apoiados recebem alevinos (filhotes de peixe recém saídos do ovo), ração e a adubação necessária para a atividade.

Edicarlos Santana, 16 anos, está seguindo o mesmo caminho – ele é aluno do Curso de Qualificação em Aquicultura da CFA. Após a despesca do irmão, o jovem agora é beneficiado com o PEP e já começa a sua produção, que será comercializada pela Coopecon. “Primeiro foi o meu pai que virou cooperado e começou a cultivar a tilápia. Depois, com o meu irmão no mesmo rumo, senti que poderia ajudar também”, afirmou Edicarlos.

Aluno do 8º ano do ensino fundamental do Colégio Casa Jovem, instituição que, assim como a Coopecon e a CFA, faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), Edicarlos acredita que o curso na CFA está ajudando na sua formação e é um complemento importante para o seu desenvolvimento na zona rural. “Aprendo sobre empresariamento, estudo da água e biologia dos peixes. Além disso, o convívio com outras realidades agrega para viver melhor em comunidade”, afirmou.

Atualmente, a turma em formação da CFA conta com 24 jovens, de 10 comunidades, distribuídas em cinco municípios do Baixo Sul da Bahia. Educando jovens para a vida cidadã e produtiva, integra de forma sinérgica ações focadas no desenvolvimento de novos empresários aquícolas. A formação, que dura um ano, aborda temas como Nutrição de Organismos Aquáticos, Tecnologia do Pescado, Cooperativismo e Associativismo, Gestão e Controle em Piscicultura dentre outros.

Acompanhe o emocionante depoimento da jovem educadora Valdiane Soares da Silva, 24 anos.

“Fiz a formação de Agente de Desenvolvimento Local – ADL, no período de 2000 a 2002, promovida pelo Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA, na Bacia do Goitá (PE). A iniciativa fazia parte do Programa Aliança com o Adolescente para o Desenvolvimento Sustentável do Nordeste.

Este programa marca minha vida até os dias atuais. Foi uma formação diferenciada, uma formação para a vida, como já dizia Paulo Freire “é preciso perceber a educação na perspectiva da libertação e da humanização de homens e mulheres”.

Então, falar da minha trajetória no Projeto Aliança e no SERTA é falar de história, ou melhor, é a resignificação da história. E como “... a história não deve ser pensada apenas como resgate do passado, mas sim utilizada como marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências. Reforçam vínculos presentes. Criam empatia com a trajetória e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros” (Karen Worcman).

Falando em história, as aprendizagens foram muitas: desenvolvimento pessoal, informática e comunicação, direito e cidadania, agricultura orgânica, juventudes e políticas públicas, entre outras, que não cabem numa folha de papel. O tempo passa, a gente cresce, amadurece e aí chegar à hora de sermos profissionais reconhecidos e valorizados na região, no município.

Hoje, sou referência onde chego, as pessoas me reconhecem e ainda dizem “ah, você tem um olhar crítico sobre o mundo, você é do SERTA”. Também tive a oportunidade de cursar universidade, fiz Letras, estou concluindo especialização em Leitura e Produção Textual. Sou educadora do SERTA, coordeno o setor de Monitoramento e Avaliação. Enfim, o Projeto Aliança faz parte da minha história e se eu cheguei até aqui foi porque alguém acreditou e investiu em mim. Obrigada por tudo!”

O olhar otimista e o sorriso largo revelam uma faceta antes escondida de Ediálison Melo, 17 anos. Quem o vê pela primeira vez não imagina as transformações que ocorreram desde o ano passado, quando ingressou no Projeto Trilhando Caminhos, executado pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC) – apoiado pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS. Seu papel como jovem protagonista ganhou vida e os sonhos de ser um agente da mudança agora são reais.

“Eu era muito tímido, tinha medo de expressar minhas emoções. Passei a me conhecer melhor e pude perceber todos os meus valores”, afirmou. Essa nova forma de enxergar sua realidade foi estimulada pelas oficinas promovidas pelo Trilhando Caminhos, que contribui para firmar os princípios éticos, políticos e humanitários que facilitam o acesso do adolescente a novos espaços de participação social. A iniciativa nasceu em 2010 e é executada com recursos captados por meio do Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Morador da comunidade de Serra do Sal, em Presidente Tancredo Neves (BA), Ediálison passou a fazer mais por aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que ele. “Minha visão de mundo está completamente diferente. E não olho só para mim, mas para os outros”, ressaltou. Junto com colegas, criou uma campanha solidária para arrecadação de alimentos para um lar de idosos. Também foi o responsável por levar informações relacionadas à saúde bucal para crianças de uma escola do seu município.

Segundo Neméia Aiêxa, Coordenadora do Projeto, o adolescente deixou a timidez de lado e hoje é um dos mais ativos em sala e na comunidade. “Ele sempre traz ideias criativas e colaborativas. Está sempre disposto a contribuir, com ações protagonistas e solidárias”. Decidido em cursar faculdade de Odontologia e com o sonho de apoiar crianças e idosos em situações de vulnerabilidade, o adolescente faz parte de uma geração cada vez mais crítica e cidadã. “Sinto-me orgulhoso em poder ajudar a sociedade. É algo muito gratificante para mim”, conclui.

“Posso viver no campo com qualidade de vida”. A afirmação da jovem Letícia Macedo, 15 anos, que está no 2º ano do curso técnico em agropecuária integrado ao ensino médio na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), demonstra toda a sua satisfação por poder continuar vivendo na zona rural, ao lado de sua família, de forma digna.

Moradora da comunidade de Gendiba, localizada em Tancredo Neves (BA), Letícia contribui com o desenvolvimento e o aumento na renda de sua família. Na propriedade dos pais, tem cultivado um hectare de banana tipo terra e está na fase de implantação de dois hectares de aipim e três de mandioca. “A Casa Familiar nos ensina formas de administrar nossos recursos. Com princípios, valores, metas e espírito de servir podemos encontrar tudo no campo, no lugar onde nasci”, diz.

Toda a sua produção é somada ao que seu pai, Veridiano Macedo, entrega à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que oferta produtos de qualidade a parceiros sociais e clientes. “Dessa forma nossos cultivos são comercializados de forma justa e com retorno garantido”, afirma Macedo.

Para ele, é um orgulho que sua filha tenha acesso a uma educação de qualidade para trabalhar no campo, ao seu lado. “Ela está amadurecendo com o aprendizado e estou muito feliz, pois nem todos conseguem matricular seus filhos em uma escola digna. Posso dizer que somos privilegiados”, comenta.

Além de contribuir com o crescimento de sua família, a jovem difunde o aprendizado para os moradores de sua comunidade. “Somos células multiplicadoras do conhecimento e o que aprendi na Casa Familiar pode servir a todos que vivem aqui”, comemora Letícia.

A CFR-PTN e Coopatan contam com o apoio da Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados, por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS).

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