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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Jaíne da Conceição
Jaíne da Conceição
Estou conseguindo mudar minha vida para melhor

As táboas que formam a casa de Jaíne da Conceição, 15, estavam pintadas de verde. Da janela da sala, a jovem contempla a horta da família à sua frente, e reflete sobre seu futuro. “Graças às oportunidades que tenho, estou conseguindo mudar minha vida para melhor”, diz.

É na comunidade da Caeira, no município baiano de Nilo Peçanha, que Jaíne mora com os pais e o irmão. A sobrinha, à tiracolo, a acompanha quando está em casa. Para ela, contribuir com a vida familiar é essencial. “Gosto de estar na minha horta e ajudar meu pai no que posso. Sempre ajudei”. Na propriedade da família, planta guaraná, cacau, pupunha, hortaliças e seringueira.

Jaíne também reafirma sua paixão pelos estudos. Na escola, as matérias das quais mais gosta são Artes e Biologia. Para ela, a educação é o caminho para alcançar um dos seus principais objetivos: “ajudar a minha família”.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

“Jamais esquecerei o meu papel social”. A frase é do jovem Dhones Araújo das Neves, egresso do programa Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Aos 23 anos, Dhones cursa o terceiro semestre de Comunicação e mora na cidade de Itabuna, no interior da Bahia. Ele conta sua trajetória e revela que a verdadeira da realização está em melhorar a vida do próximo:

“Conheci o programa Pacto do Sítio, em 1998, na cidade de Porto Seguro. Encontrei nele uma motivação especial para buscar vários sonhos, que até hoje se realizam.

Foi no grupo Pró-Ativos que tudo começou. Tínhamos o objetivo de educar crianças e jovens em nossa região. Com isso, foi inevitável a capacitação dos voluntários que ao longo do tempo foram se destacando, cada um dentro da habilidade que melhor desenvolvia. Colocávamos nossa prática a favor da comunidade.

Muitas foram as conquistas pessoais. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de conhecer lugares e pessoas que contribuíram e contribuem até hoje para meu crescimento profissional. Participei de diversas ações nas quais aprendi que a verdadeira realização está no fazer para melhorar, um pouco que seja, a vida do próximo.

Entre estas iniciativas, a que mais me marcou foi as aulas de reforço que ofereci em uma escola pública da periferia. Emociona-me saber que por meio dessa ação, muitas crianças aprenderam a ler e escrever. Ainda hoje, ao ser encontrado na rua, lembram com carinho de mim. No sorriso dessas pessoas, posso ver a recompensa que não tem preço.

O Pacto do Sítio teve uma importância muito grande em minha vida. Através dele, me tornei um jovem formado para a vida. Jamais esquecerei o meu papel social”.

Micaías Paiva de Oliveira, hoje com 24 anos, visualizou novas perspectivas para seu futuro ao ingressar no Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre Fundação Odebrecht, Instituto Ayrton Senna, Fundação Kellogg e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES).

Filho de pais separados, Micaías conviveu com a pobreza e a fome por muitos anos, vendendo picolé, banana e mel medicinal nas comunidades vizinhas. Entre idas e vindas, e em busca de melhores condições de vida, despertou a vontade de aprender informática e se tornar um profissional conhecido em sua cidade. Conseguiu fazer seu primeiro curso na área com a ajuda do avô, que percebeu na informática um bom investimento para o futuro do neto.

Hoje ele é um exemplo de jovem protagonista que sonhou alto e fez a vida acontecer. Confira sua história:

“Em 1999, quando eu tinha 15 anos, surgiu a oportunidade de participar da Aliança com o Adolescente. Coloquei todas as minhas expectativas neste Programa, porque acreditava que lá eu me tornaria um bom Agente de Desenvolvimento Local. Fiz minha inscrição e fui selecionado.

Em março de 2000, as ações foram iniciadas. Com o decorrer do tempo, estávamos participando de projetos nas áreas de direito e cidadania, arte e cultura, agricultura orgânica e informática. Tínhamos que passar por todos, mas me identificava mais com ‘informática’. Recebi todo apoio para iniciar meu projeto de vida. Idealizava prestar serviços em informática ao meu município fazendo manutenção de micro-computadores, operação de sistemas, trabalhando como designer, dando aulas.

A Aliança com o Adolescente foi o pontapé inicial da minha nova vida. Nele conhecemos nossos direitos e deveres enquanto cidadãos, e descobrimos que nossos sonhos podem se tornar realidade se formos os protagonistas das nossas histórias. Antes do encerramento do projeto, fui convidado para trabalhar na área de informática da Prefeitura Municipal de Pombos, onde estou até hoje. Atualmente não sou mais um digitador, e, sim, Coordenador dos Programas Sociais, responsável por desenvolver ações que visam a melhoria da qualidade de vida das famílias carentes. Fui o primeiro jovem do meu município (Pombos) a cursar uma Faculdade de Ciência da Computação (Bolsa Kellogg), aumentado muito a minha auto-estima.

Orgulho-me de minha história, pois sei que, quem conhecê-la aprenderá que tudo é possível para aquele que acredita!”.

