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14h35

Modelo da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia é consagrado na Mostra de Tecnologias Sustentáveis do Ethos

Com apoio da Fundação Odebrecht, comunidade assentada da Mata do Sossego, em Igrapiúna, transformou-se em polo agricultor produtivo.

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Com 420 cooperados e cerca de 1.200 hectares de área produtiva, a Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul (Coopalm) conquistou o reconhecimento do Instituto Ethos. De 16 a 18 de junho, ao longo da Mostra de Tecnologias Sustentáveis, no Hotel Transamérica, em São Paulo, o modelo inovador de tecnologia de inclusão social da Coopalm, consagrado na categoria negócios rurais do Ethos, será exibido ao público. A Coopalm integra o Modelo de Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, fomentado pela Fundação Odebrecht na região do Baixo Sul da Bahia.

Criada em 2004, a Coopalm tem como objetivo orientar técnica e financeiramente os agricultores familiares de palmito de pupunha. Com o apoio da Fundação Odebrecht, a Coopalm elabora os projetos de financiamento agrícola dos cooperados e encaminha ao Banco do Brasil. A verba de todos os projetos é liberada de uma só vez na conta da Coopalm. Os cooperados terão acesso aos recursos à medida que o trabalho for executado no campo, eliminando os riscos da não conciliação do cronograma físico com o financeiro e da não utilização adequada dos recursos.

Outra forma de financiamento, que também ressalta o modelo inovador de tecnologia de inclusão social da cooperativa, são os Fundos Rotativos. Esse meio de aplicação financeira permite que a Coopalm execute as práticas agrícolas nas propriedades dos cooperados, independentemente do cronograma de liberação de verba do Banco do Brasil. “O eterno descasamento entre os tempos da agricultura, determinado pelas estações climáticas, e o tempo do banco, determinado pela burocracia do crédito agrícola, deixa de ser um fator limitante”, diz Roberto Lessa, responsável pela Coopalm.

Além da estrutura de financiamento, a Coopalm introduziu novos tratos culturais à produção do palmito, como a condução de touceiras e a colheita no ponto ótimo de maturação da haste de palmito. Essa nova metodologia beneficiou a qualidade e rendimento industrial do palmito, refletindo na valorização do produto: de R$ 0,65, a haste da pupunha passou a valer R$ 1,00. As hastes, entregues à Cooperativa, são beneficiadas na Ambial, indústria prestadora de serviços. Os palmitos são envazados nas modalidades inteiro, picado e rodela, com sabores diferentes, totalizando 13 tipos.

O palmito, produzido no Baixo Sul, já foi exportado para a França e Estados Unidos e tem certificados ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISSO 14001, APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), além do Rainforest Alliance Certified - certificação que auxilia o consumidor a identificar produtos agrícolas de origem responsável, que observam a conservação dos recursos naturais e as condições socioeconômicas de produtores e suas famílias. A Coopalm tem uma produção anual de 2,8 milhões de hastes/ano. A expectativa é de um crescimento na produção de 15% para 2010.

Comunidade da Mata do Sossego

Responsável por 5% da produção da Coopalm, a comunidade da Mata do Sossego, no município de Igrapiúna, na região do Baixo Sul, é modelo de desenvolvimento sustentável. Até 2004, as 82 famílias assentadas na Mata do Sossego formavam uma comunidade improdutiva, desarticulada e com altos índices de violência. Com a chegada da Fundação Odebrecht à região, a comunidade evoluiu em renda e em capital humano, social e ambiental. Tornou-se exemplo de assentamento produtivo, em uma comunidade agora estável, receptiva e organizada.

Ao chegar à Mata do Sossego, a Fundação Odebrecht disponibilizou a assistência técnica, qualificada e comprometida aos assentados. Das 82 famílias, após processo de mobilização e seleção, inclusive das áreas aptas ao cultivo da lavoura, 39 iniciaram os trabalhos na cadeia produtiva do palmito. Com financiamento suficiente para implantar 39 hectares de terra, conseguiram, com o gerenciamento financeiro da cooperativa, plantar 50, 28% a mais do contratado. Com 11 meses de plantio, realizaram os primeiros cortes.

Após mais de 3 anos de trabalho, a Mata do Sossego apresenta uma produtividade similar a iniciativa privada na região. A renda média mensal das unidades-família evoluiu de R$ 150 para R$ 600 com a lavoura de pupunha. O sucesso da implantação da cadeia produtiva do palmito na Mata do Sossego foi tamanho que Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) convidou a equipe da Fundação Odebrecht e da Coopalm para fazer o mesmo com outros dois assentamentos que reúnem 75 famílias. A Fundação Odebrecht vem adotando esta tecnologia, aceita pelo Banco do Brasil e outros parceiros, no apoio a outros assentamentos.

Fundação Odebrecht

Criada em 1965, a Fundação Odebrecht é uma instituição privada, sem fins lucrativos, mantida pela Organização Odebrecht. Desde 1988, direcionou sua atuação para a promoção da educação de jovens. O conjunto de ações, que já beneficiou direta e indiretamente cerca de 9.700 pessoas, concentra-se no Baixo Sul da Bahia, região formada por 11 municípios e composta por um mosaico de Áreas de Proteção Ambiental (APA).

O Modelo de Desenvolvimento Integrado e Sustentável da APA do Pratigi, que integra todas as iniciativas, privilegia o jovem e sua interação com a família e busca transformar a realidade de comunidades da zona rural. Os projetos em andamento promovem o desenvolvimento dos Capitais Produtivo (geração de trabalho e renda), Humano (educação rural de qualidade), Social (construção de uma sociedade mais justa e solidária) e Ambiental (conservação do meio ambiente), que interagem e se complementam. Entre 2003 e 2008, o investimento realizado foi superior a R$ 97 milhões.

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