Comunicação

18h58

Coopemar fecha contratos de fornecimento com Wal-Mart

Para começo da parceria, a entidade está fornecendo para as lojas Cesta do Povo Ogunjá e Rio Vermelho.

A Cooperativa Mista de Marisqueiros, Pescadores e Aqüicultores do Baixo Sul da Bahia (Coopemar) está ampliando tanto a produção de tilápia estuarina (cultivada em ambiente de estuário) como a parceria com redes supermercadistas para revenda de filé do peixe. Depois do acordo com a multinacional norte-americana Wal-Mart, em junho, para a oferta de produto nas lojas Hiper Bompreço Iguatemi e Bompreço Pituba, no mês passado foi assinado contrato com a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), controlada pelo governo estadual. Para começo da parceria, a entidade está fornecendo para as lojas Cesta do Povo Ogunjá e Rio Vermelho. No total, já são quatro toneladas de filé de tilápia enviadas por mês para os quatro pontos-de-venda.

Outras duas toneladas do produto estão seguindo, em caráter experimental, para revenda na França. "Nossa expectativa é passar a exportar regularmente para varejistas e restaurantes franceses no próximo ano", conta Bruno Falcão, líder da Coopemar e da cadeia produtiva da aqüicultura. Ele informa que, para produzir cada quilo de filé, são usados três quilos do pescado. Nas lojas em Salvador, o consumidor pode encontrar o produto a partir de R$17/kg. Na França, custa 12 euros/kg. A rede Wal-Mart está prometendo ampliar a parceria para mais cinco lojas Bompreço na capital até o final deste ano. Para dar conta da demanda, a Coopemar vai incluir seis novas famílias de produtores no negócio. "Atualmente, temos 16 famílias beneficiadas. Cada família cultiva um módulo do projeto, que é composto de dez tanques-redes. A produção familiar é de 15,5 toneladas de tilápia por ano", explica Falcão.

A Coopemar e o projeto de tilápia estuarina integram o programa DIS Baixo Sul (Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia), iniciativa da Fundação Odebrecht em parceria com os governos federal e estadual. A cooperativa, que opera desde o ano passado, abrange quatro comunidades do município de Cairu, naquela região do estado. "São os distritos de Canavieiras, Torrinhas, Alves e Tapuias, onde moram cerca de 800 pessoas", diz o líder da entidade. Segundo ele, a criação da tilápia em ambiente estuário resulta em um produto com vantagens em comparação ao peixe pescado em seu habitat: a carne é mais consistente e de gosto nem adocicado nem acentuadamente salgado, porque o peixe consome apenas ração balanceada. "A carne não fica com aquele gosto típico de terra", observa. Todo lucro do negócio, assegura Falcão, é revertido para as famílias envolvidas.

Fonte: Correio da Bahia, 25 de novembro de 2005
Repórter: Toni Vasconcelos

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