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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Laiane dos Santos
Laiane dos Santos
Busco sempre dividir o que estou aprendendo

À janela da casa sem reboco, Laiane dos Santos pode ver a horta que cultiva com os pais. Aos 18 anos e moradora da comunidade de Búzios, na cidade baiana de Nilo Peçanha, ela produz também cacau, banana e cravo. Para a jovem, seus produtos representam a prática do que ela aprende na escola. “Minha família sempre trabalhou no campo. Gosto de plantar de tudo um pouquinho. Acredito que é desse jeito que podemos ter um pouco mais de renda”, conta.

Bastante tímida, ela sorri com os olhos apertados enquanto comenta sobre sua rotina de estudos. É no sofá da sala que, quando está em casa, Laiane prefere estudar. Ao lado de um dos gatos da família, revisa os aprendizados da semana e segue estudando novos manejos agrícolas. “Para mim, é muito bom saber tanto as matérias teóricas quanto as práticas”, afirma.

A jovem também destaca a importância de vencer a timidez e liderar ações junto aos demais produtores do local onde mora. “Eu busco sempre compartilhar e dividir o que estou aprendendo”, afirma, salientando que, dessa forma, a região se desenvolve em conjunto.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

"Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida”. É desta maneira que Timóteo Liberato de Mattos, 28 anos, resume sua passagem pelos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht.

Em 1995, ele participou do Prêmio Fundação Odebrecht - O Adolescente por uma Escola Melhor. “Em parceria com um colega de escola, Luciano dos Santos, fui terceiro colocado no Prêmio, cuja temática foi projetos que buscavam melhorar a qualidade da educação no Brasil”. O prêmio estimulava aos adolescentes para o uso de sua criatividade, sua linguagem e sua visão de mundo na elaboração de ações e materiais educativos. Viabilizou a execução do projeto Corrente pra Frente e a produção do kit Brasil “Treta” ou Tetracampeão.

Veja o depoimento de Timóteo:

Meu projeto teve por objeto a implantação de uma rádio estudantil, que veiculasse programas relacionados com a vida de estudante e temas correlatos, próprios do educando.

Eu diria que essa experiência representou uma virada de consciência em minha vida. Ainda na fase de elaboração, apresentou-me a um mundo completamente novo, onde era possível descortiná-lo e pensá-lo, e melhor, tentar mudá-lo. À época tinha 15 anos, e devo à Fundação Odebrecht a oportunidade proporcionada de enveredar pelos problemas que assolavam nosso sistema educacional e meditar, sobre como poderia contribuir para remediar essa chaga social.

Se pudesse falar em rito de passagem em nossa sociedade urbana, diria eu que este foi o meu primeiro, dada a intensidade da virada que se operou em minha vida. Somou-se ao Prêmio, a participação, em virtude da colocação conquistada, no Encontro Nacional de Jovens (ENJ), que também foi uma experiência de maturação e crescimento de valor inestimável.

Se tivesse réguas pra medir experiências pessoais, poderia dizer que o prêmio e a o ENJ, me conferiram os centímetros que me faltavam pra ingressar no mundo, como cidadão despertado e um pouco mais crescido. Hoje, advogado formado, aos 28 anos, ainda lembro vivamente desses momentos, sobretudo no que eles significaram para o meu crescimento como pessoa e como cidadão”.

“A Casa Familiar ensina para a vida. Comecei a enxergar a agricultura e o meu papel enquanto protagonista da minha história com outros olhos”. Com a fala firme e um olhar repleto de esperança, Alisson dos Santos Costa, 18 anos, da comunidade Bom Jesus, em Teolândia (BA), sabe que sua vida e da família começou a ser transformada desde que entrou para a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A instituição de ensino, apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, oportuniza condições favoráveis para o acesso a uma educação voltada para a realidade do campo, por meio do Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar na instituição, em 2014, Alisson contou com o incentivo de colegas já formados. “Eles foram um espelho para que eu tentasse mudar a minha realidade também, por meio do estudo e das oportunidades”, disse. Após passar por todas as etapas do processo seletivo, o adolescente iniciou seu primeiro ano de formação. “Foi desafiador desde o começo, quando nos ensinaram a fazer nosso Plano de Ação e perguntaram qual era a expectativa de produção do meu projeto de banana-da-terra. E era de apenas de 1.000 quilos”, conta. Com as técnicas aprendidas e as novas formas de cultivo, Alisson superou todas as expectativas, alcançando 6.000 quilos na primeira colheita. A produção faz parte do exercício prático do projeto Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Em casa, Alisson passou a repassar o conhecimento adquirido e a ajudar a reverter o quadro de sua família da zona de subsistência, ao incentivar que se tornassem associados da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que também integra o Programa PDCIS. Em três anos, eles passaram de 20 para 30 hectares de área para plantar. “Com a renda financeira melhor, compramos um carro, que nos auxilia para entregar a produção de banana, e instalamos um sistema de irrigação”, disse Alisson. Na comunidade, o jovem também está transformando outras vidas com seu papel protagonista. Por meio de seminários rurais e de visitas a outras propriedades, ele tenta compartilhar com os vizinhos, produtores rurais, todo seu conhecimento. Alisson e a família tornaram-se referências. “Estou sempre presente na associação de agricultores da minha comunidade”, completa orgulhoso.

Além do conhecimento técnico, o jovem conta que os ensinamentos da Tecnologia Empresarial Odebrecht, cultura empresarial disseminada pela Fundação Odebrecht às instituições que apoia, são levados para o seu dia-a-dia no campo e na vida pessoal. “Aprendi que precisamos cultivar o Espírito de Servir e ser bons com as pessoas. E a educação é a base de tudo isso”, conta. Em 2016, Alisson completará a formação na CFR-PTN e seus planos para o futuro estão na ponta da língua: “Continuar aumentando minhas áreas produtivas, não parar de estudar e permanecer no campo, que é o meu lugar”.

“Protagonismo Juvenil é pensar na comunidade”. Em poucas palavras e com muita seriedade, o jovem Edivanio Silva, 25 anos, define o que significa para ele ser um jovem protagonista de seu destino. Estudante do último ano de Administração, Edivanio participou de diversos projetos apoiados pela Fundação Odebrecht, na região do Baixo Sul da Bahia, durante a realização do Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, entre os anos de 1999 e 2002.

“A principal mudança em minha vida foi adquirir essa visão. Depois de participar do projeto ‘Conhecendo o Baixo Sul’ comecei a entender e exercer meu papel como cidadão”, conta Edivanio, que nasceu no município de Feira de Santana e se mudou, ainda criança, para Presidente Tancredo Neves.

Após sua passagem pelos projetos da Aliança, Edivanio fez estágio no Instituto Direito e Cidadania, uma iniciativa integrada ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul – DIS Baixo Sul. “Lá tive os primeiros contatos com a Tecnologia Empresarial Odebrecht [TEO] que, para mim, é uma filosofia de vida. Aprendi como é importante converter problemas em oportunidades. Acima de tudo, aprendi que o ato mais nobre de um ser humano é servir ao seu semelhante”.

Novos caminhos levaram o jovem a estagiar na Casa Familiar Rural (CFR) de Presidente Tancredo Neves. Muito trabalho e dedicação ajudaram-no a galgar espaços e alcançar a posição de responsável pela Organização Dinâmica da CFR. “Estou colaborando para fazer valer o que a TEO diz: formar talentos locais, potencializando-os para atingir novos desafios, ou seja, contribuindo com a formação de novos lideres”.

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