A administradora Maria do Carmo Oliveira, 28 anos, participou do projeto Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação em 1997. Ela contou sua história na página especial sobre os 20 anos de Protagonismo Juvenil. Confira:

“Em 1997, estava-se implantando na minha região o Programa Pacto do Sitio do Descobrimento pela Educação que contemplava os seguintes municípios: Prado, Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Belmonte. Eu estava com 16 anos, vivendo uma adolescência pacata e sem perspectiva de crescimento, visto que morava em Belmonte, uma cidade com o tecido social muito forte, porém pequena e sem muitas novidades. Daí, conheci o programa e comecei a fazer parte deste.

Nesse processo, me tornei uma liderança jovem e montei, junto a outros jovens, a Legião Belmontense pela Educação (LBE), grupo formado por uma média de 30 adolescentes/jovens. Era um grupo que trabalhava com o foco no resultado humano, que tinha na educação a arma para o sucesso desses jovens voluntários. Como todo adolescente, tive muitos conflitos, os quais me fizeram crescer. Com a Fundação Odebrecht, tive várias oportunidades de crescimento pessoal e social, conheci outros jovens e localidades diferentes e, o mais importante, me ensinaram a traçar o meu projeto de vida.

Vivi muitas experiências bacanas e ao findar o programa, em 2000, seguindo o meu projeto de vida, vim morar em Porto Seguro. Ingressei na faculdade de Administração com Habilitação em Marketing e entrei no mercado de trabalho sendo Educadora Ambiental, em uma ação com crianças de 7 a 14 anos, quando pude multiplicar as minhas experiências. Em seguida, passei a atuar como Educadora Social, com grupos de jovens de 15 a 17 anos, e nessa caminhada também conquistei alguns espaços como instrutora de qualificação profissional, trabalhando em comunidades indígenas.

Percebi que não podia deixar de retomar as atividades que aprendi a fazer tão bem no Pacto pela Educação. Resolvi resgatar os jovens do projeto e os mobilizei. Organizei um encontro o qual demos o nome de “I Encontro de Jovens Multiplicadores do Sítio do Descobrimento” com o seguinte objetivo: reencontrar e dividir o desejo de continuar um novo grupo, com uma filosofia melhorada, avaliando os pontos positivos e negativos do Pacto para nós. O resultado foi fantástico. Conseguimos montar um documento e criamos o Instituto Agentes Multiplicadores de Experiências (Amex) que atua nos cinco municípios, replicando as experiências da época do Pacto, porém com um grupo de jovens com formações diferenciadas, o que enriquece o trabalho. Esse grupo, hoje, se reúne mensalmente para planejamento das ações.

Atualmente, sou Conselheira Tutelar e também faço parte da Associação de Mulheres em Ação (MEA). Além disso, estou fazendo pós-graduação em Arte-Educação”.

Luciana Lopes é mãe de dois filhos e trabalha com decoração de ambientes. “Minha atuação é diretamente ligada a nascimentos. Sou decoradora de quartos de bebês. Tenho prazer no que faço e sei o quanto é importante ter uma gravidez planejada”.

Segundo Luciana, essa consciência surgiu em 1992, quando, ainda jovem, participou do Prêmio FEO promovido pela então Fundação Emílio Odebrecht. Juntamente com alguns colegas de classe, ela idealizou e executou a produção de um vídeo sobre educação sexual. Na época, o tema focado pelo Prêmio FEO era a Gravidez na Adolescência.

“Nunca havia me interessado pelo assunto, já que engravidar não fazia parte dos meus planos. Pude observar quantas garotas grávidas havia na cidade onde eu morava e percebi que era um problema cada vez mais comum em nossa sociedade”, conta Luciana. “Pude conhecer as histórias de algumas delas, suas vidas, seus destinos. Percebi a falta de informações e diálogo com seus pais e até mesmo com professores. Os jovens eram mal instruídos e iniciavam sua vida sexual sem responsabilidade. Esse trabalho me ajudou a descobrir o que eu queria para minha vida, e o que eu não queria”.

Alguns dos conhecimentos adquiridos por Luciana foram por ela repassados para outros adolescentes quando atuou no Programa de Integração do Menor (PIM), uma parceria entre as Forças Armadas/Aeronáutica e Juizado de Menores. “Agradeço a iniciativa da Fundação e por ter ajudado a me tornar o que sou hoje”.

Prêmio FEO - Gravidez na Adolescência

O Prêmio FEO 91 / 92 teve como tema a Gravidez na Adolescência e foi concebido como uma estratégia de estímulo aos adolescentes para o uso de sua criatividade, sua linguagem e sua visão de mundo na elaboração de materiais educativos. O Prêmio viabilizou a produção e distribuição qualificada dos vídeos “Amor em Dois Tempos” e “Segredos de Adolescentes”.

Durante cinco meses, mais de 15 mil adolescentes, de diversos Estados, participaram de oficinas, encontros, debates e apresentações teatrais que tiveram o objetivo de estimular a reflexão e a discussão sobre o assunto. O prêmio também era um instrumento de pedagogia social que envolvia diretamente o adolescente em todas as etapas do processo. Foram inscritos 202 projetos, provenientes de 18 estados brasileiros, com destaque para a Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

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