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Conheça histórias de jovens protagonistas que participaram de projetos apoiados pela Fundação Odebrecht ao longo dos seus mais de 50 anos.
Patrícia de Oliveira
Patrícia de Oliveira
Precisamos correr atrás e não desistir dos nossos sonhos

Para chegar até a propriedade onde Patrícia de Oliveira mora com os pais e os irmãos, é preciso subir e descer muitas ladeiras em uma estrada de terra da comunidade de Ponte Pedra Nunes, no município de Taperoá. À entrada da casa sem reboco, uma profusão de sementes de cupuaçu seca ao sol. A menina explica: “é a nossa principal fonte de renda”.

Em sua roça, a família também planta cacau e banana, além de um pouco de rambutan e uma horta. Essa, Patrícia fez questão de mostrar com muito orgulho. “Sou eu quem cultiva”, conta. A adolescente comenta que as bonitas folhas de alface são fruto do que aprende na escola – um conhecimento que garante não reter apenas para si. “Sempre divido as coisas novas que vejo na escola”.

Patrícia planeja terminar seus estudos e buscar outras especializações para fazer. Segundo a jovem, de apenas 16 anos, é necessário ter coragem para transformar sua realidade. “Para conseguir o que queremos, precisamos correr atrás e não desistir dos nossos sonhos. Vale a pena todas as dificuldades que a gente passa para poder conquistar nossos objetivos”.
 

Conheça a história de outros jovens apoiados

Todos os dias, Necildo Silva, 27 anos, acorda antes das 5h da manhã para se dirigir ao seu local de trabalho. Pouco mais de 50 minutos de viagem separam os municípios baianos de Santo Antônio de Jesus e Presidente Tancredo Neves, onde ele atua como assistente educador na Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan).

Durante o deslocamento ele aproveita para ler e se atualizar sobre os temas relacionados a sua atividade e planejar as próximas ações. “Sinto-me honrado por servir aos agricultores. Torná-los mais compromissados e disciplinados é um dos meus desafios diários”, assegura Necildo. Em sua rotina, o jovem compartilha as melhores técnicas para manejo de solos, além dos mais diversos cultivos.

Formado em 2010 no curso técnico em agropecuária pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ele conta que antes de ingressar na instituição não tinha perspectivas de viver da agricultura. “Com o tempo, tudo mudou e percebi que precisava mostrar para outras pessoas a importância de permanecermos no campo”, diz.

Ao finalizar os estudos, o primeiro passo foi se tornar um dos associados da Coopatan. “No segundo ano comecei a cultivar abacaxi, aipim e banana tipo terra na propriedade da minha família. Precisava do apoio para escoamento da produção e hoje minha renda somente com esses plantios é de R$ 1.300”.

A vontade de compartilhar os conhecimentos e contribuir com a mudança na vida de outras pessoas fez com que Necildo iniciasse sua atuação como assistente educador na Cooperativa. Desde então, seu objetivo é transmitir os aprendizados e técnicas agrícolas aos que não tiveram oportunidade de uma educação diferenciada no campo.

A rotina do agricultor e as contribuições para o desenvolvimento da região não chegam ao fim quando ele retorna para sua casa. A cada quinze dias, o jovem participa das reuniões da associação de moradores da comunidade do Calumbí 2, em Presidente Tancredo Neves. “Este é mais um momento de interação e troca de experiências com agricultores que também nos ensinam muitas coisas”, completa.

A CFR-PTN e Coopatan são instituições que fazem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht.

A agricultura familiar pode parecer simples na nomenclatura, mas a sua atividade econômica vem ganhando forças no abastecimento interno do país. É o que mostra alguns dados do Ministério da Agricultura, que a aponta como responsável por 70% dos produtos rurais que estão na mesa dos brasileiros. Na Bahia, a produção de farinha, por exemplo, atinge a marca de 91%.

Em Presidente Tancredo Neves, uma família de produtores rurais trabalha em conjunto para o fortalecimento da agricultura na sua região. Na propriedade de 6 hectares de Dona Miralva e Seu Vanderley dos Santos, a produção de banana-da-terra, aipim e mandioca é cultivada com a ajuda do filho Joivan dos Santos. O jovem de 18 anos estuda na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), instituição apoiada pela Fundação Odebrecht, e aprende novas tecnologias e formas sustentáveis para auxiliar o desenvolvimento das plantações. Mas, segundo ele, sua contribuição só foi reconhecida aos poucos. “Meus pais tiveram resistência em aceitar as novidades que trago da Casa Familiar. Hoje, eles notam a diferença que certas ações podem fazer em nossa produção agrícola”, conta orgulhoso.

Miralva, a mãe, não esconde que o trabalho em conjunto com o filho agregou em termos de qualidade dos produtos e de informação sobre as novas tendências da agricultura. “Ficamos cientes do que há de mais eficiente para cada tipo de cultivo. Todos participam e, juntos, estamos construindo um futuro muito promissor”, afirma. Ela é associada à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que beneficia e agrega valor aos produtos da família, garantindo uma renda segura todo mês.

