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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
José Marcos Santos
José Marcos Santos
Estou aprendendo a ser um cidadão melhor

O sorriso de José Marcos Santos é largo. Na propriedade onde mora com o pai, Josenilton Santos, localizada no alto de uma colina no município de Igrapiúna, no Baixo Sul baiano, o jovem vem se desenvolvendo enquanto agricultor. “Aqui, cultivamos bastante coisa. De tudo um pouquinho tem”, diz, listando as produções de cacau, banana, mandioca e cravo.

Sob o olhar do pai, um misto de orgulho e admiração, José Marcos deixa claro que, para ele, não basta guardar o que aprende para si. “Gosto de compartilhar com meus vizinhos. Sempre mostro a eles novas técnicas de adubação”, exemplifica o jovem.

Sentado à frente da casa de madeira onde vive, ele fala da importância de ir atrás dos seus sonhos. “Estou aprendendo muita coisa sobre agricultura e, também, sobre como ser um cidadão melhor. Pretendo ter uma propriedade minha e continuar a ajudar as pessoas da minha comunidade. Quero ter meus negócios e ser um microempreendedor”, reforça.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

Com apenas 22 anos, Déborah da Silva Santana faz seu papel como uma jovem protagonista em sua comunidade, atuando como multiplicadora e supervisora do Projeto Círculos de Leitura.

Acompanhe sua trajetória:

Moro na comunidade do Tanque Grande, município de Teolândia, e concluí o Curso com Habilitação Técnica em Agropecuária, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). Com essa oportunidade, pude me desenvolver como uma Protagonista Juvenil e confesso que isso foi a porta de entrada para um futuro melhor. Não só para mim, mas para todos os jovens que realmente querem fazer a diferença em suas comunidades ou onde quer que estejam.

Ainda em formação na CFR-PTN, foi realizada uma seleção para identificar pessoas que tivessem gosto por livros e pela atividade de ler. Fui uma das selecionadas a assumir o desafio de agir como multiplicadora do projeto Círculos de Leitura nos colégios da minha comunidade. Em 2010, passei a exercer o cargo de supervisora. Ainda atuo como multiplicadora em sala de aula.

A minha experiência só tem sido positiva. É muito bom trabalhar com a formação de pessoas. E como o Círculos tem me dado essa oportunidade, tenho amadurecido nos âmbitos pessoal e profissional. Também fico feliz em trabalhar com a discussão de obras literárias de reconhecimento nacional e internacional, pois isso contribui para a formação psíquica dos jovens, tanto no processo de aprendizado dos alunos quanto na formação dos multiplicadores e supervisores.

Vejo a passagem pela CFR-PTN como uma grande referência, pois tenho participado de diversos projetos e começado a enxergar um novo horizonte em minha vida. Aprendo a cultivar valores e a praticar os princípios da sabedoria. Creio que todo desenvolvimento só traz grande resultado e permanência quando cuidamos primeiro da base. Essa base é a minha família, e é a partir dela que posso me estruturar melhor diante das oportunidades oferecidas.

Aos 28 anos, Demis Mota, cidadão de Eunápolis, é formado em Marketing e pós-graduado em Recursos Humanos. Há 11 anos, ele ingressava no Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação realizado em cinco municípios (Belmonte, Eunápolis, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália). O compromisso firmado era o de lutar para ter todas as crianças do sítio do descobrimento na escola até o ano 2000.

A participação de Demis neste projeto mudou sua vida. Acompanhe:

“Ao ingressar no Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação, pude entender realmente o quanto a educação é importante para o desenvolvimento da cidade e do cidadão.

Durante o programa, percebi que era uma liderança. Criamos um grupo que se chamava Clube de Amigos Democráticos de Eunápolis e que tinha a função de ajudar aos mais necessitados arrecando cobertores e alimentos.

Éramos 25 jovens voluntários em busca de melhorias para o nosso município. Com a vinda da Fundação Odebrecht, tivemos oportunidades de trocar experiências. Com a passar do tempo, entendi realmente o papel do voluntariado e acabei descobrindo a força que tenho para poder lutar pela transformação da nossa realidade.

Em 2008, resolvemos não deixar perder tudo que vivemos e decidimos reunir todos os jovens que tiveram as mesmas experiências para o I Encontro de Jovens do Sítio do Descobrimento.

Construímos uma nova proposta e criamos o Instituto AMEX (Agentes Multiplicadores de Experiências), onde nos reunimos e passamos para outros jovens as experiências que vivemos e assim vamos descobrindo novos líderes juvenis.

No Pacto do Sítio, aprendi a dividir emoções, compartilhar problemas, rir e chorar, além de ter alcançado um crescimento pessoal”.

Micaías Paiva de Oliveira, hoje com 24 anos, visualizou novas perspectivas para seu futuro ao ingressar no Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre Fundação Odebrecht, Instituto Ayrton Senna, Fundação Kellogg e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES).

Filho de pais separados, Micaías conviveu com a pobreza e a fome por muitos anos, vendendo picolé, banana e mel medicinal nas comunidades vizinhas. Entre idas e vindas, e em busca de melhores condições de vida, despertou a vontade de aprender informática e se tornar um profissional conhecido em sua cidade. Conseguiu fazer seu primeiro curso na área com a ajuda do avô, que percebeu na informática um bom investimento para o futuro do neto.

Hoje ele é um exemplo de jovem protagonista que sonhou alto e fez a vida acontecer. Confira sua história:

“Em 1999, quando eu tinha 15 anos, surgiu a oportunidade de participar da Aliança com o Adolescente. Coloquei todas as minhas expectativas neste Programa, porque acreditava que lá eu me tornaria um bom Agente de Desenvolvimento Local. Fiz minha inscrição e fui selecionado.

Em março de 2000, as ações foram iniciadas. Com o decorrer do tempo, estávamos participando de projetos nas áreas de direito e cidadania, arte e cultura, agricultura orgânica e informática. Tínhamos que passar por todos, mas me identificava mais com ‘informática’. Recebi todo apoio para iniciar meu projeto de vida. Idealizava prestar serviços em informática ao meu município fazendo manutenção de micro-computadores, operação de sistemas, trabalhando como designer, dando aulas.

A Aliança com o Adolescente foi o pontapé inicial da minha nova vida. Nele conhecemos nossos direitos e deveres enquanto cidadãos, e descobrimos que nossos sonhos podem se tornar realidade se formos os protagonistas das nossas histórias. Antes do encerramento do projeto, fui convidado para trabalhar na área de informática da Prefeitura Municipal de Pombos, onde estou até hoje. Atualmente não sou mais um digitador, e, sim, Coordenador dos Programas Sociais, responsável por desenvolver ações que visam a melhoria da qualidade de vida das famílias carentes. Fui o primeiro jovem do meu município (Pombos) a cursar uma Faculdade de Ciência da Computação (Bolsa Kellogg), aumentado muito a minha auto-estima.

Orgulho-me de minha história, pois sei que, quem conhecê-la aprenderá que tudo é possível para aquele que acredita!”.

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