Apoie Nossa Causa

Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Matheus Santos
Matheus Santos
Meu sonho é ter uma propriedade rural com uma boa renda na agricultura

Os livros e cadernos de Matheus Santos, 15, estavam repletos de anotações e atividades da semana. O adolescente, que sempre gostou de estudar, conta que vem fazendo grandes planos para seu futuro. Sentado em um banco de madeira no fundo da casa onde mora com os pais e o irmão, em Presidente Tancredo Neves, no Baixo Sul da Bahia, ele explica que a família sempre viveu do campo. “Meu sonho é ter uma propriedade rural com uma boa renda na agricultura”.

Com a família, Matheus planta banana, cacau, guaraná e cravo. A mãe do jovem, Antonia de Jesus, diz que o filho agora é uma referência. “Ele adquire os conhecimentos na escola e traz para a família e para a comunidade. Isso se torna uma ótima experiência”.

O desejo de ajudar perpassa os planos de Matheus para o futuro. “Quando me formar em Técnico em Pecuária, quero fazer uma fábrica de polpa”, revela. “Isso vai ajudar a todos, pois vou poder incentivar outros produtores não ficarem apenas no plantio de cacau, mas poder buscar outras culturas”, exemplifica, afirmando que esse será seu foco enquanto empreendedor do campo.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

Micaías Paiva de Oliveira, hoje com 24 anos, visualizou novas perspectivas para seu futuro ao ingressar no Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste. A iniciativa foi fruto de uma parceria entre Fundação Odebrecht, Instituto Ayrton Senna, Fundação Kellogg e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES).

Filho de pais separados, Micaías conviveu com a pobreza e a fome por muitos anos, vendendo picolé, banana e mel medicinal nas comunidades vizinhas. Entre idas e vindas, e em busca de melhores condições de vida, despertou a vontade de aprender informática e se tornar um profissional conhecido em sua cidade. Conseguiu fazer seu primeiro curso na área com a ajuda do avô, que percebeu na informática um bom investimento para o futuro do neto.

Hoje ele é um exemplo de jovem protagonista que sonhou alto e fez a vida acontecer. Confira sua história:

“Em 1999, quando eu tinha 15 anos, surgiu a oportunidade de participar da Aliança com o Adolescente. Coloquei todas as minhas expectativas neste Programa, porque acreditava que lá eu me tornaria um bom Agente de Desenvolvimento Local. Fiz minha inscrição e fui selecionado.

Em março de 2000, as ações foram iniciadas. Com o decorrer do tempo, estávamos participando de projetos nas áreas de direito e cidadania, arte e cultura, agricultura orgânica e informática. Tínhamos que passar por todos, mas me identificava mais com ‘informática’. Recebi todo apoio para iniciar meu projeto de vida. Idealizava prestar serviços em informática ao meu município fazendo manutenção de micro-computadores, operação de sistemas, trabalhando como designer, dando aulas.

A Aliança com o Adolescente foi o pontapé inicial da minha nova vida. Nele conhecemos nossos direitos e deveres enquanto cidadãos, e descobrimos que nossos sonhos podem se tornar realidade se formos os protagonistas das nossas histórias. Antes do encerramento do projeto, fui convidado para trabalhar na área de informática da Prefeitura Municipal de Pombos, onde estou até hoje. Atualmente não sou mais um digitador, e, sim, Coordenador dos Programas Sociais, responsável por desenvolver ações que visam a melhoria da qualidade de vida das famílias carentes. Fui o primeiro jovem do meu município (Pombos) a cursar uma Faculdade de Ciência da Computação (Bolsa Kellogg), aumentado muito a minha auto-estima.

Orgulho-me de minha história, pois sei que, quem conhecê-la aprenderá que tudo é possível para aquele que acredita!”.

Rita de Cássia Clares de Lima, 25 anos, mora na cidade de Iguatu, no Ceará. Em 1999, ela participou da Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste, desenvolvendo um projeto de piscicultura junto com outros adolescentes da região. Hoje, Rita é coordenadora pedagógica do Insituto Elo Amigo e releva que todos os desafios que a vida lhe ofereceu contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal. Acompanhe:

“Iniciei no Projeto Aliança com o Adolescente ainda nas suas primeiras ações de mobilização social, mais precisamente em outubro de 1999. A princípio, como a maioria dos adolescentes, não sabia ao certo o que me esperava, mas sempre tive muito interesse em participar de projetos que promovessem o meu desenvolvimento pessoal e por isso entrei de corpo e alma nas atividades.

Passei pela etapa de formação pessoal e montei uma unidade tecnológica na cadeia produtiva da piscicultura juntamente com outros adolescentes na região de Suassurana, distrito de Iguatu. Era um desafio pela intensidade das atividades e pela distância que tínhamos que percorrer para realizar o manejo dos peixes (cerca de 4 km de bicicleta).

