Comunicação

11h48

Desenvolvimento Produtivo

Estudantes das Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht compartilham histórias de transformação pelo trabalho, ao lado de suas famílias

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“Na lavoura de cacau, nossa produtividade aumentou. Antes de estudar na Casa Familiar, colhíamos oito arrobas por ano, no máximo. Agora, já estamos em 18 e nem chegamos ao fim do ano ainda”, afirma Leomayk Santos, fazendo um comparativo sobre como era a produção da sua família antes dele ingressar na Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I).

Residente do município de Ituberá (BA), o estudante, que está no 2º ano de formação, trabalha ao lado dos pais e irmãos também cultivando seringa, feijão, milho e banana. Com o conhecimento técnico adquirido na escola, conta que pôde ajudar família a desenvolver seu trabalho no campo. “Vemos o quanto o plantio evoluiu em termos de produtividade”, reflete.


Leomayk Santos, estudante da CFR-I, tem ajudado a família na produção de cacau

A história de Leomayk é semelhante à de Ana Rita Santana, que cursa o 3º ano na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). “Quis entrar na Casa porque um primo tinha sido aluno e, depois disso, conseguiu transformar sua realidade”, lembra.  Quando ingressou na escola, sua mãe, Roquelina Santana, passava por alguns problemas financeiros e a jovem queria ajudar. “Desde então, minha vida mudou muito”, relata. Ela e a mãe cultivam banana, cacau, mandioca, abacaxi, pimenta do reino e guaraná, no município de Presidente Tancredo Neves (BA). “Somos nós quem cuidamos da propriedade”, salienta, com orgulho. “Hoje, sei que posso viver com qualidade de vida no campo”.

Leomayk e Ana Rita compõem o quadro de 306 jovens atualmente em formação nas Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), que, desde 2003, vem atuando para transformar social, econômica e ambientalmente as condições de vida das pessoas do Baixo Sul da Bahia, apoiando também a Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), a Organização de Conservação da Terra (OCT) e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan).

Mudanças em rede

“A partir do momento em que estamos formando o jovem profissionalmente, consolidamos a possibilidade de gerar a mudança”, comenta Rita Cardoso, diretora da Cfaf. “Vemos que há uma transformação no perfil econômico da região. E os alunos cada vez mais buscam por isso, eles querem oportunidades de se fixar no campo”. Segundo Rita, o comportamento atuante e protagonista dos estudantes é um incentivo para o desenvolvimento sustentável do espaço no qual estão inseridos. “Os jovens tendem, cada vez mais, a modificar a economia de onde vivem. A própria comunidade o vê como alguém que tem condições de levar desenvolvimento para toda a região”.


Aluna do 3º ano da CFR-PTN, Ana Rita Santana trabalha ao lado da mãe no campo

Essa transformação, para Thales Lima, monitor da CFR-PTN, se dá em grande parte pela renovação de conhecimento proporcionada pelas escolas. “Os alunos aprendem novas formas de produzir, compartilham com as pessoas ao redor e elas começam a seguir essas orientações. No final, tem-se uma qualidade da produção e um aumento no preço pelo qual conseguem vender o que cultivam, e isso está associado ao ganho financeiro”, salienta Lima, que destaca o papel que os jovens têm desempenhado no crescimento produtivo de suas famílias e no desenvolvimento das regiões onde moram. “Nesse processo, todos passam a ter uma melhor qualidade de vida”, reforça o monitor.

 

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