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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Laiane dos Santos
Laiane dos Santos
Busco sempre dividir o que estou aprendendo

À janela da casa sem reboco, Laiane dos Santos pode ver a horta que cultiva com os pais. Aos 18 anos e moradora da comunidade de Búzios, na cidade baiana de Nilo Peçanha, ela produz também cacau, banana e cravo. Para a jovem, seus produtos representam a prática do que ela aprende na escola. “Minha família sempre trabalhou no campo. Gosto de plantar de tudo um pouquinho. Acredito que é desse jeito que podemos ter um pouco mais de renda”, conta.

Bastante tímida, ela sorri com os olhos apertados enquanto comenta sobre sua rotina de estudos. É no sofá da sala que, quando está em casa, Laiane prefere estudar. Ao lado de um dos gatos da família, revisa os aprendizados da semana e segue estudando novos manejos agrícolas. “Para mim, é muito bom saber tanto as matérias teóricas quanto as práticas”, afirma.

A jovem também destaca a importância de vencer a timidez e liderar ações junto aos demais produtores do local onde mora. “Eu busco sempre compartilhar e dividir o que estou aprendendo”, afirma, salientando que, dessa forma, a região se desenvolve em conjunto.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

Foi no dia 25 de outubro de 2003, quanto tinha 18 anos, que Mariene Barbosa decidiu participar de um dia de campo realizado na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). “De fato os horizontes se ampliaram para mim e para os outros jovens participantes, que tivemos a oportunidade e a coragem de ser pioneiros de uma linda história que é a CFR-PTN”, afirma.

Conheça suas experiências:

Participei de diversos projetos, como Programa de Formação de Adolescentes Voluntários, Jovem Raiz e Programa de Formação de Adolescentes Protagonistas, mas a passagem por três anos pela CFR-PTN contribuiu para que eu desenvolvesse o desejo de facilitar o acesso à informação para a minha comunidade e contribuir com a efetivação da cidadania. Lá tive experiência com associações comunitárias, nas quais fui presidente e secretária administrativa, e realizei seminários rurais e mutirões juntamente com outros jovens. Ou seja, tive a oportunidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos na Casa.

Devido à separação de meus pais, ainda adolescente, tive que trabalhar para ajudar minha mãe nas tarefas domésticas e rurais. Isso permitiu que eu desenvolvesse a consciência de valorizar as oportunidades que surgissem, principalmente na área de educação, algo que era muito distante da minha realidade.

Atualmente, estou trabalhando na área jurídica do Instituto Direito e Cidadania (IDC), coordenando o Balcão de Justiça de Valença (BA). Percebo, assim, que meu sonho vem se concretizado, especialmente no que se refere a minha atuação no Núcleo de Mediação. Esse espaço possibilita e assegura o acesso à justiça e meu papel é oferecer conselhos, sugestões e orientar os cidadãos sobre seus direitos e deveres. A cada etapa que executo, percebo a necessidade constante de aperfeiçoar minhas habilidades profissionais e pessoais. Além disso, encarei um desafio especial, pois saí de minha terra natal para me fixar em outra localidade.

Todos os dias me inspiro no princípio “Educar para a Vida e para Valores”, o que me encoraja a seguir em frente, a aceitar os desafios. Assim, estou sempre em busca de novos conhecimentos a fim de que possam ser aplicados em prol da minha formação e da vida de outras pessoas. Além de fortalecer meu papel como agente do próprio destino. As gerações seguintes merecem um planeta tão bom quanto o que nos foi herdado. E quanto mais responsáveis formos, melhor será o futuro.

Quais são as perspectivas para o futuro? O que é preciso para se desenvolver com qualidade? É necessário morar em grandes cidades para conseguir viver de forma digna? Há três anos, esses eram alguns dos questionamentos de Quésia Santos, 18 anos, moradora da comunidade km 29, localizada no município de Piraí do Norte (BA). Ela, que sempre viu seus primos e amigos terminarem o Ensino Médio e se mudarem para os centros urbanos, quer permanecer na zona rural, ao lado de sua família.

Seu sonho começou a se tornar realidade quando dois monitores e o diretor de ensino da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) visitaram sua antiga escola para apresentar a proposta educacional da CFR-I. “Vou lembrar para sempre desse momento. Cheguei em casa e contei aos meus pais sobre a instituição. Inicialmente, não acreditaram, mas fomos conhecer a estrutura e fui uma das alunas selecionadas”, descreve Quésia.

Estudante do 3º ano, a jovem conta que depois da Casa Familiar começou a ver o campo com outros olhos e percebeu sua propriedade como um negócio. “Eu e meu pai não tínhamos diálogo, mas desde que comecei a levar novas técnicas de plantio, sento para conversar com ele, com meu avô e outras pessoas da minha comunidade. Hoje conseguimos trocar experiências sobre um assunto comum a todos”.

Cacau, graviola, banana e feijão são alguns dos cultivos de sua família. “Somado a isso, implantei um hectare de pupunha e vou fazer os primeiros cortes a partir do mês de novembro. Olho para o meu projeto e o vejo como um negócio, pois é a partir dele que começo minha vida como empresária rural”.

O exemplo influenciou sua irmã Camila Santos, que hoje cursa o 2º ano na CFR-I. “Percebi que o conhecimento adquirido aqui pode me levar além do que eu imaginava. Hoje, ajudo minha irmã e complementei seu projeto com mais um hectare de pupunha. Vamos nos tornar sócias”, afirma Camila.

Quando questionada sobre o que quer fazer quando se formar, Quésia conta que quer se tornar uma das associadas da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm). Além disso, quer mudar a realidade dos jovens de sua região. “Sou agente da transformação de minha família, da comunidade e do lugar onde vivo. Quero que todos percebam que não é preciso ir para a cidade trabalhar, que permanecer no campo é também uma opção. A melhor opção”, diz.

A CFR-I e a Coopalm são instituições ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht com o apoio de parceiros públicos e privados.

Anailton Santana dos Santos, 21 anos, começou a escrever um novo capítulo da sua história em 2013, quando ingressou na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). Hoje Técnico em Florestal pela instituição, o morador da comunidade da Escadinha, Taperoá (BA), tornou-se cooperado da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) e passou a fazer parte da associação da sua comunidade. “Passo pouco da minha experiência sobre associativismo para os agricultores e realizo ações, junto com os mesmos, para o desenvolvimento sustentável na nossa região”, afirmou.

Com o apoio da Casa Familiar, ele adquiriu novos conhecimentos e aprendizados que o tornaram um Jovem Empresário Rural. “Tenho 2,3 hectares de banana tipo terra e minha meta é chegar aos 5 hectares até fevereiro de 2017, além de um apiário com 15 caixas de abelhas visando a comercialização do mel e de pólen. Com isso, pretendo ainda fortalecer a cadeia através da criação de uma associação de apicultores do Baixo Sul da Bahia, para consolidar essa atividade na região”, diz, animado.

Diante de todas essas conquistas, ele se considera um jovem protagonista que se destaca de maneira positiva na atividade agrícola. “Tenho visão de futuro e, através do espírito de servir, busco sempre o desenvolvimento coletivo. Compartilho os conhecimentos como Técnico em Florestas para ajudar no desenvolvimento da região, sempre buscando fazer a diferença em minha comunidade’, completa. Cfaf e Coopatan fazem parte do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht.

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