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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Evely dos Santos
Evely dos Santos
Quero ser uma engenheira agrônoma

Na parede azul do quarto, desenhos à caneta trazem o nome de Evely dos Santos ao lado de menções de fé. Para a menina, de 16 anos, aquele é o cenário ideal para os estudos e tarefas da semana, os quais faz sentada na cama com livros e cadernos abertos. Das suas matérias preferidas, Biologia e Artes se destacam. Ainda que muito nova, ela já traça o caminho que deseja seguir. “Gosto muito da área produtiva. Quero ser uma engenheira agrônoma”.

Com um sorriso no rosto, a jovem conta que está aprendendo a ser mais desenvolta. “Antes eu era um pouco mais tímida, agora estou conversando e interagindo mais”, diz. Essa transformação pessoal, segundo ela, é fruto da confiança que vem adquirindo na escola.

Isso se manifesta também na relação com a família e com os demais produtores de Nilo Peçanha, município do Baixo Sul da Bahia onde Evely mora. Na casa metade de taipa, metade de concreto, ela vive com os pais e o irmão. Juntos, cultivam guaraná, urucum, graviola, coco, cacau e banana. Os manejos agrícolas que aprende, ela diz gostar de compartilhar. “Isso é importante para o bom desenvolvimento da minha comunidade também”.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

Josué de Jesus tem 19 anos e é natural do município de Ituberá, região do Baixo Sul da Bahia. “Nasci e me criei em zona rural. Enfrentei alguns desafios, típicos da região, mas consegui concluir o meu curso técnico em Agropecuária e atualmente resíduo na cidade de Sooretama (ES), onde presto serviços à empresa Michelin”, resume Josué, em algumas palavras, a sua trajetória.

Ainda em Ituberá, Josué participou do projeto Informática e Cidadania, ligado ao Programa Aliança com o Adolescente. A iniciativa oferecia cursos de informática para estudantes carentes. “Os computadores e livros, que tive oportunidade de ler, me proporcionaram conhecer histórias e experiências fantásticas e me levaram a lugares maravilhosos”, conta.

Josué se lembra de detalhes, com a localização da escola que sediava as ações. “Recordo que o projeto Informática e Cidadania ficava em Ituberá, na entrada do Bairro Prainha II, à margem da BA 001, sentido Ituberá-Camamu. Gostaria de ratificar a contribuição que teve esse projeto para a minha formação como cidadão e profissional”.

O contato com a Fundação Odebrecht não cessou com o término das atividades do curso. O irmão de Josué estuda, atualmente, no Colégio Casa Jovem, na zona rural do município de Igrapiúna. O projeto leva educação de qualidade adaptada a realidade do campo para centenas de crianças e jovens. “Li algumas publicações da TEO (Tecnologia Empresarial Odebrecht), assisti a vídeos do programa DIS Baixo Sul e conheci algumas das iniciativas como a Cadeia Produtiva da Mandioca, da Pupunha e da Piscicultura”, concluiu.

Aos 14 anos, Vitor Souza ingressava no projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, em Porto Seguro, onde nasceu e mora. “Aprendi muito. Principalmente a valorizar mais a minha vida e meus amigos”, revela o jovem. Atualmente, ele trabalha como comunicador em uma rádio de sua cidade. “Gostaria de dizer, para quem for ler este meu depoimento, que acredite de verdade em seus sonhos. Um dia eles se realizam”.

Conheça a história de Vitor:

“A minha participação no projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação teve início em 2000. Durante um ano, tive a oportunidade de conviver com outros jovens e conheci alguns educadores que marcaram minha vida.

O projeto me ajudou a valorizar mais a minha vida e perceber os amigos que precisavam de uma palavra de conforto. Muitos jovens não conseguem reconhecer o quanto a nossa vida é valiosa e passei a disseminar isso. Ingressei no Grupo de Apoio e prevenção a AIDS (Gapa) da Bahia. Participei de algumas capacitações e me dei conta de como a prevenção é fundamental para a juventude.

Foram quatro anos de muito aprendizado e trabalho na minha cidade, Porto Seguro, e em Salvador, onde aconteciam encontros com outros jovens. Cada um tinha uma maneira de pensar e isso promovia várias discussões. Estudávamos como abordar determinados assuntos nas comunidades.

Nessas idas e vindas, fui convidado a representar o Extremo Sul da Bahia em um evento em Lima, no Peru. Vive momentos fantásticos: dez dias discutindo maneiras de fazer a diferença. Foi uma lição de vida, por isso, quero continuar a ajudar outras pessoas com a minha experiência”. 

Todo sábado, às 5 horas da manhã, Wandylla Teles chega ao lado do pai, Agenildo, na feira livre do município de Presidente Tancredo Neves (BA), onde mora. Ali, eles ficam até que toda a sua produção de hortaliças seja vendida – um cardápio variado com opções como alface, coentro, salsa, pimentão, jiló, abóbora, repolho e couve.

Aos 16 anos, Wandylla é aluna do 2º ano de formação da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), instituição de ensino apoiada pela Fundação Odebrecht por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). E é na escola, tanto nas aulas práticas quanto nas teóricas, que a estudante aprende o que pode fazer para levar ainda mais qualidade à produção da família. “Antes de ingressar no ensino médio, meus pais já trabalhavam com horta e eu ajudava um pouco”, conta. “É de onde vem a maior parte da renda da nossa família. Desde pequena, eu os vejo trabalhando. Agora, posso fazer ainda mais parte disso e gosto bastante”.

Na comunidade do Loteamento Nova Aurora, onde fica a propriedade dos Teles, as hortaliças que Wandylla ajuda a cultivar já são conhecidas. “Não usamos agrotóxico, por isso o sabor é diferente e o produto é bem procurado. As pessoas entram em contato e fazem a encomenda direto com a gente também”, salienta. Segundo a jovem, já existem clientes fixos que procuram as hortaliças da família fora da feira.

Quando está em alternância na CFR-PTN, a garota conta que tem uma atividade preferida para as horas livres: a leitura. Na biblioteca da escola, passeia pelas obras de autores como Fernando Sabino, Thalita Rebouças e John Green. “Leio na escola e em casa, sempre estou levando livros para lá”, diz Wandylla, que busca também incentivar colegas de escolas e os irmãos a manterem o mesmo hábito. O gosto pela leitura se relaciona também com uma das disciplinas favoritas da aluna na Casa Familiar: filosofia. “Eu amo, de verdade. É uma disciplina que nos leva a entender o mundo ao nosso redor. Faz com que a gente tenha dúvidas sobre tudo”, explica.

A preferência tem estimulado a reflexão sobre o contexto em que vive, pensando sobre o lugar que hoje a mulher tem ocupado na agricultura. “Nós vemos que a entrada da mulher no campo acontece em muitos lugares. Temos espaço para produzir”, opina Wandylla. “Eu, por exemplo, quero continuar tendo uma educação técnica, quero continuar no campo. Penso em conseguir crescer a área de produção da nossa família e talvez montar um comércio”, planeja a estudante.

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