Mas mesmo assim, não media esforços em realizar bem o trabalho e em tentar mostrar para os demais adolescentes do nosso grupo que ali poderia ser uma grande oportunidade nas nossas vidas, como tenho certeza que foi para mim. Por conta da facilidade de coordenação e compromisso com o trabalho, após pouco mais de um ano, fui convidada para assumir uma turma de adolescentes do Centro de Resultados (CR) Adolescentes Solidários do Instituto Elo Amigo. O convite mexeu muito comigo, pois eu passaria a formar outros adolescentes. Motivada pelo desejo de me desenvolver ainda mais, não hesitei e encarei o desafio.

A partir dessa experiência, recebi outro convite, desta vez do coordenador do CR Agroecologia Familiar e comecei, de forma bem mais intensa, a apoiar no desenvolvimento humano e sustentável da região. Sempre me dediquei para realizar um bom trabalho e sobretudo para fazer valer as oportunidades que a mim eram proporcionadas. Mais do que isso, sempre levei muito a sério o meu processo de desenvolvimento pessoal e profissional, buscando participar ativamente da construção metodológica e estratégica da nossa instituição.

Tal dedicação e empenho foi recompensado gradativamente com novos desafios. Passei a ser coordenadora pedagógica. Neste mesmo período, entre 2006 e 2007, ingressei na universidade e comecei a fazer o curso de Letras/Português, objetivando fortalecer a minha formação continuada e melhorar ainda mais a minha prática pedagógica junto ao Instituto Elo Amigo.

Todas essas etapas fizeram de mim uma jovem que, desde muito cedo, sabia o que queria para mim e para minha região. Tenho que ressaltar que toda a trajetória sempre foi repleta de bons desafios, sobretudo profissionais. O mais novo é o de coordenar o Programa da Agroecologia Familiar, extinto CR Agroecologia Familiar, projeto que, sem sombra de dúvida, me ofereceu e continua oferecendo as melhores oportunidades para meu crescimento pessoal e profissional”.

Em 2007, com apenas 17 anos, Jailton Ribeiro já tinha perfil para empresariar seu próprio negócio. Foi nessa época, estudando na unidade de ensino Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), que adquiriu os conhecimentos necessários para desenvolver as culturas de mandioca, abacaxi, cacau e banana na sua propriedade. “Ninguém acreditava que era possível produzir em nossa terra”, revela. Após a passagem pela CFR-PTN, Jailton, morador da comunidade de Ouro Preto, em Presidente Tancredo Neves (BA), e sua família cuidam de 40 hectares de plantação, chegando a acumular renda mensal de mais de R$ 5 mil somente com essa atividade. “Nossa plantação está se desenvolvendo bem e devo isso à Casa Familiar pelo investimento em minha formação”, afirma o jovem.

Os três anos passados na CFR-PTN foram suficientes para Jailton influenciar seu pai, João de Melo, a adotar os métodos aprendidos. “Sempre tive apoio dele, mas quando os resultados começaram a aparecer, ele passou a confiar mais em meu trabalho”, declara. Atualmente, o agricultor João está associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). Dessa forma, encontra destino certo para escoar sua produção, já que os frutos entregues lá são comercializados em redes de supermercado do estado da Bahia. “Aliamos qualidade com menor custo e temos renda com agricultura. Meu sonho é cuidar mais e melhor do plantio, pois tenho planos de me manter apenas com isso. O que quero é ficar em minha comunidade e ser dono de meu negócio”, assegura Jailton.

Alinhadas com os objetivos do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Intagrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), CFR-PTN e outras unidades de ensino, como Casa Familiar Rural de Igrapiúna e Casa Familiar Agroflorestal, contribuem para formar uma geração de novos empresários rurais na região. Utilizando uma metodologia diferenciada, conhecida como Pedagogia da Alternância, integram conhecimento teórico com atividade prática. O que reforça o conceito de educação pelo trabalho, uma das bases da Tecnologia Empresarial Odebrecht. “A CFR-PTN me deu caminho para me desenvolver como pessoa e profissional. Me sinto agraciado com a oportunidade e fico feliz de ver outros jovens sendo acolhidos pela Casa”, pontua Jailton. “Minha propriedade é exemplo concreto de experiência vivida há quatro anos. Tenho orgulho em acordar pela manhã e saber que minha empresa me espera”, finaliza.

Newsletter
Receba nossas novidades
Basta informar seu nome e melhor e-mail.
preload
2018 - 2021. Fundação Odebrecht. Todos os direitos reservados.
Produzido por: Click Interativo - Agência Digital