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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Naiquiele Nascimento
Naiquiele Nascimento
A zona rural é muito importante e precisamos valorizá-la

Dentre os 12 filhos do casal Gonçalo e Patrícia Nascimento, Naiquiele é a única que, até agora, demonstrou interesse em dar continuidade aos negócios da família no campo. De raciocínio rápido e olhar inteligente, a jovem de apenas 17 anos fala sobre a necessidade de valorização do trabalho agrícola. “Se não fosse o campo, o que seria do povo da cidade? A zona rural é muito importante e precisamos valorizá-la”, defende.

Enquanto os quatro irmãos que já haviam chegado da escola brincam de bola no quintal, Naiquiele conta que cresceu na agricultura. “É o que eu gosto de fazer. Estou aprendendo muita coisa, a como mexer na terra de maneira correta e trazer novos conhecimentos para meus familiares, por exemplo. O aprendizado transformou minha realidade”.

Ao lado do pai, seu grande exemplo, a menina planta cacau, feijão, milho, amendoim e hortaliças. Naiquiele afirma que, hoje, já consegue um retorno financeiro melhor para contribuir em casa e com os irmãos a partir do que vende para a comunidade. “Queremos viver de forma digna e ter o nosso sustento”, comenta.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

Ao tomar uma decisão, espera-se sempre acertar. Mesmo se não der certo, o importante é o aprendizado. Afinal, somente ao tentar é que será possível conhecer o resultado. Benivaldo dos Santos, 24 anos, seguiu esse caminho. Resolveu ingressar, em 2008, na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) e mudou a sua história. Assim, deixou para trás a ideia de migrar para um centro urbano.

“Não quero sair da região. Tenho um laço de confiança com a minha comunidade. Eles acreditam em mim. Não tinha sonhos e nesses últimos anos conquistei muitas coisas, é gratificante”, ressalta o jovem, que mora na comunidade Ouro Preto, localizada no município baiano de Presidente Tancredo Neves.

Durante sua passagem pela CFR-PTN, Benivaldo desenvolveu três projetos educativos produtivos: dois de plantação de banana e um de maracujá. O primeiro não deu certo por conta de uma seca que atingiu a região, mas o sucesso dos seguintes o compensou. “Meu segundo projeto foi eleito um dos dez melhores da turma, por conta da produtividade. Com o de maracujá, virei referência na comunidade. Hoje sou responsável pela aula prática dos atuais educandos da CFR-PTN sobre esse tema”, conta.

Com o fim da formação, em 2010, o jovem deu continuidade aos cultivos e tornou-se Líder de Produção Vegetal da Fazenda Novo Horizonte, onde estão localizadas a CFR-PTN e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), da qual é associado há um ano. "A Coopatan garante o destino certo para a minha produção. Assim, tenho um maior retorno financeiro", destaca. A Coopatan e também a CFR-PTN integram o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Benivaldo não se arrepende das decisões que tomou. Com trabalho e dedicação conseguiu multiplicar sua renda. “Prestava serviço como diarista e ganhava R$100 por mês. Agora chego a receber R$1.400”. Para o futuro, faz planos de comprar 10 hectares de terra para sua família e, após torná-la produtiva, ingressar na faculdade para cursar Agronomia. “Estou seguindo a minha vocação. As escolhas que fiz mudaram minha vida. Sou feliz porque tenho a minha roça e projetos que estão dando certo”, garante.

“Jamais esquecerei o meu papel social”. A frase é do jovem Dhones Araújo das Neves, egresso do programa Pacto do Sítio do Descobrimento pela Educação. Aos 23 anos, Dhones cursa o terceiro semestre de Comunicação e mora na cidade de Itabuna, no interior da Bahia. Ele conta sua trajetória e revela que a verdadeira da realização está em melhorar a vida do próximo:

“Conheci o programa Pacto do Sítio, em 1998, na cidade de Porto Seguro. Encontrei nele uma motivação especial para buscar vários sonhos, que até hoje se realizam.

Foi no grupo Pró-Ativos que tudo começou. Tínhamos o objetivo de educar crianças e jovens em nossa região. Com isso, foi inevitável a capacitação dos voluntários que ao longo do tempo foram se destacando, cada um dentro da habilidade que melhor desenvolvia. Colocávamos nossa prática a favor da comunidade.

Muitas foram as conquistas pessoais. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de conhecer lugares e pessoas que contribuíram e contribuem até hoje para meu crescimento profissional. Participei de diversas ações nas quais aprendi que a verdadeira realização está no fazer para melhorar, um pouco que seja, a vida do próximo.

Entre estas iniciativas, a que mais me marcou foi as aulas de reforço que ofereci em uma escola pública da periferia. Emociona-me saber que por meio dessa ação, muitas crianças aprenderam a ler e escrever. Ainda hoje, ao ser encontrado na rua, lembram com carinho de mim. No sorriso dessas pessoas, posso ver a recompensa que não tem preço.

O Pacto do Sítio teve uma importância muito grande em minha vida. Através dele, me tornei um jovem formado para a vida. Jamais esquecerei o meu papel social”.

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