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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Evely dos Santos
Evely dos Santos
Quero ser uma engenheira agrônoma

Na parede azul do quarto, desenhos à caneta trazem o nome de Evely dos Santos ao lado de menções de fé. Para a menina, de 16 anos, aquele é o cenário ideal para os estudos e tarefas da semana, os quais faz sentada na cama com livros e cadernos abertos. Das suas matérias preferidas, Biologia e Artes se destacam. Ainda que muito nova, ela já traça o caminho que deseja seguir. “Gosto muito da área produtiva. Quero ser uma engenheira agrônoma”.

Com um sorriso no rosto, a jovem conta que está aprendendo a ser mais desenvolta. “Antes eu era um pouco mais tímida, agora estou conversando e interagindo mais”, diz. Essa transformação pessoal, segundo ela, é fruto da confiança que vem adquirindo na escola.

Isso se manifesta também na relação com a família e com os demais produtores de Nilo Peçanha, município do Baixo Sul da Bahia onde Evely mora. Na casa metade de taipa, metade de concreto, ela vive com os pais e o irmão. Juntos, cultivam guaraná, urucum, graviola, coco, cacau e banana. Os manejos agrícolas que aprende, ela diz gostar de compartilhar. “Isso é importante para o bom desenvolvimento da minha comunidade também”.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

“Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”. A frase é da jovem Virgínia Melo, 26 anos, estudante de Teologia. Ela participou, em 1995, do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação quando morava em Santa Cruz de Cabrália, região sul da Bahia.

Casada e, atualmente, morando na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, Virgínia contou sua trajetória na página de jovens egressos, em comemoração aos 20 anos de Protagonismo Juvenil.

“Em 1995, fui escolhida para participar do projeto ‘Quem ama preserva’, uma ação educacional feita com jovens na luta pela preservação das instituições de ensino. Por meio desse projeto, a Fundação Odebrecht lançou um desafio para os responsáveis pelo projeto (na época) de escolherem quatro jovens, um de cada cidade do sítio, que tivessem o perfil desejado para desenvolver uma iniciativa de cunho social em Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Prado. Então, fui selecionada e comecei a ser capacitada para desenvolver esse novo projeto.

Surgiu, então, o Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Nós trabalhávamos com a população mais carente e tínhamos um objetivo: espalhar o vírus do IRPS, que significava Ingresso, Regresso, Permanência e Sucesso de todas as crianças na escola.

Foi um projeto muito intenso e um desafio grande, pois nunca tinha feito nada neste sentido e, confesso, cheguei a achar algumas vezes que não conseguiria. Mas foi uma experiência inesquecível que me ensinou a ver as coisas de outra forma, com outros olhos. Em cada obstáculo ultrapassado, surgia uma força maior para enfrentar os próximos.

Eu cresci e só tenho a agradecer às pessoas que estiveram mais próximas de nós, todo o tempo, ensinando, acompanhado e aconselhando. Os educadores foram peças-chave, seres humanos maravilhosos que nos deram a base, nos ensinaram muito. Se eu não tivesse participado desse projeto e não tivesse tido a oportunidade de trabalhar com essas pessoas, eu não seria quem sou”.

Elvis da Luz Souza, 19 anos, e o pai, Paulo Pinheiro de Souza, não escondem que a vida está tomando um rumo repleto de esperança e de realizações com a agricultura. O jovem, formado no curso Técnico em Florestas da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf) e associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), implantou, em 2014, seu projeto produtivo de um hectare da banana-da-terra (o equivalente a 1.000 pés da fruta) com o apoio dos monitores da instituição de ensino, na elaboração do projeto, e de insumos, como adubo e mudas, via Tributo ao Futuro, programa da Fundação Odebrecht.

No final do ano passado, o jovem empresário rural finalizou a produção e escoou cerca de 25.000 kg de banana-da-terra à Coopatan. Segundo Elvis, o resultado da sua primeira safra seguiu as suas expectativas. “Consegui entregá-la conforme o plano de ação que pactuei com a cooperativa. Com a renda, já estou começando a investir em outras áreas”, explica. Sobre o apoio do Tributo ao Futuro, ele ressalta que foi fundamental para que conseguisse tornar a plantação realidade. “Seria impossível implantarmos o projeto pois só tínhamos a mão de obra familiar e a área disponível, nos faltava os insumos”, ressalta Elvis.

Além do auxílio dos pais, agricultores familiares, Elvis conta com o apoio dos irmãos Everlane e Elton. Ambos seguiram seu exemplo e já estão no segundo dos três anos de ensino da Cfaf. A família é um modelo na comunidade de Paulista, município de Nilo Peçanha (BA). “É muito bom saber que somos exemplo e que estamos contribuindo para o desenvolvimento da nossa região”, diz. Segundo o jovem, vizinhos fazem visitas em seu plantio para perguntar sobre adubação e tratos culturais da banana-da-terra. “É gratificante, pois eu posso repassar minhas experiências de plantio e as técnicas que venho absorvendo até hoje através do conhecimento que aprendi na Casa Familiar Agroflorestal”, conta orgulhoso.

Cfaf e Coopatan fazem parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do PDCIS – Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrando com Sustentabilidade. A cooperativa atua em dois focos: desenvolvimento da tecnologia de produção e sua organização com posterior beneficiamento, visando agregação de valor e maior renda aos associados.

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