“Sou agricultor e gosto de viver no campo”, diz, com satisfação, Sandoval Santos, 27 anos. O jovem vive na comunidade da Serra da Bananeira, em Presidente Tancredo Neves (BA) e seus olhos brilham ao falar sobre as mudanças que ocorreram nos últimos anos. Ele conta que antes não tinha perspectivas de continuar no campo e, em 2005, a visita de representantes da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) à sua comunidade fez toda a diferença. “Apresentaram um projeto novo na região. Aceitei o desafio e hoje posso ver que fiz a escolha certa”, diz.

A CFR-PTN oferece educação técnica integrada ao Ensino Médio e sua metodologia é baseada na Pedagogia da Alternância: o jovem passa uma semana em período integral, com aulas na sala (teóricas) e no campo (práticas), e duas na propriedade junto com suas famílias, aplicando novos conhecimentos.

Na instituição de ensino, Sandoval aprendeu sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solos, irrigação, drenagens, além dos mais diversos cultivos e implantou dois hectares de banana e mandioca. A área de plantio da minha família era pequena e, quando terminei o curso, já havia utilizado todos os hectares disponíveis. Precisava de mais terra para plantar”, explica.

Com o Fundo de Acesso à Terra (FAT), mecanismo que visa proporcionar assistência técnica e financeira a ex-alunos da CFR-PTN, Sandoval encontrou oportunidade para se desenvolver como agricultor e cuidar de seus projetos agrícolas. “As dificuldades foram muitas e a falta de rentabilidade sempre foi um desafio, mas, plantando em áreas maiores, é viável. Tenho certeza de que posso viver do campo”, diz.

Ele é um dos sete selecionados para a primeira etapa da iniciativa criada pela própria instituição em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). As instituições fazem parte do Pacto de Governança do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Odebrecht. “Vimos que cada jovem tinha, em média, apenas cinco hectares para produzir e isso estava influenciando-os a sair do campo”, conta Juscelino Macedo, então Líder do Negócio Mandioca e Fruticultura.

“A Casa Familiar ensina para a vida. Comecei a enxergar a agricultura e o meu papel enquanto protagonista da minha história com outros olhos”. Com a fala firme e um olhar repleto de esperança, Alisson dos Santos Costa, 18 anos, da comunidade Bom Jesus, em Teolândia (BA), sabe que sua vida e da família começou a ser transformada desde que entrou para a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). A instituição de ensino, apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, oportuniza condições favoráveis para o acesso a uma educação voltada para a realidade do campo, por meio do Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio.

Para ingressar na instituição, em 2014, Alisson contou com o incentivo de colegas já formados. “Eles foram um espelho para que eu tentasse mudar a minha realidade também, por meio do estudo e das oportunidades”, disse. Após passar por todas as etapas do processo seletivo, o adolescente iniciou seu primeiro ano de formação. “Foi desafiador desde o começo, quando nos ensinaram a fazer nosso Plano de Ação e perguntaram qual era a expectativa de produção do meu projeto de banana-da-terra. E era de apenas de 1.000 quilos”, conta. Com as técnicas aprendidas e as novas formas de cultivo, Alisson superou todas as expectativas, alcançando 6.000 quilos na primeira colheita. A produção faz parte do exercício prático do projeto Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, apoiado pelo Programa Tributo ao Futuro, da Fundação Odebrecht.

Em casa, Alisson passou a repassar o conhecimento adquirido e a ajudar a reverter o quadro de sua família da zona de subsistência, ao incentivar que se tornassem associados da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que também integra o Programa PDCIS. Em três anos, eles passaram de 20 para 30 hectares de área para plantar. “Com a renda financeira melhor, compramos um carro, que nos auxilia para entregar a produção de banana, e instalamos um sistema de irrigação”, disse Alisson. Na comunidade, o jovem também está transformando outras vidas com seu papel protagonista. Por meio de seminários rurais e de visitas a outras propriedades, ele tenta compartilhar com os vizinhos, produtores rurais, todo seu conhecimento. Alisson e a família tornaram-se referências. “Estou sempre presente na associação de agricultores da minha comunidade”, completa orgulhoso.

Além do conhecimento técnico, o jovem conta que os ensinamentos da Tecnologia Empresarial Odebrecht, cultura empresarial disseminada pela Fundação Odebrecht às instituições que apoia, são levados para o seu dia-a-dia no campo e na vida pessoal. “Aprendi que precisamos cultivar o Espírito de Servir e ser bons com as pessoas. E a educação é a base de tudo isso”, conta. Em 2016, Alisson completará a formação na CFR-PTN e seus planos para o futuro estão na ponta da língua: “Continuar aumentando minhas áreas produtivas, não parar de estudar e permanecer no campo, que é o meu lugar”.

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